1. Spirit Fanfics >
  2. Forbidden Love >
  3. Capítulo 11 - O passado de Min Ah

História Forbidden Love - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês 💜

Capítulo 12 - Capítulo 11 - O passado de Min Ah


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 12 - Capítulo 11 - O passado de Min Ah




Nem Min Ah nem Taehyung quiseram comentar o que acontecera entre eles na noite anterior, tampouco agiam como antes perto um do outro, fato que não passou despercebido por Jimin, que olhava de um para o outro com a sobrancelha arqueada durante o café da manhã. 


Ele sabia que algo havia acontecido pois os amigos mal se olhavam nos olhos e quando o faziam, sorrisos bobos adornavam seus rostos. Percebendo isso, Jimin prometeu a si mesmo que iria confrontar o amigo mais tarde para saber o que houve. 


Terminado o café da manhã, como prometera, Jimin os levou para conhecer a cidade. Assim como Jimin, Min Ah mostrou alguns lugares que costumava frequentar quando criança, tendo vários deles em comum com o herdeiro Park. 


Enquanto caminhavam pelas ruas movimentadas de Busan, passaram por várias lojas e comércios de rua, visitaram alguns pontos turísticos(não todos porque em alguns lugares não permitiram a entrada de Min Ah), no geral tiveram um dia bastante agradável. 


- Então Mi, onde você morava quando vivia aqui em Busan? - perguntou Jimin, enquanto caminhavam pela estrada principal de Busan. 


- Morava a duas quadras daqui, lembro de visitar várias dessas lojas com minha omma quando era pequena. - Min Ah sorriu com a lembrança. 


- Se importaria de nos mostrar a sua casa antes de irmos embora? - Taehyung perguntou, vendo a expressão no rosto da jovem mudar de feliz para apreensiva. - Olha, não precisamos ir até lá se não quiser. 


- Está tudo bem Tae, eu gostaria de rever minha casa. - Min Ah sorriu tentando parecer confiante.


A verdade é que estava com medo, não sabia como iria reagir caso chegassem lá e seu pai aparecesse. Min Ah não queria vê-lo, tinha conseguido passar dois anos sem nem pensar nele e tinha certeza que ele também não havia pensado nela. 


A resposta para suas dúvidas veio alguns minutos depois quando chegaram em frente ao portão de uma casa amarela, que só perdia em tamanho para a mansão Park, pois era tão linda quanto. Min Ah sentiu os olhos se encherem d’água ao contemplar a casa que um dia foi seu lar. 


- Essa era sua casa Mi? - perguntou Jimin, deslumbrado com a visão. - Ela é linda. 


- Era sim Jiminnie, era aqui que eu morava antes de...- Min Ah foi interrompida por uma voz meio rouca vinda do seu lado esquerdo.


- Min Ah, é você? - a jovem arregalou os olhos ao reconhecer o dono daquela voz. 


- A-Appa? - gaguejou ela, dando alguns passos para trás. 


- Appa? Espera, esse é o seu...- Taehyung se calou, vendo o homem se aproximar sorrindo com malícia. 


- Pelo visto você está muito bem né? - ele cruzou os braços, a encarando de cima a baixo. Min Ah estava tão assustada que não conseguia nem se mexer. - Eu sempre soube que você era uma vadiazinha, mas conseguir dois de uma vez é impressionante. - Taehyung e Jimin fecharam a cara com o comentário do homem.


- Escuta aqui, você meça suas palavras quando falar dela ouviu? - falou Taehyung entredentes. - Eu não admito que você a ofenda dessa maneira, principalmente na minha frente. 


- Meça você suas palavras quando se dirigir a mim. - o homem o ameaçou. - Não se esqueça que eu sou mais velho, você me deve respeito. 


- Olha aqui seu...


- E quanto a você sua imunda, deveria me agradecer por ter se dado tão bem. - o homem a agarrou pelo queixo, sem se importar se a estava machucando ou não. - E você sabe muito bem como. 


- Larga ela agora! - gritou Jimin. 


- Meu assunto é com Min Ah, acho bom os dois ficarem quietinhos ou é ela quem vai pagar. - ele continuou, se voltando para a filha, que o encarava assustada, algumas lágrimas escorriam por seu rosto. - Não chore filha, é só você me dar dinheiro que vai ficar tudo bem. 


- E-Eu não tenho dinheiro. - a jovem gagueja, vendo as narinas do pai inflarem. 


- Mentirosa, você está andando com dois caras ricos. - ele aponta para Jimin e Taehyung.- Eu quero dinheiro, cadê a porra do dinheiro Min Ah? 


- É dinheiro que você quer? - Taehyung tirou um maço de notas do bolso do blazer que usava, os olhos do homem brilharam ao ver as notas na mão do rapaz. - Solta ela e tudo isso é seu. 


- Tae, não faça isso. Esse dinheiro é seu. - Min Ah tenta impedi-lo. 


- Justamente, o dinheiro é meu.- ele concorda. - Logo, isso me dá o direito de dá-lo a quem eu quiser. E eu quero dar a esse senhor e assim evitar que ele te machuque. - Min Ah não consegue segurar um sorriso ao ouvir as palavras do herdeiro Kim. 


- Que bonitinhos. - o pai de Min Ah a solta, pegando o dinheiro das mãos estendidas de Taehyung e passando pelo portão da casa, entrando na mesma.- Não ache que isso acabou aqui Min Ah, eu ainda quero mais. 


Assim que o homem se afastou, Taehyung amparou Min Ah em seus braços, sentindo-a tremer quando os primeiros soluços vieram. Jimin observava os dois sem saber exatamente o que fazer, com um expressão triste adornando seu rosto. Se sentia mal por Min Ah, é claro, com um pai daqueles estava claro que a jovem não precisava de inimigos. 


Taehyung e Jimin resolveram ir embora e levar Min Ah pra casa, estava claro que ela estava muito abalada e precisava descansar. O herdeiro Kim a amparou até chegar na carruagem e a ajudou a subir, sentando-se ao seu lado. Jimin subiu logo em seguida e então partiram pra mansão Park. 


- Mi, mianhae. - começou Taehyung, chamando a atenção da jovem para si. - Não devia ter pedido pra nos mostrar a sua casa, nada disso teria acontecido se não tivéssemos ido até lá. 


- Não precisa se desculpar Tae, você não tem culpa do meu appa ser aquele monstro. - fungou Min Ah, aparentemente mais calma. - Bom, pelo menos agora eu sei que ele não sentiu remorso pelo que fez comigo e pelo visto não se importa. O melhor que eu tenho a fazer é esquecer que tenho pai. 


- Tem certeza que não está brava com a gente? - perguntou Jimin. - Não deveríamos ter te levado lá. 


- Tecnicamente eu que levei vocês até lá. - respondeu a jovem, rindo pela primeira vez desde que tudo acontecera. - E eu quis ir Jiminnie, eu queria ver a minha casa. 


- Pena que seu appa apareceu lá pra estragar tudo. - suspirou Taehyung. - Com todo respeito, seu appa é desprezível. 


- Ele é mesmo Tae, mas nem sempre ele foi assim. - Min Ah suspirou. - Nunca contei a vocês como eu fui parar na fazenda Kim, contei? 


- Aniyo. - os dois rapazes murmuraram. 


- Mas não precisa contar se for demais pra você. - Taehyung se apressou em dizer. 


- É Mi, sabemos que é um passado doloroso. Não se sinta obrigada. - emendou Jimin, a fazendo sorrir. 


- Tá tudo bem Jimminie, acho que já estou preparada para contar a vocês. - a jovem respondeu, se sentando mais confortavelmente. - Bem, eu nunca fui de classe alta mas minha família vivia bem. Meu appa trabalhava muito pra nós sustentar e quando completei 16 anos, a peste pegou minha omma. 


- Sinto muito Mi. - Taehyung segurou em sua mão, a apertando para passar segurança. - Tive dois tios que foram levados pela peste também, então sei exatamente como é. 


- Também sinto muito Mi. - murmurou Jimin. - Não perdi nenhum parente para a peste mas acompanhei Taehyung quando a família dele passou por isso então eu entendo. 


- Gomawo. - ela sorriu. - Foi bem difícil e eu cuidei dela a maior parte do tempo, mas não tinha mais o que ser feito. Meu appa se afundou no luto quando ela se foi e a bebida passou a ser a razão de existência dele. - os rapazes ouviam tudo com expressões tristes em seus rostos. - Eu tentei fazê-lo parar mas não adiantou, ele começou a vender tudo que podia pra comprar bebida e acabou fazendo uma dívida enorme. 


- Não me diga que ele...- Taehyung se calou, enojado demais para completar a frase. 


- Sim, ele me entregou como pagamento. - as mãos de Taehyung se fecharam em punho, tamanha era sua raiva.- Um homem apareceu em casa para cobrar a dívida e me viu. Meu appa não pensou duas vezes em me dar pra ele e simplesmente deixou que me levassem. 


- Eu não acredito que seu próprio pai foi capaz de fazer algo tão asqueroso. - falou Jimin, a raiva presente em casa sílaba que pronunciava. - Eu sinto muito Mi. 


- Bom, acabou sendo melhor no fim das contas. Ficando em casa com ele eu com certeza estaria numa situação pior.- a jovem sorriu triste. - Pelo menos eu pude conhecer o Jin oppa, a Hee unnie e vocês. - os rapazes sorriram com a última fala dela. 


- Nesse caso vamos ter que voltar. - respondeu o herdeiro Kim, a jovem o encarou confusa. - Eu preciso agradecê-lo, se ele não tivesse feito o que fez eu jamais teria te conhecido. - o rubor que Taehyung tanto gostava preencheu as bochechas da jovem. 


- Aish, só você pra me fazer rir uma hora dessas. - ela riu, o fazendo rir também. - Mas resto da história vocês sabem, o Sr Kim me comprou do homem pra quem meu pai me deu e graças a Deus que o fez porque eu não sei o que teria sido de mim nas mãos dele. - ela conta as intenções nojentas do homem com ela.


- Vou precisar agradecer meu appa também. - riu Taehyung, levando um tapinha no ombro.


Jimin começou a falar dos lugares que visitaram e eles mudaram de assunto, conversando sem parar até chegar na mansão Park. A mãe de Jimin os recebeu na porta, perguntando como tinha sido o passeio, se tinham se divertido. 


Os rapazes almoçaram contando tudo a ela nos mínimos detalhes, omitindo apenas a parte do encontro desagradável com o pai de Min Ah. Aliás, Taehyung estava preocupado com ela. Min Ah podia estar se fazendo de forte mas ele sabia o quanto ela era sensível. 


Por esse motivo, antes do jantar o herdeiro Kim a chamou em seu quarto para conversar, ele queria ter certeza de que ela estava mesmo bem. Como ele dormia no quarto de Jimin, pediu licença para o mesmo pra poder conversar com a escrava em particular. 


Toques leves na porta o alertaram da presença da mais nova, que lhe sorriu tímida quando ele abriu a porta a convidando para entrar. 


- Senta aqui. - ele sorriu, sentando na cama e dando leves batidinhas no espaço ao lado. - Você está bem? 


- Ne, eu estou bem. - Min Ah se senta, sorrindo de leve.


- Não minta pra mim, eu sei que o que aconteceu com seu pai hoje mexeu com você. - bastou dizer essas palavras para que os olhos da jovem se enchessem d’água. - Ei, está tudo bem. 


- Eu estou com medo Tae. - Min Ah murmurou, deixando as lágrimas escorrerem livremente por suas bochechas. - Ele nos ameaçou porque quer mais dinheiro, tenho medo dele vir atrás de mim. 


- Não se preocupe ele não sabe onde você está, não tem como nos achar. E se por acaso ele conseguir, eu prometo que não vou deixar ele tocar num fio de cabelo seu. - ele murmura, limpando as lágrimas do rosto da jovem, a fazendo sorrir de leve. - Agora não chore mais, jebal. Não suporto te ver chorando. 


- Promete que não vai deixar ele me machucar? - Min Ah pergunta, fazendo o sorriso quadrado retornar ao rosto de Taehyung. 


- Prometo, eu vou te proteger. - Taehyung afirma, a acolhendo em um abraço. - Está tudo bem agora, não quero que pense mais nisso. 


- Gomawo Tae, por me fazer sentir melhor. - a jovem sorri mais confiante.

 

- Não agradeça, faço isso porque me importo com você. - ele morde o lábio inferior, hesitando por segundo. - Na verdade Mi, eu...


- Pode falar Tae. - ele segura suas mãos para ganhar segurança e respira fundo antes de dizer o que estava entalado em sua garganta. 


- Acontece Mi, que eu te amo demais pra te ver chorando e não fazer nada. - Min Ah arregala os olhos com as palavras do herdeiro Kim. 


- Você o que? - ela pisca, tentando processar a informação. 


- Eu estou completamente e indubitavelmente apaixonado por você Min Ah. -Taehyung responde, segurando o rosto da jovem com as duas mãos. - Por isso, eu peço que não me odeie pelo que vou fazer. 


Taehyung massageou a bochecha esquerda da jovem por alguns segundos antes de trazer seu rosto mais pra perto, deixando seus lábios a apenas um palmo de distância. 


- Tae... - foi só o que a jovem conseguiu dizer antes de ter os lábios tomados por Taehyung. 


Ele a beijava com calma e cuidado, acariciando seu rosto com o polegar ao mesmo tempo. Min Ah queria aquilo por tanto tempo que tinha dificuldades em acreditar que finalmente pode descobrir como era o gosto do beijo de Taehyung. 


Beijá-lo era muito melhor do que tinha imaginado em seus sonhos mais loucos, a forma como a boca dele se encaixava na dela, como suas mãos seguravam em seu rosto  e seus lábios se encostavam e se afastavam fazendo barulhinho, era melhor que qualquer coisa que ela já tinha experimentado. 


A jovem não conteve um arfar ao sentir a língua dele em contato com a dela e num gesto involuntário, segurou forte na camisa de Taehyung o beijando com ainda mais vontade, o fazendo descer as mãos para sua cintura, lá as repousando. 


O herdeiro Kim quebrou o beijo alguns minutos depois, descansando sua testa sobre a dela com os olhos fechados, respirando pesado. No entanto ao abrí-los alguns segundos depois, encontrou Min Ah sorrindo levemente para ele com as bochechas coradas. 


- Tae. - chamou, o fazendo encará-lá preocupado em ter ultrapassado os limites entre eles. - Eu não te odeio pelo que fez, não poderia. 


- Jinjja? - ele perguntou, surpreso. 


- Ne, não posso te odiar porque...- ela morde o lábio, hesitando por alguns segundos. - Eu também estou completamente e indubitavelmente apaixonada por você. 


Foi o que bastou para que o sorriso quadrado retornasse em seu rosto ainda maior que antes. Ainda sorrindo, ele puxou seu rosto novamente para perto e a beijou mais uma vez, feliz por finalmente ter encontrado alguém por quem valia a pena lutar.  


Notas Finais


Tae falou eu te amo, alguém tem um lencinho?
Espelho espelho meu, existe alguém no mundo mais boiola do que eu?
Falando sério agora, fofos demais né? Preparem-se porque nem tudo é um mar de rosas, é quando tudo está bem que as coisas desandam.
Espero que gostem do capítulo,
Beijinhos 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...