História Forever and Ever - Capítulo 11


Escrita por: e Cakedanvers

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Colegial, Drama, Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Itahina, Narusasu, Painkonan, Saino, Sasuhina, Sasuke Uchiha, Uchihaxxx, Yahikonan
Visualizações 263
Palavras 4.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente \0/

Desejamos que tenham uma boa leitura ❤️

Capítulo 11 - Inconstância


– CAPÍTULO DEZ –

Mas você não sabe dizer o que você quer, ou
Pegar o que você quer, ou
Escolher os temperamentos que você finge,
quando quiser,
Você diz que sua vida não poderia ficar melhor
Do que onde ela está
E você não se contenta?
..." – Glad, Tyler Hilton

.

.

Hinata permaneceu deitada na cama por um tempo, olhando para as sombras que os primeiros raios solares projetavam no chão, depois de mais uma noite insone. Observava as formas sombreadas, lembrando-se de quando ainda era uma criança, e usava as mãos para projetar sombras de animais sempre que faltava luz elétrica. Suspirou resignada, especialmente naquele dia ela se sentia horrível, e a semana estava apenas começando.

Era segunda-feira, o que indicava que teria que levantar, trocar de roupa e ir para colégio enfrentar aulas de química e trigonometria logo nos primeiros horários. No processo, ainda teria que reencontrar o ex-melhor amigo. Sasuke tinha vacilado novamente, não tomará nenhuma atitude de vir falar com a garota, nem para dizer-lhe que não sentia o mesmo. Que estava enojado pelas extensões de seus sentimentos por ele, ou apenas que nunca a veria como algo além de sua amiga confidente.

Por fim levantou-se, e caminhou lentamente até o banheiro.

Depois de fazer a higiene matinal, desceu as escadas procurando não fazer ruído, Kurenai e Asuma provavelmente ainda dormiam tranquilamente. Abriu a porta dos fundos, e rumou em direção ao lago, ainda disponibilizava de quase uma hora antes de ter de ir para a escola e lidar com seu inferno pessoal.

Ficou sentada na ponte, olhando para o céu e questionando-se sobre o calor que iria fazer naquele dia.

A verdade era que a mente da Hyuuga não parava de trabalhar, sentia até mesmo uma pressão crescente no crânio. Maquinava incansavelmente sobre o que fazer quando voltasse para o mundo real, quando visse Sasuke, e como se já não bastasse... ainda existia Itachi.

Hinata havia bloqueado o primogênito Uchiha completamente. Estava por um fio de seguir o conselho de um lunático que virá certa vez em um comercial na TV, o indivíduo palestrava coisas para viciados.

Coloque um elástico no braço e toda vez que sentir vontade de cheirar. Bem… Use-o

A dor anularia o pensamento e assim anularia o sentimento. Qualquer que fosse o sentimento que estava escondendo a sete chaves de si mesma.

Foi pega de surpresa quando Kurenai deu-lhe um forte abraço, e sussurrou no seu ouvido que eventualmente tudo ficaria bem.

— Não se esqueça, você é uma Hyuuga.

A menor apenas assentiu, desanimada demais para protestar o quanto aquilo soava ridículo e nem um pouco reconfortante. Em compensação ofereceu um dos seus sorrisos tortos e voltou para a residência, com o intuito de pegar a mochila e partir para o colégio.

O percurso não foi longo, e logo encontrava-se de frente para os portões do inferno, respirou fundo tentando manter as feições tranquilas e os olhos claríssimos impenetráveis, e foi assim que cruzou as portas vermelhas e adentrou os corredores abarrotados de adolescentes. Olhos curiosos seguiam-a, e até podia ouvir algumas garotas comentarem sobre si a cada passo que dava. Pelo visto Hinata havia ganhado uma certa popularidade entre os reles mortais, tudo por conta de ter sensualizado em cima de uma mesa na festa de Sabaku No Gaara; estar andando com uma líder de torcida, e feito dois irmãos saírem no soco por sua causa.

Ergueu a cabeça e assegurou-se de manter o pequeno e afilado nariz o mais impinado possível, ela não ficaria envergonhada, afinal, não havia feito metade do que às más línguas costumavam fazer.

Apenas perdeu o controle por uma noite – ou duas.

Deveria mesmo ser punida por isso? Não!

— Oi, Hina. – Kiba beijou o rosto feminino, pegando-a de surpresa. Com certeza as bochechas ficaram pintadas de vermelho quase que automaticamente, o sorriso do Inuzuka se escancarou ainda mais. — Como foi seu fim de semana?

Suspirou, ela achava incrível como o moreno pronunciava o seu nome de uma forma tão doce e suave.

— Como se não soubesse, Inuzuka. – sorriu gentilmente. — Você me ligou o tempo inteiro.  – ele deu ombros, acompanhando-a pelo corredor.

— O que posso fazer? – soltou uma piscadela. — Você criou uma certa dependência emocional em mim.  – ele envolveu-a em seus braços, fazendo com que ela sentisse uma súbita onda de calor crescendo dentro de si.  – Sempre com essa carinha, triste e perdida. – Kiba segurou o queixo dela. — Embora eu ache que é apenas um de seus charmes, para me manter cativo.

A Hyuuga observou os orbes castanhos, tentando absorver aquela nada sútil investida. Em geral odiava investidas evasivas, mas o modo como ele proferia, parecia ser um daqueles poemas que Kurenai era viciada, ficou ainda mais envergonhada por ter gostado. Acabou esmurrando o seu peito, como forma de repreensão… Oh, foi uma péssima ideia!!! Ele segurou o pulso dela olhando-a profundamente em seguida, ela sentiu o coração tamborilar no peito, no ritmo de alguma música dançante.

— Bom dia. – Ino se meteu entre eles, sorrindo beijou o rosto dos amigos. Kiba desviou os olhos ao mesmo tempo em que a ela. Não sabiam se ficavam aliviados ou com raiva da intromissão da loira impertinente.

— Vamos entrar? – Ino sorriu de forma divertida e entrou.

O Quarterback sorriu novamente e puxou-a para sala.

O coração e a mente de Hinata fugiram do corpo quando cruzou o olhar com o de Sasuke. Sakura estava sentada ao seu lado, sorrindo. A menina ficou agradecida de não ter comido nada no café da manhã, pois tinha certeza que vomitaria tudo. O Uchiha ficou igual um idiota paralisado, olhando desconfortável para aquela que era a sua melhor amiga.

Foi quando Kiba se voltou para Hinata, puxando mais uma vez a sua mão, e lançando um olhar desafiador para o outro que ela notou algum tipo de brilho no olhar negrume; raiva ou irritação, tanto faz.

Se apressou em ocupar o lugar ao lado do Inuzuka, abrindo um livro. Concentrou-se  por um tempo nas milhares palavras que pareciam flutuar na sua frente, e quando desviou a atenção por um segundo, encontrou os olhos de Sasuke encarando-a, rapidamente o garoto desviou e voltou-se para Sakura, que o chamava irritante.

Hinata bufou, e extasiada fitou a palavra se formando no ar, “Patética”. Maneou a cabeça constando sua aparente loucura temporária.

A aula parecia ter se arrastado pelo resto do período, ela havia fitado o relógio umas quinhentas vezes desde então. Quando faltavam dez minutos, o professor Iruka se levantou ajeitando o jaleco manchado de giz e disse aquela frase detestável: Trabalho em grupo. Afundou-se na cadeira, fuzilando aquele homenzinho que infelizmente adorava transformar a vida de seus alunos num inferno. Pediu que Ino distribui-se os papéis com vários temas específicos. A loira, Kiba e Hinata formaram um grupo, e foram entregar os nomes, quando o carrasco observou o papel e leu, entregou-o de volta sem pestanejar.

— Senhorita Hyuuga, ouviu o que eu disse? – inquiriu, levemente irritado. —Tem que haver cinco ou mais alunos para formar um grupo. Então… – olhou para Sakura e Sasuke, que pareciam encolhidos na mesa.

Entendendo o que o professor insinuava, a morena buscou o apoio de Kiba e Ino com o olhar, que prontamente lhes deram um terno e compressível aval para cumprir a tarefa. Engoliu em seco enquanto rumava pouco decidida até o casalzinho feliz.

— Gostariam de fazer grupo com a gente? – O moreno olhou-a surpreso, enquanto a Haruno franziu a testa.

Hinata teve certeza que ela odiou a ideia tanto quanto ela mesma, um silêncio incômodo se instalou entre o trio, fazendo com que a Hyuuga se sentisse desconfortável demais para perguntar de novo. Mas ela não precisou, Kiba veio ao seu socorro, como uma verdadeira força da natureza.

— Estão dentro, ou não? – perguntou sem delongas, encarando o Uchiha. — Não é como se fizéssemos questão, mas, o professor não aceita trio e nem dupla. – apontou para eles.

Sakura assentiu com a cabeça, e tocou no braço de Sasuke. Hinata sentiu uma vontade absurda de arrancar cada um dos fios rosas da cabeça dela. Por fim, deu-lhes um sorriso, forçado e finalizou: — Por mim tudo bem, e pra você Sasuke? – apertou a mão do idiota, que voltou a si e desviou o olhar de cima da ex-melhor amiga. Como resposta assentiu com a cabeça

Covarde!

O sinal soou estridente por todo o local, Kiba e Ino apressaram-na para sair. Porém, ela estava com a mente mais lenta do que uma lesma, eram tantos os pensamentos que invadiram sua cabeça… que lhe causaram uma terrível dor.

O garoto Inuzuka novamente envolveu-a em seus braços, guiando-a para a próxima aula, embora sentisse a cabeça doer de um jeito que a preocupava de verdade. Fechou os olhos e pensou na próxima aula, seria química, ficou feliz por saber que não teria que lidar com o casalzinho.

Olhou em volta, o seu parceiro de todas as aulas ainda não havia chego, procurou por Itachi – que ainda não tinha visto naquele dia e nada. O professor passava as fórmulas a serem feitas, quando o Uchiha resolveu dar o ar da graça.

— Está atrasado, senhor Uchiha. – O mais velho chamou a sua atenção, repreendendo.

— Estava no meio de uma coisa muito importante, não dava para parar. – respondeu sarcástico, com um sorrisinho nos lábios. — Se é que me entende. – O professor e ela rolaram os olhos com a insinuação. Hinata sentiu aquele enjoo involuntário novamente, ao pensar na “coisa importante” que ele estava fazendo. Itachi olhou em volta, e sorriu quando viu uma certa pessoa. Não esperou um convite e foi logo se sentando ao lado dela.

— Que pensa que está fazendo? – ele franziu a testa, olhando para a Hyuuga de cara emburrada.

— Me sentando na cadeira, Marie. – ele deu ênfase na última palavra, provocando-a descaradamente. — As pessoas geralmente se sentam em cadeiras, é para isso que elas servem.

— Não seja idiota. – cortou-o. — O que está fazendo sentando ao meu lado?

Ele relaxou na cadeira, olhando-a profundamente com os orbes negros e selvagens. Um arrepio involuntário percorreu o corpo da garota.

— Eu sento onde eu quiser, amor. – o Uchiha acariciou delicadamente o rosto dela, que não mostrou relutância.

— Já tenho um parceiro, vaza. – Retrucou, fazendo o mais velho olhar para todos os lados e ainda levantar os cadernos, procurando por algo. — O que está procurando? – perguntou de má vontade.

— O seu parceiro. – explicou, levantando um outro livro. — É… – estalou a língua no céu da boca. — … a  não ser que ele seja invisível, não estou o vendo em lugar nenhum.

Ela revirou os olhos esbranquiçados, controlando o instinto de jogar ácido corrosivo no rosto bonito dele. Até olhou em volta e só avistou o bom e velho bicarbonato de sódio.

— Algum problema aqui? – indagou o professor, e se aproximou impaciente.

— Eu já tenho um parceiro de química e esse… Indivíduo aqui, não consegue entender.

Itachi estava prestes a revidar, quando entendeu que ela o chamou de indivíduo exalando desprezo.

— Não, não tem mais senhorita Hyuuga. – o mais velho avisou. — Ken, foi transferido. Então para unir o útil ao agradável, este indivíduo ficará sendo o seu parceiro pelo resto do ano letivo.

— O quê? – sibilou indignada – Não, ele não.

O demônio Uchiha mantinha o seu sorriso no rosto, causando ainda mais raiva na outra.

— Senhorita Hyuuga, – massageou as têmporas, pedindo paciência. — Tenho mais o que fazer do que dar ouvidos a seus chiliques.

Ela ficou boquiaberta, totalmente sem ação pelo tom de voz usado pelo educador.

— Agora se me derem licença. – o homem estava pronto para dar meia volta. — Ah, Uchiha é bom que aproveite essa oportunidade, e tente enfiar algum conhecimento nessa cabeça... Se é que isso seja possível.

A morena jogou-se na cadeira, e apoiou a cabeça na mesa.

— Não é tão ruim assim vai, Hinatinha?! ou devo chamá-la de… parceira? – o garoto apertou as bochechas rosadas dela, que grunhiu de raiva em resposta.

Itachi sempre acreditou que todo aquele papo de destino, não passava de uma grande baboseira. Porém, nas últimas semanas aquele assunto vinha e voltava na sua mente perturbada. O irmão parecia ter desistido de ir falar com a Hyuuga, e ao invés de correr e se declarar, o imbecil preferiu ficar com a versão genérica de Konan. Inclusive, diz que não é um namoro, e que não estão juntos.

Oras, por favor.

Especialmente naquele dia ele havia se atrasado, e quando entrou na sala de aula viu que Hinata estava sozinha na bancada. E agora eram parceiros de química. Podem chamar do que quiser, mas, para o garoto problema claramente era o destino lhe dando uma mãozinha. Ele estava tentando manter distância, e respeitar os sentimentos do seu irmãozinho tolo. Porém, não era necessariamente culpa sua se o destino estava brincando com a cara deles.

Hinata ficou emburrada o resto da aula todinha, sem a menor paciência para nada do que ele falava ou fazia

— Itachi, não é assim. – resmungou. — Ouviu o que o professor disse, até aqui – indicou, apontando o ponto certo no tubo de ensaio.

— Eu sei o que estou fazendo.  – rosnou impaciente, começando a discutir novamente.

Acabou misturando algumas substâncias erradas, que derramaram nele próprio acidentalmente.

— Droga, que merda essa?

Hinata começou a gargalhar melodiosamente.

— Está rindo do quê? – inquiriu, sisudo. — Essa merda tá queimando.

— É bicarbonato de sódio, Ita. – explicou e pegou um lenço na bolsa e lhe estendeu.  — Traduzindo: é só sal.

— Ah... Eu sabia. – desconversou.

— Óbvio que sabia. – revirou os olhos, mantendo um sorriso nos lábios.

— Isso mancha? – a garota negou com a cabeça. — E você fica aí rindo, não é mocinha?

— Foi engraçado, admita. – retrucou risonha. Ambos encaravam-se intensamente, e nem se deram conta que a aula já tinha acabado fazia um tempo. Ela abaixou a cabeça, o Uchiha pôde contemplar as suas bochechas vermelhas, e sorriu involuntariamente com tal visão.

Atrapalhou-se derrubando os livros no chão, e quando o moreno foi ajudá-la a recolher o que tinha caído, o momento mais clichê aconteceu: as mãos tocaram-se, os fazendo sentir uma corrente elétrica percorrer por ambos os corpos. Ela ergueu a cabeça e os olhos encontraram-se, o mais velho não conseguia manter o controle de si próprio. Aproximou-se perigosamente do rosto feminino, olhando despudoradamente para os lábios avermelhados e extremamente convidativos.

Hinata engoliu em seco, e fitou os lábios masculinos com o mesmo desejo.

— Hina, vamos...– Ino apareceu na porta chamando a amiga.  — Opa! Eh, desculpa.

— Não, você chegou na hora certa. – a menina levantou-se feito um foguete, e mais rápido ainda cruzou a porta.

Itachi fuzilou a loira com olhar, enquanto ela lhe deu língua como resposta, logo sendo puxada para longe.

§

Sakura apertou as mãos de Sasuke tentando reter a atenção dele sob si. O garoto até tentou se concentrar no que ela dizia, mas ele não conseguia, sabia que cedo ou tarde trombaria com Hinata, seja em alguma aula ou simplesmente pelos corredores. Itachi tinha razão ao seu respeito, ele não teve coragem o suficiente para ir até ela e dizer… qualquer coisa. Ou apenas ouvi-la. Ele não fazia ideia do que sentir, ou do que pensar. Dormia olhando a foto dos dois, na tentativa de organizar os pensamentos e aqueles sentimentos embaralhados que esmagavam o seu peito.

— Está assim por causa dela, não é? – Sakura indagou desanimada, olhando para Hinata, que cruzou o corredor correndo com Ino Yamanaka a tiracolo.

Itachi vinha logo atrás olhando para elas, com um sorriso cínico nos lábios.

— Sakura…

— Não tem problema. — a Haruno se levantou, beijando-o nos lábios. — Eu entendo.

Abraçou-a, enquanto ela apoiava a cabeça em seu peito, e circundava os braços envolta do tronco masculino. Sakura era um conforto para ele, carinhosa e sempre doce. Mesmo depois de saber sobre as incertezas em relação à Hyuuga, ela tinha decidido que ficaria ao seu lado. A verdade é que tinha sentimentos por ela também, não podia negar, por isso tudo era tão complicado.

O Uchiha mais velho sentou-se na mesa em que estavam, o sorriso foi morrendo gradativamente, mas a excitação podia ser notada de longe.

— Olá, casal.  – cumprimentou, arqueando uma das sobrancelhas para mão da Haruno Kids, que segurava possessivamente uma de Sasuke.

— Oi. – ela respondeu de má vontade.

Mesmo com a momentânea trégua entre os rapazes, o clima ainda era estranho e pesado. Ficaram em silêncio por alguns minutos, olhando para lugares aleatórios no refeitório.

— O que aconteceu com a sua irmã? – Itachi perguntou de repente.

— Ela está doente. – a garota deu de ombros. — Gripada ou indisposta, não quis vir pro colégio.

O caçula e ela se entreolharam cúmplices, estranhando a pergunta dele. O outro franziu o cenho e se levantou, indo em direção a saída, porém, parou perto de Hinata e beijou-lhe a bochecha esquerda, que logo o empurrou e xingou. Sasuke via a interação, eles agiam como se nada tivesse acontecido, e os invejava por isso.

.

.

— O que exatamente eu impedi que acontecesse entre você e o gostosão Uchiha? – Ino sorriu maliciosa.

— Eu nunca fiquei tão feliz em te ver. – a Hyuuga admitiu. — Itachi é o meu novo parceiro de química, pelo resto do ano.

A loira começou a rir alto.

— Ei, não tem graça, sabe o quanto ele é irritante? – cruzou os braços, bufando. —  Ele nem sabe o que é um tubo de ensaio.

— E daí? – revirou os olhos azuis. — Querida, com aquele corpo e aquela pose de macho alpha, quem se importa com o resto? – a morena bateu o ombro no dela. — Ai, Hina posso te perguntar uma coisa? – ela assentiu, meio receosa. — O que exatamente você sente pelo Itachi?

A garota paralisou no lugar, pensando sobre a pergunta.

— Ah… sei lá. – desconversou, tentando soar o mais natural possível. — Não faço idéia, a maioria do tempo que passo com ele, eu o odeio.

— E a outra metade?

— Bem, eu o suporto. – deu de ombros. — Ele me faz sorrir de vez em quando – Ino fez uma expressão pensativa. — Tá legal, porque tá fazendo essa cara?

— Já pensou na possibilidade, de que talvez esteja se apaixonando por ele?

— Não, eu não estou apaixonada por ele, eu amo Sasuke. – respondeu convicta.

Porque amar aquele garoto, era a única coisa que tinha certeza naquela altura do campeonato. A ideia do sentimento estava tão enraizada, que se negava a pensar de uma outra maneira.

— Eu sei, eu sei. – a amiga suspirou. — Mas isso não impede de estar apaixonada por outra pessoa, é super normal, Hina.

— Gostar de duas pessoas? – exaltou-se. — Isso é algo que a Konan faria...

— Oh, não se apresse em julgar dona Hinata. – Ino fez cara feia. — Você um dia pode parar em uma situação semelhante, então, não julgue para não ser julgada. – censurou sabiamente.

Respirando fundo, a morena levantou-se. — Tudo bem Gandalf, não vou julgar o Golon. – olhou para o rosto confuso da loira e riu.

— O quê?

— Nada, às vezes esqueço que você é uma líder de torcida.

As duas já estavam quase cruzando a porta do refeitório, quando Hinata sentiu uma mão segurar o seu braço delicadamente.

— Sasuke…

— Hinata... Nós precisamos conversar.

Ela estremeceu com o tom de voz, e o jeito que ele estava olhando-a. Fitou a Yamanaka, em puro desespero e aflição, ganhou em troca um sorriso encorajador e um sussurro: — Vai.

Subiram para o telhado da instituição, que era uma área proibida. Embora, ninguém nunca respeitasse o aviso. A garota encostou-se na sacada, e ficou olhando as pessoas parecendo formigas lá embaixo.

— Então, o que queria me dizer? – perguntou, ainda sem olhá-lo.

O Uchiha aproximou-se, virando o corpo pequeno para si.

— Hinata, eu sinto muito. – ela revirou os olhos esbranquiçados quando ele proferiu tais palavras, fazendo com que a segurasse mais firme.  — Sinto muito, por não ter ido atrás de você, e dito no mesmo dia que eu pensava. A verdade é que… Eu não tinha ideia do que dizer ou pensar. Quando me disse aquilo, fiquei sem reação. – acariciou o rosto feminino, aquecendo o pobre coração apaixonado da Hyuuga. — Você é a pessoa mais importante da minha vida… eu te amo.

Ela começou a ver uma espécie de neblina, como se estivesse num daqueles sonhos de princesa, imaginou que ele a beijaria. Prendeu a respiração na expectativa de seu primeiro beijo com ele… mas ao invés disso, Sasuke beijou a sua testa demoradamente, e envolveu-a em seus braços definidos.

Podia ouvir o coração dele, batendo tão acelerado quanto o próprio.

De repente Hinata se tocou, de qual tipo de amor ele se referia. Tinha dito que a amava mais não havia beijado-a como tantas vezes ela sonhou em seu íntimo. Sasuke estava apaixonado, e tragicamente foi forçada a lembrar-se com amargura, que de novo, não era por ela.

Ele não a correspondia, não a amava da mesma forma.

Se amasse, não estaria namorando Sakura.

A jovem ficou tonta novamente, um devastador sabor amargo subiu em sua boca. Lágrimas brotaram em seus orbes perolados e ali começou a chorar, sentindo-se extremamente ridícula. Afastou-se rapidamente, e enquanto andava para longe sentia as pernas bambearem.

— Hinata.

— Sasuke, não. – esfregou as costas das mãos nos olhos, afastando as lágrimas indesejadas. — Eu tô bem, vai ficar tudo bem. – afirmava veemente.

Repetia debilmente as palavras, tentando abrir a porta, mas tremia tanto que o trabalho era quase impossível. Ele se aproximou e girou a maçaneta, entretanto, antes que ela saísse correndo, puxou-a e beijou o seu rosto carinhosamente, várias e várias vezes. Quando ia aos lábios trêmulos de Hinata, ela virou o rosto e percebeu o choque brilhar nos orbes negrumes.

— Você me vê como amiga, Sasuke. – sussurrou, com a voz embargada. — É o que nós somos, afinal. E além disso, você está com a Sakura. – suspirou cansada. — Não precisa me beijar por pena.

Tratou de dar as costas e sair daquele terraço correndo, as malditas lágrimas caiam sem parar. Ela correu o mais rápido que podia, até que alguém a parou, com a respiração ofegante levantou a cabeça e viu Kiba, segurando-a em seus braços.

— Hinata, o que aconteceu? – questionou, tomado por uma preocupação genuína.

Balançou a cabeça, incapaz de falar qualquer coisa naquele momento. Desviou o olhar, e abaixou a cabeça envergonhada demais por ter sido pega naquele momento de fraqueza.

O Inuzuka ergueu o queixo feminino gentilmente, secando algumas lágrimas com a ponta dos dedos.

— Hina, não chora. – abraçou o frágil corpo, acalentando.

A Hyuuga aceitou de bom grado o aconchego, parando de chorar gradativamente depois de certo tempo. Afastou-se do rapaz e quando levantou a cabeça para se desculpar e agradecer, Kiba tomou o rosto em suas mãos e a beijou, apaixonado.

— Kiba, por favor, eu…

— Hina, eu sei que não é de mim que você gosta. – interrompeu-a, pouco se importando. — Mas me deixa pelo menos tentar.  – pediu afastando uma mecha do cabelo dela. — Me deixa fazer você feliz.

— Não quero te iludir. – explicou. — Eu estou confusa demais, Kiba.

Se afastou segurando a cabeça com ambas as mãos, porém não foi muito longe, logo teve a cintura capturada pelo agarre decidido do Inuzuka.

— Eu não vou me iludir, sei o que sente, e por quem sente. – afirmou. — Mas acontece que eu não consigo mais tirar você da minha cabeça, então, me dê uma chance de te fazer esquecer todos esses sentimentos que não te fazem bem.

Ela assentiu com a cabeça, e o jogador beijou-a nos lábios novamente. Hinata não sentiu nada de especial, ou aquele friozinho na barriga, mas estava disposta a tentar. Quando finalmente se afastaram, repousou a cabeça no peitoral de Kiba, e ele sussurrou.

— Eu vou te fazer feliz, eu prometo.

Fechou os olhos e concordou com a cabeça, torcendo desesperadamente que Kiba conseguisse curar as feridas que Sasuke deixou, que aprendesse a amá-lo como ele merecia.

Porque se tinha uma pessoa que merecia ser amado com todo o coração, era Kiba Inuzuka.

Continua...


Notas Finais


Nós já sabemos kkkkkk' tem muita gente querendo comer o cú do Sasuke, e o nosso também kkkkkkkkkk' não desistam do bichinho, ele vai mudar. A fic é no genero DRAMA, e tem muita coisa pra acontecer ainda.
Perdoem essas autoras diplomadas em novelas mexicanas 😈❤️

Os comentários do capítulo anterior estão sendo respondidos. ✊❤️

Obrigada pela betagem sagrada @Byakugannohime_ ❤️❤️ te amamos amiga.

Ah, temos um grupinho no whatsapp especialmente para os nossos leitores... Queremos convidá-los para vim participar e amigar com a gente. Link: https://chat.whatsapp.com/ETlJGdvbzd50PV3WpIiNRk

E venham conferir a histórinha de terror da @uchihaxxx, é sasuhina: https://www.spiritfanfiction.com/historia/are-you-the-killer-vol01--sasuhina-17248758

Beijão e até o próximo!


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