História Forever - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Hot, Love, Romance, Trabalho
Visualizações 11
Palavras 1.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo 1


"You're gone and I got to stay high all the time

To keep you off my mind

Ooh-ooh-ooh-ooh, ooh-ooh-ooh-ooh

High all the time

To keep you off my mind

Ooh-ooh-ooh-ooh, ooh-ooh-ooh-ooh"

A

Acordei com meu despertador tocando: Habtis - Tove Lo. Hoje era meu primeiro dia em meu novo emprego, e eu estava um tanto quanto nervosa, mas ao mesmo tempo muito feliz.

Meu sonho era fazer jornalismo. Do tipo que faz matérias e escreve notícias. Escrever para mim é uma arte. Um dom que desde pequena eu tenho. Sei como transformar algo simples em algo extremamente interessante. Mas não de um jeito enganador, mentiroso ou exagerado. Apenas mais interessante.

Levanto-me e vou direto ao meu banheiro. Candy, minha cachorrinha vem atrás de mim. Ganhei ela de meu pai um dia antes dele falecer. Ela se tornou muito especial para mim. Talvez porque é a única companhia que eu tenho...

Cheguei em Seattle há duas semanas, vim de Toronto. Sobre a cidade, não tenho nada a dizer de ruim, apenas coisas boas. É um lugar lindo e muito movimentado, eu me sinto como se estivesse em casa. Mas me sinto muito sozinha... Falo com a minha madrasta pelo telefone e só. Ela passou a cuidar de mim, assim que meu pai morreu. Minha mãe? Morreu quando nasci, ou seja, sou órfã. Mas nunca pude reclamar, afinal, sempre amei minha madrasta como uma mãe.

Em Toronto eu não tinha muitos amigos, e os que eu tinha não fiz questão de tê-los na minha nova vida. Sim, nova vida. Vou recomeçar aqui em Seattle. Quero novos amigos, quero alguém em que possa realmente confiar. E não estou falando de namorado ou coisa assim, isso é o de menos. Meu aniversário de vinte e um anos é daqui a três dias e eu provavelmente passarei sozinha... Mas isso é temporário... Tem que ser.

Tomo um rápido banho e seco meus cabelos no secador. Depois, visto uma calça jeans nova e uma blusa meio social bege. Ela marcava minha cintura e realçava meus seios, mas nem inventei de abrir alguns botões a mais. Não sou do tipo que gosta ou quer chamar a atenção. Calço minha bota preta de cano curto e faço uma maquiagem leve. Era meu primeiro dia, e eu queria estar apresentável.

Dou uma última olhada no espelho e sorrio com o resultado. Pego minha jaqueta de couro, minha bolsa e deposito um beijo em minha cachorrinha, logo depois saio do meu apartamento.

Passo pela portaria e sinto o vento frio matinal que acabei me acostumando nessas duas semanas em que estou aqui. Ouvi dizer que eu poderia comprar meu café na própria Redação, então aposto nisso e nem como nada antes de ir. Na verdade, eu estava um pouco atrasada e um pouco atrapalhada sem saber qual ônibus deveria pegar.

                        ♦♦♦

Depois de achar o ônibus certo, eu estava em frente a empresa. Dois minutos atrasada. O que pra mim, isso é um erro terrível, mas vamos reconsiderar.

O lugar era como um prédio grande praticamente feito de vidro. E o nome "Empresas Carter" chamava a atenção.

Entro de uma vez e falo com a secretária, ela diz que o chefe gostaria de falar comigo e eu concordo a seguindo pelo corredor. Minhas mãos suavam e eu não sabia ao certo onde deixá-las.

Eu entrei na sala e era um senhor bonito de cabelos grisalhos. Ele era muito exigente, mas parecia ser uma boa pessoa. Ou eu sou maluca de sempre querer ver o lado bom das pessoas. Conversou comigo e eu não fiquei tão nervosa, ele me explicou como tudo ia funcionar e pediu para eu me retirar e eu o fiz.

A secretária era muito linda mesmo. Tinha cabelos ruivos, era magra, e vestia uma roupa muito elegante. Por um momento me senti com uma roupa meio inapropriada, mas logo isso passou quando corri os olhos pela Redação. Todos estavam como eu.

— Bom, eu devo te apresentar ao Editor. Ele é como o chefe de todos vocês, mas é bem mais tranquilo que o Senhor Carter. — ela diz e dá uma risadinha e eu a acompanho.

Ela corre seus olhos pela Redação e parece se achar. Então, me guia até um homem que estava de costas, mas ainda sim era muito bonito. Sua blusa social mostrava-se um pouco apertada por seus braços estarem estendidos, e seus músculos ficavam marcados diante de meus olhos. Seus cabelos negros eram um pouco rebeldes e ele era bem alto.

A secretária dá uma cutucada nas costas dele – ela parecia ter uma certa intimidade – e ele se vira para nós olhando diretamente para mim.

Meu coração parou, o ar me faltou, e minhas pernas ficaram bambas. Esse homem era o mais bonito que eu havia visto na vida.

Ele tinha olhos claros e seus cabelos eram escuros e lisos, e seus fios estavam um pouco bagunçados. Sua boca não tão grande, e rosada com um contraste proporcional a seu rosto. Ele era simplesmente perfeito.

Percebo que ele me olhava na mesma intensidade, o que fez meu coração bater mais rápido.

Afinal, o que estava acontecendo?

Ele abre um sorriso e minha respiração fica mais acelerada ainda. Que sorriso! Meu peito subia e descia e ele levou seus olhos para o local, fazendo um arrepio passar por todo meu corpo. Depois volta seus intensos olhos aos meus e eu devolvo um sorriso involuntário.

Estávamos sorrindo um para o outro, quando a secretária dá uma tosse forçada fazendo-nos olharmos para ela.

— Esse é o nosso editor, Daniel Parker. — olho para ele, mas não da forma intensa de antes, agora de um jeito mais envergonhado.

— Mas pode me chamar de Danny. — ele disse ainda sorrindo e percebi a secretária arregalar os olhos.

Ele estende sua mão e eu correspondo o cumprimento, mas acho que ficamos segurando as mãos por tempo demais.

— Sou Beatrice. Beatrice Morris E nem pense em me chamar de Trice. — eles soltam uma pequena risada.

— Bom, eu tenho que voltar para a minha sala. É um prazer te conhecer, Beatrice.

— Digo o mesmo, Danie... Danny. — ele acaricia meu ombro e se retira.

Sinto um leve formigamento na parte de seu toque, mas resolvo ignorar. Isso já estava indo longe demais.

— O que foi isso? — a secretária fala um pouco animada demais.

— Isso o quê?

— Acho que só um cego e surdo não perceberia o clima que rolou entre vocês.

Sinto algumas borboletas no meu estômago. Clima?

— Não rolou nada. Mas, posso saber seu nome? — resolvo mudar o foco da conversa.

— Livie. Mas pode me chamar de Liv.

— Ok, Liv.

— Acho que seremos grandes amigas.

— Assim espero. — falo com um sorriso.

Ela faz menção de se retirar, mas antes se vira e diz:

— Ele nunca deixou ninguém chamar ele de Danny tão rápido. — ela dá uma piscadinha indo para seu posto.

Sem perceber solto um sorriso. O que estava acontecendo comigo? Nunca me senti dessa maneira.

Vou para meu lugar e começo a passar algumas notícias a limpo, como o Senhor Carter me disse para fazer. Gostei dessa organização, não me senti perdida. Algumas pessoas da Redação ficaram me olhando, umas feio, e outras apenas por curiosidade. Mas eu estava tão feliz que nem liguei.



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