História Forbidden - Capítulo 45


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Palavras 1.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Adorei a imagem desse capítulo. Me deixou cheia de desejos =w=

#SouGordaMasSouFeliz :P

Consegui voltar antes de fazer vocês sentirem saudades? Espero que sim :D
Não sei o que mais posso falar aqui :s Sempre que fico tanto tempo sem aparecer eu volto a ser tímida e esqueço como agir ;~; Espero que continuem me amando mesmo assim...

Deixando todo meu drama de lado, BOA LEITURA!!!!!

Capítulo 45 - Tempos Difíceis, Boas Lembranças


Fanfic / Fanfiction Forbidden - Capítulo 45 - Tempos Difíceis, Boas Lembranças

Amy

— Que perfeito! — Amanda falou extasiada, tentando não gritar. Ela me rondava enquanto eu terminava de decorar a torta de morango com chantilly. — Parece até de vitrine! — Ela parecia com medo de se aproximar e acabar estragando a decoração.

— Espero que esteja tão bom quanto. — Brinquei. Eu passei dificuldade nas aulas de culinária, então sei que não está nenhuma sobremesa cinco estrelas, mas com certeza está comestível. — Pronto! — Avisei, me afastando e mostrando o trabalho pronto.

— Me sinto um pouco mal por ter feito você cozinhar. — Suspirou.

— Não se preocupe, até que foi divertido. — Sorri e coloquei a torta na geladeira, me virando em sua direção. — É bom cozinhar sem precisar impressionar uma chefe. — Fiz careta ao lembrar da minha professora. — Aquela mulher não era fácil.

— Mas deve ser bom estudar em uma escola tão prestigiada quando a Saint Marie. Quem sabe um dia minha pequena não siga os passos da tia. — Sorriu como uma mãe. Ela é uma mãe. A mãe da filha do meu irmão...

— A melhor parte de se estudar lá é quando se saí, confie em mim. — Bufei divertida.

— Acho que sei como é... — Fomos em direção à sala. — Meus pais eram bem rígidos e o melhor dia da minha vida foi quando consegui minha independência... Bem, pelo menos até agora. — Colocou a mão na barriga e sorriu.

Nos sentamos no sofá e o assunto pareceu mudar de caminho.

— Meu pai ficou uma fera quando descobriu que eu não queria ser dona de casa como a minha irmã mais velha. Sempre tive o sonho de ser médica, mas como só tive o apoio da minha irmã, me contentei com a faculdade de enfermagem.

— Você me lembra um pouco o Matt... — Sussurrei. — Fazem um belo casal. — Ela me fitou confusa.

— Como assim? — Se ajeitou no sofá, igual uma criança pronta para ouvir uma história.

— Matt não teve uma adolescência fácil. Não sei de muita coisa, já que eu era muito pequena na época, mas ele é emancipado desde os quinze anos. — Expliquei. Não sabia se ele havia contado essa história para ela, já que ele sempre evita falar sobre isso. — Ele teve sorte de nossa mãe conseguir salvar as economias dele do nosso pai, caso contrário ele não teria ido para a faculdade.

— Seu irmão não gosta muito de falar sobre a família. Ele comentava bastante sobre você, mas esse assunto não passava disso. — Se abriu.

Senti um aperto no coração. Nossa família passou por grandes problemas por causa de brigas entre nosso pai e o Matt, e ele estar tão “fechado” para nossas lembranças, nossos momentos bons, me entristece.

— Foram tempos difíceis... — Comentei.

— E não precisamos lembrar disso. — Ouvimos a voz dele e nós duas levamos um susto. Ele estava com a cara amaçada e cabelos bagunçados, havia acabado de acordar, mesmo assim seus olhos estavam penetrantes e um tanto assustadores.

Ele deu as costas e foi em direção ao seu quarto.  Eu e Amando trocamos olhares e dividimos o mesmo pensamento: ele está irritado.

— Vou lá ver o que houve. — Avisou e foi atrás do meu irmão.

As únicas vezes que vi ele tão irritado foram quando nosso pai me ameaçava de alguma forma e ele vinha ao meu resgate. É assustador estar do outro lado de seu olhar irritado. Eu sei que não tenho direito de contar algo tão pessoal para alguém de fora da família, mas se ela vai morar aqui, ela merece saber, não?

Não demorou e ele passou por mim, sem sequer olhar em minha direção. Seguiu um caminho reto até a porta e saiu, me deixando confusa com tudo. Amanda logo apareceu também e se sentou ao meu lado.

— Ele disse que precisa ir comprar uma coisa. Provavelmente vai dar algumas voltas no quarteirão e voltar quando estiver cansado demais para pensar. — Bufou. — Ele geralmente faz isso quando brigamos por causa da gravidez. Ele acha que eu vou ficar presa em uma cama até a criança nascer. — Olhou em minha direção como se mandasse o Matt esperar sentado.

Me surpreendi em saber que ele anda tão temperamental. Ele nunca foi assim, nem quando eu desenhei com caneta permanente em sua jaqueta favorita - eu achava aquela jaqueta sem-graça, por isso achei que ele ficaria feliz se eu a enfeitasse... Ele acabou não gostando muito e mesmo assim não brigou comigo.

— Vou atrás dele. — Avisei e me levantei, saindo pela porta e tentando avistá-lo ao longe. Sorte minha que ele está se arrastando pela rua, se não minha ideia teria ido por água à baixo...

Corri até alcança-lo.

— Matt. — Chamei, mas ele me ignorou completamente. — Matt. — Tentei novamente, mas nada. — Matthew Cragen, olha para mim agora! — Falei irritada, sem suportar o quão infantil ele consegue ser.

Sem tentar uma quarta vez, eu soco seu ombro. Ele pare e se vira surpreso em minha direção, massageado o local da agressão. Cruzo os braços e o encaro com a minha melhor cara de “você está encrencado, mocinho”. Aposto que ele ainda reconhece essa expressão.

— Se você voltar a me ignorar, o próximo vai ser na cara. — Ameaço. — Você deveria ter mais consideração com sua mulher, sabia? — Ele fez uma careta por um tempo, como se não entendesse o que quero dizer. — Deixar uma mulher grávida sozinha só porque não pode ter o que quer é muita infantilidade, Matthew. — Expliquei, chamando-o pelo nome para ele saber o quão brava eu estou.

— Vai para casa, está tarde. — Pede, mas eu o ignoro.

— Ainda bem que meu irmão está comigo e não vai deixar que nada aconteça enquanto eu falo o quão idiota e infantil ele é. — Passo por ele e começo a caminhar, me virando ao perceber que ele não me acompanha. — Você vem ou não?

Ouço seu suspiro e diminuo meu passo até ele estar ao meu lado. Então caminhamos lado a lado até ele resolver que quer conversar. Não sei quantas “conversas” eu consigo ter sem mandar ele longe.

— Você não veio aqui para me acompanhar, não é? — Quebrou o silêncio entre nós.

— Você percebeu? — Ironizei. — Você deveria ter vergonha do drama que fez. Você escolheu ela para ser sua noiva e todo aquele clichê de “a mulher da minha vida”, não acha que ela merece saber o passado do cara que é o pai da filha dela? — Perguntei.

— Não vai mudar nada ela saber ou não. — Ele responde um pouco irritado, mas não eleva a voz para mim. Ele não é nem louco!

— Não sei se você notou, mas se você não tivesse ido embora quatorze anos atrás não teríamos feito tanta merda: nossa mãe não teria morrido, eu não teria ido estudar fora e você não teria passado noites em claro decidindo qual o nome perfeito para sua futura filha e qual cor para o quarto dela. Matt, querendo ou não, nosso pai é o motivo de você se tornar pai.

— Eu não quero falar disso...

— E eu quero falar do motivo de você não querer falar disso. — Pela cara dele, percebi que ainda não o convenci. — Matt, os melhores dias da minha vida foram por causa do papai. — Parei de andar e o encarei, dando de cara com seu olhar que mistura incredulidade e descrença.

Ficamos em silêncio, eu esperando ele lembrar o motivo e ele de braços cruzados esperando minha explicação.

— Por isso que eu não quero que você evite os momentos ruins. — Ele continuou confuso. — Matthew Cragen, não acredito que você esqueceu o tempo que passamos juntos quando eu era criança. — O imitei, cruzando os braços.

— Eu não... — Ele não continuou a frase. Ele esqueceu, não acredito!

— Se você me disser que esqueceu das noites em que a mamãe tinha que viajar a trabalho e nosso pai chamava os amigos dele para beber e jogar e gritar, e então você ia lá e me tirava pela janela do meu quarto para irmos até o apartamento que você alugava... Aquele lugar era um lixo, fedia a mofo e a vizinha de baixo vivia gritando com a TV, mas mesmo assim eu adorava ir para lá e ficar jogando vídeo game até de madrugada e comendo aquelas pizzas tão cheia de queijo que a mamãe me obrigava a comer legumes e verduras durante uma semana. — Sorri com a lembrança. — Eu odiava... Mas valia a pena.

Matt deixou a raiva de lado e sorriu.

— Aquela pizza era nojenta. Não passava de uma massa de pão lotada de queijo e quase nada de recheio. — Rimos.

— Verdade. Não acredito que eu gostava daquilo. — Fiz careta e o clima entre nós ficou mais amigável. Voltamos a caminhar e relembrar aquele tempo.

— Sabe... Mesmo com todos os problemas em que eu me metia naquela época, eu nunca deixei você ficar acordada até tarde. — Foi minha vez de demonstrar confusão. — Eu mudava a hora de todos os relógios para você achar que era tarde.

— O que...? — Não consegui evitar de sorrir, mesmo me sentindo traída. — Você me enganou durante todos esses anos! Como pôde fazer isso com uma criança! — O acusei, achando graça do seu bom humor. — Você deveria se sentir mal por isso.

— Acho que depois de tudo, não é isso que me fará sentir mal. — O seu sorriso mudou, o que me deixou mais atenta a ele. Trocamos olhares significativos que me fizeram sentir todos os tipos de sentimentos ao mesmo tempo, desde saudade até culpa. Muita culpa.

Quebramos a linha que nos ligava ao mesmo tempo, desviando o olhar e tentando mudar de assunto.

— Vamos logo, sua mulher vai ficar preocupada. — Sorri, começando a correr. Virei para ele depois de alguns poucos metros. — Quem perder lava a louça!

~x~

Apertei os botões com maestria, sorrindo vitoriosa antes mesmo da barra de vida do meu adversário chegar na metade. Consigo desviar de seu contra-ataque e finalizo, esfregando na cara dele minha habilidade com um belo “fatality”.

— Você trapaceou! — Drake anunciou após perder pela quinta vez seguida.

— Como eu poderia ter trapaceado? Foi você que escolheu o meu personagem e eu ainda deixei você pegar o ultimo chefe. — Cruzei os braços.

— Qual é, com certeza que esse cavalo é mais fraco que um policial treinado. — Retrucou.

— Óbvio que o Stryker é mais forte que o Motaro. Que ideia a minha. — Reviro os olhos, rindo de sua infantilidade, o que o irritou.

— Você não pode ser melhor que eu nesse jogo, você estuda na Saint Marie! Deveria gastar seu tempo estudando e debatendo sobre a bolsa de valores, não jogando jogos violentos de luta. — Me encarou indignado, o que só me fez rir ainda mais.

— Você que é ruim nesse jogo. — O provoquei. Drake se jogou no chão a minha frente, se deitando em meu colo e abraçando minha cintura.

— Me conte seu segredo! — Implorou manhoso. — Como você pode jogar tão bem qualquer coisa que toca?!

— Eu aprendi com o melhor. — Ri de sua expressão e tentei afastá-lo. — Agora pare de reclamar e vamos mais uma!

— Não quero mais jogar essa merda... — Me largou e cruzou os braços, me encarando sério. Ficamos em silêncio por uns segundos antes de ele estreitar os olhos. — Aposto que te ganho no FIFA.

— Se eu ganhar você queima esse suéter. — Apontei para o suéter que ele usa apenas para me irritar.

— E se eu ganhar vamos passar a semana de Natal inteira com suéteres combinando. — Levantou a mão para que eu apertasse.

— Nem morta. — Apertei sua mão e assim selamos a aposta.


Notas Finais


Espero que gostem desse chapter!!!
Qualquer erro é só avisar que eu arrumo ^u^
Comentem o que acharam! Adoraria saber :3

Até o próximo capítulo!!
Beijos da Demon >w<


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