História Forbidden Love: War of the Packs - Capítulo 3


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Eikichi Nebuya, Himuro Tatsuya, Hyuga Junpei, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kiyoshi Miyaji, Kiyoshi Teppei, Kousuke Wakamatsu, Makoto Hanamiya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Nijimura Shuuzou, Personagens Originais, Reo Mibuchi, Sakurai Ryou, Shoichi Imayoshi, Shougo Haizaki, Takao Kazunari, Yoshitaka Moriyama, Yukio Kasamatsu
Tags Abo, Alfa, Aomine Daiki, Beta, Kagami Erica, Kuroko No Basket, Ômega, War Of The Packs
Visualizações 15
Palavras 4.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, minna-san!

Aqui está o terceiro capitulo desta segunda temporada.

Espero que gostem e até às notas finais!

Capítulo 3 - Chapter Two...


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love: War of the Packs - Capítulo 3 - Chapter Two...

~…Forbidden Love: War of the Packs – Chapter Two…~

Aomine Daiki  P.O.V:

O som ecoou por toda a divisão, o grunhido de dor que abandonou a boca da pessoa agredida atraindo a atenção de todos os indivíduos. Moriyama segurava o punho, os seus orbes fixos no homem mais velho que mantinha uma mão sobre a sua bochecha vermelha pelo murro. A surpresa estava evidente no rosto rugoso, a respiração do alfa mais novo acelerada pela adrenalina e pela raiva que emanava do seu corpo mais forte e alto. A tensão subiu, começando a sufocar os presentes e a tornar a inalação de oxigénio, extremamente, difícil.

Durante longos segundos, ninguém se atreveu a pronunciar nenhuma palavra. Ninguém se atreveu a intervir e esclarecer as dúvidas que eram comuns em todas as mentes. Kasamatsu ergueu-se da cadeira e aproximou-se do melhor amigo, enrolando a sua mão no braço tremelicante e puxando-o para trás. Talvez, fosse uma forma de impedir Yoshitaka de avançar e retornar a agredir o homem. Porém, o alfa mais alto não deu um passo sequer para trás como se tivesse colado ao chão.

Toda a gente havia esquecido a presença da cobra venenosa sentada à minha frente da outra ponta da mesa, já que havia sido uma surpresa a agressão, súbita. Moriyama tinha-se erguido da sua cadeira e caminhado, lenta e silenciosamente, até ao homem distraído, desferindo um murro na sua bochecha direita assim que o alcançara. Mais ninguém olhara para o inimigo que gargalhava com as suas mãos sobre o seu estomago, aparentemente, divertido com a situação.

- Eu merecia essa, Yoshi-chan. – O homem mais velho pronunciou-se, limpando o sangue do seu lábio arrebentado. – Porém, a próxima já não perdoo.

- Achas que és tu que tens alguma coisa a perdoar, Moriyama Akinori? – Cuspiu, a irritação envolvendo o tom de voz perigoso.

Yoshitaka avançara mais um passo na direção do homem, porém, fora impedido pelos braços trémulos do seu ómega envolverem-se em torno do seu tronco. O mais alto encarou o rosto assustado do moreno, este último que abanava a cabeça, freneticamente, e implorava para que parasse. Como se tivesse ganho consciência, Moriyama afastou-se e puxou Hayakawa para mais perto, dando-lhe um beijo na testa enquanto o tentava acalmar.

- Vejo que, finalmente, encontraste alguém. – Akinori falou, cruzando os seus braços em frente do seu peito. – Fico contente por teres seguido com a tua vida. Como está Shima?

- Morto. – Rosnou, observando o rosto do seu progenitor. – O meu pai está morto. Tu mataste-o.

Por meros segundos, a dor fora visível nos orbes do homem mais velho, este que fechou as suas pálpebras e comprimiu os lábios numa linha reta. O silêncio voltara a assentar, ninguém com coragem de quebrar a tensão crescente. Contudo, a quietude fora interrompida pelo bater de palmas e a risada alta que fizera Kyouta encolher-se entre os meus braços. Apertei o corpo menor contra o meu peito e fiz contacto visual com as iris prateadas.

- Reencontros de família são os meus preferidos. – Pronunciou-se, limpando uma lágrima que escapara dos seus orbes. – Principalmente, quando os integrantes se odeiam. Não achas isto interessante, Haizaki?

O homem lambeu a cabeça do seu polegar e aproximou-se, colocando o seu braço esquerdo sobre a cadeira onde o alfa de cabelos pretos estava sentado. Os seus orbes metálicos observaram o rosto de Himuro e com um sorriso aterrorizante, acariciou a bochecha do ómega que permanecia quieto. Ele afastou-se do toque, protegendo a sua barriga com um braço e com o outro os seus filhos que estavam escondidos.

- Tira as tuas patas dele! – O rosnar que preencheu a divisão, levou um arrepio a todas as nossas espinhas.

Com passadas largas e constantes, Murasakibara aproximou-se dos dois homens, a sua aura, completamente, negra. Colocando a sua mão gigante sobre o ombro do alfa que ocupava a sua cadeira, fez contacto visual com as iris prateadas. O roxo dos seus olhos brilhava e os seus cabelos lilases estavam presos num rabo de cavalo desgrenhado. Os seus dedos longos e calejados apertaram aquilo que tinha entre eles, um grunhido de dor escapando belos lábios de outro homem. Este último sorriu e enxotou a sua mão, erguendo-se da cadeira e afastando-se, calmamente. 

Atsushi encarou Haizaki e retornou a rosnar, obrigando o alfa a afastar-se, rapidamente. Sentando-se no seu assento, tocou o rosto de Himuro e puxou-o para um abraço, os seus orbes lilases sempre postos nos dois homens que se haviam distanciado dele. Dificilmente, alguém fazia frente a Murasakibara. Não só por ele ser alto, mas, também pela força e o poder que o seu lobo continha. Se pudéssemos declarar a alcateia mais forte, seria a Yosen pelos seus integrantes grandes e pela defesa fantástica que os rodeava.

- Que estás a fazer aqui, Hanamiya Mitsuo? – Kou questionou, permanecendo lado a lado de Kagami, ao mesmo tempo que, protegia Kuroko e Erica. – E, que tal, irmos diretos ao assunto para puderes ir embora?

- Ah, finalmente, alguém honesto e direto! – Bateu as palmas e o seu sorriso alargou. – Sabes, Kagami Kou, depois de muito provocar e não ter uma resposta, comecei a ficar aborrecido. Por isso, decidi vir verificar a qualidade dos meus…. Oponentes, por assim dizer. Estou deveras desapontado.

- Se, assim o estás, não achas que devias sair? – Falei, atraindo, novamente, o seu olhar para mim. – Não és bem-vindo. E, acho que seria melhor saíres pela porta que entraste nos próximos cinco segundos.

- Isso é uma ameaça, Aomine Daiki? – Questionei, dando um passo na minha direção. – Não achas que devias ter mais cuidado com as tuas palavras. Não queremos que nada aconteça ao miúdo, pois não?

Calmamente, passei Kyouta para os braços de Imayoshi e ergui-me da minha cadeira, estalando o meu pescoço. Sorrindo da mesma maneira sádica, inclinei-me para cima da mesa, apoiando as minhas mãos na superfície amadeirada.

- Eu não ameaço. – Respondi-lhe, inclinando a cabeça para a esquerda. – Eu aviso. E, se tens o azar de tocar num único fio de cabelo dele, podes crer que irei caçar-te vás para onde fores. Até te podes esconder, mas, não te conseguirás esconder.

Mitsuo assentiu com a cabeça, rindo num tom baixo enquanto colocava as suas mãos sobre a sua cintura. Passeando o seu olhar pelos integrantes das alcateias, parou as suas íris prateadas sobre o rosto assustado de Kise. Kasamatsu rosnou e puxou o marido para mais perto, a sua aura defensiva envolvendo os três.

- Essa foi a última expressão que a tua mãe fez. – O alfa pronunciou-se, o veneno abraçando as suas palavras dolorosas. – Pena que eles te tenham conseguido esconder.

Haizaki sorriu e começou a caminhar em torno da mesa, mãos atrás da sua cabaça enquanto observava cada rosto desconhecido. Ele piscou o olho para Takao e, seguidamente, para Kuroko, recebendo olhares que, certamente, traziam promessas de uma morte dolorosa. Contudo, ele ignorou, dando a volta completa à superfície amadeirada e parando de novo ao lado de Mitsuo. Com um suspiro desiludido, virou as suas costas a todos, lambendo o seu polegar.

- Acho que já vi tudo aquilo que tinha para ver. – Pronunciou-se, olhando por cima do seu ombro.

- Não vais ganhar esta guerra, Haizaki. – Kagami pronunciou-se, semicerrando os orbes. – Não vão ficar com os nossos territórios.

- Tens razão. – Ele gargalhou, abandonando a divisão, calmamente. – Nós vamos rouba-los.

A tensão pareceu rebentar, os rosnares de todos os alfas presentes juntando-se numa melodia criada pela força de vontade e uma ansia de proteger o que nos pertencia por direito. Senti as iris de Kyouta sobre o meu corpo, tal como senti os dela. Sem pronunciar uma palavra que fosse, endireitei-me e cruzei os meus braços, esperando que o homem de cabelos negros fizesse ou dissesse alguma coisa. Contudo, o sorriso sádico que surgiu no seu rosto lançou um arrepio pela minha espinha, fazendo com que eu ficasse mais alerta do que estava antes. Talvez, fosse pelo mau pressentimento que havia surgido no fundo do meu estômago ou fosse o meu lobo interior que estava demasiado irrequieto. No entanto, naqueles segundos, não consegui descansar. A preocupação pela proteção de quem eu mais amava fincando-se no meu cérebro como se não pudesse ser retirada.

Mitsuo lançou um olhar discreto ao canto escuro do local, assinalando com um estalar de dedos que ecoou por toda a divisão. Subitamente, o barulho de uma faca a cortar o ar fez-se ouvir. Naquele momento, toda a gente estremeceu com o desfecho.  As respirações de toda a gente ficaram presas nas suas gargantas e todos paralisaram. E, ninguém, depois de escutar aquele barulho aterrador, se atreveu a pronunciar uma palavra.

 

 

Akashi Seijuro P. O. V:

Os meus orbes passeavam pelo corpo do homem que acabara de adentrar o salão, os seus fios com nuances prateadas cintilando com a fraca luz dos candelabros. As íris cinzentas claras observavam cada indivíduo com curiosidade, o seu corpo desaparecendo no meio da escuridão. As tatuagens que percorriam os seus braços desnudos, revelavam histórias negras e sem cor, porém, tão atrativas que suscitavam a vontade de saber mais. As suas calças negras rasgadas davam visibilidade para a sua tez branca e tão apetecível. O seu aroma doce invadiu as minhas narinas e, naqueles meros segundos, todo o meu ser estremeceu.

Ao longe, conseguia escutar as conversas paralelas e as gargalhadas altas de Mitsuo, sentindo a tensão crescer à medida que as milésimas se tornavam minutos compridos. Sem saber, a minha atenção havia ficado fixa naquele indivíduo que havia passado despercebido aos olhos de todos os outros. Todos repararam quando Haizaki entrara, porém, ao observar os rostos à minha volta, ninguém parecia saber da presença do ómega que erguia a sua blusa.

As faças foram reveladas, o metal brilhando no meio da escuridão. Os seus dedos longos e delicados agarraram uma e, calmamente, começara a brincar com ela. O homem atirou-a ao ar e viu-a rodar imensas vezes, apanhando-se sempre pelo cabo de couro. Ele estalou o pescoço, os seus cabelos castanhos escuros movimentando-se para a direita e esquerda. O seu ombro desnudo encostar-se contra o pilar de pedra. Com uma tranquilidade de outro mundo, os seus orbes passearam pelas faces, fazendo com que eu fingisse que não o encarava quando estas caíram sobre mim.

Consegui escutar a sua respiração ficar presa na sua garganta e o seu corpo estremecer, as suas pálpebras encerrando-se para ele se acalmar. Discretamente, puxei Eikichi para perto e fiz com que se inclinar-se para a frente, observando o local onde Mitsuo estava localizado.

- Afasta o Reo daquele local. – Sussurrei no ouvido do alfa. – Deixa aquele lugar livre.

- Porquê, Akashi? – Questionou, curioso, observando o seu ómega que continuava atento à conversa.

- Haizaki e Mitsuo não são os únicos presentes nesta sala. – Expliquei, sucintamente. – Vão tentar ferir alguém para fixarem a mensagem.

- Não devíamos fazer um sinal aos outros?

- Não. Ele aperceber-se-ia. – Informei, empurrando-o, gentilmente na direção do seu ómega. – Eu cuido deste, entendido?

- Sim, Akashi-san. – Eikichi confirmou e aproximou-se de Reo, colocando o seu braço em torno dos ombros do ómega.

Quando este o puxou para mais perto, utilizei a minha visão avançada para observar todo o salão. Dessa forma, conseguiria manter a minha atenção sobre o homem que se movia, silenciosamente, no meio da escuridão. Durante longos minutos, ficou quieto, passando as suas facas pela blusa para as limpar ou atirando-as ao ar. Contudo, quando Aomine se ergueu da cadeira e inclinou na direção da mesa, ele agarrou o cabo da faca e apontou-o para o moreno, pronto para a atirar.

Sem que os outros se a percebessem, agarrei uma faca e escondi-a entre a palma da minha mão e a manga. Contudo, o ómega não se moveu, baixando o braço ao aperceber-se do sinal negativo que Mitsuo lhe enviou. Ele cruzou os braços e abanou a cabeça, deixando os seus orbes fixos em Aomine que acabara de falar. Simplesmente, não conseguia retirar a minha atenção daquele ser que era misterioso e apelativo ao mesmo tempo.

Remexi-me na minha cadeira e cruzei os braços, esperando que ele se movesse. Mas, surpreendentemente, permaneceu quieto enquanto esperava algum sinal para que, finalmente, pudesse ferir alguém à sua escola. As íris cinzentas claras retornaram a passear sobre o rosto das pessoas e com uma calma extraordinária, retornou a encostar o seu ombro ao pilar de pedra. Virou a sua atenção para a faca, pressionando o seu indicador contra o metal afiado. Contudo, nenhum corte apareceu na sua pele imaculada, como se, independentemente, da força que fizesse, esta não iria penetrar a sua tez.

Durante longos minutos, ninguém se mexeu, Haizaki deixando o seu ponto fixo ao rodear a nossa mesa enquanto nos inspecionava. Os meus orbes de duas cores diferentes fizeram contacto visual com os seus, um sorriso leve adornando os meus lábios. Com um longo suspiro e uma ultima lambidela no seu polegar, proferiu as palavras que incendiaram a raiva no corpo de todos os presentes.

Calmamente, captei o movimento do ómega a endireitar-se e escutei o estalar de dedos que Mitsuo tentou passar por despercebido. O homem com nuances agarrou a sua arma branca e rodou-a uma ultima vez, estalando o seu pescoço para se preparar. As suas iris cinzentas claras pararam sobre o corpo de Aomine e uma expressão dolorosa adornou a sua face, como se fosse obrigado a ferir alguém contra a sua vontade.

Aproveitei o seu momento de hesitação para subir para a mesa, ignorando a comida que se desfazia debaixo dos meus sapatos e os olhares curiosos de Midorima que, finalmente, se apercebera que alguma coisa estava errada. Deixando que a faca escorregasse desde o meu pulso até os meus dedos se enrolarem em torno do cabo metalizado, coloquei-me na posição correta e lancei o meu braço para trás. Dando impulsão à minha mão, atirei a arma para a frente, soltando-a quando estava no ápice da força e da velocidade máxima.

Escutei as respirações ficarem presas nas gargantas dos presentes, os orbes acinzentados claros arregalando-se pela surpresa. O barulho do cabo a movimentar-se para a esquerda e direita enquanto permanecia espetado entre a rutura das pedras, ecoou por o ambiente todo. Todos viraram a sua atenção para mim e o meu sorriso desapareceu, adequando a minha expressão facial à seriedade da situação.

O ómega ergueu a sua mão e tocou o metal que jazia a milímetros do seu rosto, os seus dígitos delicados enrolando-se em torno do cabo para a retirar da parede. Ele inspecionou a faca e rosnou, voltando a encarar-me com o rosto impassível. Contudo, debaixo daquela faceta inexpressável, eu conseguia notar o nervosismo pela forma como o suor escorria desde a sua testa ao seu queixo.

Endireitando-me, calmamente, deixei os meus braços caírem ao lado do meu corpo, a minha posição corporal exigindo respeito de qualquer pessoa que estivesse dentro daquele salão. E, quando encarei Mitsuo, vi a raiva fluir dos seus orbes prateados.

- Da próxima vez…- Fiz uma breve pausa, caminhando até ao final da mesa para puder regressar à minha cadeira. - …Não falho.

- Como sabias que estava aqui?! – O ómega questionou, aproximando-se alguns passos. Contudo, fora parado pelo braço do alfa que o fulminou com o olhar. – É impossível!

Os meus orbes caíram sobre o rosto esbelto, um suspiro abandonando a minha boca. Senti-o rebaixar um pouco o seu tronco devido à intensidade da minha heterocromia. Embora, fosse esbelto a mistura entre o rosa e o alaranjado, ninguém conseguia resistir firme ao meu olhar. E, isso comprovava-se na maneira como um grunhido doloroso escapou pelos seus lábios enquanto o forçava a submeter-se ao meu lobo superior. Vi-o cair de joelhos perto de Mitsuo, os seus fios castanhos e prateados cobrindo os seus olhos.

- Saiam daqui. – Fora a única coisa que eu dissera, agarrando o meu copo de vinho e bebericando o líquido avermelhado. – Já vos foi requisitado, calmamente. E, eu certifiquei-me de deixar um aviso claro. Eu não costumo errar o meu alvo. Vocês sabem onde é a porta.

- Nijimura, levanta-te. – Escutei Haizaki ordenar, aproximando-se do ómega e erguendo-o pelo seu braço. – Que estás à espera de dar o troco?

- Ahn… - A expressão dolorosa do rosto do rapaz tornaram-se mais evidentes e os seus dedos, finalmente, soltaram a faca que tinham aprisionado. -…. Alfa…. Demasiado intenso…

- Vamos embora. – Mitsuo avisou, passando pelos outros dois homens que o encararam com expressões distintas. Um, recheada de sofrimento e o outro com pura raiva. – Já deixamos a nossa mensagem aqui. E, mesmo que o Shuzou quisesse fazer alguma coisa, não consegue. É deveras…Interessante.

As iris prateadas caíram sobre mim e observaram-me, lentamente, um sorriso aparecendo nos seus lábios quando se aperceberam de algo. Com um aceno, colocou as suas mãos nos bolsos das calças e abandonou o salão, sendo seguido por Haizaki que carregava Nijimura pelo seu braço. Quando as portas se fecharam atrás deles os dois, permiti-me relaxar, escutando as vozes exaltadas dos homens que se elevaram.

Kou aproximou-se da mesa e bateu com as palmas na superfície amadeirada, calando a divisão inteira e atraindo as iris de todas as cores existentes naquele local. Ele respirou fundo e abanou a cabeça, mordendo o seu lábio inferior pelo nervosismo.

- Está na altura de fazermos alguma coisa. – Falou, surpreendentemente, calmo. – Começem a fazer os planos de defesa e ataque, porque o tempo acabou de esgotar.

- Não é tão fácil assim. – Midorima ripostou. – Tem que ser feito com calma. Além disso, o mais importante é manter-mos as nossas alcateias em segurança.

- Exatamente. – A voz grossa de Aomine interrompeu, encarando os dois homens. – Por isso, vamos escolher uma alcateia para que possamos montar um acampamente. Seja onde for, dê jeito ou não. Temos que unir forças.

- E abandonamos os nossos territórios? – Kasamatsu questionou, franzindo as suas sobrancelhas.

- Os nossos territórios é onde a alcateia está. – O moreno sorriu para o cunhado, colocando a sua mão sobre o seu ombro. – É onde está a tua família e todos aqueles que amas. Eu estou disposto a abandonar o meu pela segurança do meu povo.

- Não sei se isso é sensato, Aomine. – Kagami interveio, mordendo o seu lábio inferior.

- Na realidade, é bastante inteligente. – Informei, cruzando os meus braços. – Se levarmos as nossas alcateias, juntarmos forças e nos reunirmos num território, teremos mais probabilidades de nos defendermos e de atacarmos. A união faz a força.

Todos ficarem calados, momentaneamente, parecendo balançar os prós e os contras. Porém, depois de todos concordarem, o verdadeiro debate iniciou-se. Ninguém queria abandonar os territórios que os viram crescer e que os criaram como se fosse uma mãe. Ninguém estava pronto para deixar esses mesmos locais, prontos para serem roubados pelo inimigo que acabara de nos ameaçar. Contudo, à medida que a conversa fora decorrendo, cedências foram feitas e, rapidamente, ficara decidido que iram se mudar para um acampamento perto da Rakuzan. Naquele momento, senti-me importante e útil como já há muito não sentia, deixando que um sorriso alegra adornasse os meus lábios secos.

Subitamente, as portas do salão retornaram a abrir e eu consegui sentir a apreensão percorrer cada corpo dos indivíduos presentes. Na realidade, estávamos todos cansados de tanta confusão e desejávamos passar o restante de tempo que tínhamos na paz que não duraria por muito tempo. Se uma guerra se estava a aproximar, seriam momentos horríveis de tensão e de preparação para o pior dos fins.

As minhas íris acompanharam o homem alto que acabara de entrar, os seus cabelos dourados brilhando com a luminosidade dos candelabros. Os seus orbes avelãs observavam cada pormenor do salão, o seu corpo atlético rígido e imponente. Os seus lábios finos estavam comprimidos numa linha reta e os seus braços desnudos, demonstravam desenhos infinitos com cores diversas. Pela abertura da sua camisa, dava para ver que as tatuagens tinham continuidade no seu peito e, provavelmente, seguiriam para as suas costas. Ele, provavelmente, era do tamanho de Aomine ou uns diminutos centímetros mais baixos.

Agarrado à sua mão, estava uma menina cuja curiosidade exalava do seu corpo pequeno. Os seus longos cabelos rosados estavam presos numa trança espinha de peixe, esta que percorria as suas costas pequenas e alcançava a sua cintura. As suas íris avelãs, iguais, ao do alfa que acabara de entrar, eram redondos e estavam fixos em Kyouta que a observava com imensa atenção. A rapariga sorriu, revelando a sua falta de dentes e acenou na direção do rapaz que corou, instantaneamente.

Contudo, a última pessoa a entrar obrigara Daiki a erguer-se da cadeira em que se havia sentado. A sua aparência efeminizada havia mudado drasticamente para algo mais radical. Os seus fios rosas, outrora, compridos, estavam rapados no lado direito e esquerdo, o seu cabelo curto ficando num moicano feminino. Os brincos brilhavam nas suas orelhas e as suas roupas estavam mais escuras, os tons negros das calças interligando-se com o preto do top justo que lhe demonstrava a barriga. Tal como o homem, ela tinha algumas tatuagens a percorrerem os seus braços e um desenho vitoriano, parecido a um colar, debaixo dos seus seios fartos que quase alcançava o seu umbigo enfeitado por um piercing. Momoi Satsuki havia-se modificado nestes últimos quatro anos.

- Satsuki? – O timbre grosso de Aomine reverberou pelo salão, os olhos do alfa perto da mulher semicerrando-se. – És mesmo tu.

- Sim. – Ela sorriu, caminhando na direção do azulado e dos seus irmãos que se erguiam das suas cadeiras. – Eu retornei, Dai-chan.

Ela envolveu o moreno num abraço apertado, todas as palavras que necessitavam serem ditas sendo transmitidas naquele contacto. Imayoshi e Kise juntaram-se ao gesto de carinho e, rapidamente, os quatro caíram em meio a gargalhadas saudosas e alegras.

- Mudaste tanto, Momoicchi! – Ryouta exclamou, passando os seus dedos pelos cabelos da rosada. – Gosto tanto de te ver assim. Assenta-te melhor.

- Estava a pensar na mesma coisa. – Shouichi concordou, dando leves pancadas nas costas da mulher que sorriu, carinhosamente.

Contudo, os orbes rosas estavam fixos nos azuis-escuros, a mulher tentando forçar as palavras que tinha para dizer para fora da sua boca. Porém, Daiki colocou a sua mão na cabeça da ómega e despenteou-a, soltando uma fraca gargalhada.

- Está tudo bem, Satsuki. – Ele falou. – Nós estamos bem.

- Ainda bem, Dai-chan, porque… - Ela fez uma breve pausa e virou-se na direção do homem e da criança. – Quero apresentar-vos a duas pessoas.

Com um sinal de dedos, pediu ao loiro para se aproximar, este que o fez sempre com os seus sentidos alerta. Ele só se permitiu relaxar quando parou perto da Momoi e sentou o braço dela enrolar-se em torno da sua cintura atlética.

- Este é Tomoe. – A maneira como apresentara o alfa, recheada de amor e um carinho que nunca demonstrar a ninguém, revelara o quão apaixonada estava. – E esta é a minha filha, Hiyori.

Aomine sorriu na direção da criança e virou-se, pegando Kyouta ao colo. Momoi soube, instantaneamente, tal como todos dentro deste salão se haviam apercebido. E, as conversas entre aquele grupo deram origem a outras mais descontraídas, o assunto da guerra desaparecendo, momentaneamente. E, naquele momento, o sentimento da alegria compartilhada e de, finalmente, as alcateias estarem completas foram sentidas por cada coração batente. Colocando as preocupações de lado, todos se viraram para a comida, esta que havia sido reposta, e começaram a atacar os alimentos apetitosos.

As crianças corriam de um lado para o outro, os reencontros de amigos e paixões antigas dando um ar mais ternurento à divisão recheada de pessoas com personalidades divergentes. Aomine nunca largara Kyouta dos seus braços, muito menos quando Kagami se aproximara dele com Kuroko e Erica atrás. Em meio a tantas gargalhadas e conversas paralelas, a voz infantil fez-se ouvir, o orgulho em que estava enlaçada inundando toda a gente do carinho que nos unia.

- Tinhas razão, tio Tai-chan! -Kyouta exclamou, colocando as suas mãos sobre a cara do seu pai.

- Do quê, Kyou-chan? – O avermelhado questionou.

- O meu pai, realmente, é um lobo forte.

Naquele momento, em que as divergências haviam sido esquecidas pelo bem maior, o amor que uma criança poderia conter fora revelado. E, interiormente, senti-me invejoso por nunca ter tido a oportunidade de falar do meu pai daquela forma.

Com amor e respeito puro.

 


Notas Finais


Olá, novamente.

Neste capitulo, quis introduzir mais os inimigos: Mitsuo e Haizaki. Porém, principalmente, introduzir Nijimura que terá um papel importante nesta segunda temporada. Também, quis revelar mais de Akashi e do seu ponto de vista.
Não me foquei tanto em Aomine, Erica e Kyouta, porque neste enredo, apesar de serem os principais, existem outras personagens que têm muita importancia. Ao seu tempo, irei revelá-las.

Momoi regressou com a sua própria familia montada e um novo look mais radical. Na minha perspectiva, achei que ela precisava de se modificar para dar a entender que tinha ultrapassado a paixoneta que tinha por Aomine.

Espero que tenham gostado e até à proxima!


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