História Forbidden Love 2.0 (Em revisão) - Capítulo 12


Escrita por: e Ann3Jeon

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Dirty Talk Incesto
Visualizações 20
Palavras 2.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Tudo por ela


12 - Tudo por ela

Os olhos de Jungkook agora encaravam um canto qualquer de seu quarto, fugindo das sentenças visuais do irmão, não havia imaginado que seria algo tão difícil assim. Sempre se achou forte, mas nesse momento Jungkook sentia-se vulnerável, ao ponto de não conseguir emitir nenhum som para se defender.

Viu quando o mais velho fechou os olhos em uma profunda respiração. O silêncio de Jungkook havia confirmado tudo, mesmo que ele já soubesse da verdade. Mas ter a afirmação de que tudo aquilo era real, piorava a situação em dez vezes mais.

― Você é um desgraçado filho-da-mãe Jungkook. ― Cuspiu as palavras sobre o irmão, liberando toda a raiva que prendida dentro de seu peito de maneira inútil, pois a ira ainda o dominava. ― Como você teve coragem de fazer isso Jungkook? Com a nossa irmã. ― Berrava em desespero, aproveitando a ausência do resto da família para dizer tudo àquilo que o momento lhe permitia. ― Você tem noção do que fez? ― Seu peito se contraia rapidamente em uma respiração aflita. ― Você tem noção da merda que você fez?

Jungkook permaneceu em silêncio, e por mais que seus lábios se abrissem, as palavras entalavam em sua garganta, junto com a saliva. ― Está tudo perdido. Ele repetia para si mesmo mentalmente, pensando apenas nas consequências que tudo aquilo causaria para si e para a irmã. ― Tudo perdido.

― Você sabia dos sentimentos que ela tinha por você, e usou isso ao seu favor para mexer com a cabeça dela e fazê-la confundir as coisas. Você é a merda de um manipulador Jungkook. Está fazendo tudo isso para quê? Provocar os nossos pais? Você é muito sujo. ― Disse sentindo uma forte náusea. Era quase insuportável olhar para Jungkook. Este que ao ouvir suas palavras despertou de seu breve transe. Não era aquilo, Jungkook jamais faria algo assim.

― Acha que eu fiz isso para provocar os nossos pais? ― O mais novo questionou-o ofendido.

― Sim, eu acho. ―Namjoon respondeu sem hesitação, fazendo o peito do irmão se apertar. ― Porque você sempre foi assim, sempre fez de tudo para decepcioná-los. E eu juro Jungkook, que bem lá no fundo eu entendia você, porque eu sei quão ignorantes e escrupulosos os nossos pais podem ser. Mas isso não te dá o direito de usar nossa irmã para suas atitudes infantis.

― Eu não estou usando ela. ― Jungkook rebateu, sentindo sua raiva se aflorar juntamente com a do irmão. ― Eu jamais faria isso com ela Namjoon, porque eu a amo mais do que tudo nesse mundo. ― As palavras atingiram o mais velho como uma navalha afiada. Ele não poderia falar sério, era um absurdo grande demais.

― Você é doente. ― Ele balançou a cabeça em negação. ― Ela é sua irmã Jungkook! Sua irmã! ― Cerrou os olhos sentindo-se derrotado, incapacitado de continuar aquela conversa. ― Ela é a porra da sua irmã mais nova. Você sabe o quão grave isso é? Sabe o que nosso pai fará com você caso descubra?

― Eu tenho consciência disso Namjoon. ― Jungkook respondeu sentindo seu estômago se revirar. ― Tenho consciência de que estamos colocando muita coisa em jogo.

― Então por que continua? ― Foram às únicas palavras que saíram dos lábios do mais velho. E Jungkook não achou que pudesse responder, até tê-lo feito.

― Porque por ela vale a pena. Porque se precisar eu enfrento nosso pai quinhentas vezes, você, e até mesmo a ira de Deus. Nada que você me disser fará com que eu desista dela. Nada. ― Os dois pares de olhos negros se encararam, durante um longo e agonizante minuto, totalmente silencioso. Foi então que notaram a presença de Nari, parada na porta do quarto, fitando-os com medo e receio.

― Nari?! ― Namjoon disse surpreso, sem saber ao exato quanto tempo ela estava ali. ― Pensei que tivesse ido para a igreja. ― Contestou.

― Eu não estava me sentindo bem e pedi para voltar para casa. ― Explicou-se. A verdade era que assim que colocou os pés na igreja, seu corpo pesou em culpa. Ela não poderia insultar a casa do Senhor daquela maneira, seria tanta hipocrisia de sua parte. Ela não merecia o perdão de Deus, tão pouco buscava por ele, porque sabia que em consequência teria que afastar-se de seu irmão. Ela era um caso perdido.

― Nari… ― Namjoon encarou-a com angustia. Ela estava ciente de toda a situação, foi possível ouvir a discussão dos dois assim que passou pelo corredor. O que ela mais temia, estava acontecendo. ― Você precisa entender… Você não faz ideia do que está fazendo.

― Eu não preciso entender nada Namjoon. ― Ela o interrompeu, com o mesmo tom baixo de voz que ela usara há pouco tempo. Seus olhos castanhos focaram nos olhos do irmão mais velho, e viu o quão decepcionado ele estava. ― Não me trate como uma criança, eu já tenho dezoito anos. Jungkook não me manipulou, eu fiz isso porque quis.

― Você é uma criança, e enquanto viver com nossos pais ainda será uma criança. ― Namjoon a rebateu, franzindo seu cenho irritado. ― Vocês estão desrespeitando nossos pais debaixo do próprio teto deles. E não se sentem culpados por isso? ― Seus olhos foram de Nari, até Jungkook. ― O que você pretende fazer Jungkook? Ficar mantendo essa relação incestuosa com sua irmã mais nova pra sempre? Acha que nossos pais não vão descobrir? ― Seus olhos então voltaram para a irmã. ― E você Nari? Está mesmo disposta a jogar fora tudo o que você tem, pelo Jungkook?

Um silêncio se formou no local, e a caçula pôde sentir os dois pares de olhos negros lhe encarando. Ela estava disposta a fazer isso? ― Seus pais a julgariam, seus amigos a julgariam, todos a sua volta a julgariam. Ela teria que se acostumar a viver sozinha, porque poucos aprovariam aquela abominação. Seria apenas ela e Jungkook.

Ela levantou o rosto, e encarou o irmão do meio perdido em uma nuvem de confusão. Cada palavra que Namjoon dizia afetava Jungkook. O afetava porque ele sabia que no fundo estava prejudicando ele mesmo, e principalmente Nari. Talvez ela não merecesse escolher isso. Ela estava entre ele, e sua própria vida. Era tão injusto.

Mas ao juntar seus olhos castanhos, junto aos negros do irmão, ela viu neles a sua resposta. Ela não se importava com sua vida, porque sua vida pertencia inteiramente a Jungkook. Como ele mesmo havia dito, desde o momento que ela nasceu. Um sorriso brotou então de seus lábios, junto a uma fina lágrima que rolou de seus olhos.

Ela o amava. Oh, como ela o amava.

― Sim. ― As palavras saíram de sua boca suavemente como um sopro. As expressões de Namjoon se esmaeceram pela surpresa de sua resposta. Era pior do que ele imaginava. Jungkook por sua vez permaneceu em silêncio, sentindo seu estômago borbulhar em ansiedade.

Ela estava disposta a deixar tudo por ele. E aquilo ecoou em sua mente infinitas vezes em um número finito de tempo. Namjoon desviou o olhar, incrédulo com tudo aquilo. Estava muito além de sua compreensão, muito além de onde ele poderia alcançar. Amava Nari, e amava Jungkook também, mas jamais entenderia o amor que ambos sentiam um pelo outro porque ele estava além de tudo o que havia aprendido, visto, ou decorado. Não era normal, não era natural. Mas o que ele poderia fazer?

Sentiu sua mente latejar ao tentar reformular uma resposta para dá-la. Seus argumentos haviam acabado, e mesmo assim parecia que de nada havia adiantado. Eles dois estavam perdidos demais para que Namjoon pudesse encontrá-los.

― Você sabe que de forma alguma, isso dará certo, não sabe? ― Os olhos do mais velho pousaram sobre Jungkook, ainda impactado pelas palavras da irmã. ― Por favor, apenas me responda disso. ― Insistiu.

― Eu sei. ― Ele disse sincero, mesmo que contra a sua vontade. Porque acima de tudo Jungkook sabia que no final as coisas se complicariam, e que hora ou outra teriam que enfrentar as consequências de suas escolhas, que não eram poucas. ― Mas não vou desistir de tentar.

Namjoon suspirou pesado, e junto com o suspiro abandonou aos poucos a reprovação que pretendia dar aos irmãos. Sabia que de nada funcionaria. Suas mãos estavam atada no mento.

― Então agora isso é problema de vocês. ― O maior caminhou em direção á porta, com a cabeça abaixa. ― Não irei me meter, na verdade fingirei que nem sei de nada. Não quero fazer parte disso. ― Foi o que ele disse, colocando a mão sobre a maçaneta da porta. Porém antes que pudesse sair completamente do cômodo, sentiu as mãos da irmã segurarem seu pulso.

― Namjoon… ― Ela sussurrou, com os olhos maleados. Odiaria a sensação de ter seu irmão contra si.

O mais velho então sorriu discreto para ela, penando cada decisão errada ―que ele julgava― da irmã mais nova. Apesar de ela mesma ter escolhido isso, ele sabia que não podia culpá-la de todo. Ele a amava e não queria vê-la sofrer por Jungkook, como tem tido acontecido nos últimos anos. Mas por mais que de forma alguma ele aprovasse o caminho que ela escolheu seguir, não a odiaria. Assim como também não odiaria Jungkook. Odiava as escolhas deles, as atitudes e os pensamentos. Odiava também esse sentimento errôneo que haviam criado um pelo outro. Mas não os odiava. Isso ele jamais conseguiria.

Então Namjoon colocou a mão sobre o topo de sua cabeça, deixando um carinho no local, transmitindo em seu olhar uma segurança enorme para ela.

― Eu realmente espero que vocês fiquem bem. ― Disse enquanto encarava a caçula, mas suas palavras também foram direcionadas para Jungkook parado há poucos metros de si. Ele jamais desejaria mal para seus irmãos. Responsabilidade e um pouco de consciência, claro, mas nada que pudesse os prejudicar.

Após dizer as palavras, saiu finalmente do cômodo, deixando os mais novos para trás. Jungkook e Nari não disseram nada por longos minutos, ainda estavam atordoados demais com o recém-acontecimento. Era uma sensação estranha agora que mais alguém sabia sobre o segredo que guardavam a apenas um dia. ― Quanto tempo levaria para seus pais descobrirem também?

Jungkook em passos lentos caminhou em direção à irmã, abraçando-a por trás, cabendo em seus braços como uma luva. Beijou o topo de sua cabeça, em um ato de tentar consolá-la. Sabia que tua mente estava tão conturbada quanto a sua, ou até mais.

Ficaram longos minutos naquela mesma posição, apenas sentindo o cheiro e o calor alheio, acalmando-os de todos os problemas que surgiam em suas mentes. Queriam se esquecer de tudo e de todos por aquele mesmo tempo, e preenchê-lo apenas um do outro.

Pouco antes de dar o horário que seus pais chegariam, Nari desceu para preparar o almoço. Era quase onze horas da manhã. Itachi havia saído, não disse para onde, ou quando voltaria, apenas a avisou que não almoçaria em casa. Foram breves palavras do mais velho com a caçula, mas ainda sim foram neutras, sem carinho ou ódio, apenas neutras. E Nari o respeitou, ele precisaria de muito tempo para ingerir isso.

Jungkook dormiu pelo resto da tarde. Foi a única maneira que encontrou de aliviar a sua mente. E quando Woong e Chung-Hee finalmente chegaram da igreja, foram os únicos a almoçarem na mesa, pois Nari assim que terminou de preparar a comida, subiu para o quarto do irmão, alinhou-se entre os braços dele, e dormiu sentindo a respiração quente dele contra o seu pescoço.

Nada no mundo fazia com que se sentisse mais segura do que em seu abraço.

[•••]

Quando a mais nova acordou, sentindo a ausência do irmão embrulhado em si, seus olhos se abriram cuidadosamente para analisar o local. O céu já estava ganhando uma coloração mais escura, e o vento forte soprava contra os galhos das árvores ao lado de fora. O cômodo estava escuro, mas quando ela olhou para o lado percebeu uma fonte de luz na mesinha do computador do irmão.

Jungkook estava sentado de frente para seu notebook, digitando algo que ela não pôde distinguir por estar longe. Nari então retirou os cobertores grossos de cima de si, e caminhou em direção a ele, laçando seus braços em volta de seu pescoço e apoiando seu queixo nos ombros largos dele. Jungkook sorriu.

― Dormiu bem? ― Ele perguntou, depositando um beijo no braço da irmã. Nari então pôde ver o que ele escrevia. Era um seminário para a faculdade. Nunca havia o visto estudando antes. Talvez Jungkook fosse bem mais do que mostrava.

Jungkook estava sentado de frente para seu notebook, digitando algo que ela não pôde distinguir por estar longe. Nari então retirou os cobertores grossos de cima de si, e caminhou em direção a ele, laçando seus braços em volta de seu pescoço e apoiando seu queixo nos ombros largos dele. Jungkook sorriu.

― Aham. ― Ela assentiu, soltando um suspiro cansado. ― Está terminando? ― Perguntou curiosa. Jungkook desviou os olhos da tela do notebook, e encarou a irmã de relance, com um bico nos lábios, fazendo seu sorriso aumentar.

― Quer a minha atenção? ― Perguntou presunçoso, prendendo o lábio inferior na ponta dos dentes, com malícia nas palavras.

― Quero. ― Nari murmurou, roçando seu nariz no pescoço do irmão de manheira manhosa. E aquilo foi o suficiente para que Jungkook fechasse seu computador e afastasse a cadeira de rodinhas, puxando a caçula para seu colo. Apertou as duas mãos sobre a cintura da garota, e encarou seu rosto meticulosamente.

― Minha atenção é sua então. ― Aproximou seus rostos, porém antes que pudesse selar os lábios dela, como de fato pretendia, ouviu alguns passos no corredor, e em seguida a maçaneta da porta girando. Em um susto, Nari pulou do colo do irmão, que se desconcertou na cadeira, derrubando alguns livros que estavam por perto. Os olhos arregalados dos dois foram de encontro a porta, onde a mulher de estatura baixa e cabelos negros apareceu.

― Jungkook você viu… ― Seus olhos pousaram na filha, parada ao lado dele. ― Ah, você está aí. ― A mulher disse surpresa.

― E-eu estava… ― Nari olhou para os lados, tentando buscar uma desculpa para dar. ― Estava…

― Já são seis horas Nari. ― A mulher lhe interrompeu impaciente, mostrando que não estava interessada ou preocupada com aquilo. ― Se arrume para irmos, sabe que seu pai odeia chegar tarde na missa.

― Tudo bem. ― A menor assentiu. Por mais que não estivesse com a mínima vontade de ir para a igreja, sabia que não poderia fugir para sempre, seus pais nunca deixariam. Ela olhou para o irmão, que logo voltou a abrir o computador para terminar seu trabalho. Nari soltou um suspiro, e saiu do quarto atrás de Woong.

Quando finalmente chegaram a igreja, Nari sentiu a mesma sensação que havia sentido mais cedo. Era como se ela não fosse mais digna de entrar naquele lugar, como se todos os seus pecados estivessem abertos a julgamento ali.

Passou toda a missa com a mente em outro lugar, apenas acenou para as pessoas que passavam por si, mas não se comunicou com ninguém. Os minutos se estenderam e a única coisa que ela queria, era ir para casa.

Quando que ela havia chegado a aquele ponto? Normalmente adorava ouvir a palavra de Deus, adorava ouvir os hinos do coral, e adorava a sensação de leveza toda vez que a missa chegava ao fim. Mas agora, sentia-se corrompida pelo pecado. Uma grande decepção não só para a igreja, mas também para Deus.

― Amém. ― Despertou de seus pensamentos quando a igreja em uníssono pronunciou a palavra. Levantou seu rosto, e observou todos os fiéis levantando-se dos bancos e caminhando em direção à saída. Nari caminhou em direção ao seu pai, que conversava com alguns amigos. Esperou até que ele terminasse, e seguisse com Woong e ela para o estacionamento da igreja, em direção ao seu carro.

Quando chegaram em casa, Nari subiu diretamente as escadas, a caminho do quarto do irmão com a ansiedade de vê-lo. Porém estava vazio. Jungkook provavelmente havia ido trabalhar. Ela soltou um suspiro pesado, e jogou-se sobre a cama dele. Não sabia exatamente o porquê, mas apenas de sentir seu cheiro impregnado nos lençóis pretos, seu corpo se tornava um mar de calmaria.

Nari fechou seus olhos, e deixou o sono dominar seu consciente. Apertando o travesseiro do irmão, desejando com todas as forças que ele estivesse ali consigo. Seu corpo e sua mente já havia chegado a um ponto de dependência dele.

Nari precisava de Jungkook como precisava de água para viver. Talvez ela só precisasse de Jungkook.



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