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História Fora de Ordem - Capítulo 9


Escrita por: klgodevi

Notas do Autor


Olá pessoal, tudo bem?
A foto de capa de hoje é a representação aproximada de como eu imagino a humilde moradia do Sr. Darcy!!!
Espero que vocês gostem!!
Boa Leitura!!

P.S.: Obrigada, ValkyriaCruz por avisar sobre o errinho!!! Bjs

Capítulo 9 - Lar Doce Lar


Fanfic / Fanfiction Fora de Ordem - Capítulo 9 - Lar Doce Lar

 

9 – Lar Doce Lar

“ELES TE CHAMARAM DE QUE?” Jane perguntou em uma raríssima explosão de raiva.

“Vagabunda, vadia, indecente, duvidosa, meretriz e o meu preferido: Jezebel. E quanto as acusações, resumidamente foram: embebedar ou colocar alguma coisa na bebida do Darcy para me casar com ele, planejar sair rica desse casamento, envergonhar a família toda... acho que foi isso. Ah, mas para atenuar, Gigi parecia feliz com o casamento e disse que me amava.” Elizabeth respondeu com calma.

“Aquela menina querida... queria saber como ela cresceu para ser tão doce no meio dessas... dessas... pessoas desprezíveis.” Jane estava de olhos fechados esfregando os dedos em círculos em suas têmporas.

“Uau... e isso é o mais próximo que minha irmã vai chegar de um insulto na vida.” Elizabeth declarou com humor.

Jane segurou a mão da irmã. “Lizzie, eu sinto muito... Você tem certeza que quer passar por isso? Ainda dá tempo de pedir essa anulação e eu estarei do seu lado sempre. Você não deve nada a ninguém.”

“Eu não posso, Jane... eu me sinto tão culpada. Eu sei que você não concorda comigo, mas é assim que eu me sinto.” Elizabeth repetiu para a irmã o que já tinha falado diversas vezes.

“Você vai aguentar um ano calada? Vai aguentar esse tipo de insulto por um ano? Eu te conheço, Lizzie...”

“Quem disse que eu vou aguentar calada? Tudo o que é preciso é aparentar para os outros que nosso casamento é verdadeiro, entretanto, na intimidade, se eles tentarem me intimidar descobrirão que eu não vou abaixar a cabeça para ninguém.”

“A vontade que eu tenho é falar algumas verdades para cada um deles... e Richard, que parecia tão agradável, é na verdade um deles.” Jane fechou os olhos, odiando que sua amada irmã precisasse passar por essa situação.

“Sim... mas pelo menos ele parecia mais preocupado com Darcy do que o resto da família. Eu posso perdoá-lo.” Elizabeth sorriu.

“Você parece mais calma com essa situação...” Jane observou.

“Eu precisava saber em que eu estava me metendo... agora eu sei. Isso me deixa... preparada.” Ela deu de ombros.

“Você vai manter o apartamento desocupado? A princípio eu pensei que você poderia aluga-lo por um ano... você poderia guardar o dinheiro para adicionar aos nossos investimentos, contudo, depois do que você me contou... acho que você está certa em mantê-lo disponível...”

“Sim, com certeza... não se sabe o dia de amanhã. E eu posso precisar de um tempo sozinha. Sem contar que no primeiro sinal de problema e aborrecimento, eu volto para lá num piscar de olhos.” Elizabeth respondeu decidida. Ela não alugaria seu apartamento como tinham sugerido. Ela o manteria como um lugar seguro até poder retornar de vez.

“Você vai carregar todos os seus equipamentos mesmo? É muita coisa, Lizzie.” Jane pensou no monte de aparato tecnológico que ela não tinha a mínima ideia para que servia e que ocupava cada pedaço da pequena sala de sua irmã.

“Jane... você sabe muito bem, melhor do que ninguém, que tem dias que eu não consigo sair e que eu preciso trabalhar em casa. E Darcy disse que eu poderia escolher um escritório para mim... ele deve ter uma sala de entretenimento bem grande que eu possa usar.” Ela disse sorrindo presunçosa. “Não é porque eu estou me sentindo culpada que eu vou me encolher em um canto da casa para não atrapalhar.”

Jane riu. “Espero que você não resolva tocar piano no meio da madrugada e acordar a casa inteira.”

“Gigi disse que ele tem um piano maravilhoso lá...” Ela fez essa observação com uma sobrancelha arqueada e depois riu. “Mas eu prometo não tocar em horários inconvenientes.

***

Nervosa com as novidades e as mudanças que ocorreriam, a Sra. Reynolds, que conhecia seu patrão desde que ele tinha quatro anos, supervisionava a limpeza do quarto da nova Sra. Darcy e não percebeu a chegada de Darcy. “Está tudo certo, Sra. Reynolds?”

“Está quase pronto, William. Eu acho que ela vai gostar do quarto.” Ela respondeu preocupada.

“Quando Elizabeth chegar, eu vou mostrar a casa para ela e ela vai escolher o cômodo que ela vai usar para trabalhar. Eu quero que tudo fique exatamente como ela pedir, por favor.” Darcy esfregava sua aliança e olhava ao redor um pouco nervoso.

“Será como você quer.” A Sra. Reynolds garantiu, percebendo como o patrão estava se sentindo.

Notando que a sua governanta parecia tão preocupada quanto ele, Darcy resolveu tranquilizá-la. “Quando ela chegar você vai perceber que é uma mulher maravilhosa, Sra. Reynolds, não há motivos para se preocupar.”

A Sra. Reynolds acenou com a cabeça. Ela se sentia parte da família Darcy, e ele tinha confidenciado as circunstâncias de seu casamento para ela. Ela estava apreensiva sobre a jovem que em breve seria por todos os meios a senhora da casa, mas resolveu confiar em seu patrão.

***

Às duas horas da tarde, Elizabeth direcionou seu carro para os grandes portões de ferro, forjados com um ‘D’ estilizado no centro, da casa onde residiria pelo próximo ano e ficou boquiaberta. Ela precisou verificar o endereço três vezes para ter certeza que aquele era realmente o lugar certo. Darcy tinha falado que a mansão era parecida com Netherfield, mas a casa de Bingley parecia simples em comparação.

A mansão antiga de pedras claras foi totalmente modernizada. A entrada era cercada de jardins com grandes árvores e arbustos de flores pelos quais Elizabeth se apaixonou instantaneamente. Ficou nítido a preferência do proprietário pela natureza. Elizabeth imaginou que as janelas antigas foram ampliadas e substituídas por muito vidro, e sorriu ao pensar como deveria ser claro e agradável. Um dos funcionários indicou onde ficava a garagem e ela riu ao notar que seu carro contrastava totalmente com os outros que estavam estacionados.

Darcy estava parado nas grandes portas francesas de vidro que davam entrada em uma sala luxuosa ao lado da garagem. Ao lado dele, uma senhora a olhava com curiosidade. Elizabeth desligou seu carro e desceu fazendo uma oração para que tudo não fosse tão esquisito quanto estava parecendo.

“Boa tarde, Darcy! Você tem uma bela casa.” Quebrar o gelo era especialidade de Elizabeth, mas assim que ela disse as palavras quis morder a língua. Ela não queria parecer que estava analisando quanto ele valia.

“Obrigado.” Ele olhou em volta, como se estivesse vendo sua casa pela primeira vez. Darcy deu um passo em direção a ela e olhou para a senhora que estava ao seu lado. “Elizabeth, permita-me apresentar a governanta da casa, Sra. Joni Reynolds. Sra. Reynolds, esta é Elizabeth.” Darcy queria dizer 'minha esposa, Elizabeth', mas não sabia qual seria a reação dela e achou melhor deixar as coisas simples no momento.

“Joni? Oh, eu adoro esse nome... me lembra de Joni Mitchell. Melhor cantora para um domingo de manhã.” Elizabeth esperava que nem todas as pessoas ao redor de Darcy fossem um bloco de gelo como ele. Se pelo menos os funcionários fossem mais parecidos com Georgiana, ela se tranquilizaria.

Darcy viu espantado quando a sempre séria e formal Sra. Reynolds riu e se inclinou em direção a Elizabeth. “Vou contar um segredo: eu tenho esse nome por causa dela. Minha mãe era uma grande fã.” Ela confidenciou e Elizabeth abriu um lindo sorriso para a mulher mais velha. Darcy arqueou uma sobrancelha sem conseguir acreditar. Nem mesmo ele sabia disso...

“Ah... uma mulher de bom gosto!” Elizabeth exclamou. “Eu simplesmente amo os autorretratos dela... um dia eu vou querer meu retrato pintado como faziam antigamente...” Elizabeth e a Sra. Reynolds começaram uma conversa sobre uma propriedade antiga da família Darcy com diversos retratos de seus antepassados. Elizabeth prestava atenção como se aquilo fosse a coisa mais interessante que já falaram para ela.

Sentindo-se um pouco deixado de fora, Darcy resolveu interromper. Ele não entendia como é que todas as pessoas se davam bem com Elizabeth imediatamente, menos ele... e Caroline. “Elizabeth, você trouxe suas coisas? O seu quarto está pronto.”

Como se percebesse a presença dele apenas naquele momento, Elizabeth sorriu para a Sra. Reynolds como se estivesse se desculpando pela grosseria de seu marido ao interromper conversa alheia. “Eu trouxe algumas malas com minhas roupas e alguns itens que eu preciso mais urgentemente... Eu pedi que um amigo busque meus materiais de trabalho amanhã, ele tem um carro grande... Era muita coisa e eu ainda não sei como vai ser meu espaço de trabalho, então, não tenho certeza do que eu vou poder trazer.”

Darcy franziu a testa. “Qualquer coisa que você precise, você pode pedir para mim. Como você pode ver, não me falta carro e se precisar de um maior eu tenho meios de conseguir... e quanto ao espaço, você pode notar que a casa tem mais do que o suficiente. Você pode trazer o que quiser.”

Elizabeth queria revirar os olhos, mas tinha resolvido ser mais agradável com ele. Seria muito mais benéfico para aguentar tudo o que estava por vir. Antes de responder como queria, ela mordeu a língua para se impedir. “Eu agradeço, mas não queria incomodar. Eu tenho certeza que você é um homem ocupado e que tem muito o que fazer. Eu posso me virar.”

Darcy não estava satisfeito. “Eu gostaria que a partir de agora, o que quer que você precise, você peça para mim, por favor.”

Se não fosse o rosto vulnerável que ele apresentava, Elizabeth responderia que não precisava dele para absolutamente nada, mas ela resolveu apenas sorrir e concordar com um aceno de cabeça. Ela não confiava na própria língua para responder.

Notando um momento de silencio estranho, a Sra. Reynolds ofereceu para chamar alguém para pegar as malas do carro enquanto Darcy mostrava o quarto e a casa para ela.

Suspirando de alivio, Darcy guiou Elizabeth pela sala diretamente para uma porta que abria para um grande salão elegante com duas escadas. Cada uma levava a uma ala da casa, mas eram ligadas no andar de cima por um mezanino. No centro do salão, entre as escadas, um lustre dourado com vários cristais pendia e refletia um raio de sol lançando centenas de feixes de luz no cômodo. Elizabeth olhou ao redor e sorriu.

“Uau... é como estar dentro de um caleidoscópio de luz... é lindo!” Ela parou exatamente embaixo do lustre e olhou em volta. Era impressionante.

“Fico feliz que você gostou... Gigi diz que se pudesse ficaria deitada no chão desse salão todos os dias a tarde só para ter essa visão.” Ele comentou com carinho e Elizabeth não podia deixar de admirar a forma que ele sempre falava e tratava a irmã.

Eles subiram as escadas e andaram por um longo corredor, parando em frente a penúltima porta. Darcy abriu e fez um gesto para que ela entrasse primeiro. Elizabeth se deparou com um quarto grande com uma sacada para um dos jardins. O papel de parede tinha um fundo cinza claro e arabescos prateados. No centro da parede direita a cama box king size aparentemente nunca usada estava bem arrumada com uma colcha branca com bordados de contorno de flores e folhas em um tom cinza escuro que combinava perfeitamente com as paredes. Todos os moveis eram brancos, inclusive a poltrona confortável ao lado da cama. Elizabeth enxergou o quarto todo como uma tela em branco que seria facilmente personalizada. Se fosse sincera, nunca tinha entrado em um local onde as possibilidades fossem tão boas.

“Você pode decorar como quiser... e pode alterar qualquer coisa que tiver vontade. Se quiser trocar o papel de parede, a cama, os moveis... fique à vontade. Eu quero que você se sinta confortável.” Darcy prestava atenção em cada reação de Elizabeth. Ele sabia que o lugar era extremamente impessoal, mas talvez seria melhor. Assim ela poderia decorar de acordo com os gostos dela. Darcy estava evitando os olhos dela. Somente naquele momento ele percebeu o quanto estava ansioso para mostrar a casa e o quarto para ela.

“Será muito fácil colocar um pouco de cores aqui e deixar mais parecido comigo. Tenho certeza que não vai precisar de muita coisa.” Ela respondeu, olhando em volta e já decidindo o que faria.

Darcy concordou com um aceno de cabeça e Elizabeth percebeu que ele esfregava a aliança nervosamente. De repente, ele se virou e indicou uma porta no canto direito do quarto. Elizabeth o seguiu até um grande closet que estava completamente desocupado, um cheiro de limpeza ainda bastante forte presente. Dentro do closet, uma outra porta levava ao banheiro e Elizabeth sorriu e suspirou, totalmente alheia ao sorriso de Darcy. O cômodo era em mármore claro com alguns detalhes em caramelo quente extremamente convidativo e parecia ter saído de uma revista de arquitetura. Elizabeth olhou para o chuveiro e quase suspirou novamente. Ela estava cobiçando aquela ducha há muito tempo e estava quase tentada a pedir para que Darcy se retirasse para ela testar. A pia tinha um balcão que caberia todos os seus produtos sobrando espaço, e ela se deu conta que só o banheiro era do tamanho do seu antigo quarto. Vai ser difícil voltar para o meu apartamento depois desse ano... Ela pensou em diversão quando olhou para a banheira. Se meu quarto é assim, eu me pergunto como é o dele.

Voltaram para o quarto e Elizabeth percebeu outra porta no canto esquerdo, perto da sacada. Darcy seguiu os olhos dela e corou. Estava na hora da explicação que ele temia. “Essa porta leva até o meu quarto... eu pensei que seria melhor que mantivéssemos as aparências de ser um verdadeiro casal... nem todos os empregados sabem da nossa situação... para ser honesto, somente a Sra. Reynolds sabe...”

Ele ficou calado esperando os protestos, mas Elizabeth parecia em uma luta interna enquanto continuava a encarar a porta. Ela queria perguntar se aquela porta estava trancada, mas percebeu que não tinha necessidade. Darcy era esquisito, mas não do tipo assustador. “Tudo bem.” Foi tudo o que ela conseguiu dizer e Darcy soltou o ar que estava segurando, em alívio.

A entrada de alguns empregados carregando as malas de Elizabeth suavizou o clima que estava sendo construído. O primeiro a entrar sorriu para ela com simpatia. “Onde podemos colocá-las, Sra. Darcy?”

Elizabeth arregalou os olhos. Era a primeira vez que alguém a chamava por seu nome provisório. Ela se recuperou rapidamente e devolveu o sorriso. “No closet, por favor... Eu vou arrumar tudo depois. Muito obrigada.”

Quando eles saíram, Darcy já tinha se recuperado. Ele também ficou abalado ao chamarem Elizabeth de Sra. Darcy. “Eu vou mostrar para você os outros cômodos da casa, mas primeiro, eu gostaria de mostrar o cômodo que eu acredito ser perfeito como seu escritório.”

Elizabeth fez uma careta... Em seu apartamento, sua sala inteira era seu escritório. Ela precisava de diversos equipamentos, uma televisão grande, todos os consoles que ela usava para testar os games, um espaço grande para testar a realidade simulada, pelo menos um sofá confortável, suporte para seus computadores... Um pequeno escritório não seria suficiente, mas ela esperaria ele mostrar o cômodo para explicar isso a ele.

Eles voltaram para o corredor, desceram novamente as escadas e entraram em outro corredor até a última porta que abriu para uma sala muito grande com uma gigantesca TV embutida na parede e várias prateleiras abaixo dela que estavam vazias. Em frente a ela, a uma distância perfeita, estava o sofá dos sonhos de Elizabeth. Ainda no mesmo cômodo, uma grande mesa com espaço suficiente para todos os seus equipamentos ficava no canto oposto às portas francesas que davam acesso a um jardim de rosas privado. Se Elizabeth tivesse o poder de conjurar um espaço onde ela adoraria passar a maior parte de seu dia, não seria tão sublime quanto aquele lugar.

“Eu ouvi você dizendo para Jane algumas vezes que queria mais espaço para trabalhar... e eu sei o quanto você gosta de rosas... Achei que aqui seria o lugar certo para você. Mas é claro que se você preferir algum outro cômodo pode ser arranjado. E você também pode fazer as alterações que preferir.” Ele dizia olhando para as próprias mãos enquanto esfregava a aliança.

“Oh, meu Deus... Isso é... Eu não tenho nem palavras. É mais do que perfeito e eu tenho certeza que ficarei feliz e confortável quando trabalhar aqui...” Elizabeth virou seu corpo para ele, sem acreditar na generosidade que estava recebendo. “Mas essa não era sua sala de TV?”

“Nós temos diversas salas de entretenimento... não foi problema disponibilizar essa aqui para você. Achei que você gostaria da tranquilidade desta... e do jardim. Eu sei que as portas trazem muita claridade de dia, mas se precisar de menos luz, as cortinas têm blackout.” Ele fazia gestos com a mão indicando tudo o que estava falando, provando o quanto tinha pensado em cada detalhe.

“Foi muito atencioso. Eu agradeço.” Elizabeth estava sobrecarregada com a generosidade que ele estava demonstrando para ela até o momento.

Eles continuaram o tour pela casa e em cada cômodo que entravam ficava mais claro para Elizabeth que William Darcy não era só um homem rico qualquer... ele era inimaginavelmente rico, daqueles que estampam capas de revistas e entram em listas que indicam sua fortuna. Uma pequena parte dela entendia todo o orgulho e a arrogância, mas era uma parte minúscula. Agora faz sentido porque a família dele quer um acordo nupcial.

Quando Elizabeth entrou na cozinha da casa, foi apresentada a cozinheira. Uma mulher um pouco acima do peso com um sorriso pronto no rosto redondo. Antes mesmo da mulher pronunciar uma palavra, Elizabeth já sabia que gostava dela.

“Esta é a nossa cozinheira, Sra. Alice Hill. Sra. Hill, esta é Elizabeth.” Ao apresentá-las Darcy pensou que estava se parecendo com Bingley e suas apresentações sucintas, mas temia Elizabeth se a indicasse como sua esposa.

“Eu estou sentindo um cheiro maravilhoso, Sra. Hill. O que você está cozinhando?” Darcy assistiu novamente Elizabeth e sua estranha magia com novos conhecidos. Qualquer pessoa que a conhecia parecia se encantar. Ela se aproximou da cozinheira com o sorriso bonito que mostrava para todo mundo... menos para ele.

“Scones... me falaram que você é inglesa e eu quis dar as boas-vindas. Fiz um pouco de geleia de frutas vermelhas também... espero que você goste.” A cozinheira disse timidamente, mas riu quando Elizabeth fechou os olhos e respirou fundo, fazendo um rosto sonhador.

“Ohhhh... scones!! Eu não como scones há eras...” Ela olhou para a Sra. Hill com um sorriso ainda maior. “Obrigada, Sra. Hill. Você não sabe o quanto isso significa para mim!”

“Você pode me pedir o que quiser que eu faço! Se eu não souber como, eu aprendo.” A Sra. Hill disse com orgulho.

“Eu acho que vou ter que intensificar meus exercícios... é uma sorte que o Sr. Darcy tenha uma academia completa aqui, hã?” Ela disse piscando para Darcy, que não sabia o que fazer com a felicidade de ser o destinatário de uma brincadeira dela e para seu desagrado, sentiu seu rosto corar intensamente.

“Você é bem-vinda para usar a academia a qualquer momento.” Ele respondeu olhando para as mãos. Elizabeth percebeu que ele esfregava a aliança com bastante frequência e se perguntava se estava incomodando.

Depois de conversar mais alguns momentos com a Sra. Hill e a Sra. Reynolds, que chegou logo depois, Elizabeth pediu licença para desfazer suas malas e guardar suas roupas no closet. Darcy disse que trabalharia um pouco em seu escritório e se retirou em seguida, escutando um pedaço da conversa entre a Sra. Hill e a Sra. Reynolds.

“Mas que linda e querida mulher que nosso patrão arranjou... Estou tão aliviada, ela não se parece em nada com a Srta. Anne de Bourgh. Eu sempre tive medo do nosso patrão se envolver com aquela mulher que quer dar ordens aqui sem nem ter autoridade. Você imagina tê-la como patroa? Eu acho que eu pediria as contas.” A Sra. Hill declarou.

“Hill... Nós não somos pagos para aprovar ou desaprovar nossos patrões.” A Sra. Reynolds alertou em voz séria.

“Fale o que quiser, Joni, mas você também está aliviada que o Sr. Darcy não se casou com ela.”

“Eu não posso negar... Essa casa precisava de um pouco de vida, e parece que a nova patroa é exatamente o que precisávamos.” Darcy escutou antes de ficar fora do alcance das vozes.

“É o que eu preciso também.” Darcy sussurrou ao fechar a porta do seu escritório e tentar manter sua concentração no trabalho, e não na nova moradora de sua casa.


Notas Finais


O que acharam do capítulo de hoje?
Muitos podem achar exagero a descrição de como Elizabeth se dá bem com todo mundo que acaba de conhecer... acreditem, conheço pessoas assim. Minha mãe e meu irmão podem chegar em qualquer lugar e se tornarem a pessoa mais popular em questão de minutos. É sério, gente. Meu marido também é assim, mas em menor grau. (Eu sou a estranha no ninho).
Obrigada por estarem aqui e deixem um recadinho!! Bjs


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