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História Fora de Ordem - Capítulo 28


Escrita por: klgodevi

Notas do Autor


Olá pessoal, tudo bem?
Hoje Elizabeth descobrirá a verdade sobre Vegas... e Darcy finalmente vai falar o que pensa para a sua família!!! Espero que gostem!!!
Boa leitura!!

Capítulo 28 - A Verdade


Fanfic / Fanfiction Fora de Ordem - Capítulo 28 - A Verdade

28 – A Verdade

“Você viu isso?” Richard entrou na sala onde os pais tomavam café-da-manhã e colocou seu smartphone sobre a mesa na frente do pai.

“O que significa isso?” Henry perguntou aborrecido. Ele pegou o aparelho nas mãos e leu a notícia. Em seguida, com olhos arregalados, ele reconheceu o documento. “Droga!” Ele xingou em voz baixa e passou as mãos pelo rosto. “Não há como escapar das fofocas agora... pelo menos o seu primo vai se livrar daquela mulher mais cedo do que pensamos... e eu vou ter uma séria conversa com Wickham... ele nunca mais vai conseguir advogar.”

Richard estava perplexo. “Eu acho que você não percebeu a gravidade do problema, pai... William não vai ficar satisfeito. Na verdade, eu acredito que ele ficará furioso.”

“Ele vai esbravejar durante alguns dias e depois vai se acalmar...” Ele deu de ombros.

“Ele pode cortar todo o relacionamento com a família.” Richard avisou, temendo que o primo fosse fazer exatamente isso.

“Ele não vai. Ele pensa que não, mas ainda precisa de mim... esse menino ainda vai fazer exatamente o que eu oriento.” Ele respondeu com uma certeza que Richard não tinha.

De repente, eles escutaram uma comoção na porta de entrada, e segundos depois, Catherine e Anne entraram na sala. “Henry... agora é a hora de fazer Darcy cumprir com o dever com a família e proteger o nosso patrimônio.”

Richard estreitou os olhos para aquelas palavras da tia. O patrimônio não era deles, era de Darcy e Georgiana. Os Fitzwilliam e os de Bourgh não tinham direito nenhum ao dinheiro dos Darcy.

“Se você me permitir terminar o meu café primeiro...” Henry respondeu cheio de sarcasmo. “Nós vamos até a casa do William e resolvemos isso ainda hoje.”

“Ele não nos quer lá sem um aviso.” Rebecca, que até aquele momento estava em silêncio, os lembrou. Ela teve tempo de pensar nas atitudes da família e percebeu que realmente poderiam ter passado dos limites. Ver Darcy parecer tão decepcionado com todos eles não foi agradável.

“Ele fala essas coisas da boca para fora...” Henry ignorou o aviso e continuou a comer. Rebecca decidiu acompanha-los, dessa vez para tentar refrear os ânimos que sabia que ficariam exaltados.

Catherine se acalmou e se sentou para compartilhar a refeição com o irmão, mas Anne trocou um olhar cauteloso com Richard, o que chamou a atenção do primo, que se aproximou dela. “Anne... você sabe que William não vai ficar feliz, não sabe?”

“Sim...” Anne suspirou. “Ele me afirmou com todas as palavras que não pretende se casar comigo. Eu avisei minha mãe, mas ela não me deu ouvidos.” Ela suspirou e olhou para onde Catherine falava em voz baixa com Henry.

“Você também alimentou as ilusões dela...” Richard a lembrou.

Anne parecia envergonhada, mas se forçou a responder. “Eu realmente pensei durante um bom tempo que ele acabaria por acatar as exigências da minha mãe... sem contar que quase todas as mulheres que eu conheço desejam ser a Sra. Darcy, por que eu não desejaria?”

Richard estava ficando farto da superficialidade de tudo aquilo. “Eu sinto dizer, mas ele não vai ceder. Desde que se casou com a Lizzy ele mudou... ele aprendeu que tem voz para defender as escolhas dele.”

Anne não respondeu. Ela não era realmente apaixonada por Darcy, mas não recusaria uma união com um dos homens mais cobiçados e ricos do país, para não dizer do mundo. Sem contar que isso agradaria a sua mãe e a faria ainda mais popular entre suas amigas.

Fazendo questão de não ser notado, Richard se afastou e entrou em outro cômodo. Ele pegou o celular e ligou para Darcy. Assim que o primo atendeu, ele se apressou a alertá-lo. “William, você já viu as notícias de hoje?”

Darcy, que tinha acabado de responder a mensagem que Elizabeth tinha enviado, resolveu ficar mais alguns minutos na cama. Ele tinha conseguido atingir os seus dois principais objetivos: conquistar Elizabeth e pedi-la em casamento novamente. Só faltava confessar a verdade sobre Las Vegas. Quando Richard fez aquela pergunta, ele se sentou na cama com todos os alarmes em sua cabeça disparados. “Não, eu não vi nada... o que aconteceu?”

Richard odiava ser o portador de más notícias. “William... eu não sei como, mas tiveram acesso ao contrato que meu pai mandou elaborar para o seu casamento... conseguiram fotos do seu quarto também, mostrando que você e Elizabeth vivem separados...” Darcy escutou Richard hesitar por um momento antes de continuar a falar. “Fizeram com que Elizabeth parecesse uma acompanhante de luxo, William... é bem insultante...”

Darcy declarou cada palavrão que se lembrava enquanto saída da cama, jogando as cobertas para o lado e entrando no banheiro com pressa. Ele não sabia o que fazer, mas sabia que precisava encontrar Elizabeth. “Lizzy saiu cedo para resolver algum problema... eu acho que alguma coisa do trabalho dela... eu vou tentar encontra-la antes que ela se depare com tudo isso. Droga! Quando tudo está finalmente dando tão certo entre a gente...”

“Eu acho melhor você não sair daí... meu pai e tia Catherine estão tomando café-da-manhã agora... mas eles pretendem ir direto para a sua casa a qualquer momento.” Ele avisou, finalmente entendendo que Darcy não deveria ter tantas pessoas dizendo o que fazer, tantas pessoas tentando controlar a vida dele.

“O que eles esperam que eu faça?” Darcy questionou, mesmo sabendo o motivo. “Seu pai já me causou problemas demais.”

“O que você acha?” Richard perguntou, sabendo que a resposta era óbvia.

“Merda!” Darcy passou a mão pelos cabelos, os bagunçando. Ele estava dividido entre correr atrás de Elizabeth ou espantar de vez sua família para que quando ela chegasse em casa não se deparasse com eles. “Obrigado pelo aviso, Richard.” Darcy desligou sem esperar resposta do primo. Ele ficou parado no meio do quarto por alguns segundos, respirando profundamente para resfriar seu temperamento.

Darcy pegou o celular de volta e ligou para Elizabeth, mas caiu na caixa de mensagem. Parecia que tudo que poderia dar errado estava acontecendo. Ele ligou para o escritório dela, e a secretária disse que ela não estava lá. Darcy ficou com medo de sair de casa atrás dela apenas para Elizabeth chegar e se deparar com sua família, precisando enfrenta-los sozinha. Ele não permitiria mais que isso acontecesse. Era ELE quem deveria protege-la. Decidido que seria mais seguro espera-la, ele voltou para o banheiro para trocar sua roupa e se preparar para a batalha que sabia que enfrentaria. Assim que saiu, ligou para Bingley e pediu um favor, solicitando que ele levasse o contrato de casamento que Elizabeth tinha elaborado. Aquele era o dia que ele deixaria definitivamente esclarecido para os Fitzwilliam e os de Borgh que eles não tinham nenhum controle e influência sobre ele. Aquele era o dia em que ele tomaria as rédeas da sua vida de uma vez por todas.

Bingley demorou apenas quinze minutos para levar o documento para Darcy, já tendo lido os jornais aquela manhã. Ele queria ficar ao lado do amigo, mas Darcy o aconselhou a procurar Jane. Ele queria que Bingley a avisasse sobre o que estava acontecendo. Elizabeth poderia precisar de apoio aquele dia. Mal ele sabia que Jane e Elizabeth já estavam juntas.

Seus tios chegaram poucos minutos depois que Bingley saiu da mansão. Henry e Catherine cheios de exigências próprias, entrando dentro da casa como se fossem os donos e enfurecendo Darcy como nunca antes. Não demorou muito para que os gritos ecoassem pelos corredores.

***

Já era quase a hora do almoço quando Elizabeth resolveu retornar para casa e contar para Darcy sobre a gravidez. Ela esperava que ele já soubesse sobre todo o escândalo que os tabloides estavam fazendo com a vida deles, mas que se regozijasse com a nova vida que os dois geraram. Seu medo da reação dele ainda era bastante pungente, contudo, ela enfrentaria. Sua coragem não a abandonaria em um momento daqueles.

Antes mesmo de passar pela porta ela escutou os gritos e ficou surpresa que a voz mais alta e agressiva era a do seu marido. Ela entrou na sala com olhos arregalados, e ficou ainda mais alarmada quando viu a aparência de Darcy. Ele estava tremendo e seu rosto, pescoço e até seus braços estavam vermelhos no que só poderia ser descrito como fúria. Ele estava segurando as costas de uma cadeira com força enquanto inclinava o corpo em direção a sua família, como se a qualquer momento fosse ataca-los.

“William...” Elizabeth se aproximou e colocou as duas mãos no peito dele, esperando acalma-lo. O efeito foi instantâneo. Darcy fechou os olhos e exalou o ar que estava retido em seus pulmões.

“Lizzy...” Ele a puxou para ele e a abraçou, tirando toda a força que precisava daquele contato. “Vá para o nosso quarto, querida... eu não quero que você presencie isso...” Ele não queria expor Elizabeth aos absurdos da família dele. Ela já tinha passado por coisas demais na vida.

Elizabeth se afastou um pouco, mas manteve o contato dos seus corpos. “Não... eu não vou deixar você sozinho aqui.” Ela olhou pela primeira vez a bagunça que estava a sala, indicando que a discussão estava acontecendo há algum tempo. Os móveis estavam fora de lugar e havia papeis picados por todos os lados. Henry e Catherine estavam em uma discussão em voz mais baixa, mas ambos pararam para prestar atenção no que Elizabeth e Darcy estavam falando “O que são esses papeis picados?” Elizabeth perguntou um pouco assustada com a situação. Ela já tinha visto Darcy irritado antes, mas nunca nem perto daquilo.

“O contrato de casamento que você elaborou... eu pedi que Bingley o trouxesse... eu não quero isso, Elizabeth. Eu nunca quis. Eu confio em você com a minha vida... o que é meu sempre será seu.” Darcy ainda segurava Elizabeth como se a qualquer momento alguém fosse tirá-la dele, e sentiu seu corpo relaxar quando viu o rosto dela suavizar ao olhar para ele.

“EU SABIA! Eu sabia que você seduziria meu sobrinho. Você pretende tirar cada centavo dele e arruinar a todos nós.” Catherine acusou. “Você trouxe escândalo para essa família. Em toda a nossa história nós nunca tínhamos sido expostos como um espetáculo como fomos agora.”

Darcy estava prestes a responder, mas Elizabeth colocou a mão no braço dele o impedindo. Ela tentou manter sua voz controlada para responder aquele insulto. “E ainda estaríamos sem nenhum escândalo se vocês tivessem escutado ao meu marido e não elaborado aquele maldito contrato. É aquela aberração que está trazendo escândalo para a família, e não eu.”

“Eu estava pensando no bem do meu sobrinho.” Henry se levantou, quase cuspindo as palavras.

Darcy já estava sem paciência. Ele não queria deixar Elizabeth se defender sozinha. “Chega.” Ele disse em uma voz irritada, mas baixa. “Eu sou um adulto. Não preciso de ninguém me dizendo o que é melhor para mim... eu quero todos vocês fora daqui.”

“Nós vamos resolver toda essa bagunça agora.” Catherine também se levantou.

“Você está se fazendo de idiota, William... você acha que eu não vi a foto que tiraram de você ajoelhado na frente dessa mulher como se fosse um capacho? Você se tornou uma piada!” Henry insistiu. Ele não sairia sem uma briga. “Ela ludibriou você neste casamento e está conseguindo exatamente o que quer...”

Elizabeth já estava farta daquelas acusações. Se não fosse a certeza de que ela realmente instigou aquele casamento, ela não suportaria com tanta calma.

“CHEGA!” Darcy berrou. “Eu não vou mais permitir nenhum de vocês insultando a minha esposa. Vocês não têm a mínima ideia do que estão falando...” Ele diminuiu o volume da própria voz e fechou os olhos. “Vocês não têm a mínima ideia do que realmente aconteceu...”

Henry estava cada vez mais irritado e a presença de Elizabeth só piorou a situação. “Eu aposto que a próxima jogada dessa aproveitadora é anunciar uma gravidez... eu espero que você seja pelo menos responsável e se proteja. Esse é o pior tipo de golpe que uma mulher desse tipo pode dar.”

Elizabeth sentiu agudamente aquelas palavras e seus olhos se encheram de lágrimas. Ela sabia. Ela sabia o tempo todo que seria acusada exatamente disso, e irracionalmente, estava se sentindo ainda mais culpada. Ela sabia que não tinha engravidado de propósito. Sabia que para criar uma criança, eram necessárias duas pessoas, entretanto, toda a culpa que ela carregava por causar aquele casamento ficou muito mais pesada com a gravidez.

Darcy assistiu Elizabeth se encolher com aquela acusação. Ela se afastou dele e se abraçou, com se para proteger a si mesma. Os olhos dela derramando lágrimas eram como apunhaladas em seu próprio peito. Ele sentia tanta raiva naquele momento, mas sabia o que deveria fazer... o que deveria ter feito desde o primeiro dia. Não era como ele gostaria, mas teria que ser feito.

Segurando as costas de uma cadeira com tanta força que a madeira estalou, Darcy fechou os olhos e se preparou. “A culpada de causar esse casamento não é Elizabeth.” Ele disse, alto e claro. “Não foi ela que instigou tudo isso...”

Todos da sala o encararam incrédulos. “Você estava bêbado demais para saber.” Henry rugiu.

Darcy respirou fundo novamente e se virou para Richard, que estava calado o tempo todo. “Qual foi a quantidade de álcool que você me viu consumir aquela noite? Aliás... qual foi a quantidade de álcool que você me viu consumir durante toda aquela viagem?”

Richard sentiu todos os olhos da sala sobre ele. “Nenhuma.” Ele realmente não se lembrava de ver Darcy beber nem mesmo uma dose de qualquer bebida que não fosse água ou suco.

Darcy voltou os olhos para o tio. “Eu não estava bêbado em nenhum momento durante todo os dias que ficamos em Las Vegas. Fui eu quem quis esse casamento. Fui eu que me aproveitei de um momento vulnerável de Elizabeth e fiz ela se casar comigo. Fui eu quem tirou a foto e enviou para um jornalista anunciar esse casamento unicamente para impedir que ela exigisse uma anulação. Eu quis isso o tempo todo e nem por um momento eu encarei esse casamento como algo passageiro... Eu errei e agi em um momento de desespero e desesperança... mas eu fiz tudo isso para ter Elizabeth perto de mim... eu precisava de tempo... tempo para conquista-la e tempo para acostumar vocês aos poucos com a minha vontade de estar com ela... eu sou o culpado. Sempre fui eu. Ela é inocente.”

A sala ficou em silêncio por alguns segundos até que Elizabeth o quebrou. “O tempo todo... você sabia o tempo todo...” Ela disse em voz baixa e magoada, olhando para todos os lugares, menos para ele. “Você deixou que eles me insultassem, me acusassem, me tratassem como um lixo... você deixou que eu pensasse que a culpa era minha... que eu era a responsável... e você poderia esclarecer isso o tempo todo... o tempo todo...” Elizabeth deu um passo para longe de Darcy quando ele tentou segurá-la. O queixo tremendo em um choro magoado. Seus olhos demonstrando o quanto ela se sentia traída.

“Elizabeth... por favor, querida, deixa eu me explicar.” Darcy implorou, tentando chegar perto dela novamente.

“VOCÊ SE APROVEITOU DE MIM... VOCÊ PODERIA TER ME FALADO A VERDADE HÁ MESES.” Elizabeth gritou de volta, completamente enraivecida, se virou e saiu da sala, batendo a porta atrás dela e correndo até o seu carro enquanto escutava Darcy gritar o nome dela.

Ela deu a partida e saiu, cantando os pneus para fora da garagem e em direção a rua, ela precisava pensar e ficar sozinha. Ela precisava acalmar suas emoções que estavam instáveis desde que acordou. Sem querer conversar com ninguém, ela resolveu parar no parque onde fazia caminhadas com Darcy aos domingos. Ela precisava espairecer e a melhor forma para isso era caminhando.

Darcy voltou para dentro da casa apenas para buscar a chave do seu carro, mas se deparou com sua família atônita, ainda na sala. Os gritos de momentos antes deram lugar a um silêncio mórbido. Sua tia Rebecca, que se manteve calada o tempo inteiro, finalmente falou.

“William... você realmente fez isso?” Ela não conseguia acreditar.

“Sim... eu sou o culpado. Se quiserem insultar alguém, insultem a mim. Deixem minha esposa em paz. Vocês já causaram estragos demais na minha vida.” Ele estava prestes a se virar quando sua tia o impediu novamente.

“Por que? Por que você fez isso?” Ela queria entender. Não havia nenhum motivo para ele forçar uma mulher em casamento. Ela sabia que ele poderia ter qualquer uma.

Darcy riu sem humor. “Por que eu me apaixonei pela única mulher que diria não para mim. A única mulher que não dá a mínima para o meu dinheiro e meu status, diferente de qualquer outra... e diferente de qualquer um de vocês.” Ele passou a mão pelo rosto, cansado. “Eu estou há mais de seis meses tentando arduamente que ela retorne meus sentimentos, e quando eu penso que consegui, tudo dá errado... e não só por minha causa, mas por causa de vocês também... Eu me arrependo tanto por buscar a ajuda de vocês quando meu pai morreu... é como se eu tivesse vendido a alma para o diabo.” Ele piscou e grandes lágrimas escorreram pelo rosto dele, fazendo sua família ficar ainda mais abalada.

Catherine e Henry arregalaram os olhos para o que ele falou, e antes de Henry se defender, Darcy levantou uma mão o calando. “Isso foi o limite. Chega!” Darcy olhou para cada um deles com um rosto atormentado. “Daqui por diante, nenhum de vocês têm permissão para se meter na minha vida. EU sou o responsável pela família Darcy junto com Elizabeth, se ela quiser permanecer comigo.” Darcy olhou para o tio. “Você não faz mais parte do conselho de nenhuma das minhas empresas, eu estava enrolando para oficializar isso, mas não mais. Eu anunciarei na segunda-feira para todos os sócios e investidores.” Ele se virou para a sua tia Rebecca. “Eu não quero mais você dentro da minha casa incomodando a minha esposa.” Ele olhou para Catherine e Anne. “Eu jamais me casarei com outra mulher que não Elizabeth. E mesmo que ela não tivesse aparecido na minha vida, eu ainda não me casaria com Anne. Nunca. Jamais. Suas exigências eram tão ridículas que eu nunca me incomodei em contradizer, mas eu vejo que foi um erro, como milhares de outros que eu cometi. Se eu escutar esse absurdo novamente, eu vou exigir um exame de sanidade mental de vocês duas.” Ele se virou para Richard por último, fazendo com que ele arregalasse um pouco os olhos. “E você... assim como eu, você precisa crescer... eu não tolerarei mais seus olhares lascivos em direção a minha mulher. Você acha que eu não percebo? Que eu não escuto os comentários que você faz? Cresça, Richard!”

Ele pegou o casaco que estava pendurado perto da porta e se virou mais uma vez para a família dele. “Vocês têm cinco minutos para sair daqui. Assim que eu passar pelo portão, avisarei aos seguranças para retirar a força quem insistir em ficar. Vocês só pisarão aqui novamente se forem convidados, o que nesse momento, eu duvido muito que aconteça.”

Darcy deu um passo em direção a saída e parou, se virando pela última vez. “Eu quis dizer cada uma dessas palavras, e se eu souber que algum de vocês está assediando a minha esposa, eu vou conseguir uma ordem de restrição. Se, por um milagre, eu convencer Elizabeth a me perdoar, eu nunca vou me separar dela. Nem por um momento.” Darcy continuou seu caminho para a garagem, avisando a um dos seguranças que estava do lado de fora para expulsar sua família em cinco minutos se eles persistissem em permanecer. Ele deu aquele comando em voz alta para que fosse ouvido por qualquer pessoa que estivesse lá.

Darcy deu a partida no carro, se perguntado onde Elizabeth estava. Infelizmente o celular dela estava caindo apenas na caixa de mensagem, então, ele resolveu ligar para Jane, aliviado por Bingley já ter contado tudo o que estava acontecendo. Ela disse que esperaria Elizabeth aparecer e pediu para que Darcy ligasse se ele encontrasse ela antes.

Darcy olhou par o céu, ficando cada vez mais preocupado. Nuvens escuras estavam cobrindo a cidade inteira, trazendo o crepúsculo ao dia que antes prometia ser tão claro. “Onde você está, Lizzy?” Ele perguntava baixinho, rezando para as nuvens de tempestade se afastarem. “Fique segura, querida... esteja bem...” Ele implorava, sentindo seu sangue gelar quando escutou o primeiro trovão. “Oh, Lizzy... fique segura... não tenha medo... eu estou procurando você... eu não vou te deixar.” Ele prometia para o nada, seu coração acelerado do medo que sentia por ela.

Darcy estava dirigindo a mais de uma hora e não tinha localizado Elizabeth nos lugares habituais. Ela não estava com Jane ou os de Lucca, não estava no apartamento dela e nem no escritório, ela não estava com Hans... Ele tinha convocado todo mundo para procura-la naquele momento, e então, se xingando por não ter pensado nisso antes, ele ligou para os seguranças, se lembrando que tinha colocado um localizador no carro dela assim que ela se mudou com ele.

Naquele momento, a chuva caía torrencialmente. Trovões rugiam e raios clareavam o céu em uma tempestade furiosa. Darcy estava frenético de preocupação, se perguntando como e onde ela estava até que recebeu a resposta da sua equipe de segurança. Ao mesmo tempo que sentiu alívio por saber onde ela estava, ficou aterrorizado com a possibilidade de Elizabeth estar exposta àquele tempo. Assim que avistou o carro dela estacionado, ele parou seu carro ao lado, ligando o pisca alerta, e nem se preocupou em estacionar. Ele olhou pelos vidros, mas infelizmente, ela não estava lá.

Darcy correu para dentro do parque, olhando para todos os lados. Com aquela chuva, não foi surpresa o local estar completamente vazio. Ele já estava correndo pelos caminhos como um louco quando um ponto em azul claro chamou sua atenção. Darcy saiu da trilha e correu apenas para ter uma visão que partiu seu coração. Elizabeth abraçava as próprias pernas, seus olhos estavam vermelhos, inchados e vazios. Os lábios trêmulos e sem cor. Darcy sentiu o medo agarrar seu coração. Elizabeth parecia em choque, sem nem perceber sua presença. Vagarosamente, para não a assustar, ele se agachou em frente a ela. Suas mãos seguraram delicadamente o rosto pálido e frio de Elizabeth, então, finalmente, os olhos dela encontraram os dele e ela soluçou em um choro aterrorizado.

Darcy tirou sua jaqueta e colocou ao redor dela, puxando o capuz para cobrir Elizabeth mesmo que ela já estivesse encharcada. Ele sabia que uma vez que tivesse ela nos braços não poderia soltá-la. Com um braço ele segurava Elizabeth firmemente contra seu corpo, e com o outro ele buscou o celular no bolso da sua calça.

Bingley atendeu no primeiro toque. “Charles! Dirija até o parque perto da minha casa. Traga Jane com você. Eu preciso que você me leve de volta.”

“O que aconteceu?” Darcy escutou a voz de Jane preocupada no fundo da ligação.

“Eu estou com Elizabeth, mas ela não está bem... eu estarei dentro do meu carro com ela, mas eu preciso que alguém dirija.” Ele explicou. “O mais rápido possível, por favor.”

Darcy pegou Elizabeth no colo e andou o mais rápido que conseguiu em direção ao carro. Quando chegou, ele abriu a porta de trás e entrou, mantendo Elizabeth em seu colo. Com a jaqueta que a cobria, ele tentou seca-la o melhor que conseguiu. Elizabeth ainda chorava e tremia, mas seus lábios tinham um pouco mais de cor.

“Eu estou aqui, querida... eu estou aqui. Vai ficar tudo bem.” Ele sussurrava para ela.

“Você... você mennntiiiuu prrrrra miiiim....” A voz de Elizabeth estava tão trêmula quanto todo o corpo dela.

“Eu sei, meu amor... eu sei... eu sinto muito... eu prometo que vou passar o resto das nossas vidas me redimindo...” Ele dizia em voz baixa. Ele estava morrendo de medo de perde-la, mas sua preocupação pelo bem-estar dela era maior.

Eles não conseguiram dizer mais nada. Bingley e Jane chegaram correndo e entraram nos bancos da frente do carro. Bingley atrás do volante, já dando a partida.

Jane virou seu corpo inteiro para trás, verificando sua irmã. “Lizzy... oh, meu Deus, Lizzy... você está bem?”

“Siiiiiimmm....” Elizabeth se encolheu no peito de Darcy quando escutou um som de trovão, mas era perceptível que a tempestade estava se afastando.

Darcy esfregou as mãos nas costas dela para aquece-la e a abraçou com mais força. “Feche os olhos, querida, se concentre na minha voz. Nós estamos chegando em casa... a chuva está indo embora... tudo vai ficar bem.”

Ele sentia o corpo dela relaxando vagarosamente, e se felicitava por ainda ser capaz de tranquiliza-la. Ele sabia que eles precisavam conversar, e pelo olhar no rosto da Jane, Darcy também sabia que não era só a sua esposa que precisava ser aplacada.


Notas Finais


Pobre, Elizabeth... depois de tudo o que ela passou, foi surpreendida dentro do seu maior trauma...
Diga-me o que você está pensando!!!
Bjs


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