História Força entre paixões - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 7 - Moment


"Como eu posso pensar em amor Se eu tenho medo de me apaixonar" 

 No dia seguinte...

 Luna's Point Of View 

 Música e mais música, foi oque eu mais consegui escutar naquela manhã. O despertador tocava a minha música preferida, mas naquele momento sempre deixava de ser a minha favorita. Acordei mesmo não querendo, e entrei no banheiro.

 Fiz minhas higienes e depois me arrumei. Eu ainda estava querendo dormir. Fui na cozinha e me sentei na cadeira começando a comer. estava um belo silêncio até o meu celular começar a tocar escandalosamente. O-peguei e atendi.

 - Alô?

 - Filha! - logo um sorriso se formou em meus lábios. 

 - Oi Mãe, tudo bem com você? 

 - Estou bem na medida do possível - desfiz o sorriso.

 - aconteceu alguma coisa?

 - Nada não filha, é só que seu pai está tentando se adaptar a sua nova vida sem você - ri fraco - ele sente muito a sua falta.

 - Eu também, sinto muita falta de vocês. 

 - Então, como vai morando sozinha? Tá gostando da nova escola?

 - Sim, é muito bom estudar no Blake, eu e Nina estamos nos dando muito bem! 

 - Fico muito feliz Luna, você conheceu pessoas novas? - suspirei. 

 - Sim, dois garotos, o Gastón e o Matteo. 

 - Ah, então já arrumou novas amizades?, estou tão feliz por você meu amor, estou com tanta saudade, queria tanto poder te ver. 

 - Eu também, qualquer dia desses a senhora pode vir aqui, vai ser um prazer enorme ver você de novo. 

 - Que bom Luna, mas por enquanto estamos ocupados, quando puder irei vê-la. 

 - Eu espero.

 - Tchau Luna, beijo! 

- Beijo mãe. 

 desliguei meu celular e o-pus dentro da minha bolsa. 

 Eu sentia falta dela, dos seus conselhos e dos seus abraços carinhosos quando eu tinha um pesadelo. Ela era tudo pra mim.

 Me levantei assim que terminei de comer e escovei os dentes. Saí do apartamento e entrei no elevador dando de cara com o Matteo. Ele me encarou fixamente mas eu o-ignorei virando a cara e esperando o elevador descer. E a porcaria do elevador demorou a descer justamente hoje.

 Fui caminhando pra fora do elevador e passei direto sem ligar o fato de Matteo estar ali. 

 Quando já estava caminhando eu me senti perseguida. 

Apressei meus passos e vi um carro seguindo meus passos. Bufei ainda seguindo meu percurso. 

 - Ei Luna! - a voz do Matteo ecoou - para por favor, eu te levo de carro! - novamente ignorei. Quando eu ia atravessar a rua, seu carro apareceu na minha frente e ele abaixou todo o vidro do carro me olhando.

 - Oque você quer Matteo? - perguntei suspirando. 

 - Te levar pra escola, pode ser? - arqueou as sobrancelhas - Não fica ai emburrada, entra no carro - sorriu de canto. 

 Por um momento me vi em dúvida em relação a isso. Eu ainda não tinha tirado aquela cena de minha mente, isso me perturbou muito tanto ontem quanto hoje.

 Matteo ainda esperava uma resposta minha e eu apenas pensava se aceitava ou não, porém a voz na minha mente falou mais alto e eu acabei falando oque eu menos esperava. 

 - Tudo bem Matteo - sorriu agradecido e abriu a porta do carro pra mim. Entrei no mesmo e não troquei nenhuma palavra com Matteo o caminho todo.

 Evitava conversar com ele dentro do carro, mas era inevitável não olhar pra ele, só se ouvia o barulho do lado de fora do carro e de nossas respirações. Assim que chegamos no Colégio, daí de seu carro e apressei meus passos deixando ele pra trás. 

Mas Matteo foi mais rápido e puxou meu braço, me fazendo o-encarar cara a cara. 

 - Por que está fugindo? - me encarou fixamente - me responde Luna.

 - Não sei do que está falando - desviei o olhar. 

 - Não mente pra mim Luna, eu sei que você está fugindo de mim por causa de ontem - permaneci calada - Oque você tem? Não gosta de mim? - arqueou as sobrancelhas.

 Revirei os olhos. 

 - Não, eu não gosto de você Matteo, você me irrita, você se acha muito, quer que todas gostem de você assim do nada, você é um mauricinho - riu fraco enquanto soltava meu braço.

 - Ah, então eu sou um mauricinho? - arqueou as sobrancelhas sorrindo brincalhão.

 - É, o seu jeito é igualzinho, não tenho nenhuma dúvida quanto à isso. 

 - E você é uma baixinha irritante, aliás uma baixinha marrenta! - riu fraco.  

- Oque?! Não, isso não, quer saber? Eu vou embora encontrar a Nina - me virei mas ele novamente me virou, dessa vez ele me olhava nos olhos profundamente e se aproximava de mim lentamente. 

 - Matteo! - escutei a voz de Gastón se aproximando e Matteo se afastou disfarçadamente. Virei a cara envergonhada e vi Nina me encarar confusa. 

 - Oque foi Gastón? - perguntou enquanto encarava o mesmo. 

 - Tenho uma coisa pra falar com você amigão.

 - Ah então..., - me fitou - Eu já vou Luna, a gente se vê mais tarde - assenti e ele se foi com Gastón. Suspirei pesadamente e Nina apareceu na minha frente.

 - Oque aconteceu amiga? Ou melhor, oque ia acontecer se eu não tivesse chegado com o Gastón? Vi que vocês estavam bem próximos quando chegamos - um sorriso se formou em seus lábios. 

 - Nada, não ia acontecer nada, só estávamos próximos por...por... 

 - Viu só? Nem consegue pelo menos disfarçar ou arrumar alguma desculpa - sorriu ainda mais e eu logo neguei. 

 - Nada disso Nina, olha, esqueci isso, vamos falar de outra coisa, vamos falar de você - arqueou as sobrancelhas - Oque rola com o Gastón?.

 - Quê? Com o Gastón?, não rola nada Luna, nós só somos amigos e nada vai acontecer - advertiu seriamente - disso eu tenho total certeza - repetiu enquanto começavamos a andar indo em direção aos corredores.

 - Bem, se você diz ne.

 Âmbar's Point Of View

 Andava apressadamente pelos corredores do Colégio a procura da morena na qual seria a minha salvação. Não encontrei Daniela em lugar nenhum e isso já estava me deixando com raiva.  

Foi quando a morena apareceu enquanto abria o seu armário. Imediatamente cheguei mais perto e ela pareceu ter me notado.

 - Tudo bem Daniela? - Sorri tentando ser amigável. 

O oposto do que eu realmente era, ela sabia disso, mas agora ela tinha que me ver como uma amiga.

 - Sim - respondeu desconfiada e confusa por eu estar ali falando com ela.

 - Eu queria falar com você sobre uma coisa bem simples - arquei as sobrancelhas.

 - E oque é? - franziu a testa enquanto cruzava os braços.

 - É bem simples Daniela, é só você fizer tudo oque eu mandar - riu fraco.

 - Sem chances Âmbar, isso nunca - passou reto do meu lado.

 - Espere, eu ainda não terminei, por que, em troca...- ela parou no meio do caminho - Eu te ajudo a conquistar o Simon - imediatamente deu meia volta, me encarando com as sobrancelhas arqueadas. 

Agora eu tinha como me livrar do castigo de minha madrinha de uma vez por todas. Eu tinha tudo em minhas mãos. 

 - Como ? - cruzou os braços com apenas uma das sobrancelhas arqueadas. 

 - Como eu disse, é bem simples, apenas aceite minha proposta - disse com um belo sorriso malicioso.

 - Posso te fazer uma pergunta? - assenti - Como você sabe que eu gosto do Simon? - me encarou desconfiada. 

 - Eu preciso mesmo responder? - ri com a sua pergunta estúpida - da pra ver isso à quilômetros de distância - ela me pareceu ter ficado bem nervosa - Mas, bem, me escute bem oque eu vou te falar, quero dizer, isso se você quiser aceitar - e como o esperado, ela me respondeu rapidamente, sem rodeios. 

 - Eu aceito - isso soou como música para os meus ouvidos.

 Gastón' Point Of View

 Suspirei pesadamente após guardar o último livro em um dos armários daquele extenso corredor, enquanto pensava na noite de ontem, algo que me fez ficar acordada a noite toda após ter um sonho erótico com uma completa desconhecida.

 Talvez seja meio estranho tudo isso, mas foi bem oque aconteceu. E eu gostaria muito de saber quem era a dona daquele corpo e daqueles lábios macios e gostosos. 

 Saí de meus pensamentos ao ouvir uma voz feminina me chamar. Imediatamente a-encarei e dei um meio sorriso.

 - Tá tudo bem com você Gastón? - Nina perguntou ao ver meu semblante distante, se eu dissesse que sim estaria mentindo, e foi oque eu fiz. 

 - Sim, eu só...estava pensando - falei enquanto fechava a porta do armário.

 - E no que tanto pensava? - sua pergunta me fez paralisar por um momento. Algo me dizia que não deveria contar isso à ela, e eu novamente menti.

 - Num livro que eu estava pensando em comprar, sinceramente eu acho que gostei muito, mas daí eu lembrei que não posso gastar o dinheiro que eu tenho com livros, ainda tenho que comprar um presente pra minha mãe de aniversário - eu havia arrumado uma bela desculpa, pois eu realmente precisava comprar um presente de aniversário pra minha mãe.

 - Ah, entendi - começamos a caminhar normalmente pelo corredor. O silêncio havia se instalado enquanto andavamos e isso já estava me incomodado um pouco - qual era o nome do livro que você estava querendo comprar? - a-encarei de relance. Eu tinha que pensar num livro no qual eu já não tenha lido.

 - Para Sempre - disse rapidamente e ela sorriu arqueando as sobrancelhas.

 - Nossa, por pura coincidência eu tenho esse livro em casa - ri fraco. 

 - É sério?, eu gostaria de ver - abri a porta da sala e então entramos. 

 - Eu posso te emprestar, isso se você quiser - Sorri de leve enquanto me sentava na minha cadeira atrás dela.

 - Eu vou adorar - respondi e ela assentiu me olhando no canto dos olhos sem antes dar um sorriso. 

 (...) 

 - Eu posso ir no seu apartamento, mais isso se você concordar - arquei as sobrancelhas sugestivo enquanto andavamos pelo corredor em direção a cantina. 

 - Pode ser - balançou a cabeça positivamente antes de se sentar num dos bancos que tinha ali. 

Aproveitei e me sentei do seu lado. Ela parou por um instante e ficou encarando um certo ponto no chão daquele local. Parecia meio distante. 

 - Você está melhor? - me referi ao fato dela estar sempre cabisbaixa. 

 - Não, mas eu vou ficar - sorriu fraco - acho melhor esquecer o Erick - me fitou.

 - Se você acha que é o melhor pra você, então tenta esquecer ele - afirmei e ela sorriu concordando - você já pensou em cantar para esquecer os problemas? - arquei as sobrancelhas. 

 - Não, na verdade eu nem canto, além disso, a minha voz não é tão boa, então eu prefiro escutar as pessoas cantarem - riu fraco.

 - Mas você nunca tentou? - perguntei e a-vi rir novamente, negando - talvez deve-se cantar, sabe...cantar nos faz esquecer de tudo. 

 - Você canta?

 - Sim, talvez eu consiga ser um bom cantor, e quem sabe eu dê orgulho aos meus pais algum dia - Sorri esperançoso. 

 - Você canta mesmo?, se...não for pedir muito, gostaria de ouvir sua voz.

 - Então...vem comigo - me levantei e estendi minha mão em sua direção - quer ouvir? - ela apenas segurou minha mão e se levantou dando um sorriso.

 - Ok, tudo bem - assenti e eu fui a-levando para o Jardim da escola, mas...além do jardim - Para onde vamos? - ignorei sua pergunta e então atravessamos alguns arbustos em que ninguém nos visse e ela soltou minha mão, olhando em volta. 

 - Gostou? - abriu um sorriso enorme, era um Jardim dentro de outro Jardim. É estranho mas era um lugar bem tranquilo. 

 - É incrível. 

 - Então vamos nos sentar - nos sentamos em cima da grama e depois a-encarei - vou te mostrar uma música que estou compondo, não é dedicada a ninguém importante, mas eu me inspirei bastante nesses últimos dias, só que tem uma parte que não se encaixa na música, não sei, ainda não terminei ela mas talvez eu consiga terminar até o dia da audição.

 - Outra audição? - franziu a testa.

 - Sim, uma não bastou por que eles querem que eu crie a música - revirei os olhos - Enfim, vou cantar uma música pra você - cantei uma simples música, mas era uma das que eu mais gostava. Era All Of Me de John Legend, só que eu resolvi traduzir para o espanhol - Si das todo de ti, todo daré de mí - continuei cantando enquanto à via sorrir e olhar fixadamente para mim.

 Cantava olhando nos seus olhos que pareciam brilhar cada vez mais. Foi quando o sinal tocou, me fazendo parar de cantar.

 - Enfim, deixa pra outro dia - nos levantamos e saímos dali sem que ninguém nos percebesse.

 Matteo's Point Of View 

 Era hoje, era hoje o dia no qual eu iria procurar Sofia, ela me devia algumas explicações sobre essa gravidez, mas eu acho isso tudo muito estranho sabe..., grávida de tanto tempo assim? 

E sem me avisar?

 Ela definitivamente tinha que me explicar tudo isso, e eu só vou sair de lá com respostas. 

 (...) 

 Assim que as aulas se foram, eu me despedi de Gastón e logo fui até o meu carro que estava no estacionamento da escola. Assim que abri a porta do meu carro, coloquei minha bolsa no banco do passageiro e logo depois me sentei no banco do motorista fechando a porta e ligando o meu carro.

 Saí imediatamente dali e logo já estava correndo pelas estradas, por sorte eu me lembrava aonde ficava sua casa. 

 Minha respiração estava acelerada e a minha boca ficando seca à cada instante. Eu estava nervoso e isso me deixava um pouco descontrolado.

 Assim que o carro parou em frente a sua casa, a-encarei por alguns segundos antes de sair do carro. Tomei coragem, saí do carro e fechei a porta do mesmo. 

Subi a pequena escada e fiquei frente à frente à porta de sua casa. Respirei fundo e toquei a campainha. 

Baixei o meu olhar por alguns instantes e logo a porta se abriu. Levantei meu olhar lentamente e encarei seu rosto. 

 - Matteo...- ela tinha uma expressão surpresa em seu rosto. Levei meu olhar até a sua barriga, estava bem grande, oque me fez sorrir de leve e a-encarar novamente.

 - Então era verdade, você está realmente grávida de mim - balançou a cabeça positivamente - Você...nem tinha me avisado nada - desviou o olhar. 

- Entra Matteo, já vi que eu vou ter que te explicar tudo - deu passagem para eu entrar e eu entrei em sua casa, ouvindo o barulho da porta que se fechava atrás de mim - nada mudou como pode ver - olhei ao redor vendo que tudo estava no mesmo lugar. 

 - Sim, mas, você me deve uma explicação - a-encarei e ela caminhou devagar até o sofá, aonde se sentou com dificuldade. 

 - pode sentar Matteo - me sentei ao seu lado - assim que você foi embora eu fiquei com raiva de você, você tinha mentido pra mim e isso eu não perdoo, por isso eu escondi a gravidez assim que descobri, eu fiquei me cuidando sozinha, apenas com a ajuda da Dove - assenti - foi um pouco doloroso quando eu soube, mas...até hoje eu suporto isso - baixou o olhar para a sua barriga, acariciando a mesma por cima do tecido fino de seu vestido.

 - mesmo assim não deveria ter feito isso comigo - me encarou arqueando as sobrancelhas - eu sei que eu errei, mas...você não deveria ter feito isso - neguei.

 - Desculpa Matteo, mas...Eu consegui viver sozinha, a minha menina pode crescer sem um pai - seus olhos eram lindos mas estavam bem tristes. 

 - Você já deu um nome pra ela? - perguntei curioso. 

 - Sim, eu pensei em chamar de Melanie - sorriu sincera.

 - Nome muito bonito, ela aperreia muito você? - riu fraco.

 - Bastante - ri fraco também - ela não vai puxar à mim - negou sorrindo.

 - acha que eu aperreio muito? - arquei as sobrancelhas. 

 - Muito - me olhou nos olhos - mas era um aperreio bom - Ela ainda gostava de mim, podia ver isso nos seus olhos, e em como ela sorria pra mim. Mas eu não a-amava, eu nunca a-amei de verdade, eu só estava enganado com tudo isso. 

 - Eu só te peço uma coisa, por favor não vá embora depois disso, não leve nossa filha, por favor - pedi e ela sorriu assentindo - Eu não quero viver longe dela, quero acompanhar sua gravidez, e estar em todas as suas consultas, vou comprar tudo oque ela precisa, por que se é minha filha, ela vai ter que crescer como uma verdadeira princesa.

 - Eu nunca pensei que diria isso mas...obrigada - sorri e me levantei do sofá - já vai?, não quer tomar um suco antes? - neguei rapidamente. 

 - não, mas obrigada por tudo, ainda tenho que resolver alguns assuntos - na verdade eu não tinha, mas eu sentia que era o certo a se fazer. 

 - Ok, então até mais tarde Matteo, aliás, quando você vai vir aqui de novo? - a-fitei pensativo. 

 - Amanhã talvez - conclui - até amanhã - vi a mesma se levantar com dificuldade e me dar um abraço no qual eu correspondi.

 - É tão bom poder ter você de volta - sussurrou em meus ouvidos - embora eu nem queria mais te ver - desfiz o abraço e dei um beijo na sua barriga. 

 - Cuide bem dela  - me distanciei e fui até a porta - tenha cuidado Sófia - me encarou dando um leve sorriso.

 Cruzei a porta e a-fechei, respirando fundo outra vez antes de descer as escadas e ir até meu carro, saindo dali rapidamente.

 Âmbar's Point Of View 

 - Eu não acho que a Katlyn é a favorita nessas audições que tivemos, temos ótimas concorrentes que com certeza se saíram muito bem, eu acho que o Matteo se superou muito esse ano, acho que ele é o favorito - Emília afirmou e nós concordamos. 

 - Sim, o Matteo foi um canditado muito forte, superou todos os seus limites, mas acho que a Camila Fernadez foi muito mais além do esperado - foi a vez do Benício opinar.

 Estávamos decidindo quem dos candidatos teria sido um dos melhores nas audições para cantar na festa de despedida, tínhamos visto o vt de todos os candidatos e estávamos apenas opinando, para que no final das contas, saía um bom resultado, que com certeza deixará a diretora e os professores surpresos. 

 - Eu não sei vocês mais eu escolho o Matteo - Emília disse e eu concordei. 

 - Ainda opto pela Camila - revirei os olhos pro Benício.

 - Enfim ne...- olhei para o corredor e vi Daniela passar - espera só um instante pessoal - me levantei.

 - Aonde vai com tanta pressa? Ainda nem resolvemos esse assunto.

 - Depois eu resolvo - Fui apressando meus passos e por fim, consegui parar Daniela - a minha madrinha veio falar com você? - arquei as sobrancelhas, cruzando os braços à procura de respostas, estava jurando que tinha dado tudo certo.

 - Sim, ela ligou para a escola à minha procura - comecei a ficar preocupada.

 - E oque você disse? - perguntei receosa, dando um leve suspiro. 

 - Que você tinha passado a noite lá em casa e tudo mais - deu de ombros. 

 - Que bom, muito bem - suspirei aliviada.  

- E agora você vai ter que me ajudar - a-fitei engolindo seco - ou você me ajuda a conquistar o Simon, ou vai começar a arrumar suas malas à caminho de Seattle - arqueou as sobrancelhas desafiadora. Por essa eu não esperava. 

 - Tudo bem Daniela, se é isso que você quer, então é oque realmente vai ter.

 - Então veremos Âmbar, mas primeiro eu quero o número dele - rolei os olhos e logo fui na minha agenda telefônica, aonde tinham todos os números dos participantes das audições, e lá estava o número do Simon, no qual eu passei para ela, que apenas se divertia com a situação - obrigada - sorriu falsamente.

 - Satisfeita? - forcei um sorriso e ela negou, me fazendo bufar.

 - Não, mas eu quero saber de tudo oque ele faz quando está fora da escola, quero saber aonde ele trabalha e com quem ele fala 24 horas por dia - arquei as sobrancelhas, um pouco chocada com oque ela pediu e logo então ri fraco, negando - ou...- deixou a frase no ar. 

 - Tudo bem Daniela!, ok!, eu faço oque você me pedir, satisfeita agora? - assentiu.

 - Até logo Âmbar - e saiu dali desfilando.

 Oh, céus, aonde eu fui me meter? 

 Nina's Point Of View 

 Assim que as aulas se foram, eu e Luna fomos pra casa. Luna ainda tinha que fazer a comida e bom, eu também tinha que preparar tudo. Morar sozinha requer muita inteligência e aprendizagem, ser independente as vezes pode nos enlouquecer mas isso é bom, na verdade, é preciso.

 Quando já estava em casa, deixei minha mochila no meu quarto e depois fui até a cozinha preparar o meu almoço. Enquanto a panela já estava no fogo, aproveitei e tomei um banho relaxante. Logo depois, fui até o closet pegar uma roupa confortável para vestir.

 Optei por uma saia curta, soltinha de cor preta, uma camisa de cor Verde escura de mangas longas, um pouco arregaçadas nos ombros, e para os meus pés não usei nada. Alisei um pouco meu cabelo e coloquei os meus óculos de grau. Saí do quarto e fui até a cozinha desligar o fogo. 

 Assim que o feijão já estava esquentado, peguei alguns legumes de dentro da geladeira e coloquei sob a mesa, em cima de uma tábua, na qual eu comecei a cortar os legumes. 

 Mas quando eu ia cortar a cebola, a companhia começou a tocar. Limpei minhas mãos no pano e fui rapidamente abrir a porta, revelando Gastón parado em frente a porta. 

 - Gastón! - sorriu - vem, entra - dei espaço e ele entrou - veio buscar o livro? - perguntei enquanto fechava a porta e o-encarava. 

 - Sim - assenti e fui até o meu quarto procurar pelo livro e ele veio atrás de mim. Me abaixei de frente a prateleira e procurei pelo livro, que por fim, achei. Me levantei e lhe entreguei o livro.

 - Aqui está.

 - Obrigado - sorri fraco - estava ocupada? Percebi que estava com pressa.

 - É, pois é, eu estava cortando legumes - assentiu.

 - Quer ajuda com isso? - neguei - não mesmo? - arqueou as sobrancelhas. Se bem que uma ajudinha me cairia bem agora. 

 - Ok, ok, eu aceito - ri fraco e então fomos até a cozinha - vai cortando a cebola que eu vou cortando os tomates - afirmei e ele foi fazendo oque eu pedi, enquanto eu  pegava outra tábua e colocava do seu lado, começando a fazer o meu trabalho. Foi quando eu escutei Gastón começar a chorar que eu comecei a rir.

 - Do que ta rindo? - ele também começou a rir.

 - De você, sei lá, é engraçado - me controlei para não rir novamente. 

 - É por isso que você me mandou cortar cebola - ri com isso é ele me encarou fixamente com a cara de quem estava aprontando algo e estava - Corre! - saí da cozinha correndo com ele atrás de mim. corri até meu quarto e resolvi me esconder dentro do closet, mas quando eu ia fechar a porta, ele apareceu e tentou abrir a porta. 

Nessa briga eu acabei machucando meu braço e cai no chão. 

 - Tá tudo bem Nina?! Machucou muito?! - abriu a porta e se abaixou perto de mim.

 - Machuquei mas vai ficar tudo bem. pegou meu braço com cuidado, analisando o mesmo - tá doendo um pouco - fiz careta. 

 - Fica calma tá bom?; eu vou pegar gelo, talvez isso resolva - se levantou. 

 - Não, não, é já estou bem melhor, ainda dói um pouco mas nem tanto assim - me levantei segurando meu braço machucado com o meu outro braço. Ele me encarou por alguns segundos hesitante. 

 - Não sei Nina, Você consegue mexer seu braço? - assenti - bom, então eu acho que não precisa de gelo, mas qualquer coisa se você sentir dor, é melhor colocar gelo - afirmou.

 - Tá tudo bem Gastón - me puxou pra fora do closet e me fez sentar em cima da cama ao seu lado. 

 - Ta doendo? - pegou meu braço machucado e começou a fazer movimentos.

 - Não, eu já disse que tá tudo bem - me fitou e eu ri fraco - é sério.

 - É que eu fico preocupado, vai que você quebra o braço - ri novamente - você só faz rir.

 - É bom rir nos momentos ruins, isso alivia - ri ainda mais - vamos voltar a cortar legumes? - arquei as sobrancelhas e ele me encarou malicioso. 

 - Não pense que eu não esqueci - começou a me fazer cócegas em todos corpo e logo eu estava deitada em cima da cama tentando fugir de seus braços entre risos. Foi quando eu virei o jogo, ficando por cima dele e por um momento ele parou de fazer cócegas em mim e me encarou assim como eu o-encarei. 

 Meu rosto ficou próximo do seu e logo ele selou nossos lábios num beijo intenso. Sua língua invadia cada cantinho de minha boca enquanto eu mordia seu lábio inferior e me entregava totalmente ao beijo. 

 Mas logo as lembranças de todos os meus ex vinheram na minha mente. Todos eles fizeram oque Gastón fez e eles me machucaram da mesma maneira. Me separei de Gastón bruscamente. 

 - Gastón me desculpa! - comecei a chorar - mas eu não posso continuar - me encarou confuso mas logo entendeu, se levantando da cama - vou pegar seu livro e você vai embora - afirmei e saí do quarto. Quando voltei, entreguei o meu livro à ele e ele me encarou. 

 - Nina eu... - Não fala nada Gastón, foi um mísero erro - falei e logo o mesmo foi embora dali.

 Eu não posso mais me deixar levar, vou ser fria até o ponto no qual eu não possa mais suportar.  


Notas Finais


Gostaram?☺
Comentem!!!😃
Adoro receber opiniões😊
Qualquer erro me desculpem😕

Atenção: para todos os amantes de Justin Bieber, visitem-->
https://www.spiritfanfiction.com/historia/holy-sinner-13686481

Beijo pra vocês💋


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