História Forbidden Love 2.0 - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Dirty Talk Incesto
Visualizações 29
Palavras 2.312
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiii~
Voltei para finalizar,então..
Boa leituras ^^❤

Capítulo 15 - O Fim


15 - O fim

— Não diga que estamos aqui, apenas dê a desculpa de que precisa da ajuda dela para alguma coisa e a faça sair lá de dentro. — Jungkook disse para Jisoo, a filha de velhos amigos de seus pais. Nari e ela haviam feito crisma juntas, apesar de nunca terem sido realmente próximas.

A princípio Jisoo percebeu que havia algo de estranho, porque o senhor e a senhora Jeon se recusavam a dizer para as pessoas curiosas o porque de Jungkook ter sumido repentinamente da cidade, e também tinha Nari que havia ido estudar longe durante dois anos. Era um mistério que rondava a família, e todos da igreja e fora dela comentavam.

Mas mesmo que a consciência dissesse para negar o pedido do garoto que ela não via há anos, a pequena paixonite de infância que ela tinha por ele falou mais alto. Quem poderia negar um pedido de Jeon Jungkook?

— Tudo bem, eu já volto. — Ela assentiu para os dois irmãos parados no pátio e entrou na nave, onde o padre iniciava a missa.

Jisoo viu Nari sentada em um dos bancos no fundo, ao lado de seus pais. O coral estava se preparando para iniciar o hino, e a missa estava perto de chegar ao fim. Ela aproximou-se da garota por trás discretamente, e inclinou-se em sua direção, surrando rente ao seu ouvido.

— Preciso de sua ajuda Nari, pode vir aqui por um minuto? — Perguntou com um sorriso ingênuo nos lábios. Nari a encarou de relance e franziu o cenho confusa.

— O coral vai começar a cantar agora. — Nari justificou-se.

— Por favor, é importante. — Insistiu. Nari suspirou e virou-se para sua mãe.

— Mãe eu já volto. — Avisou para a mulher que mantinha seus olhos fechados enquanto rezava. Ela se levantou e acompanhou Jisoo até a saída, mesmo achando toda aquela situação um pouco suspeita. As duas nunca haviam trocado mais do que três palavras. — Com o que precisa de ajuda? — Nari perguntou para ela. Jisoo comprimiu os lábios e olhou para o lado, fazendo com que Nari olhasse junto.

— Eles pediram para que eu te chamasse. — A morena explicou.

Os olhos de Nari tremeram sem piscar. Seus lábios se entreabriam e seu coração martelou dentro do peito. Ela não conseguiu se mover, pois seus pés pareciam estarem colados ao chão. Então ela ficou apenas ali sentindo os segundos passarem-se lentamente como uma eternidade.

Era Jungkook. Era Jungkook parado bem ali a sua frente. O cabelo negro um pouco mais comprido esvoaçava com o vento, e no canto de seus lábios um sorriso transcendente.

Nari não podia acreditar, tanto que teve que piscar algumas vezes apenas para ter a certeza de que não era uma ilusão.

— Eu vou voltar lá para dentro. — Jisoo avisou, porém não obteve uma resposta, pois toda a atenção de Nari estava voltada a outro lugar. A morena afastou-se e Nari permaneceu imóvel. E só quando viu o irmão caminhando em sua direção seus sentidos voltaram a funcionar.

Jungkook parou de frente para ela, sentindo o próprio estômago contrair-se agoniado. Ela estava linda, tão linda quando ele se lembrava. O nervosismo crescia dentro de seu peito, sufocando-o lentamente. Seus lábios se entreabriram em busca de palavras para dizer, e mesmo que tivesse passado os últimos dois anos imaginando esse momento, nenhuma lhe via em mente. A saliva entalou em sua garganta e sua respiração sumiu por completo.

Jungkook. — Os lábios de Nari sopraram, baixo e sôfrego. Sua vista ficou embaçada e suas pernas tremeram, quase fraquejando. Seus dedos levantaram-se discretamente como se buscassem tocar o mais velho, mas não tocou. Nari hesitou pois não suportaria se descobrisse ser apenas um sonho. Porque nos últimos anos sempre que ela o vira não se tratava de um sonho, então torturou-se acreditando nisso por todas as noites.

Mas em um choque, seu corpo colidiu-se com o de Jungkook em um abraço forte que o mesmo havia lhe dado. O moreno puxou o corpo delicado dela para junto ao seu com uma urgência inimaginável que dois anos de distância lhe proporcionaram. Então Nari percebeu que não era um sonho.

O cheiro dela invadiu seu olfato, e Jungkook deliciou-se dele pelo máximo de tempo que pôde. Era quase inevitável sentir o coração dela batendo desastrosamente rápido no peito. Nenhum dos dois queria finalizar o abraço, mas ao ouvirem o silêncio dentro da nave com o encerramento do hino pelo coral, perceberam que não tinham muito tempo.

Eu senti tanto a sua falta. — Nari disse, enquanto uma fina lágrima escorria por sua bochecha.. — Achei que nunca mais te veria, eu achei que tinha te perdido pra sempre Jungkook. Pensei que tinha desistido de mim. — Sua voz saiu arrastada, totalmente falhada devido as lágrimas que começam a aumentar de intensidade. Ele tocou seu rosto com as costas das mãos, com um sorriso miserável nos lábios.

— Eu jamais desistiria de você. — Disse cheio de culpa, quase matando-se internamente. — Eu sinto muito Nari, eu sinto muito por tudo isso. — Lamentou-se doloroso.

— Quando eu voltei, pensei que tudo voltaria ao normal sabe? — Ela sorriu mórbida, com a visão embaçada. — Mas eu não te encontrei, passei três meses esperando que viesse atrás de mim., mas você não veio Jungkook.

— Eu não sabia que você tinha voltado. — Ele explicou-se.

— Nossos pais disseram que você tinha seguido em frente. Eles disseram que você não queria mais saber de mim. — Engoliu a seco, tentando não mostrar o quanto aquilo havia lhe machucado.

— E você acreditou?

— Sim. — Ela assentiu, comprimindo os lábios molhados em lágrimas. — Sua vida seria muito mais fácil se tivesse feito isso.

— Não seria. — Jungkook suspirou. — Porque o único motivo que me fez seguir em frente foi porque tinha esperanças de ter ver novamente.

Nari fechou os olhos e tentou acalmar seu coração. O mar de emoções confusas se reviravam dentro de si como um furacão. E novamente aquele sentimento bom que sempre surgia ao ver o irmão mais velho dominou ela. Não achou que seria assim, porque dois anos haviam se passado e ela agora se julgava uma pessoa mais madura. Não achou que Jungkook pudesse mexer tanto consigo assim, mas agora Nari não era nada além da mesma garota boba apaixonada de anos atrás.

Ele havia trazido a antiga Nari a tona.

— Para mim também. — Ela o respondeu com um sorriso nos lábios. — Por muito tempo foi assim. Mas quando eu voltei para casa e nossos pais me disseram aquilo, eu comecei a imaginar como sua vida era agora. Talvez você tivesse encontrado uma namorada, talvez estivesse até noivo ou casado. Até pensei na possibilidade de você ter filhos. E eu fiquei feliz, não feliz realmente, mas fiquei feliz por você. — Ela suavemente passou a mão abaixo dos olhos, limpando as lágrimas que insistiam em continuar descendo. — Porque se nós estivéssemos juntos Jungkook, jamais poderíamos nos casar ou ter filhos. Iriamos viver nos escondendo, com olhares tortos sobre nós.

— Nari eu…

— Talvez eles tenham razão. Talvez tenha sido melhor esse tempo que passamos separados. — Ela o interrompeu.

— É isso o que você quer? — Jungkook perguntou com hesitação. Queria muito se desligar completamente naquele momento e não ouvir o que ela tinha a dizer, mas ele sabia exatamente aonde a irmã queria chegar.

— Eu não sei o que eu quero Jungkook. —Arfou cansada. Agora ela entendia completamente as consequências, e não eram poucas. Perguntava-se se valia a pena abandonar qualquer plano futuro para continuar com Jungkook. Anos atrás ela diria sim sem hesitar, mas agora era diferente. Ela queria ter uma família, casar-se e ter filhos, assim como sabia que lá no fundo Jungkook também desejava o mesmo. Justos jamais teriam nada disso. — Eu te amo tanto. — Ela confessou, temendo que todas as suas palavras anulassem o que sempre sentiu por ele.

— Eu sei. — Jungkook assentiu, com os olhos brilhando em lágrimas, porém se controlou. — Vamos fazer o seguinte. — Puxou as duas mãos pequenas na irmã. E as segurou entre seus próprios dedos. — Você vai para casa pensar sobre tudo isso. À meia-noite eu vou te esperar no parque de diversões, aquele em que fomos quando éramos crianças. Se você for eu juro que nós arrumamos um jeito de resolver tudo isso Nari, mas se você não aparecer eu vou te deixar em paz, para que possa seguir em frente.

Nari olhou para suas próprias mãos embaixo das dele. Seu coração doeu tanto ali. Mas ela sabia que não poderia tomar uma decisão naquele momento, não com Jungkook bem na sua frente fazendo cada pedacinho de si desejar por ele. Nari precisava ficar longe do irmão para que pudesse pensar com clareza. Porque Jungkook destruía qualquer linha de raciocínio em sua mente.

— Tudo bem. — Ela concordou.

— Mas eu quero que saiba que independente de qual seja a sua decisão, nada no mundo vai mudar o fato de você ser a única mulher no qual eu amei na minha vida. E sempre será.

Nari encarou-o nos olhos negros, permitindo-se ir fundo nas lembranças que tento tentava esquecer. Porque sabia que melhor faria a ela se esquecesse de tudo.

— Acho melhor você ir. — Ela desviou-se dos olhos dele rapidamente, antes que jogasse tudo para o alto e o beijasse ali mesmo, sem se importar com quem poderia os ver. — Se nossos pais te pegarem aqui teremos muitos problemas.

— Sim. — Ele assentiu, soltando as mãos dela e se afastando consideravelmente. — Foi bom ver você. — Ele se limitou a dizer, porque a verdade era que havia sido muito melhor do que apenas bom. Mas talvez aquela fosse a última vez que ele a veria, e não podia tornar aquele momento mais doloroso para os dois.

— Sim, foi muito bom. — Ela confirmou suas palavras, sentindo um nó enorme se formar em sua garganta. — Tchau Jungkook.

Tchau Nari. — As palavras foram simples, mas Jungkook nunca imaginou que seria tão difícil dizê-las. Enquanto observava a irmã distanciando-se de si, ele lembrou que nos últimos dois anos a sua maior frustração havia sido não poder ter se despedido dela quando seus pais a colocaram no internato. Ele achou que se sentiria melhor se conseguisse se despedir. Mas a incerteza de que se era um breve tchau ou indeterminado, o corroía por dentro.

Ele caminhou para fora do pátio da igreja antes que o padre desse a benção final, e aproximou-se do irmão encostado no carro estacionado no outro lado da rua. Assim que Namjoon colocou os olhos sobre ele percebeu que algo estava errado. Ele temeu tanto por isso.

— Nos conversamos. — Jungkook disse, forçando um sorriso confortante nos lábios, porém seus olhos transmitiam tanta dor que Namjoon poderia senti-la por ele.

— E então? — Namjoon quis saber. — Acabou?

Jungkook não conseguiu respondê-lo, ainda estava atordoado demais. Ele entrou pelo banco do motorista e Namjoon sentou-se ao seu lado. E mesmo que o mais velho estivesse curioso em saber onde a conversa entre os dois havia dado, respeitou o irmão e ficou em silêncio. Talvez ele lhe contasse quando estivesse pronto.

— Vou te levar para casa. — Jungkook disse, quando já estavam próximos do prédio do mais velho.

— E você, para onde vai? — Namjoon perguntou preocupado. Jungkook não parecia com a cabeça muito boa, e ele tinha medo que o garoto acabasse fazendo alguma besteira sem pensar.

— Vou ver se acabou. — Jungkook o encarou, e Namjoon sem saber o que dizer apenas assentiu.

Quando o veículo parou de frente para o prédio, Namjoon olhou para o mais novo e passou a mão sobre sua cabeça, dizendo em silêncio que tudo daria certo. Pelo menos era o que ele esperava que desse. Ele então saiu de dentro do carro do irmão e caminhou em direção a portaria.

— Obrigado Namjoon. — Jungkook disse pouco antes do mais velho cruzar a porta. Namjoon sorriu para ele e entrou. Torcendo para que no final daquela noite tudo desse certo para os seus caçulas.

Com as duas mãos trêmulas sobre o volante, Jungkook soltou um longo suspiro de agonia. Olhou para o relógio em seu pulso, e viu que já se passavam das nove. Não sabia como e nem se ela realmente apareceria no parque como haviam combinado, mas no seu interior as últimas gotas de esperanças lhe diziam que sim. Que Nari arrumaria uma maneira de fugir de seus pais e lhe encontraria lá.

E foi com os pensamentos positivos que o Jeon dirigiu até o parque de diversões no centro da cidade. Ele sentou-se em um banco ao lado de uma barraquinha de cachorro-quente, bem no arco de entrada do lugar. Se ela aparecesse ele veria.

Ele observava as famílias indo de um lado para o outro, as crianças sorrindo e os gritos de adrenalina da montanha-russa. Ele observou o céu estrelado e a lua bem no topo de sua cabeça, brilhando entre as nuvens claras de verão.

Seus olhos atentos a cada pessoa que se aproximava de si, esperando a qualquer momento que fosse a irmã. Jungkook apertou com força o aparelho celular entre os dedos, e ao ver que já eram onze e cinquenta e oito, seu coração bombardeou seu peito. Os dois últimos minutos arrastaram-se lentamente, torturando-o da pior maneira possível. Algo dentro dele insistia dizendo que ela apareceria.

Mas ela não apareceu.

E Jungkook teve certeza disso porque não esperou até o horário marcado. O parque se fechou e as pessoas foram para casa, a rua ficou vazia e silenciosa, e ele ainda estava lá. Inconformado em acreditar que tudo havia acabado.


Notas Finais


Obrigada por ler.
Bjs💋💕


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