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História Fora de Ordem - Capítulo 26


Escrita por: klgodevi

Notas do Autor


Olá pessoal, tudo bem?
Ri muito com as reações da história sobre Las Vegas de ontem... aqui neste site, a maioria ficou muito indignada com o que Darcy fez, em outro, a maioria achou romântico e teve até gente que colocou a culpa em Elizabeth (injusto)....
O capítulo de hoje é mais calmo... prometo...
Espero que gostem... Boa leitura!!

Capítulo 26 - Chave Antiga


Fanfic / Fanfiction Fora de Ordem - Capítulo 26 - Chave Antiga

26 – Chave Antiga

“Oh, meu Deus...” Caroline sussurrou. “Se parece tanto com Pemberley.”

Louise, parada ao lado da irmã e olhando para a mansão, revirou os olhos. “Como você sabe, Caroline? Você nunca esteve lá...”

Caroline lançou um olhar sujo na irmã. “Eu li diversas matérias sobre Pemberley e vi várias fotos. Eu conheço tudo o que é necessário. EU deveria ser a dona disso e não aquela criatura com quem ele se casou.”

Louise, que durante algum tempo nutriu esperanças da irmã se casar com o bilionário famoso, com o tempo tinha desistido. “Você ainda acredita no que o Sr. Wickham contou?”

Caroline, andando para a entrada da casa e olhando tudo ao redor com inveja, quase fumegava de raiva. “Ele deve estar falando a verdade. Não existe outro motivo para o tio dele pedir para formularem aquele contrato... eu vi o documento com os meus próprios olhos... sem contar que quando eu perguntei para o Charles se Will tinha elaborado algum contrato nupcial com ele, ele disse que não era da minha conta... você sabe que o Charles sempre acaba cedendo e responde tudo o que eu pergunto... dessa vez ele não cedeu. Só pode ser porque não foi ele quem elaborou o contrato...”

Louise deu de ombros. “Charles fez o certo... ele realmente não deveria mostrar isso para ninguém.”

“Eu vou descobrir a verdade hoje... custe o que custar.” Caroline declarou decidida antes de se calar por estar próxima do irmão.

“Caroline, Louise... vocês chegaram quase ao mesmo tempo que a gente.” Bingley estava parado na entrada da mansão com Jane ao lado. “Onde está o Hurst?”

Louise, parecendo um pouco constrangida, respondeu. “Ele saiu com alguns amigos hoje e quando voltou para casa não estava se sentindo muito bem.”

Bingley sabia que aquela resposta significava que seu cunhado estava quase em coma alcoólico. “Venha... Darcy e Lizzy estão nos esperando com a Charlote lá dentro.”

Eles entraram na casa para encontrar Charlote admirando alguns quadros pendurados na grande sala, fazendo comentários sobre cada um, enquanto Darcy e Elizabeth sorriam para ela e respondiam qualquer dúvida. O que mais irritou Caroline era a postura de Darcy: parado atrás de Elizabeth com os braços firmemente ao redor da cintura dela. Os lábios dele estavam na têmpora dela, a beijando enquanto as mãos não paravam de fazer uma carícia.

Darcy cumprimentou primeiro Bingley e Jane com bastante entusiasmo e em seguida Louise e Caroline com uma postura polida e um pouco distante. Ele odiava ter as duas mulheres na sua casa, principalmente em um dia que ele e Elizabeth queriam ficar tão à vontade diante de seus amigos, infelizmente seria falta de educação não as incluir no convite. Ele estava extremamente feliz porque finalmente não haveria necessidade de se controlar. Não haveria medo de deixar Elizabeth desconfortável. Ele poderia beijá-la e abraça-la o quanto quisesse, e pelo que ele percebeu, Elizabeth amava receber toda aquela atenção e devolvia com igual intensidade. Ele estava no paraíso e não seria duas mulheres invejosas que estragariam a sua felicidade.

Elizabeth, sendo uma anfitriã atenciosa, ofereceu bebida para todos eles e notou Caroline quase rosnar enquanto a assistia ocupar o lugar que sempre desejou. Embora Elizabeth não gostasse de Caroline, ela resolveu ser gentil e fingiu que não percebia os olhares de desdém e inveja no rosto da outra mulher.

“Eliza... eu percebo que não existe nem uma única foto sua aqui...” Caroline estava triunfante ao notar esse fato. Corroborava com as fofocas que Wickham estava espalhando. No cômodo onde eles estavam, um dos mais elegantes que Caroline tinha entrado, havia fotos dos falecidos pais de Darcy, dele mesmo e de Georgiana, mas nada de Elizabeth.

Antes de Elizabeth responder, Darcy a antecipou. “Na verdade, nós dois ainda não alteramos a decoração dessa sala...principalmente porque dificilmente ficamos aqui... mas por favor, sigam-me.” Ele fez um gesto com uma mão e passou o braço livre em torno da cintura de Elizabeth, a aproximando o máximo possível enquanto eles se dirigiam para outra sala.

Darcy liderou o caminho para outro cômodo, mais acolhedor do que o anterior embora os móveis não fossem tão elegantes. A sala contava com sofás e poltronas confortáveis, uma TV enorme e um sofisticado sistema de som. Em um dos cantos da sala, em destaque por uma iluminação especial, um piano de calda chamava a atenção. Do outro lado, uma porta dupla de vidro levava a uma das piscinas, um pouco menor do que a piscina principal, mas aquecida.

“Uau... eu ainda não tinha entrado nessa sala, Lizzie.” Charlote declarou bastante deslumbrada enquanto olhava ao redor. Durante o tempo de casamento de Darcy e Elizabeth, ela foi poucas vezes até a mansão, principalmente porque os encontros geralmente aconteciam em algum restaurante ou na casa de Bingley.

“Eu e William costumamos passar o fim de noite aqui, antes de irmos para a cama... ele gosta de me ouvir tocar e cantar...” Elizabeth olhou para Darcy com o rosto um pouco corado e ele sorriu para ela, esticando um braço para alcança-la e quase rindo do rosto atônito de seus amigos com aquelas demonstrações de carinho. Ele tinha certeza que levaria um tempo até que todos se acostumassem. Elizabeth se aconchegou um pouco mais dentro do abraço dele, como ela sempre fazia quando ele a puxava daquela forma, mesmo antes de assumirem os sentimentos um pelo outro. “Não é tão elegante como a sala anterior, mas nós dois gostamos mais...”

Louise balançou a cabeça entendendo finalmente que tudo o que Wickham estava espalhando não passava de fofocas maldosas. Estava bastante explícito o carinho que os donos da casa compartilhavam. Se aquele contrato era ou não verdadeiro, não importava mais. Ela compreendeu que se algum dia aquele casamento foi uma farsa, esse dia tinha ficado para trás.

Caroline precisou engolir o próprio veneno. Ao redor da sala inteira tinham fotos de Elizabeth espalhadas. Algumas sozinha e outras com Darcy ou Georgiana. Tinha até mesmo fotos de Jane e seu irmão. Caroline foi até uma das poltronas e se sentou irritada com um copo de whisky na mão e quase rosnou ao olhar para o lado e se deparar com mais uma foto emoldurada: Elizabeth entre Darcy e Georgiana, os três abraçados e sorrindo.

“Oh, Lizzie... eu me lembro dessa foto.” Jane segurava um dos porta-retratos nas mãos, sorrindo com carinho para a imagem.

“Eu fui até o apartamento buscar o álbum de fotos da minha época de modelo porque William queria ver e acabei encontrando algumas das nossas fotos de crianças...” Elizabeth se aproximou da irmã e descansou o queixo no ombro dela para olhar a imagem. “Acho que foi um pouco antes do acidente.” Ela disse em voz baixa.

Na foto, Jane e Elizabeth estavam sentadas cada uma no colo de um dos pais. Jane com a mãe e Elizabeth com o pai. Todos eles estavam sorrindo, a própria imagem de uma família feliz.

“Isso é incrível... você se parece muito com a sua mãe, Jane... ela era uma mulher linda.” Bingley disse quando se aproximou das irmãs. “E Elizabeth realmente é a imagem do pai dela...” Ele concluiu rindo, se lembrando da conversa que eles tiveram quando se conheceram.

“Eles eram um casal bastante atraente.” Charlote declarou. Ela já tinha visto fotos dos pais de Jane e Elizabeth antes, e sempre ficava impressionada em como eles se encaixavam.

Darcy, percebendo o rosto melancólico de Elizabeth, a puxou novamente para os seus braços. “Eles realmente eram um belo casal... não é à toa que produziram as mulheres mais bonitas que nós já vimos.”

Jane e Elizabeth olharam para Darcy com rostos igualmente corados e agradeceram timidamente. Elizabeth não resistiu e, na ponta dos pés, se esticou para beijar delicadamente os lábios dele. Todos eles escutaram Caroline bufando de sua poltrona, mas resolveram não dar importância.

No jantar, a conversa fluiu livremente entre os dois casais, Charlote e até mesmo Louise, entretanto, Caroline ficou calada, observando e tentando se agarrar em algo que provaria que aquele casamento era uma farsa, mas estava sendo difícil. Darcy e Elizabeth pareciam estar de acordo em tudo, um contraste perfeito com o que acontecia antes. E quando discordavam de qualquer assunto, eles sorriam um para o outro e discutiam de uma forma bem-humorada e amorosa.

Contudo, Caroline não desistiria facilmente. Assim que eles terminaram a refeição e voltaram para a sala, ela pediu licença para retocar a maquiagem, e aproveitando que ninguém prestou muita atenção a ela, subiu as escadas com o intuito de procurar mais provas.

No topo da escada, ela ficou em dúvida para que lado iria, então, tentado a sorte, ela andou por um dos corredores, abrindo as portas que encontrava no caminho. Os primeiros eram quartos bonitos, mas obviamente desocupados. Ela estava começando a acreditar que estava no lado errado da casa até se deparar com um quarto bastante feminino e claramente de uma adolescente. “Georgiana, com certeza...” Caroline murmurou, fechando a porta e partindo para a seguinte, encontrando o que queria.

O quarto tinha uma ocupante, Caroline poderia saber pelos livros na mesa de cabeceira e alguns objetos pessoais espalhados. Ela entrou no closet e encontrou apenas roupas femininas, sorrindo com a sua descoberta. Abrindo a câmera do celular, ela tirou algumas fotos, fazendo questão de demonstrar que aquele quarto não era ocupado por um casal.

Então, seguindo com sua exploração, ela abriu a porta que levava até o quarto de Darcy. E embora fosse um ambiente predominantemente masculino, ela conseguiu visualizar alguns sinais da presença de Elizabeth naquele local que não a fizeram feliz. Determinada a ignorar, ela continuou fotografando de forma a parecer que apenas ele utilizava aquele cômodo.

Ela ainda não sabia exatamente o que faria com aquelas fotos, mas se ela conseguisse atrapalhar aquele casamento, não perderia a oportunidade. Olhando ao redor mais uma vez, viu dentro do closet de Darcy uma pequena caixa com uma fita elegante em cima. Por um instante de insensatez, ela pegou e olhou com cobiça, imaginando o que poderia ser e desejando que fosse ela a destinatária daquele presente. Provavelmente era uma joia valiosa que seria desperdiçada com Elizabeth. Rangendo os dentes, ela jogou de qualquer jeito dentro do armário e se retirou do quarto com passos apressados, mas cuidadosos.

“Caroline?” Ela se virou e deu de cara com Elizabeth parada no meio do corredor. “O que você está fazendo aqui?”

“Oh, Eliza...” Caroline estava surpresa, mas simulou tranquilidade. “Essa casa é tão grande... eu acabei me perdendo...”

Elizabeth estreitou os olhos em desconfiança. “Você pelo menos encontrou algum lugar para retocar a maquiagem? Nós temos vários banheiros no andar de baixo...” Ela não acreditou em nenhum momento na desculpa de Caroline, contudo, não queria comprar briga com a mulher insana.

“Oh... não... não... não é necessário.” Ela se forçou a sorrir e caminhou em direção as escadas. “Eu acho que eu sei o caminho.”

Elizabeth a observou descer as escadas com uma sensação desagradável na boca do estômago, então, foi até o quarto que estava dividindo com Darcy e olhou ao redor. Aparentemente, estava tudo normal. Em seguida, entrou em seu quarto anterior e também não conseguiu detectar nada fora do lugar. Revirando os olhos e balançando a cabeça, ela pegou o restante das fotos que tinha buscado em seu apartamento e que Bingley queria ver. Algumas eram de Jane quando mais jovem e ele estava curioso.

Assim que os convidados foram embora, Darcy e Elizabeth subiram as escadas juntos. Elizabeth estava um pouco distraída e Darcy, sempre atento a qualquer humor de sua esposa, estava começando a ficar preocupado.

“Meu amor, por que eu acho que alguma coisa está incomodando você?” Não querendo nenhuma distancia, ele passou um braço ao redor da cintura de Elizabeth e a puxou para ele.

Elizabeth suspirou e riu baixinho enquanto encostava a cabeça no ombro dele. “Eu acho que estou ficando paranoica... quando eu subi para pegar as fotos eu me deparei com Caroline aqui em cima...”

Darcy parou de andar e se virou de frente para Elizabeth. “O que ela estava fazendo aqui?”

Elizabeth mordeu os lábios, sabendo que ele ficaria bravo com a irmã de seu amigo. “Diz ela que se perdeu...”

Darcy bufou. “Eu duvido muito... essa casa é grande mas não a ponto de alguém se perder aqui dentro... se fosse Pemberley, eu acreditaria, mas aqui?”

Elizabeth passou os braços pelo braço dele e o guiou para o quarto. “Não vamos pensar mais nela...” Ela riu e encostou a cabeça no ombro dele novamente. “Quando você acha que nossos amigos vão parar de arregalar os olhos cada vez que nos abraçarmos ou nos beijarmos na frente deles?”

Darcy riu e a beijou na têmpora. “Acredito que logo... eu vou fazer isso tantas vezes que eles vão se acostumar com bastante rapidez.”

Elizabeth passou os braços ao redor dele. “Muitas vezes?”

Darcy se virou de repente e a pegou no colo, fazendo com que Elizabeth gritasse com o susto e em seguida se dissolvesse em risos. “Muitas, muitas vezes... até você não aguentar mais, me empurrar e me pedir para parar. Você se casou com um homem carente e grudento... muito grudento...”

Elizabeth segurou o rosto dele entre suas mãos e o beijou. “Isso nunca vai acontecer... eu jamais vou pedir para você parar...”

***

Na manhã seguinte, enquanto Darcy se arrumava para trabalhar, ele notou o presente de Elizabeth jogado de forma descuidada em uma prateleira diferente da que estava em seu armário. Estranhando, ele andou até o quarto, onde Elizabeth estava sonolenta prendendo os cabelos. “Meu amor... você mexeu no meu closet?” Ele realmente não se importava se ela mexesse em qualquer coisa, mas ele queria fazer uma surpresa para ela.

Elizabeth estreitou os olhos em confusão. “Não... para falar a verdade, eu só entro dentro dele quando você está lá... você sabe... você é muito mais interessante do que a sua roupa...”

Darcy riu um pouco, deliciado por escutar Elizabeth falando aquelas coisas para ele... mas assim que se deu conta do que provavelmente tinha acontecido exalou pesadamente. “Caroline...”

Elizabeth ficou ainda mais confusa. “O que tem ela?”

“Você disse que a encontrou no corredor na noite passada... eu acho que ela entrou aqui e bisbilhotou... algumas coisas estavam fora do lugar no meu closet...” Ele estava aborrecido e se sentindo violado.

Elizabeth se sentou na cama, parecendo tão incomodada quanto ele. Darcy era organizado demais, se ele disse que algumas coisas estavam fora de lugar, era porque estavam. “Você acha que ela pegou alguma coisa?”

“Não percebi nada faltando...” Ele ficou pensativo por um momento. “Acho que ela queria saber se os boatos que Wickham anda espalhando tem algum fundamento.”

Elizabeth passou a mão pelo rosto, cansada. “Quando nós dois teremos paz?”

“Com o tempo...” Darcy respondeu simplesmente, querendo deixar o pensamento da irmã de seu amigo para trás. Ele se aproximou e se ajoelhou em frente a ela. “Daqui dois dias, faremos seis meses de casados... eu pensei em comemorar. O que você acha de um jantar no mesmo restaurante do nosso primeiro encontro?”

Elizabeth sorriu e circulou os braços em torno do pescoço dele. “Isso seria maravilhoso, Sr. Darcy...” Ela se inclinou e o beijou nos lábios delicadamente, tomando cuidado para não se empolgar. Ela sabia que ele tinha uma reunião importante naquela manhã.

“Às vezes, ter trabalho é uma droga.” Ele sussurrou sobre os lábios dela. “O que eu não daria para ficar o dia inteiro na cama com você?”

Elizabeth riu e o empurrou um pouco. “Eu sei exatamente o que você quer dizer.”

***

Dois dias depois, como Darcy prometeu, eles estavam no restaurante que já consideravam um lugar especial. Embora Darcy estivesse um pouco aborrecido devido alguns fotógrafos insistentes, ele tentou deixar isso de lado enquanto escoltava sua esposa para a mesa reservada no lugar mais isolado possível do restaurante, a mesma do primeiro encontro que tinha acontecido um pouco mais de um mês antes.

Ele estava nervoso. Por mais que soubesse com certeza que os sentimentos de Elizabeth em relação a ele tinham mudado drasticamente, ele considerava aquele o pedido real de casamento, e não a bagunça tumultuada que foi Las Vegas.

Darcy debateu consigo mesmo se deveria confessar toda a verdade antes de fazer o pedido, mas decidiu contra. Ele confessaria, se obrigaria a fazer isso em breve, mas não queria estragar aquele momento. Ele sabia que passar por isso não seria fácil, mas abalar aquela felicidade seria doloroso. Darcy conhecia Elizabeth bem o suficiente para saber que ela ficaria furiosa.

Embora ele amasse ouvi-la contar sobre seus planos e seu dia, ele não estava conseguindo se concentrar totalmente. Suas mãos estavam suadas e pateticamente trêmulas. Foi por acaso que ele percebeu que Elizabeth de repente parou de falar e ficou um pouco tímida mordendo os lábios como sempre fazia quando queria falar alguma coisa e não sabia como. Ele se deliciava por saber essas pequenas idiossincrasias de sua esposa. “Vamos, Lizzy... fale...” Ele disse rindo, a amando mais ainda por assistir seu rosto corado ficar um tom mais rosado.

Elizabeth riu e olhou para baixo. Era raro uma situação deixa-la envergonhada, mas sua relação com Darcy era muito recente e ao mesmo tempo não era. Ela estava um pouco confusa com isso e às vezes não sabia como agir. “Eu queria comprar um presente para você, mas é tão difícil... o que dar para um homem que tem tudo?”

Ele alcançou a mão dela e levou até os lábios para um beijo. “Você sabe que não precisa comprar nada para mim... você é o meu maior presente.”

Elizabeth riu novamente, mordendo o lábio inferior. Ainda tímida aos olhos dele. “Eu... na verdade, eu não comprei nada...” Elizabeth suspirou, um pouco frustrada com seu próprio comportamento. “Eu fiz uma coisa que... quero dizer... na hora parecia um grande gesto romântico, mas... agora...” Ela balançou a cabeça, revirando os olhos para si mesma. “Se você discordar, eu prometo que não vou ficar chateada.”

Darcy nunca tinha visto Elizabeth incoerente antes. Geralmente ela sabia o que falar e era bastante eloquente. Ele estava achando aquilo bastante cativante. “Vamos, meu amor... você sabe que pode fazer qualquer coisa que eu nunca discordaria de você.”

Dessa vez Elizabeth gargalhou. “William, por acaso você se lembra da nossa história?”

Ele riu com ela, mas se corrigiu. “Ok... eu nunca discordaria de você agora que ambos sabemos o que realmente sentimos um pelo outro... satisfeita?”

“Sim...” Elizabeth voltou a olhar para baixo antes de continuar a falar. “Eu... coloquei o meu apartamento para alugar. Eu pensei em vender, mas um imóvel é um bom investimento...” Ela olhou rapidamente para ele e voltou a baixar os olhos. “Eu realmente amo morar com você... não é a mansão, sabe? É você... e a última vez que eu fui no meu apartamento, eu me senti tão mal... como se eu estivesse deixando aquele lugar reservado para... não sei... me separar de você a qualquer momento e eu... eu não quero que isso aconteça... nunca.” Ela terminou de falar quase em um sussurro.

Darcy estava calado, completamente surpreso. Ele sempre se sentiu incomodado por Elizabeth manter seu lugar. Um medo desagradável sempre presente de que ela resolvesse que não queria mais morar com ele e de repente, partisse, o deixando sozinho novamente. Ele nunca pediria para ela se livrar do apartamento, mas se fosse sincero, aquela decisão foi um bálsamo para sua alma.

Emocionado, ele não resistiu e se inclinou em direção a ela, passando os braços ao redor dela. “Oh, Lizzy...” Ele sussurrou contra os cabelos de Elizabeth. “Nada... absolutamente nada do que você comprasse poderia se comparar a isso...” Ele a beijou delicadamente nos lábios, e decidiu que aquele era o melhor momento para o seu pedido.

Darcy se afastou ligeiramente, e colocou a mão no bolso. Ele retirou uma pequena caixa e entregou a ela sem dizer nada. Elizabeth, emocionada pela reação dele ao seu ‘presente’, pegou a caixa sem pensar e a abriu. Dentro, ela encontrou uma chave dourada, adornada com alguns rubis, aparentemente bastante antiga, formada por uma filigrana da letra ‘D’.

Elizabeth levantou os olhos curiosos para Darcy e sorriu, não entendendo exatamente o que significava aquele presente. Darcy, que a olhava com uma expectativa carinhosa, pegou uma das mãos dela na dele. “Essa é uma das chaves antigas de Pemberley... tem mais de quatrocentos anos. Existem apenas duas dessas chaves. Uma fica sempre em poder do mestre da propriedade... e a outra... com a esposa do mestre.”

“Oh, William...” Os olhos de Elizabeth se encheram de lágrimas. Ela sabia o que Pemberley significava para a família Darcy e não poderia estar mais tocada com o gesto, contudo, Darcy ainda não tinha terminado.

“Essa chave é o símbolo da família, Elizabeth. Durante muito tempo eu achei que nunca a entregaria para ninguém... assim como o anel que está em seu dedo e pertencia a minha mãe... por isso, eu quero fazer a coisa certa dessa vez...” Ele saiu de sua cadeira e colocou um joelho no chão, como um bom pretendente romântico. “Elizabeth, você quer se casar comigo?” Ele pediu, sentindo o coração disparado, ainda mais do que na primeira vez que ele fez aquele mesmo pedido.

Elizabeth riu com os olhos cheios de lágrimas e jogou os braços ao redor do pescoço dele. “Sim... é claro que sim...” Ela estava cheia de alegria. Feliz por estar fazendo tudo da forma correta dessa vez.

Sem soltar as mãos dela, ele puxou sua cadeira para ficar o mais perto possível de Elizabeth. Ele se sentou e a beijou, sem se incomodar com a luz de alguns flashes que chegavam até eles. Algumas pessoas do restaurante que presenciaram de longe a cena, estavam confusas, pois parecia que ele tinha acabado de fazer um pedido de casamento, entretanto, Elizabeth já era esposa dele. Darcy e Elizabeth simplesmente não se importavam com o que os outros pensavam e ignoraram os sussurros e toda a atenção que estavam chamando, aquele momento especial ficaria para sempre na memória de ambos.


Notas Finais


E então, pessoal, o que acharam do segundo pedido? Bem melhor do que o primeiro, né??
Deixe um comentário, se puder!! Bjs


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