História Forbbiden Reigns - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Escolar, Gamers, High School, Interativa, Jogos, Realidade Virtual, Romance, Rpg, Slice Of Life
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Palavras 2.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fala galera, finalmente apareci, com mais um capítulo dividido em dois.
Dessa vez não vou postar a segunda parte logo em sequência porque... ainda não está pronta, é esses dias bateu um bloqueio criativo bem chato, mas já tô voltando a escrever e espero conseguir postar nesse fim de semana.

Fiquem agora com a parte 1, que é mais calma e "parada", deixei a ação pra parte 2.

Boa leitura!

Capítulo 6 - 03.1 - Kazemaru


Fanfic / Fanfiction Forbbiden Reigns - Capítulo 6 - 03.1 - Kazemaru

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Guide FR para Aventureiros:


Baú - Um jogador tem até 16 slots em seu inventário, se ele não adquirir mais de maneira paga (com dinheiro real).

Para não ter que se desfazer de itens importantes, é comum que todos os jogadores tenham um baú em sua casa. São itens baratos com até 32 slots.


Forbidden Reigns - As áreas que dão nome ao jogo, Forbidden Reigns (Reinos Proibidos), popularmente conhecidas como FR, são ilhas flutuantes que preenchem o céu da terra fantástica do jogo. Espalhadas por diferentes locais e alturas, podendo ter tamanhos variados, as FR’s são os melhores lugares para se encontrar missões diferentes e desafiadoras, que costumam esconder itens especiais, mistérios empolgantes e segredos sobre aquele mundo de fantasia.

(Por exemplo: O Palácio do Rei Ruthra, visto no capítulo 00).


Dragão - Uma das criaturas mais incríveis do jogo é o dragão. Existem vários territórios pelo mapa onde é possível encontrá-los em terra, mas o lugar preferido deles é o ar. É comum vê-los passeando pelo céu, ou repousando em algum FR. Eles não têm um comportamento padrão, alguns podem ser agressivos, violentos, outros mais dóceis e inofensivos. Alguns jogadores conseguem domá-los, o que é bem útil, pois podem servir como força de ataque ou como transporte.

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________Sato________________


Precisei bater três vezes na cabeceira até acertar o botão que desligava o despertador.

Digamos que meu senso de orientação depois de dormir às 4 da manhã para acordar às 6, não está tão bom.

Minha primeira visão ao olhar o espelho, acoplado à porta do guarda-roupa, foram as olheiras que escureciam meu olhar, como se meus olhos já não fossem pretos o suficiente. Imediatamente abri minha boca para reclamar de mim mesmo, por ter ido dormir tão tarde, mas rapidamente me repreendi, lembrando que foi tudo por “um bem maior”, algo que eu, na hora em que estava consciente e não totalmente tomado pelo sono, me garanti que não iria trazer arrependimentos.


Ao levantar da cama, acabei tropeçando na pilha de livros esparramados pelo chão, que eu esqueci de guardar quando caí no sono.

Peguei meu caderno de anotações que estava ali misturado, ainda aberto na página em que eu tinha feito notas sobre El_Hazard. No fim, não aguentei de curiosidade e acabei parando meus estudos da madrugada para pesquisar sobre ele. Apenas confirmei que ele era um jogador de alto level, mas é bem maior do que eu imaginava, chega a estar entre os 150 melhores do mundo e faz parte da District 78, a quarta guild mais alta do ranking.

Tentei ir mais fundo, mas não achei nada além disso e de algumas gameplays onde ele acaba aparecendo. Também não encontrei nada sobre os gemn’s que tentaram me capturar, e acabou que eu consegui me esconder e eles acabaram levando os outros seis.


Ajeitei os outros livros de volta em suas prateleiras, a maioria sobre liderança e autoajuda.

Enfim, após me arrumar, peguei o caminho para a escola, levemente animado para a terceira reunião do clube. Na última fizemos a demonstração de poderes que eu havia planejado para antes, agora é hora de botar algumas coisas em prática.


Durante a caminhada até o ponto de ônibus, eu ia tremendo um pouco no frio do inverno. Apesar da maioria das escolas só começarem os anos letivos com o início da primavera, tudo em Virtutes é diferente, tivemos que iniciar no começo do mês, antes da Golden Week.


Enquanto esperava pacientemente o transporte chegar, escutei um barulho estranho de algo se mexendo e roçando em uma caixa. Fui conferir logo atrás do ponto e vi que minha audição não me enganou, realmente havia uma caixa e estava aberta. Me aproximei pra ver o que estava dentro, era um vira-lata branco e pequeno se remexendo de frio.

Automaticamente se formou um sorriso no meu rosto, como o de uma criança.


— Oi garoto, está com frio? – eu falei usando aquela voz idiota que só se usa com animais e bebês.


Me agachei e estendi a mão para acariciá-lo, mas ele logo rosnou e virou o rosto. Percebi que havia um pano dentro da caixa, e nele estava bordado “Kazemaru”.


—  Kazemaru...é seu nome? – me perguntei baixinho.


Me assustei ao ouvir uma voz feminina atrás de mim:


— Oi garoto, está com frio? – ela disse entre risadas imitando minha voz de agora pouco.


Me virei e pude ver que era Miyuki me pegando de surpresa novamente. Percebi o cachecol azulado em seu pescoço e as luvas brancas que cobriam suas mãos, pensando que seria bem útil se eu tivesse aquelas coisas agora.


— Eh… o que faz aqui? – perguntei enquanto tentava esconder meu rosto vermelho.


— Esqueceu que somos vizinhos? – ela respondeu como se fosse óbvio.


— Nah, é difícil não ver a sua casa, mesmo de longe. – respondi apontando para a mansão Saegusa ao longe, sem dúvida a maior casa daquele bairro – Só que eu nunca te vi por aqui, na verdade nem consigo te imaginar andando de ônibus.


— Que tipo de pessoa acha que eu sou? – Ela me franziu as sobrancelhas e me lançou um olhar mortal – Na verdade meus pais estão viajando e meu irmão voltou a trabalhar então acho que eu terei que pegar ônibus mais vezes sem ninguém para me levar de carro… ah, Kaz-chan? – Ela finalmente olhou para o cão que estava na caixa e se agachou junto comigo para brincar com ele.


— Parece que você leva mais jeito do que eu. – comentei cabisbaixo ao perceber que o cachorro não era agressivo com ela e apenas aceitou as carícias.


— Estranho… Kazemaru costuma ser gentil com todo mundo. – disse ela – Eu costumava ver ele passeando quase todos os dias desde o ano passado, quando o dono dele se mudou para cá, até que ele desapareceu durante as férias. É um mistério até hoje, ninguém sabe o que aconteceu com ele. Achei que teria levado Kaz, mas agora ele apareceu por aqui…


— Kaz? – perguntei confuso antes de perceber o que significava, então reparei que a garota olhava meus olhos fixamente, até notar que eu olhei de volta e desviar o olhar, levemente corada.


— Kaz é o apelido de Kazemaru. – ela respondeu rapidamente – V-você parece com o dono dele, um pouco, digo, seus olhos, ele estava sempre assim com olheiras.


Depois disso fez-se um silêncio por ali, até o ônibus enfim chegar.

Não consegui ver o bichinho naquela caixa sofrendo de frio, escondi ele dentro da bolsa e o levei para a escola.


Corri para a sala do clube, mesmo que o sinal já tivesse tocado. Deixei lá o pequeno animal, coberto em sua toalhinha e enchi um pote d'água para ele.


Quando cheguei na sala, já estava uns 10 minutos atrasado na aula de inglês.


— Kamina-san, you are late! – disse o professor Gibbs continuando com seu capricho de enfiar frases em inglês à qualquer momento da aula – E sabe que eu não gosto de atrasos, da próxima haverá consequência.


— Ei ei, ele não precisa de mais castigo. – disse um dos alunos da frente – A dupla dele já é uma punição. – ele explicou, arrancando risos contidos da sala inteira.


— Do que está falando SEU MERDA!? – indagou Wyse dando um socão em sua mesa.


— Let’s stop, please! – interveio o professor.


— Para com essa poha aí, meu irmão! – respondeu o do olho de lagarto – Vai falar inglês lá na caçamba do motorzinho tio, oh fuck you!


Depois disso Wyse foi parar na diretoria e eu assisti o resto da aula completamente confuso.


Quando finalmente tocou o sinal do intervalo, o encontrei na mesa do refeitório em que eu costumava sentar.


— O que foi aquilo tudo? – perguntei quando comia o arroz do almoço.


— Aquilo o que? – Ele se fez de desentendido enquanto mandava a comida para a boca numa velocidade exagerada.


— Aquilo de estourar na sala de aula, ou “minha dupla”, ninguém me explicou nada ainda. – tentei novamente.


— Ahhhh… – Ele enfim entendeu e me explicou que o professor havia passado um trabalho em dupla e como eu havia chegado atrasado tive que ficar com o último que sobrou, no caso, ele – Aí aquele babaca lá da frente quis zoar só porque eu sou um merda que nunca faz nada direito… – seu tom de voz ficou mais suave por um momento, quando ele abaixou sua cabeça e evitou contato visual – Eu mal acordei e já fui derrotado umas 6 vezes… será que um dia eu vou vencer na vida? Eu tenho certeza que não…


— Espera… você acabou de confirmar? – indaguei confuso.


— É tudo verdade. – ele respondeu voltando ao seu semblante neutro – Mas é que só eu posso me autodepreciar, ora porra!


— É óbvio que só você pode se “autodepreciar”... – debochei.


Ele levou alguns segundos até entender.


— Ei! Você, por acaso, está zoando meu mal uso da palavra dentro de uma frase? – ele questionou, esfregando seu punho esquerdo na mão direita – Me perdoe senhor intelectual, punhos valem mais do que palavras…


Meu rosto começou a suar e minhas pernas já estavam prontas para correr dali, mas acabei “salvo” quando duas garotas sentaram na nossa mesa e nos roubaram a atenção.


Eram Amora e Yuka, a loira esbanjava um sorriso de orelha a orelha, enquanto sua amiga de óculos estava encolhida por trás dela, com uma feição séria e corada ao mesmo tempo.


— Boa tarde! – cumprimentou Amora.


— Ei ei. – chamou Wyse, tampando um lado da boca com a mão, de modo que só só eu pudesse vê-lo falando – Você tem poderes mágicos aqui também?


— O que? – perguntei, repetindo o gesto de mão na boca como ele.


— Nunca que uma garota sentou perto de mim por livre e espontânea vontade, mas foi só eu sentar com você que vieram logo duas… – respondeu com uma cara maliciosa.


— Anh? Elas são do clube, devem estar querendo falar alguma coisa… – cortei – E na verdade isso nunca me aconteceu também…


________Yuka_______________


Segui Amora, quase que sem escolha já que ela me puxava para lá a todo tempo, dizia coisas como: “chegamos no ensino médio, temos que aproveitar o nosso raio de juventude!”.

Mas na verdade eu já estava aproveitando bem, vivendo tranquilamente com meu silêncio, meus livros, meus lápis, mesmo assim minha amiga insistia em tentar me “ajudar” a me enturmar e conhecer novas pessoas. No final eu nunca conseguia recusar quando ela pedia, ou será que no fundo eu também quero isso?


Uma leve cotovelada de minha amiga me tirou de meus pensamentos.


— Ei, diga alguma coisa. – sussurrou ela.


— Eu não sei como fazer isso! – respondi no mesmo tom.


— Tente perguntar alguma coisa sobre eles, não vai acontecer nada de mais. – ela sugeriu.


— Ehh… e-eu posso perguntar uma coisa? – pedi, chamando assim toda a atenção para mim.


— Ah, claro! – os dois responderam em uníssono quando pararam subitamente de cochichar entre si.


Então percebi a burrada que tinha feito por impulso, eu não fazia ideia do que perguntar agora.

Comecei a fritar meu cérebro enquanto avaliava as opções. A pergunta mais óbvia que eu fazia quando precisava me aproximar de alguém sempre foi “qual é o seu nome?”, mas eu já sei o nome dos dois e até já sei a turma deles. Também não posso perguntar que horas são, não teria chamado a atenção deles só pra perguntar isso…

Os segundos pareciam passar mais depressa, os olhos verdes de Amora me fitavam brilhantes, esperando o que eu iria dizer. Os outros dois se entreolharam confusos depois do silêncio que ficou naqueles instantes. Uma gota de suor escorreu em minha testa, eu ousaria dizer que meu cérebro estava queimando no sentido literal da coisa.


Então depois de tanta pressão, em um ato falho, soltei a primeira coisa que me vinha à cabeça e que estava na minha frente aquele tempo todo:


— O que aconteceu com seu olho? – Apontei para o rosto de Wyse.


Só depois de me sentir aliviada em quebrar o gelo é que notei o quão idiota e talvez insensível eu tinha sido agora.

Amora desfez o sorriso e me encarou boquiaberta.

Até Satoru estava surpreso, mas parecia esperar pela resposta.


Então Wyse inclinou sua cabeça para baixo, fazendo com que o cabelo cobrisse seu rosto, bateu na mesa com a palma da mão aberta e começou a respirar com força. Havia quase uma aura em volta dele, se tivesse que desenhá-lo naquele momento, com certeza o contornaria com uma sombra negra intimidadora.


Engoli em seco quando ele levantou sua mão aberta e foi fechando-a dedo por dedo, até que apenas o indicador estivesse em pé. Até que ergueu a cabeça novamente e, com a maior naturalidade apontou com aquele dedo para seu olho direito.


— Esse aqui? – ele perguntou sem demonstrar emoção alguma.


Entretanto estava apontando para o olho normal, eu tinha a chance de me redimir e esquecer aquilo, porém, no impulso de minha sinceridade e curiosidade, acabei soltando:


— O outro. – disse baixinho.


Logo ele andou com o dedo pelo seu rosto, levando-o até o olho esquerdo, o olho de réptil.


— Ah claro! Às vezes eu até esqueço o lado. – Ele sorriu – Eu ganhei numa aposta com um amigo cujo o pai era cirurgião, não é legal?


Nós três nos olhamos aliviados quando ele tratou aquilo naturalmente.

Acabou que depois disso eu fiquei um pouco mais tranquila ali, continuei sem falar muito, mas acabei me divertindo ouvindo suas conversas, apesar de Wyse sem um tanto quanto barulhento às vezes.


No fim das aulas, nos encontramos novamente na sala do clube, onde descobrimos um cachorro que estava sendo escondido por Satoru.


— N-não é liguem pra ele, será só hoje! – ele explicou.


Depois que todos chegaram, já dentro de Forbidden Reigns, nos reunimos na nossa base em Lewe Hall aguardando as diretrizes para a próxima missão.


________Miyuki______________


— SEM INIMIGOS?! – reclamou Wyse quando ouviu sobre nossa tarefa do dia – Se bem que da última vez que você disse isso…


— Espero não termos o mesmo azar da última vez. – comentou Satoru – Mas estou aberto a novas sugestões se quiser…


Ele estava dizendo há pouco, que em nossas próximas missões teríamos que ir às FR’s, assim teríamos muita chance de conseguirmos itens fortes e evoluir mais rápido, mas não podíamos gastar materiais para fazer algum tipo de transporte, nem abusar das Volture Wing's, sendo assim, precisamos do meio mais conveniente para nos transportamos pelo ar: um dragão!


— Na verdade, eu tenho uma. – me intrometi – Na maior parte do mapa do jogo, é inverno agora. Dragões não costumam ficar muito expostos nessa época, se fôssemos procurá-los juntos levaria muito tempo para encontrar algum... – expliquei – Então eu sugiro que façamos uma competição! Podemos nos dividir em grupos e quem encontrar um primeiro vence.


— E qual seria a recompensa? – se prontificou Gou .


— Hm, não tinha pensado ainda… – percebi.


— Então faremos isso. – concordou Satoru – A recompensa será um pedido que os vencedores poderão fazer aos perdedores, não necessariamente precisa ser feito na hora…


Todos concordaram de imediato.

Isso vai ser divertido, não quero perder!



Notas Finais


É isso.
Espero que tenham gostado, comentem o que acharam, é sempre bom saber as opiniões de vocês!

Em breve saberemos o desenrolar dessa missão, na parte 2!

Até lá!


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