História Forbbiden-Malec - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Raphael Santiago, Simon Lewis
Tags Consumo De Drogas, Drama, Homossexualidade, Malec, Romance, Sexo, Traição
Visualizações 343
Palavras 3.713
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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🔮Oi oi Babes🔮

Olha eu aqui trazendo essa one pra vocês,com todo amor,carinho e vontade de dormir.

Mas antes de tudo,vamos a um único aviso.Forbbiden é curtinha,e como vi que não tinham muita acessibilidade(ou tempo)para colocá-la como one-shot,resolvi dividir em duas partes para que nada ficasse complicado,tanto para mim quanto para vocês.

A segunda parte não vai demorar,promise😊

Boa leitura😙

Capítulo 1 - Control your emotions


Fanfic / Fanfiction Forbbiden-Malec - Capítulo 1 - Control your emotions

-Acha mesmo que está bom? Não quero que pareça chamativo demais.

A voz feminina tinha um tom inseguro evidente, soando alta o suficiente por todo o quarto espaçoso. Uma cama de casal no centro do quarto, seguido pelos móveis de decoração rústica, sem soar um tanto frívola. No lado direito do cômodo, o closet- de tamanho um tanto exagerado - tinha suas portas abertas, mostrando uma série de roupas femininas e masculinas alinhadas por cor, espessura e até mesmo de acordo com a estação que se encontravam. Uma figura de estatura mediana saiu do cômodo trajando um vestido azul de alças finas, que ia até a cima do joelho, marcando a cintura e o busto da morena de expressivos olhos castanhos. O semblante dela mostrava dúvida.

As íris azuis se reviraram, mostrando sua indignação com a atitude da amiga.

- Pela segunda vez, você está ótima. Não está chamativo, e pare de achar que todos vão olhar apenas para você. Só porquê está com um vestido justo não te classifica como uma vadia. - Garantiu com um suspiro entediado.

Alec sabia que não adiantava falar, Etta continuaria insegura com o que vestia. Na vida pessoal, ela sempre se mostrou confiante na frente de todos, mas só ele conhecia aquela máscara tímida da morena. Ficar com Etta era como lidar com a irmã mais nova; Ambas tinham fortes personalidades, mas apenas os mais próximos viam o lado sensível das duas.

A morena riu.

-Eu sei que não sou uma vadia por usar roupas curtas, Alec.- Repetiu,olhando-se no espelho pela terceira vez. -Só não estou acostumada com esse tipo de roupa.

Levantou da cama em um salto,caminhando até a amiga em passos decididos. Cada passo ecoava no chão encarpetado,até ficar ao lado de Etta. Com os braços rentes ao seu corpo, olhou sua imagem e a imagem da amiga no reflexo do espelho. Nunca gostou de vestir calças jeans tão apertadas em toda sua vida, mas quando ele e a amiga foram para o shopping mais cedo, por muito pouco um escândalo não era dado pela outra por Alec não querer aquela calça.Odiava se sentir observado por muitos olhares, ainda mais quando toda a loja parecia ter parado apenas para olhar para si com aquele tecido apertando toda sua alma. Se vestia jeans largos e confortáveis, era justamente para não marcar suas pernas e quadris, fartos demais no ponto de vista do Lightwood.

A camisa azul marinho destacava os poucos músculos que tinha. Bonito,apesar de desconfortável.

-Se posso vestir uma calça tão justa, você pode ir com este vestido, sim? -Perguntou arqueando a sobrancelha.Um sorriso tomou o rosto maquiado de Etta,vendo o brilho da confiança ressurgir dentro dela. - E não é porquê isto aqui está em seu dedo, - Gesticulou para a aliança dourada no anelar da mulher,gritante o suficiente para mostrar que era comprometida. - Que você tem que se sentir insegura.

Etta analisou a aliança com cuidado, sorrindo de forma melancólica.

-Não sei se ele vai gostar. Mas, se falar alguma coisa, por favor,deixe que eu me resolva com ele. Hoje, estamos saindo para nos divertir, não para presenciar mais uma briga entre vocês dois. - Pediu a morena com a voz calma.

Não era novidade para ninguém que Alec detestava Magnus Bane, o marido de Etta.Desde o primeiro encontro dos dois, - há quatro anos atrás - Alec levantou inúmeras suspeitas ao ver a figura esguia,de traços asiáticos e olhos um tanto peculiares. O dia se resumiu em troca de farpas e uma Etta totalmente desconfortável entre o melhor amigo e o - antes - noivo.

No dia da cerimônia, viu a morena o mais deslumbrante possível em um vestido de noiva. Perguntou se Magnus era realmente o que ela queria para a vida toda. Em meio a certa desconfiança, a mulher confirmou, dizendo para Alec que sentiria a mesma segurança quando encontrasse o homem de sua vida.

Mesmo sendo casado com sua melhor amiga, Magnus continuava sendo uma verdadeira incógnita para Alec, e este não gostava disso nem um pouco. Pelo que pode notar, tal sentimento de desconfiança era recíproco. Ambos não se davam, e conviver pacificamente parecia estar fora de cogitação. Magnus o julgava como uma criança imatura e indecisa, enquanto dizia que o mesmo era um idiota que não merecia Etta em sua vida.

Ainda podia se lembrar do Natal na casa dos pais. Os familiares dele, os familiares de Etta e Magnus. Foi a mesma troca de farpas, as mesmas piadas e fofocas feitas um para o outro. Ignorava e revirarava os olhos a cada troca de carinho entre Magnus e Etta, ou até mesmo quando as mulheres falavam o quanto faziam um casal adorável. Aquilo tudo era uma tremenda perda de tempo.

A ceia foi o ponto alto daquela ocasião.

Magnus foi "forçado" a fazer um breve discurso sobre como era bom passar o primeiro Natal junto com que ele tinha de mais próximo de uma família. Alec ria,achando aquilo um absurdo, vendo os olhares de repreensão do Bane vez ou outra.Mas, o que foi de certa forma gratificante, foi ver Magnus terminar o discurso para falar em voz alta que Era apenas mais um intruso no meio da família.

Magnus foi para cima dele em um único movimento, ficando em cima do Lightwood e o enchendo de socos rápidos e fortes.Alec arquejava de dor, e todos tentavam tirar o Bane, mas Magnus era grande e forte demais. Parecia que nem todos os homens dali poderiam contê- lo.Em meio aos socos e a dor, sorriu levemente ao ver o outro sem controle.

Aquele foi o extremo de todas as discussões que teve com Magnus.

Depois daquele dia, não houve mais um episódio de socos e outros golpes, apenas as implicâncias que tinham um com o outro. Todos diziam que a paz entre os dois nunca existiria. A guerra iria permanecer até mesmo em seus túmulos.

E de certa forma, Alec concordava.

Suspirou, encarando o semblante esperançoso de Etta. A princípio,iriam reunir todos os colegas de trabalho no Pandemonium para comemorar um novo projeto que renderia muito dinheiro e reconhecimento para a construtora que trabalhavam. Mas, mesmo conhecendo Etta a muitos anos e tratando ela da mesma forma de tratava Isabelle,odiava quando ela era uma manteiga derretida por causa de Magnus. O marido da amiga resolvera ir de última hora,e não podia se opor a tal coisa. O jeito era: Suportar Magnus por uma noite toda sem dar ouvidos a suas provocações ou até mesmo não tomar atitudes inesperadas em relação a ele.

Era a diversão dele que estava em jogo.

-Prometo que vou tentar. - Disse com um tom incerto,vendo os ombros de Etta cairem. Um suspiro saiu dos lábios avermelhados.

-Já é um começo, não é mesmo? -Perguntou. -Bom, vamos. Magnus já está esperando por nós a horas.

[◇]

Uma série de bajulações e beijos desnecessários se sucedeu assim que desceu as escadas. Um rubor presente nas bochechas da morena diante as íris brilhantes e das palavras um tanto "Apaixonadas" proferidas pela voz rouca do outro. Procurou qualquer outra coisa para se distrair e prender o olhar no cômodo, só evitava não olhar a cena e se contia para não falar alguma besteira ou revirar os olhos. Magnus mal notou sua presença no recinto, e preferiu que continuasse assim.

Sem provocações mútuas.

No carro, mexia em coisas aleatórias no celular ou olhava as figuras que passavam pela janela. Qualquer ato era contundente para se manter absorto da conversa entre o casal. Poucas vezes a morena lhe chamou atenção, ganhando respostas curtas e precisas do Lightwood.O caminho até o Pandemonium nunca pareceu tão longe para ele. Encostou a cabeça no vidro da janela carro, fechando os olhos e se concentrando apenas na melodia que tocava em volume baixo. As vozes de Magnus e Etta ainda circulavam,mas eram como breves zumbidos aos ouvidos do Lightwood. Um momento absorto a tudo; Problemas, Obrigações, Culpa...

Quando finalmente chegaram, Etta o chamou suavemente. Abriu os olhos,piscando lentamente com a luz neon do letreiro da boate. Se acostumando com a visão ofuscante, viu a fila de pessoas formada ali, escutando a batida da música que tocava ali dentro até mesmo dentro do veículo. Por mais infantil que fosse,esfregou as pálpebras com as mãos, na tentativa de espantar qualquer resquício de cansaço.

Ficar na fila não foi necessário, e isso gerou uma série de protestos feito pelas outras pessoas que esperavam, mas não ficaram ali para ver. Passaram por um pequeno corredor escuro, esbarrando em pessoas que olhavam para suas coxas - e as coxas da melhor amiga - descaradamente. Suas bochechas ganharam um leve tom rosado, enquanto seguia o casal com a cabeça abaixada.

Inúmeros corpos suados dançavam na pista, dando um leve calor e umidade ao clima frio dali. Grande parte das pessoas pareciam não se importar em usar roupas extravagantes ou em dançaram sensualmente para atrair outros olhares.Copos de bebidas de inúmeras cores diferentes estavam espalhados nas pequenas mesas e na bancada do bar ali próximo. Casais se beijavam sem o mínimo de pudor, quase tendo verdadeiros atos sexuais em público. O ar era um verdadeiro misto de perfumes,bebida e cigarro.

Ninguém parecia brincar em relação ao Pandemonium; Tudo ali fazia jus a reputação: Um pequeno pedaço do inferno na terra.

Achar os colegas de trabalho não foi uma tarefa fácil. Passar por todas aquelas mesas e esbarrar em corpos aleatórios foi desconfortável, mas ao ver todos os amigos,sentiu um alívio correr em seu corpo. Os copos espalhados pela mesa chegavam a ser incontáveis, refletindo nas ações dos mesmos quando se aproximou junto com o casal; Alguns cheirando a colônia,suor e álcool. Todos ali,visivelmente animados pela quantidade de bebida correndo em suas correntes sanguíneas, felicitavam o casal com sorrisos e até mesmo brincavam com Magnus e Etta. Estes retribuiam com a mesma animação, entrelaçando as mãos com mais força.

Aquilo era totalmente desnecessário.

Revirou os olhos discretamente.

Sentou na mesa junto com os outros,desencadeando uma série de assuntos aleatórios sendo discutidos, regados a bebidas de cores diferentes,descendo garganta a baixo de uma única vez.Queimava e deixava todos os músculos do corpo leves demais.

Enquanto conversava com Emma, Etta o cutucou discretamente, desfazendo o diálogo do Lightwood com a loira. Virou-se em direção a amiga, vendo a mesma apontar para uma mesa não muito longe dali. Um rapaz - de cabelos negros como os seus - os encarava com os olhos verdes brilhantes, olhando para Alec mais precisamente. A regata escura vestida pelo outro mostrava os músculos do mesmo, evidenciado o peitoral que deixava traços de uma tatuagem que era escondida pelo pano escuro, ondulando na clavícula e chegando em sua omoplata.A flor de lótus que desabrochada no pescoço de pele leitosa era um mero detalhe diante a beleza do estranho. Ele mordia os lábios, sorrindo de um modo que lhe tirou o fôlego brevemente.

Talvez ele tivesse gostado do homem que o encarava.

Um sorriso envergonhado desenhou seus lábios, refletindo em tom vermelho em suas bochechas. Etta e Emma virbraram ao seu lado, forçando Alec a tomar alguma atitude.

-Não é todo dia que um homem lindo flerta abertamente daquele jeito Alec. Faz alguma coisa! - Exclamou Etta um pouco alterada por conta da bebida.

Os olhares continuavam, e o Moreno de olhos verdes permanecia com os dentes cravados em seus lábios, sorrindo para o Lightwood que sustentava o olhar do mesmo com um leve sorriso de lado.Escutava as risadinhas ao seu redor,ignorando as brincadeiras dos amigos que observavam o flerte aberto dos dois.

A troca seguiu por vários minutos, até a Etta puxar sua mão de uma única vez, na intenção de levá-lo a pista de dança lotada. Olhou para a outra com o ar desacreditado, forçando a si mesmo a ficar sentado. Ele negou inúmeras vezes mas Etta parecia disposta o suficiente para forçar o Lightwood ir com ela.Cansado de ter a voz da amiga em seu ouvido,insistindo para ir com ela, desistiu e deixou-se levar pela outra.

Três músicas se passaram,e não sabia quantos copos ele havia bebido depois de chegar à pista de dança. Uma leveza desconhecida tomava todo o seu corpo,fazendo seus passos serem mais expressivos e até mesmo provocantes.Olhava para Etta e sorria, com o suor colando o tecido da blusa que vestia em seu peitoral. A outra tinha os saltos em sua mão,com os cabelos bagunçados grudando no pescoço.

Quando o remix acabou, Etta afirmou que precisava descansar. Saiu dali sem dar mais explicações para o Lightwood, com os passos vacilantes em direção a mesa em que os outros aguardavam. The Hills começava a soar pelo ambiente com sua melodia alta, retumbante e sensual. Alec sorriu, movimentando os quadris e fechando as pálpebras, ganhando olhares admirados de algumas pessoas ali. O foco ali era ele, ganhando admiradores que lhe encaravam com desejo e cobiça.

Queriam o seu corpo.

Queriam ele por inteiro.

Mas jamais poderiam ter.

E não pode deixar de sorrir com isso.

Duas mãos rodearam sua cintura ao que o refrão começava; Grandes, possessivas e causando um arrepio instantâneo na pele branca devido a proximidade repentina. Guiavam os movimentos livres de seus quadris, roçando em uma pélvis que começava a endurecer aos poucos. A cabeça de Alec pendeu para trás,encostando em um ombro largo. Quando as pálpebras se abriram, as feições moldadas por olhos verdes e boca vermelha que lhe encaravam a minutos atrás o fitavam com desejo. Sorriu ainda mais, entorpecido pelo cheiro do desconhecido. A fricção dos quadris foi aumentada, e o outro parecia se deleitar com as sensações das nádegas fartas de Alec contra o membro enrijecido e coberto pelo pano da calça.

Nomes eram desnecessários naquele momento.

A diferença de altura era quase nula pelo que pode notar assim que se virou para o homem que guiava os movimentos de seus quadris. Poderia ser a bebida,poderia ser o magnetismo dos corpos;Inúmeras coisas poderiam listar aquele momento, mas preferia deixar o momento acontecer. Nunca foi de deixar o álcool guiar suas ações, mas poderia experimentar aquela sensação uma única vez.

Rodeou os ombros do outro com os braços, encarando os olhos verdes de forma entorpecida e perdida. A música fluía por cada parte do seu corpo. Ondas de calor perpetuando e molhando seu peitoral,com a blusa grudando em sua pele devido ao suor e a proximidade dos corpos. A respiração quente do homem bateu no pescoço do Lightwood, seguindo de pequenas sucções na epiderme pálida.O gemido não pode ser controlado,e logo o outro continuou, embebido por seus gemidos e o juntar dos membros duros e excitados.

As unhas curtas de Alec arranhavam o pescoço tatuado do outro, sentindo os chupões e breves mordidas. Toda a inquietude - e deleite - do Lightwood era demonstrada em seu lentos movimentos,já que era tortuoso e delicioso.

Frente a frente com o rapaz, fitou os lábios vermelhos com atenção; Molhados,deliciosos e chamativos. Aproximou-se do outro com cuidado, cravando os dentes na carne molhada e puxando-a para si com leveza, soltando em um estalido molhado.As íris verdes brilharam em meio às inúmeras luzes de neon que banhavam os corpos. A música já anunciava o final,lento e sussurrante. Os movimentos pararam, e se fitaram com tamanha intensidade. Todos os seus instintos o guiavam para beijar aquele homem com lentidão, saboreando cada mínima parte daquela boca e gemendo deliciado com ele dentro de si.

Faça, faça... Seus instintos gritavam.

O som de copos quebrando e gritos femininos tiraram todo o calor do momento, ainda mais quando Alec reconhecia aqueles gritos. Procurou com avidez entre as pessoas que ali passavam.Estava no meio da pista de dança, com um homem em seus braços e duro no meio de inúmeras pessoas. Desfez os contato com o outro, sem se despedir e escutando a voz rouca do outro lhe chamar.Mal deu ouvidos, apenas tentava sair dali o mais rápido possível. Os gritos continuavam e uma nova música começava, mas estava com pressa demais para saber qual era.

Quando a mesa onde os amigos se encontravam entrou em seu campo de visão, finalmente pode ver a fonte doa gritos conhecidos.

Etta gritava e gesticulava para o marido,falando palavras incoerentes - não pode assimilar o que a mulher falava devido a distância - e altas para Magnus,que discutia no mesmo tom autivo da esposa.Bêbados, alterados e sendo contidos pelos outros.

Mesmo com as pernas bambas e todo o corpo dormente demais, foi o mais rápido possível em direção a mesa.

-Porquê você estava olhando pra ela? PORQUÊ? - Brandava a mulher que era segurada por Emma.

-Pare de ficar imaginando coisas! Eu não estava olhando pra ninguém. - Devolveu o Bane no mesmo tom. Toda a maquiagem de Etta estava borrada devido as lágrimas que escorriam em seu belo rosto. Chorava e se escorava em Emma, enquanto Magnus era acalmado pelos outros colegas.

O Lightwood se aproximou com as sobrancelhas franzidas e a expressão alarmada no no rosto.

-Alec! - Exclamou Etta indo para os braços do amigo. - Ele estava querendo outra.Ele não me quer mais. - O tom da mulher era choroso e um pouco enrolado pela quantidade de bebidas de inúmeras cores diferentes ingeridas na pista de dança.

Abraçou a mulher rapidamente,encarando os outros em dúvida enquanto Julian Blackthorn conversava com o Bane.Este já parecia calmo, mas Etta parecia disposta a causar confusão.

-Ela precisa ir pra casa Alec. Não pode ficar no meio das pessoas causando tanto tumulto. - Falou Emma em meio a rápidos suspiros, brevemente sem fôlego por separar a briga entre os dois.

Alec assentiu,segurando os cabelos da amiga e separando o abraço.

-Você precisa ir Etta. - Explicou.

-Mas ele estava... estava disposto a me trair Alec. Olhava para aquela maldita piranha de vestido justo na pista de dança com desejo. Eu vi. Por favor, não me deixe ir embora com ele. - As palavras eram rápidas e nervosas, mas Alec não facilitaria para a amiga.

-Ele não traiu você, de qualquer forma. E chamar atenção na frente de tantas pessoas não vai fazer ele parar de olhar.Vá para casa, descanse e fale com ele,mas não fique e cause mais confusão Etta.Já bebeu demais. - Rebateu,vendo a expressão teimosa da amiga se desfazer mas a fúria permanecer nas íris da mesma.

-M-mas Alec...

-Sem mas. Você vai ir pra casa se acalmar e ponto final. - Esbravejou,vendo a outra o encarar com o ar desacreditado,assentindo logo em seguida.

Segurou a mão da mulher, levando Etta até Magnus.Estes se encaram com desconfiança, com a sensação de desconforto palpável em meio a tantas pessoas. O silêncio entre os dois, apesar da música e das inúmeras vozes se misturando parecia perturbador aos ouvidos do Lightwood.

-Cuide dela. - Instruiu para o marido da amiga, fitando as íris amarelo esverdeadas pela primeira vez aquela noite.Naquele momento, a tensão não era concentrada em mais uma das discussões dos dois. O fato era: Magnus e Alec nunca se dariam bem, mas quando o assunto era Etta, poderiam chegar a se unir pelo menos uma única vez.

O outro assentiu, pegando Etta pela mão com delicadeza e cuidado, vendo o olhar desconfiado da mesma. A excitação permanecia do olhar da Bane, mas continuou em silêncio, deixando o marido guiá-la até a saída do local. Alec encarava a cena ao lado dos outros, decidindo voltar para casa do mesmo jeito.

Para ele, aquela noite já podia ser dada como encerrada.

[◇]

As ruas continuavam silenciosas e com pouco movimento. Pouquíssimas pessoas e veículos passavam pela avenida,banhados pela luz dos postes que iluminavam a rua. A lua em seu esplendor natural, cheia e prateada no céu; Apenas o brilho dela era notado, já que as estrelas não podiam ser vistas. Uma profunda tragada no cigarro foi dada, soltando a fumaça na janela aberta, com a brisa da noite dissolvendo a massa branca. Era um cheiro amargo e tóxico, mas Alec não se importava.

Cigarros e bebidas podiam ser classificadas como veneno, já que pessoas os ingeriam porquê sempre tem algo interno para matar dentro de si.

O táxi que pegou na saída da boate saira dali a meia hora atrás. Não deu atenção para o porteiro, apenas pegou o elevador e subiu para o espaçoso apartamento na cobertura do prédio. A vista de Londres ali de cima chegava a ser inspiradora, se para ele, não fosse tão depressiva e melancólica.

Sequer retirou as roupas ao chegar no apartamento, apenas pegou o isqueiro e o masso de Marlboro que ficava em cima da pequena mesa junto ao abajur. Os dedos brancos e longos desabotoaram alguns botões da blusa, na tentativa de aliviar o calor que sentia. Os músculos pareciam pesar, e agradecia por não ter que ir trabalhar no dia seguinte. Passar um dia todo sem fazer nada parecia uma boa solução para o Lightwood.

Os acontecimentos lhe vieram à tona de uma única vez, fazendo ele raciocinar em meio as tragadas e baforadas.Madrugadas eram os momentos perfeitos para reflexão.

Ele se agarrando com um desconhecido,excitado na frente de muitas pessoas e Etta dando um escândalo. Nunca entendeu porquê a amiga se transformava em outra com pouca bebida. O ciúme, a implicância com quem quer que fosse e o descontrole. Levar ela sempre lhe pareceu uma má idéia.

Fora o show dado pela amiga,nunca se sentira tão livre, mesmo com um homem aleatório em seus braços. As obrigações sumiram, a raiva e sentimentos oprimidos por ele se dissipavam como a fumaça que saía dos seus lábios.

Mas elas voltavam de uma única vez ao leve repuxar da realidade.

Como acontecia todos os dias, naquela hora para ser mais exato.

Batidas intensas em sua porta o tiraram da sua linha de pensamento. Eram intensas,sem nem mesmo ter alguém se identificando, mas não precisava.

Alec sabia quem era.

Calmamente, deu uma última tragada no cigarro, esfregando a guimba na parede e apagando o mesmo, deixando um rastro negro na pintura cinza. Respirou fundo pela milésima vez, atravessando a sala em passos leves enquanto as batidas intensas continuavam. O rosto de Alec continuava neutro, sem expressões até o momento em que a porta foi aberta.

Olhos amarelo esverdeados o encararam com fúria, assim como as feições do dono das belas e intrigantes íris tinha a face contorcida em desgosto. Continuava com a mesma roupa que vestia a minutos atrás,amassada em alguns pontos.

Nada apagava a beleza daquele homem.

Era um fato: Magnus Bane era o homem mais belo que já havia visto.

-Por que demorou tanto para abrir?-Perguntou o outro rudemente.

Alec revirou os olhos.

- Estava ocupado, só não esperava ver você aqui. Não hoje . -Devaneou o Lightwood.

Magnus riu,entrando no apartamento junto com o de olhos azuis.

-Depois do que aconteceu, eu não poderia deixar de vir. Não mesmo. - Proferiu o outro, no meio da sala com a fisionomia claramente tensa. - Você vai me explicar porquê deixou aquele filho da puta tocar em você daquela forma.



Notas Finais


Pelo que podemos ver de forma clara,fudeu🙊

Segunda parte daqui a poucos dias,sim?

Beijos e até o próximo😇


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