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História Forbidden - Min Yoongi - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oioioi :))

Boa leitura!

Capítulo 4 - B, de beijos secretos.



Sabe quando você acorda cansado e não quer levantar da cama, mas tem que levantar mesmo assim? Então, estou nessa situação desagradável. Hoje é meu último dia do estágio na empresa da senhora Kim, no começo eu achava que o trabalho de um secretário era fácil, mas fui surpreendido de uma forma nada boa. Jimin nos trata como escravos pessoais, fazemos tudo o que ele manda para conseguir o emprego, mas tem certas coisas como, lavar o carro dele, que eu não acho que faça parte do nosso trabalho.

Estou um trapo, cansado, destruído, e para piorar o dia estava bem frio. Tomei um banho quente e me vesti com roupas grossas o mais rápido possível. Sequei meu cabelo que estava úmido e tentei disfarçar minhas olheiras com um corretivo, sim eu tenho maquiagem, mas é só pra essas ocasiões em que estou parecendo um figurante do The Walking Dead. Depois disso tudo tomei um café bem rápido antes de sair de casa, não consigo comer de manhã cedo.

Eu era responsável pelo café da senhora Kim agora, então toda manhã eu acordo bem cedo para poder comprar seu café que fica bem longe da minha casa, como sempre eu tenho muita sorte. Depois de muito tempo naquele metrô cheio de pessoas, era muito contato físico pra uma manhã só, eu consegui chegar na cafeteria preferida dela. Sabe, eu sinto uma atração muito forte pela (S/n), mas quando eu tenho que acordar cedo pra comprar café pra ela, em um dia frio, eu odeio aquela mulher.

Enfrentei a fila que estava até menor comparada aos outros dias, e peguei seu café. Estava praticamente correndo pelas ruas, as pessoas me olhavam estranho, mas eu continuava com o objetivo de chegar cedo e entregar logo esse copo. O bom é que ele está aquecendo minha mão. Novamente entrei na estação de metrô e tive a oportunidade de sentar agora, estava ofegante, e com muita raiva por assim dizer. Quando chegou meu ponto voltei a correr feito louco e finalmente consegui entrar naquela empresa.

Cumprimentei a recepcionista com um sorriso gentil e entrei no elevador às pressas. Enquanto estava nele eu podia aproveitar aquele curto tempo para tentar normalizar minha respiração. Minhas manhãs eram assim agora, e como recompensa eu poderia vê-la e trocar algumas palavras. Eu sou muito trouxa.

Quando eu entrava naquela sala toda manhã eu esquecia a raiva e o cansaço que estava sentindo e observava todo seu físico, sua expressão, o humor que ela estava naquela manhã. Depois daquele dia no elevador trocamos algumas palavras as vezes, e ela sempre fala comigo na hora da saída onde ficamos apenas nós dois naquela caixa de metal. Acho que estou enlouquecendo, pareço um adolescente virgem no ensino médio, mas é que ela me faz sentir assim. É irritante às vezes, confesso. Toda vez que converso com ela eu sinto meu coração disparar, minhas mãos soarem e eu começo a guaguejar, tá vendo, eu tô parecendo um idiota.

Cheguei no último andar e estava sozinho no elevador como sempre, ou seja, Jungkook e Ashley já tinham chegado como sempre, e eu me atrasei novamente. Nem quero ver a cara irritada do secretário Park. Saí do elevador e comecei a andar por aquele corredor, e quando cheguei perto da sala da senhora Kim eu avistei três pessoas me olhando. Jimin parecia querer me matar com os olhos e Jungkook apenas sorria pra mim, Ashley balançava a cabeça em negação. Criamos uma amizade e apesar de sermos concorrentes ela torcia por mim.

— Atrasado de novo, senhor Min?

Sorri timidamente para Jimin, alguém segura ele, acho que vou receber uns tapas na cara a qualquer hora.

— Desculpa secretário Park, é que-

— Sem desculpas, vai entregar logo o café da senhora Kim.

— Sim senhor.

Vai a merda, é só um café. Fiz um pequena reverência para o mesmo e entrei na sala de (S/n), ela estava digitando algo no computador, nem mesmo parou para me olhar. Talvez esteja de mau humor hoje, mereço viu, vou ter que aguentar duas pessoas irritadas hoje.

— Bom dia senhora Kim.

— Você quer seu emprego mesmo, senhor Min? — Ela se pronunciou de forma séria.

— O que? M-mas é claro que eu quero.

Ela suspirou fundo e finalmente olhou para mim, sua expressão de furiosa é bem atraente  mas não  nessas circunstâncias, perder o emprego que eu nem consegui ainda não é nada atraente.

— Não parece. Hoje é seu último dia no estágio e você já se atrasou em quase todos os dias, além terminar os relatórios tarde demais.

— Senhora Kim, — suspirei tentando me acalmar. — sua cafeteria fica muito longe da minha casa, além de ter que acordar muito cedo pra comprar café eu tenho que ir de metrô, e chego muito cansado em casa. Meu corpo está pedindo socorro de tanto cansaço que estou sentindo agora.

Falei, pronto falei e agora vou ser demitido. Pus o café na mesa dela e me distanciei um pouco da mesa, ela se levantou furiosa, suas mãos estavam firmes na mesa enquanto ela se inclinava pra frente. Apesar de ser seu subordinado, eu não posso ser desacatado dessa forma, está agindo de forma grosseira comigo injustamente.

— Você não tem autoridade suficiente pra aumentar seu tom de voz comigo!

— Eu-

Senti minhas pernas dormentes, meu corpo todo estava doendo tanto que nem consegui terminar a frase. Quando pisquei estava no chão, jogado naquele piso frio e só pude ver as pernas da senhora Kim, ela correu até mim. Tudo estava escuro e eu não conseguia ver nada, apenas senti meu corpo relaxar subitamente.


[...]


— Quando ele vai acordar? Já estou ficando preocupada. — Escutei a voz dela, mas estava tão baixo, e eu queria dormir de novo.

— Acho que vi ele mexendo a cabeça!

A voz de Ashley era estridente, senti uma pontada no meu cérebro e tentei abrir meus olhos, mas a claridade estava alta, então com dificuldade eu finalmente consegui ver que eu estava em um quarto, num hospital.

— Senhor Min, consegue me ouvir?

Um jovem médico agora estava na minha frente, ele pegou seu estetoscópio para ouvir meu coração.

— Sim, eu consigo.

— Sabe onde está? Lembra do que aconteceu? — Ele guardou aquele aparelho e tirou uma pequena lanterna, com cuidado o mesmo abriu meus olhos e colocou a luz alí.

— Estou em um hospital, e me lembro de estar na sala da senhora Kim.

Olhei ao redor e vi Jimin, Jungkook, Ashley e (S/n) que só agora notei que estava do meu lado.

— Ele tá bem? — Ela disse em um tom baixo, parecia meio abatida.

— Pelo que vejo sim, nenhum dano neurológico, coração também está normal, sua respiração também. Está tudo bem, ele só desmaiou de cansaço e falta de alimentação. O senhor bebe água com que frequência durante o dia?

— Não muita.

— Certo, já colocamos um acesso em você para receber soro e se hidratar. Agora só temos que esperar.

Suspirei, que mico estou passando. Desmaiei na frente da minha chefe, gritei com ela e perdi meu emprego. Agora eu sou um desnutrido e sem teto daqui alguns dias.

— Quando eu posso voltar pro trabalho, doutor? — perguntei.

— Bom, talvez eu te libere depois do almoço, talvez. 

— Certo.

— Cuide-se melhor, senhor Min.

Ele sorriu e saiu daquele quarto, agora estávamos em um silêncio estranho enquanto eu só olhava para o meu braço com aquela agulha enfiada nele. Escutei um bufar e logo identifiquei ser de (S/n) que estava ao meu lado.

— Saiam da sala. — Sua voz séria me fez ter medo do que viria a seguir. E lá vamos nós...

— Certo, vamos. — Jimin chamou os outros dois que o acompanharam.

A porta foi fechada e assim ficamos à sós. Ela estava inquieta, parecia muito irritada e nem olhava na minha cara, ótimo, lá vem bronca de novo. Ela ficou na frente da minha cama, andava de um lado para o outro, se continuar assim iria fazer um buraco no chão.

— Me demite logo, vai. — Dava pra sentir o gosto amargo em minha boca, eu estava com medo de perder tudo e ter que virar um sem teto, ou pior, morar com Namjoon e Hoseok.

— O que? Eu não vou te demitir. — Senti até meu coração aquecer mais.

— Então por qu-

— Cala boca.

Me calei imediatamente, é eu consigo irritar ela direitinho. Acho que ela vai ter um ataque fulminante. Já estou preparando meu ouvidos para receber uma bronca.

— Eu não acredito que você não se cuidou, não bebeu água, não comeu, e ainda mais, não me disse antes que estava com tanto estresse acumulado. E agora estamos aqui, e você quase morre!

— Na verdade, eu só desma-

— Cala boca!

— Ok.

Era engraçado vê-la tão preocupada assim, acho que só não fui agredido porque estou indefeso nessa cama de hospital. 

— Por que você tá sorrindo hein?! Isso não tem graça.

— Tem sim, tá quase me batendo.

— Eu queria mesmo! Irresponsável, é isso que você é.

Ela parou de andar de um lado para o outro e me olhou séria como sempre. Respirou fundo antes de ficar ao lado da minha cama novamente, e começamos a nos encarar de uma forma tão profunda, eu olhava para seus lábios com aquele batom vermelho tão atraente. Queria beijá-la alí mesmo e dizer que ia ficar tudo bem, que eu iria me cuidar e fazer tudo o que ela quisesse, eu só queria seus lábios nos meus. Sentir seu corpo, suas curvas, seu cabelo que é tão cheiroso. Eu queria muito.

E pra minha surpresa ela se aproximou mais, sentou na cama e me abraçou com calma. Eu a apertei em meus braços, finalmente senti seu corpo contra o meu. Afundei meu rosto no seu pescoço e senti seu cheiro gostoso, eu queria mais, muito mais, mas me contentava com isso por enquanto. Nos separamos minimamente, eu podia sentir sua respiração contra meu rosto, era gostoso ficar assim com ela. Mas de repente ela começou a rir e eu fiquei sem entender nada, então notando a minha expressão confusa ela me explicou o motivo de suas risadas.

— Eu consigo ouvir a máquina que monitora seu coração, e o barulho que ela faz tá muito rápido.

Assim que entendi a frase me senti muito envergonhado, eu queria me esconder agora e fingir que isso não aconteceu. Me afastei e me deitei na cama novamente, frustrado, o que só aumentou as risadas gostosas que ela soltava ao me ver tão constrangido assim. Fui descoberto!

— Que vergonha...

— Não precisa disso, pra você saber, meu coração também está acelerado. — ela sorria pra mim.

Ela se aproximou novamente e devagar juntou nossos lábios em um selar carinhoso. Sentia a textura macia de seu beijo, era muito bom, parecia que estavamos fazendo algo tão certo. Quando ela se separou eu puxei sua nuca novanente e dei vários selares na sua boca, o que fez ela rir durante aquele beijo inocente. Eu tinha que aproveitar seus beijos enquanto podia.

— Você está se aproveitando.

— Lógico, vai que você não quer me beijar mais.

— Isso seria impossível, gosto de sentir seus lábios.

Calma coração, calma.

— Não fala assim, se não eu vou ter que te beijar de novo...

— Gosto de te beijar Yoongi...

Meu corpo que estava frio antes começava a esquentar. Ela se aproximou novamente, beijou minha boca e logo após pediu passagem com a língua, cedi rapidamente e assim iniciamos um beijo lento, estava sendo muito prazeroso, nos beijavamos com desejo, eu estava guardando ele a tanto tempo. Coloquei minhas mãos na sua cintura e aproximei mais ainda nossos corpos, e então apertei aquela área sentindo seu corpo. E pra minha surpresa (S/n) deixou escapar um gemido sôfrego, me atiçou ainda mais.

Meu pau estava ficando rígido aos poucos então findei nosso beijo antes que eu me animasse demais, as coisas não poderiam acontecer tão rápido assim. Separamos ofegantes, a boca dela estava toda borrada de batom vermelho, então acredito que eu também esteja assim. Ela ria olhando pra minha boca.

— Eu te sujei.

— Sem problemas, se continuar me beijando assim eu vou adorar ficar com a boca borrada de batom.

Ela riu negando com a cabeça.

— Por que parou então?

— Porque... é-é que eu fiquei com uns problemas, lá em baixo.

Ok, eu nunca senti tanta vergonha assim. Eu realmente pareço um virgem quando estou perto dela.

— Não acredito. — Ela falou rindo.

Na mesma hora ela abaixou seu olhar e começou e encarar o volume que estava crescendo dentro da minha calça. E mais risadas vieram, tentei esconder meu pau com as minhas mãos. Acho que estou mais vermelho que tomate.

— (S/n)! Não é pra você ficar olhando.

Essa garota quer me matar, tenho certeza.

— Ok, ok. Eu vou te deixar ai com o seu problema. — ela falou risonha.

(S/n) se levantou e pegou alguns papéis toalha que tinha no quarto e me entregou para eu poder limpar minha boca suja de batom. E aos risos ela me deixou sozinho, em um quarto de hospital, e ainda de pau duro!

Eu vou morrer de vergonha, sério.


[...]


Eu consegui ser liberado depois do almoço, não consegui ver ela depois que a mesma saiu do meu quarto. O trabalho chama, e ela estava ocupada. Eu parecia um tolo, sorria pra todo mundo que eu via na rua, e recebia olhares confusos mas tudo bem, eu estava feliz.

Fui liberado do trabalho hoje, poderia passar o resto do dia em casa largado como eu queria e poderia recompor meu sono que perdi. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi tomar um longo banho.

A água quente estava relaxando meus músculos cansados, e depois coloquei uma roupa bem folgada e me deitei na minha cama maravilhosa, hoje eu poderia dormir em paz e assim eu fiz. Dormi sorridente apenas pensando em tudo que fizemos naquela quarto do hospital, nossos beijos secretos.



Notas Finais


Caralho (S/n) tascou o beijão e fodase kkkkkkkkkk
Eu não teria essa coragem todakkkkk

Eai suas maravilhosas, o que acharam do capítulo de hoje? Cada vez mais próximo de um hot kkkkk

Espero que tenham gostado :)) tchau<3


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