História Forever - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Hot, Love, Romance, Trabalho
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Palavras 1.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Acordo em um lugar que havia uma pequena cama com alguns suprimentos médicos em uma mesa depositada ao lado. Sento-me e coloco a mão na minha cabeça sentindo uma leve dor.

Vejo alguém entrar na sala. Danny? O que ele estava fazendo aqui?

— Oi... Você desmaiou e eu te trouxe para o hospital.

— Você me trouxe? Oh, obrigada, não precisava.

— Beatrice, você estava desmaiada. Como não precisava? — dou um pequeno sorriso concordando.

Um médico entra no quarto e resolve fazer algumas perguntas para entender o que causou meu desmaio.

— Há alguma possibilidade de você estar grávida?

— O quê? Não!

— Você é virgem? Se não, a quanto tempo foi sua última atividade sexual? — arregalo os olhos ao ver que o médico pretendia mesmo discutir minha vida sexual na frente do Danny.

— E-eu...

— Você namora? — Danny olha para mim como se também quisesse saber minha resposta.

Bom, ele me trouxe, não vou pedir para ele se retirar. Acho que ele estava surpreso como eu, então nem pensou em sair dali.

— Não.

— É virgem?

— Não. — eu estava ruborizada.

— Quando foi sua última...

— Ah, qual é! Eu não estou grávida!

Eu não ia dizer ao médico, na frente do Alec, que era impossível eu estar grávida já que minha vida sexual era praticamente inativa e eu nem sabia quanto tempo faz a última vez que eu... Fiz.

— Como pode ter tanta certeza?

— Porque... — como me explicaria? — Bom, eu não comi nada hoje.

— Entramos em outra questão, então, você está a quanto tempo sem comer?

— A última refeição que eu fiz foi ontem umas cinco horas.

— Então você está todo esse tempo sem comer? Não comeu nada na Redação? — disse Danny.

— Érrr... Não.

— Isso causou seu desmaio. Você deve comer algo imediatamente ou terá que voltar aqui.

— Eu cuido disso. — Danny diz e eu fico surpresa.

Cuida disso?

— Escute seu namorado, garota. Digo, você disse que não namora, então escute seu ficante, ou como vocês dizem.

— Nós não somos... — eu e Danny falamos ao mesmo tempo. — Somos amigos. — falamos por fim.

— Bom, independente do que vocês sejam, espero não te ver aqui de novo quando vocês forem namorados. — falou o médico.

O que ele estava insinuando? Eu e Danny só nos conhecíamos a um dia!

E você já está completamente louca por ele. – Meu cérebro adicionou. Ótimo! Agora temos minha mente contra mim também.

— Vamos. — diz Danny e eu desço da cama.

Saímos do hospital e andamos por um tempo.

— Eu vou de ônibus, obrigada Danny. Sério, você é uma pessoa maravilhosa. — ele para e me olha. — Ok, isso foi bem estranho. — demos risada. — É que... Nos conhecemos a um dia apenas e você é tão legal comigo. Sabe, eu nunca tive isso.

— Espero não estar sendo chato.

Ah, não está... Mas não está mesmo.

— É claro que não! Eu só nunca tive amigos sabe... Não amigos que se preocupassem, e fossem tão legais comigo. Isso é novo. — percebo estar falando demais. — Me desculpe, eu estou aqui falando de mim e...

— Eu gosto de saber sobre você. — olho nos olhos dele e a ideia de beija-lo passa rapidamente por minha cabeça, mas eu resolvo esquecer essa loucura. — Ah, e nada de você ir de ônibus. Eu estou de carro e também nós vamos comer.

— Nós?

— Nós. Não somos amigos?

— Claro! — eu sorrio mais tempo que deveria.

— Então, gosta de que tipo de comida?

— Japonesa.

— Minha preferida.

Chegamos em seu carro. Era lindo, um dos modelos mais bonitos que já vi. Entramos e ele dá partida.

— Isso é tão estranho...

— O que é estranho?

— Eu te conheci hoje, e você é meu chefe e agora estamos no seu carro.

— Nossa vida fora do trabalho não tem nada a ver. E estamos nos conhecendo, é assim que amigos se tornam amigos. Entende?

— Sim. — dou uma pequena risada. — Danny?

— Fala?

— Não quero parecer estranha, mas poderíamos comprar a comida e comer na minha casa? Eu ainda não estou me sentindo muito bem. Mas não quero que você pense... 

— Eu nunca pensaria nada de você, Beatrice. — olho para ele que olha de volta e logo volta os olhos para a rua.

Nunca ninguém me tratou assim. Muito menos um homem. Eu simplesmente não sei o que estou sentindo. Mas se ele continuar assim, as coisas podem não terminar muito bem para mim.

Eu gosto dele.

Em um dia conhecendo ele, eu já tenho a certeza de um sentimento que nunca desenvolvi por ninguém. E isso é estranho. Eu sinto como se já o conhecesse.

Passamos e pegamos a comida, depois eu passei o endereço da minha casa para ele. Chegamos lá e eu abri a porta entrando, logo depois ele entra e olha o local.

Candy vem correndo e passa direto por mim indo de encontro com Danny. Mas o quê? Que traidora! Danny se abaixa e a pega no colo acariciando a mesma. Ok, essa cena foi fofa.

— Hey! — ele diz fazendo carinho na barriga dela. Ela era tão pequena! — Você é pequena como sua dona.

— Não sou pequena. — ele se aproxima e e se abaixa até ficar na minha altura.

— É, é sim. Mas não se preocupe, as baixinhas são as melhores. — reviro o olhos e dou um sorriso vendo ele acariciar Candy.

Ele a coloca no chão e ela vem correndo até mim abanando o rabo.

— Agora você vem, né? Depois de ter me deixado de segunda opção. Não pode ver homem, sua safada? — digo e Danny dá risada.

Não havia nada de mais no meu apartamento, mas ele parecia ter se encantado com a minha estande de livros. Ela cobria a parede e tinha desde pequenos livros de banca, até sagas completas.

— Isso é muito legal!

— Você lê?

— Sim. Minha saga preferida é... Oh, você tem! The Mortal Instruments.

— Ah, é minha preferida também! Aquele Mundo das Sombras... Quem dera ser uma Shadowhunter.

— Já pensou? Matar demônios e ter sangue de anjo. — ele falava fascinado.

Somos muito parecidos.

— Eu vou pegar as coisas na cozinha.

— Eu te ajudo. — sorrio em agradecimento.

Abro o armário para pegar os pratos, mas eu tive a infeliz ideia de colocar os pratos muito alto. Dou alguns pulinhos tentando alcançar e Danny ri de minhas tentativas falhas.

— Vai ficar aí olhando? — digo divertida.

— Vou deixar você conseguir por mérito próprio.

— Isso vai demorar. — digo quando sinto seus braços envolverem minha cintura.

Meu coração dá um pulo.

Ele me levanta com uma facilidade incrível. Pego os pratos e os coloco no balcão. Ele me abaixa e eu viro meu corpo ficando de frente para ele. Seus braços seguravam minha cintura e seus olhos me olhavam de um jeito que estava me deixando louca.

— O que está acontecendo com a gente? — ele sussurra.

— Também queria saber. — sussurro de volta.

Me solto de seu aperto antes que algo acontecesse. E pego mais algumas coisas. Pude ver ele esfregar sua nuca como se estivesse pensativo.

Levo as coisas para a mesa e nós nos sentamos.

— Bom, me fale sobre você.

— Falar o que?

— Não sei. Tipo alguns fatos de você.

— Bom... — finjo estar pensativa. — Tenho vinte anos. Na verdade vinte e um, pois daqui a três dias é meu aniversário. Eu não sou americana. — ele parecia estar surpreso. — Sou canadense, vim de Toronto há algumas semanas. — ele assente com a cabeça. — Sou órfã. Minha mãe morreu quando nasci e meu pai morreu a pouco tempo.

Acho que ele percebeu que esse assunto ainda mexe muito comigo, pois ele apertou minha mão que estava sobre a mesa. Dei um sorriso para ele.

— Tenho uma paixão por escrever e por livros. Amo comida japonesa. Amo música pop. E poucos sabem, mas se você tentar algo contra mim, eu provavelmente saberei me defender.

— E por que eu tentaria algo contra você? — ele diz dando risada.

— Porque sim, não estraga. — ele ergueu as mãos em forma de rendição enquanto ainda ríamos.

— Então você luta? — assinto com a cabeça. — Uau, será que não vamos parar de descobrir coisas em comum?

— Sério? Bom, agora sua vez..

— Tenho vinte e três anos. Sou japonês. — rio e dou um tapa em seu braço. — O que? É sério, tá vendo esse sushi? — ele diz, mas o sushi cai no pote com shoyu e espirra no rosto dele. A cara que ele faz me faz gargalhar.

— Acho que você é um japonês bem desastrado.

— Fato sobre mim. — ele disse ainda rindo.

— Sou americano mesmo. Tenho pais super críticos. Também tenho uma paixão por livros e também luto e sou muito mau humorado com pessoas que não conheço.

— Você não foi mau humorado comigo.

— Já disse, você é diferente.

— Diferente, eu?

— Não sei... Sinto como se te conhecesse há muito tempo...

Oh! Então ele também...

— E-eu também sinto isso. — resolvo ser verdadeira

— Beatrice, eu sinceramente não sei o que está acontecendo, mas você mexeu comigo de uma forma que ninguém fez. Eu tenho que confessar que estou extremamente interessado em você, e isso aconteceu em um dia, o que me deixa assustado.

Ele tem interesse em mim! Eu acho que estou sonhando...

— Também fico assustada com isso. Como é possível em um dia eu me sentir completamente atraída posso você, sendo que eu nunca senti muitos desejos por homens e... — percebo o que disse e arregalo os olhos levando a mão a boca.

Palavras malditas que saem sem eu perceber!

Ele me olhava com um sorriso no canto da boca muito sexy.

— Parece que a magia caiu sobre os dois então. — olho para ele e novamente mordo meus lábios em nervosismo abaixando a cabeça.

Ele se levanta abruptamente da mesa e se estica na minha direção. Novamente sinto sua respiração quente no meu pescoço e me arrepio. Danny não colabora.

— Já disse que é melhor você não fazer isso com a boca. — ele diz no meu ouvido e eu não aguento e solto um suspiro.



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