História O amanhecer das feiticeiras - Escuridão (2 temp.) - Capítulo 12


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Categorias Amor Doce
Tags Banshee, Bruxas, Demonios, Fadas, Fantasma, Gremory, Lilith, Magia, Ouija, Vampiros, Wicca
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Palavras 2.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*Imagem de personagem: Malvina Dunwich

Capítulo 12 - Cartas na mesa


Fanfic / Fanfiction O amanhecer das feiticeiras - Escuridão (2 temp.) - Capítulo 12 - Cartas na mesa

Malvina Dunwich despertou sobressaltada. Era a sexta vez que ela tinha o mesmo sonho, ou, o melhor, a visão de sua morte. Não estava com medo nem tampouco nervosa. Para ela, a morte era mais como um alívio, pois finalmente deixaria de sofrer com a morte deles… De pessoas que ela sequer conhecia. Não havia fado mais cruel que aquele, ver a morte de alguém, saber quando e como aconteceria, sentir a dor de quem partiria e de quem ficaria, e não poder fazer nada para impedir. Talvez, a pior parte não fosse sentir a dor deles, mas sim, o alívio que a Banshee sentia depois que a pessoa morria, isso fazia com que Malvina se questionasse se era mesmo uma boa pessoa.
    Naquela manhã fria quando se levantou, não tomou seus antidepressivos e se livrou do frasco de remédios, jogando-o na lixeira. Tomou um banho, vestiu-se e voltou pro quarto, sentando-se na cama. Desanimada. Era mais um dia cheio de dor, desesperança e lamento, e o pior era que não havia um lugar para se esconder, pois, o Reino Das Fadas, outrora primavera constante se tornara cinzento e melancólico. O que ela fizera para receber essa maldição? Abandonara a filha recém-nascida na porta de um convento em uma vida anterior, não fora porque não a quisera, mas porque era jovem demais e não sabia como cuidar de um bebê sozinha.
    Uma batidinha no vidro da janela atraiu a sua atenção para um homem alto, belo e jovem, com cabelos negros castanho-escuros, olhos negros, diáfano da cintura para baixo e com asas negras semelhantes à de um morcego. Um silfo.
    Malvina se levantou e abriu a janela, convidando o silfo a entrar. O mesmo entrou e estendeu um envelope a fada sombria, dizendo-lhe:

— Celeste Perrodon a convida para uma importante reunião que visa restabelecer a aliança entre as fadas e as bruxas.
— Claro, podem contar com a minha presença. — Falou Malvina.


O silfo se aproximou dela e agarrou seu pulso. Malvina apenas suspirou, cansada e o encarou. Uma energia dourada fluiu do corpo do silfo para o da fada, revigorando-a e afastando a tristeza da aura dela. O silfo soltou o pulso da fada e recuou sem deixar de encará-la com seus olhos negros.

— Obrigada. — Falou Malvina sentindo-se melhor, embora, soubesse que o efeito era temporário, assim como o que os antidepressivos provocavam ao sedá-la.
— Lamento pelo seu fado. — Disse o silfo antes de sair pela janela e ir embora.

— Qual deles? Minha maldição ou minha morte? — Disse Malvina antes de ir até o closet escolher algo decente para usar na reunião de Madame Celeste.

 

† † †

 

Sarah Campbell On:

 

Se hoje fosse o seu último dia de vida, o que faria? Pediria perdão a alguém que magoou ou perdoaria alguém que o magoou? Talvez, finalmente criasse coragem e beijasse aquele gatinho que você esbarra todos os dias no corredor do colégio? Ou quem sabe, faria qualquer coisa que sempre teve vontade, mas nunca o fez antes por medo do que os outros pensariam de você?!
Não sei o dia exato em que morrerei porque a banshee não me disse, ou, só não prestei a atenção nos detalhes. Não importa. Prefiro mesmo não saber, é melhor.
Não vou mentir, estou apavorada.
Vivo cada dia como se fosse o último porque um deles será.
Escondi aquele casaco de lã com figuras de ônibus vermelhos em fila horizontal, acreditando que se não usá-lo, não morrerei, mas sei que é bobagem, porque quando a morte vier me buscar, pouco importará que roupa estou usando ou não, ela virá e ponto, e não há nada que possam fazer para impedir, a não ser que parassem o tempo ou o fizessem correr de forma lenta, o que é impossível. Bem, mais ou menos… Posso ir para a Fairyland, ganhar alguns anos (ou séculos) enquanto busco uma forma de evitar minha morte, mas… Honestamente? Não quero me encher de esperança. Seria frustrante depois.

 

— Por que você recebeu um convite para ir a reunião da Celeste e eu não? — Cindy (Erin) perguntou, chateada. — Será que ainda não confiam em mim? Estão certos em não confiar, mas…
— Deveria contar a Celeste que Eve está viva e que você a separou de você. — Falei revirando meu closet em busca de algo que pudesse usar para ir até a casa de Celeste, na reunião daquela noite. Ela avisara em cima da hora, o que significava que o assunto o qual trataríamos era urgente. Imaginava que fosse por causa de Evelise ou Eve, como a chamamos agora.
— Eu sei, farei isso. — Disse Cindy (Erin).
— Quando? — Perguntei.
— Assim que tiver oportunidade. — Falou Cindy e suspirou. — Sobre o que acha que é a reunião?
— Não sei. Lysandre disse alguma coisa sobre vampiros e guerra, mas estava tão bêbada que não prestei a atenção em nada. Também, não é mais um problema meu. Estou me aposentando. — Eu disse.


Para um caçador é difícil simplesmente se aposentar, porque mesmo que você deixe as coisas que caça, elas não te deixam. Mas estou com os dias contados e não quero morrer lutando. Não mesmo. Seria triste.
Pelo menos, me juntarei a minha família quando morrer, é um segredo que compartilho com James, ele me deu uma maçã a última vez que o encontrei no portal e eu comi a maçã; se as lendas estiverem certas, é para Annwn que vou após a minha morte.


— Só os fodões se aposentam antes dos vinte. — Cindy brincou me fazendo rir.
— Eu sou fodona! — Eu disse encarando meu reflexo no espelho do closet. Percebi que mesmo sorrindo era impossível ocultar minha tristeza porque meus olhos me entregavam. Me virei incomodada e voltei a procurar entre os cabides.

 

† † †

 

Malvina se encarou no espelho. Estava pronta para ir a reunião com Celeste.

— Perfeita!

Malvina se virou e deparou-se com uma ruiva elegante sentada em sua cama com as pernas cruzadas. A ruiva olhou para ela com malícia e sorriu.

— Você veio me buscar, não veio?! — Malvina suspirou, resignada. — Não vou resistir.
— Até porque seria inútil. — A ruiva disse e levantou-se, indo ao encontro da fada. — Não é nada pessoal, fadinha. Sabe que de alguma forma distorcida estou do lado do seu povo.
— Não está não. Você só se importa com as bruxas… Gremory.— Falou Malvina.

Gremory riu e disse:

— Bem, é verdade. Deus sabe que amo as bruxas! Mas não tenho nada contra as fadas. Algumas como você são… — Gremory olhou bem para o corpo de Malvina antes de sorrir. — Deliciosas.
— Por que eu? — Perguntou Malvina.
— É uma banshee e ficará linda ruiva. — Falou Gremory tocando uma mecha do cabelo loiro de Malvina.
— Tudo bem. Seja rápida, por favor? Odeio sentir dor. — Falou Malvina fechando os olhos.
— Pode deixar. — Gremory disse fazendo uma barra pontiaguda de ferro aparecer em sua mão. Um golpe rápido no coração e a fada caiu no chão, agonizando. Gremory se agachou e agarrou o pulso dela absorvendo sua vitalidade de uma vez para que ela morresse logo.

A fada sucumbiu rapidamente, entregando-se ao sono eterno.
Gremory sorriu e a possuiu, animando o cadáver. Levantou-se do chão e se aproximou do espelho. Observou os cabelos de Malvina, antes loiros, se tornarem ruivos.

— Me aguarde, Lilith. — Disse Gremory.

 


† † †

 


Cindy (Erin) decidiu ir a reunião na casa de Celeste mesmo sem ter sido convidada. Se fosse antes, jamais ousaria assistir a uma reunião mesmo estando invisível, pois temeria que as bruxas a vissem – algumas como Celeste eram tão poderosas que poderiam enxergá-la – mas não agora que seus poderes estavam no ápice.
    Ela não contou a Sarah o que pretendia justamente para não envolvê-la. Não havia motivo, ainda mais se ela estava… Se “aposentando”. Uma palavra genérica para “morrendo”.
    Tinham muitos rostos conhecidos em volta da mesa, mas também, alguns novos como uma loira que olhava com carinho e respeito para Dimitry – Cindy deduziu que esta, provavelmente, era a tal Aurora que ela ouvira falar mais cedo, mas ainda não tivera a oportunidade de conhecer pessoalmente –, uma ruiva com adoráveis olhos claros que usava uma capa vermelha de capuz, e uma moça com a pele e os cabelos brancos como a neve que se escondia atrás de sua capa cinzenta de capuz.
    Danica também usava uma capa vermelha com capuz.
“Banshees”, concluiu Cindy.
Tinha um rapaz branco, com cabelos negros e olhos castanhos. Vestia-se todo de preto, e aparentava não ter mais que dezenove anos. Era um rosto novo ali. Cindy o analisou com curiosidade, sentindo que tinha algo “diferente” nele.


— Obrigada a todos que vieram essa noite. — Disse Celeste aos outros. — Estamos enfrentando tempos difíceis. Muitos de nós tem nos deixado ou traído.

Thalita (Saoirse) sentiu como se o olhar de Celeste a queimasse e abaixou a cabeça, constrangida. Sabia que estava errada, que tentar ajudar Lucy não era uma coisa boa, mas seu coração lhe gritava justamente o contrário.


— Nem todos estão cientes, mas há uma guerra antiga entre vampiros e bruxas, guerra que se deve a dois demônios Gremory e Lilith. — Falou Celeste.


Cindy engoliu a seco. Não sabia o que era pior, que aquela reunião tratasse sobre Gremory e Lilith ou sobre Evelise. As três eram terríveis.


— Tudo começou por causa de uma bruxa… Sarah. — Falou Celeste.


Todos os olhares se voltaram a Campbell que sentiu suas faces arderem.

— Sarah Rockfeller foi o grande amor de Gremory e Lilith a matou. — Falou Celeste.


“É, mais ou meno isso”, pensou Gremory mordendo o lábio inferior com força. “Minha treta com a vadia da Lili é mais antiga”.


— Desde então as duas arrastam bruxas e vampiros para sua guerra sangrenta. — Falou Celeste. — Quando a princesa súcubo se uniu a uma fada, provocou uma guerra entre os Faes e os vampiros. Lilith viu aí a oportunidade de enfraquecer as bruxas, destruindo as fadas. Sem a magia delas, o equilíbrio não existirá, ou na melhor das hipóteses, existirá mais de forma frágil, o que também não é bom.

— Se o propósito dessa reunião é que Danica e eu nos separemos, está perdendo o seu tempo. — Angel disse a Celeste e então encarou Dimitry com ódio como se ele fosse o responsável por aquilo.
— Nem tudo gira ao seu redor, querida. — Falou Celeste polidamente.

— Se as fadas morrerem… O que acontece com minha família? — Sarah perguntou a Celeste.
— Gostaria de dizer que vão para um lugar melhor, mas se dissesse, mentiria. Demônios, quando não devoram almas, as arrastam para o inferno. Já esteve no Umbral e já viu com seus próprios olhos o que as pobres almas torturadas por demônios se tornam. Sinto muito. — Falou Celeste.

“Meu deus, não”, pensou Sarah chorando, “minha família não”.

“Droga”, pensou Cindy.
Sarah não sabia, mas Cindy a seguira e a vira comendo da comida das fadas, a última vez em que se encontrara com James.


— Os vampiros aqui, presentes, são os únicos em que confio. Peço ajuda de todos. Fortaleceremos a nossa aliança com as fadas e as ajudaremos a vencer essa guerra para o bem de todos. — Falou Celeste.
— Se o que está sugerindo… — Falou Kátia. — For enviar a minha filha a Annwn para lutar pelo mesmo povo que a afastou de mim por anos, não vou permitir. Te respeito muito, Celeste, mas não vou permitir isso.
— Essa é uma escolha que só cabe a ela. Por que não deixamos que ela decida por si mesma? — Falou Celeste e se virou na direção em que Cindy estava, encarando-a.

“Droga”, Cindy praguejou mentalmente. Por que ninguém conseguia fazer nada sem que Celeste soubesse?

— Não seja tímida, meu anjo. Todos querem saber o que você pensa a respeito. Mostre-se a nós? — Falou Celeste sorrindo de forma doce.

Cindy ficou visível, espantando os outros que nem imaginavam que ela estava ali e ouvia a tudo o que eles conversavam.

— Por favor? Erin, não. — Suplicou Kátia.

Cindy alternou olhares entre Kátia e Sarah.
Kátia temia pela filha e não queria que ela comprasse uma guerra que não era sua, ainda mais quando aquilo podia custar sua vida. Kátia não suportaria perdê-la outra vez. De jeito nenhum.
    Sarah também não queria que Cindy comprasse uma guerra que não era sua, e jamais pediria isso a ela, mas era sua família que corria perigo agora e ela também, mas ela era o de menos… Sua família vinha em primeiro lugar. Seus pais estavam tão felizes por finalmente ter James de volta que Sarah não se atrevera a contar a eles que logo morreria, imagine então contar a eles que Annwn podia deixar de existir?! Ela não sabia se encontraria forças para isso.


Cindy olhou para as faces de todos os presentes e então se voltou a Celeste e disse-lhe, deliberada:

— Podem contar comigo.



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