História Forbidden - Capítulo 28


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Sidney Glass, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 1.218
Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU SEI EU SEI GENTE! ME PERDOEM PELA DEMORA!!!! Aconteceu algumas coisas que bleehhh! Eu vou fazer um cronograma pra nao ficar tantoooo tempo sem postar. Juro que os próximos nao vão demorar.
Espero que nao tenham desistido de mim e boa leitura! Espero q gostem!

Capítulo 28 - A vinda de August


— Regina, o que estava fazendo no quarto de Emma? — Uma voz grave a fez dar um pulo de susto e abrir os olhos, apavorada.


— David! — A morena o repreendeu, levando uma de suas mãos até o coração acelerado, suspirando.


— Aconteceu alguma coisa com Emma? — Ele perguntou, preocupado.


— N-Não. Eu só...só… — Mills embaralhava-se nas palavras, sem ter uma desculpa aceitável.


David se aproximou da porta e assim que ergueu sua mão para abrir a porta, foi impedido pelo corpo de Regina, que cobriu a maçaneta. Ele a encarou, analisando-a minuciosamente.


— Por que seu cabelo está todo arrepiado? — Perguntou desconfiado. — Por que seu batom… — David parou de falar assim que viu marcas vermelhas pelo pescoço da prefeita.


Involuntariamente, sua boca abriu em um perfeito O. Ele balbuciava coisas sem nexo, paralisado.


— N-Não é isso que você está pensando. Eu posso expli…


— Regina! Eu já falei para você não forçar o pobre do velho. Eu fui ver ele e você o deixou gemendo até agora. E acredite, não é porque gostou. Acho que está morrendo. — Zelena veio com passos largos e pesados, livrando a irmã de uma bela saia justa.


Ainda em choque, David virou-se lentamente para a ruiva, suavizando a expressão aos poucos.


— O que foi, charming? Viu um fantasma? Ou também escutou os gemidos deles? — Zelena riu, olhando perversamente para Regina, que se segurava na porta para não cair.


A prefeita estava pálida e com os olhos arregalados, como se não pudesse fazer nenhum movimento.


— N-Não. Eu achei que… — Nolan olhou para Mills e para a porta do quarto de Emma. — Nada. Isso foi loucura. Desculpa, Regina. — Ele passou as mãos no cabelo, nervoso.


— Vamos, sis. — Zelena a pegou pela mão e arrastou-a corredor adentro. — Boa noite, Dave. — Se despediu assim que chegou na porta do quarto da morena.


O homem esperou as duas entrarem no quarto para poder entrar no de Emma. Assim que abriu a porta, viu a filha dormindo. Ele semicerrou os olhos, sabia que estava mentindo. Não era tão idiota assim.


— Você não me engana, Emma Swan. — David cruzou os braços e se encostou no batente da porta. — Mas você finge que está dormindo e eu finjo que acredito. — Ele se afastou e fechou a porta, voltando para o seu quarto.


Emma revirou os olhos, bufando. Ele havia descoberto algo? Não era possível, caso contrário já estaria pirando.


***


No dia seguinte, Emma acordou cedo e animada. Finalmente mataria sua saudade de seu primo August. Mal via a hora do homem chegar.

Devorava sua panqueca como se o mundo fosse acabar. Virou seu copo de suco e o bebeu tão rapidamente que quase engasgou. Tossiu.


— Emma! Modos. — Mary a repreendeu.


— Ele já deve estar chegando! — Disse eufórica, enquanto os pais, junto com Leopoldo e Henry, comiam tranquilamente.


— Não inte… — Antes que Mary pudesse protestar novamente, o barulho de uma buzina ao longe fez Swan se levar e correr para porta.



Regina, que estava descendo a escada junto com Zelena a acompanhou com o olhar. A loira estava com um largo sorriso e voou para fora da mansão. Mills olhou para a sala de jantar, vendo Mary e David se levantarem da mesa e seguirem a filha.


— Olha a cara da Snow, vai ter treta. Vamos ver. Adoro! — Zelena deu uma gargalhada e saiu puxando Regina escada à baixo, extremamente curiosa.


Era visível o descontentamento no rosto de Mary quando viu August abraçar Emma, a levantando e girando-a. Ambos estavam tão felizes de estarem ali matando a saudade.


— August! — David se aproximou, sorridente. O homem deixou Emma no chão e abraçou Nolan.


— Ora, ora senão é o Charming. — Eles se cumprimentaram com um forte aperto de mãos e uma batida de ombros.


— O único e exclusivo. — Disse convencido, se afastando.


— O que faz aqui? — O tom sério de Mary acabou com a festividade.


— Além de fofoqueira, é barraqueira. — Regina, ainda na porta da mansão com Zelena, revirou os olhos.


— Shiu! Não quero perder nenhum “a” dessa confusão. — A ruiva cutucou a irmã para que ficasse quieta.


— Ruby me chamou, por causa de Granny. Ela quer uma ajuda já que a avó anda doente. — Explicou August desconcertado.


— Achei que estava no Brasil. Mas já que não está, vem comigo. — Emma cortou a tensão, puxando o primo pela mão. — Você lembra da Regina? Essa é a irmã dela, Zelena. Inclusive, não se deve levá-la a sério. — Brincou, enquanto se aproximava da porta.


— Claro que lembro de Regina, impossível esquecer uma mulher tão linda. — Ele sorriu amigável e Emma revirou os olhos com a morena retribuindo o sorriso. — E Zelena. — Ele pegou a mão da mesma e cumprimentou-a expandindo o riso.


— Apresentados. Agora, vem. — Swan arrastou August mansão à dentro, fazendo Mills virar e acompanhá-los com o olhar.


— Já acabou? Queria ver a Mary dar uns tapas em alguém além de você. — Zelena deu um suspiro pesado, cruzando os braços.


— O que?! — Regina a olhou com uma cara feia, estrangulando-a mentalmente.


— Nada. — A irmã deu de ombros, entrando na mansão.


Regina bufou, seguindo em frente seu caminho, sem nem olhar para os “charmings”. Quanto mais longe pudesse ficar deles, principalmente de Mary, melhor.


A morena de cabelos curtinhos cruzou os braços, com uma expressão facial firme e brava. David pôs as mãos no bolso, a olhando de forma terna. Isso sempre a acalmava. Mas não hoje.


— O que foi isso, Dave? Agora é assim? Chega quando quer e leva a minha filha? — Indagou irritada, dando ênfase no “minha”.


— Querida, olhe. Você sabe que ele e Emma…


— Não interessa, David! Eu que senti as dores do parto. Você e eu fizemos ela. Não é justo! — A mulher estava cada vez mais alterada.


Ao lado da porta, mas escondida, Zelena escutava tudo e, vez ou outra, lançava sua cabeça para fora, observando os dois ali.

Claro que não iria sair dali logo agora, que poderia rolar uma discussão. Zel adorava isso.


— É só uns dias ao que parece. Está tudo bem, ele só veio por Ruby. — David tentou acalmá-la.


Mary Margaret respirou fundo e fechou os olhos, concordando logo em seguida. Eles se abraçaram e saíram dali, em direção a rua.


— Essa família costumava ser mais agitada. — Zelena revirou os olhos, decepcionada por não ter nenhuma baixaria.


Emma e August estavam na cozinha. O homem contava como estava sendo ficar longe do Brasil nesse tempo e em como gostaria muito de voltar. Swan se encantava com cada palavra que saia da boca de seu primo. Tudo era incrível quando era ele quem falava.


— Quem sabe algum dia você possa conhecer. — Ele sorriu, se sentando ao lado da loira, lhe dando uma tigela com leite e cereais.


— Eu adoraria. — Um largo sorriso se formou e uma colher foi levada à boca, fazendo sorrir com os lábios pressionados um no outro.


Na prefeitura, Regina andava de um lado para o outro, preocupada. As eleições estavam perto e as pesquisas diziam que ela iria perder seu cargo para Rose. Isso a estava irritando profundamente.


— Ok. Precisamos mais participação sua com a população, Regina. — Fiona se pronunciou, sentada na cadeira à frente da mesa da prefeita.


— Mas eu já faço tudo para esses… — A voz irritada foi se dissipando aos poucos. — Ingratos! — Completou, furiosa. — Fiz até aquela palhaçada de baile que Leopoldo teve a ideia.


— Ideias, Mills. Precisamos de ideias que melhorem a vida deles. — A outra debateu.


— Mas eles têm uma vida boa. Ninguém passa fome ou frio. — Sua irritação estava voltando.


— Calma, ok? Vamos resolver isso. Você vai na festa, socializa e seja simpática. Vou te ajudar nisso, sei que não é boa nesse quesito, mas vamos tentar. — Fiona sorriu com a última parte e Regina revirou os olhos.


Assim que a tarde veio e deu quatro horas, August se despediu de Emma e, mesmo ela choramingando, ele foi para o Granny’s. A loira, praticamente sozinha na mansão, ficou assistindo televisão.

A cada dia que passava, a doença de Leopoldo ficava mais séria. Mesmo assim, ele insistia em andar por aí. Claro, com a ajuda de alguém.


Ele descia as escadas com a ajuda de Sidney. Em algumas vezes, o velho gemia de dor, e isso fez Emma olhar para trás, para ver o que era.  Apesar de tudo, Swan se sentia um tanto culpada por seu avô estar naquela situação e, em vez de cuidar, dava em cima da mulher dele.


— O-Olá, que-rida. — Leopoldo a comprimentou com a voz falha.


— Oi, vovô. — E se virou para a tv.


O mordomo deixou Leopoldo no sofá ao lado de Emma. Esta que, olhando de canto de olho, pôde ver uma troca de olhares entre Sidney e Leopoldo que mais parecia um desafiando o outro. Isso arrepiou a loira ao extremo. Sabia que tinha alguma coisa errada. Mesmo não olhando para o homem mais novo, ela sentiu ele o encarando antes de sair e desaparecer pela cozinha.


— O-O que... está fazen-do? — Leopoldo perguntou, olhando para a neta.


— Assistindo… — Ela o respondeu, receosa.


— Ah… — Exclamou pesado. Swan queria correr dali. — Es-tá gostando da...qui?


— Sim, apesar de ser muito calmo para mim. — Sorriu nervosa, apertando o controle da tv, sentindo-o molhado pelas suas mãos.


Ele se calou, olhando para ela. Emma desviou seu olhar da televisão para o avô, mas não sustentou por muito tempo. Estava ficando muito difícil encará-lo, ainda mais com seus sentimentos se aflorando por Regina.

Leopoldo tinha um olhar firme, quase acusador, mas não agressivo. E isso deixava Emma mais inquieta.


— Se me der licença… — A loira se levantou desajeitada. — Vou no Granny’s ver meu primo.


Leopoldo apenas balançou a cabeça com dificuldade, ainda a olhando. Sem pensar duas vezes, Swan saiu apressada dali, até parar na porta ao ver sua mãe sumindo os degraus para entrar.


— Onde pensa que vai? — Mary semicerrou os olhos, sem dar espaço para Emma sair.


— No Granny’s. — Disse simples.


— Pra quê? Tem comida aqui. Entre. — Seu tom de voz firme fez a garota colocar as mãos na cintura.


— Vou ver August. — Afirmou, tentando passar por Mary, que a impediu mais uma vez se pondo na frente dela.


— Você o viu hoje. Agora entre. — Determinou séria.


— Por que? Você sempre me deixa sair. — Rebateu.


— Não discuta comigo, Emma. Eu já disse! — Se alterou, já brava.


— Agora quer bancar a boa mãe? Adivinha só! Você nunca foi! — Swan soltou o que tinha engasgado há anos. Era sempre assim com elas quando o assunto era August.


— Mais respeito comigo, mocinha. Ficou louca?! Com quem pensa que está falando? — O grito de Mary, até Leopoldo escutou, assustando-o.


— Com a mulher que me abandonou e agora quer pagar de mãe perfeita. Eu cansei disso! Cansei de você e suas mentiras! — Emma a encarava com fúria.


— Eu te abandonei?! — Riu incrédula. — Você só pode estar contando uma piada. Eu salvei você! Você que não passa de uma ingrata! Eu te dei tudo que eu pude, Emma, e o que não pude, tentei. — Rebateu no mesmo tom.


A gritaria chamou atenção de Sidney e alguns empregados, que olhavam escondidos.


— Me salvou? Você acha que eu queria ser salva? Ou melhor… — Ela fez uma pausa, se aproximando de Mary. — Você acha que eu queria ter nascido e ter passado o que eu passei? Isso você diz que é salvar? — Os olhos da garota já estavam se enchendo de lágrimas, mas ela se segurava.


— Você não sabe de nada! — Mary voltou a gritar.


— Ótimo! — Emma cuspiu a palavra, descendo os pequenos degraus, mas foi impedida de prosseguir quando sua mãe a segurou pelo braço. — Me solta! — Resmungou.


— Eu devia mesmo ter te abandonado. Quem sabe agora você teria me valorizado. Porque é assim, não é? Quem te abandona, você valoriza. — Disse sem pensar, se arrependendo logo depois ao ver as lágrimas deslizando no rosto de Swan.


— August não me abandonou. Ele cuidou de mim… Coisa que você nunca fez, nem nesses anos que estou com você. — Disse baixinho para que sua voz não falhasse, mas mesmo assim sua tristeza era visível em seu olhar.


Mary foi afrouxando sua mão no braço de Swan, como se estivesse caindo na real. Aquilo magoou ambas e, infelizmente, não tinha como voltar atrás naquelas palavras ou, até mesmo, no tempo.

Emma foi dando passos para trás, a olhando enquanto se derramava em choro, até se virar e correr, indo para o lado oposto ao Granny’s.


Enquanto isso, Regina tentava reverter sua situação na política no jantar para os candidatos à prefeitura. Estava aflita, queria logo que aquilo acabasse e ela finalmente sair daquela tortura. Sabia que tinha grandes chances, mas sofria com o receio da manipulação de Rose.


Era quase meia-noite quando finalmente saiu daquele lugar, dando graças aos deuses por isso. Caminhava com Fiona em direção ao seu carro.


— Eu disse que você se sairia bem. Você é ótima, garota! — Disse a secretária, fazendo Regina rir e entrar no veículo. — Até amanhã. — Se despediu.


Mills acenou com a cabeça e acelerou para a mansão. Sentia-se estranha ao lembrar das palavras de Emma dizendo que estava apaixonada por si. Riu, aquilo era loucura e uma peça daquelas feita pelo destino.


Estacionou seu carro na garagem e saiu do mesmo. Tudo estava silencioso, normal para a hora.

A barulho de seus saltos batendo no chão ecoava pela mansão. Antes de subir um degrau da escada, olhou ao redor. Algo estava errado. A primeira coisa que fez foi entrar no quarto de Henry para verificar se estava tudo bem. Ele dormia igual um anjinho. Regina sorriu e fechou a porta. Seguiu seu trajeto até seu quarto e estranhou ao ver a porta da frente fechada. Emma nunca fechava a porta.

Uma dúvida martelava em sua cabeça. Abrir aquela porta ou não.

Suspirou fundo e deixou a bolsa encostada na parede da porta de seu quarto e deu três passos a frente para alcançar a maçaneta do quarto de Emma. Assim que o abriu, não viu a garota ali. Talvez estivesse deitada com os pais, não tinha para onde ir naquele horário.

Fechou a porta e foi para o seu quarto, tirando seu salto e se jogando na cama.

Silêncio e mais silêncio. Definitivamente, Swan não estava em casa. Sabia disso. Caso contrário, barulhos vindo de todo lugar estaria presente.

Bufou, se levantando em um solavanco na cama.


— Não acredito que vou fazer isso! — Bateu seu pé direito no chão e cruzou os braços.









Notas Finais


Criei uma nova fic, caso estejam interessadxs https://www.spiritfanfiction.com/historia/like-fairy-tales-12659048


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