História Forever And Ever More... - Capítulo 2


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Categorias David Tennant, Good Omens, Michael Sheen
Personagens David Tennant, Michael Sheen, Personagens Originais
Tags Britânico, Comedia, David Tennant, Escocês, Gales, Good Omens, Ineffable Husbands, Michael Sheen, Romance
Visualizações 28
Palavras 1.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Helo!
Bem vindos a mais um capítulo, obrigada a todos que leram e/ou deixaram um carinho no capítulo anterior e vamos continuar!
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 2 - O Meu Favorito


Era o último dia do final de semana que eles haviam tirado para passarem juntos na casa de Michael em Port Talbot. Eles estavam no jardim, tomando um banho de sol durante a tarde. David estava sentado numa cadeira de jardim, com uma garrafa de cerveja gelada na mão, bebendo bem lentamente enquanto observava Michael.

O galês estava completamente focado e entretido com uma bola de futebol que ele não fazia ideia de como tinha ido parado no seu quintal, talvez algum vizinho devia ter perdido e não voltado para recuperar, ou algum parente poderia ter deixado lá, ele realmente não sabia, mas também não se importava no momento. Michael mostrava alguma destreza nos pés, ainda sem sair muito do lugar, como se não estivesse seguro que ainda aguentasse de fato sair chutando a bola por ai, igual ele fazia quando encontrava uma na sua infância.

Os dois estavam assando alguns hambúrgueres e salsichas na churrasqueira, Michael era quem devia estar vigiando, mas ele não conseguia resistir em tentar umas embaixadinhas com a bola. O escocês observava com um sorriso bobo no rosto, enquanto sentia o sol na sua pele e se deliciava com sua cerveja. Olhava seu amado ali, focado, se divertindo e adorava o fato de os movimentos do futebol marcarem suas coxas nas calças que o Galês usava, nada apropriada para esportes, um pouco justas, nas não tanto quando a de David.

_David! – Gritou Michael parecendo uma criança tentando chamar a atenção de um adulto – Olha isso, eu ainda sou bom com futebol. – Ele ria com orgulho de si próprio.

David abriu um sorriso radiante, sentado confortavelmente na cadeira, usando a mão para fazer sombra no rosto e ele poder enxergar as habilidades do seu homem.

_Você sempre mandou bem querido, mas cuidado com isso, você não tem mais 15 anos, muito menos eu. – Respondeu o escocês seriamente.

_Não seja chato meu bem. Vem jogar comigo. Não é tão divertido sozinho. – Retrucou Michael enquanto fazia uma pose, colocando seu pé direito sob a bola e a mão esquerda na cintura.

_De jeito nenhum, eu não estou vestido pra isso... Eu não nasci para futebol. – Gritou o outro para que pudesse ser ouvido devido a média distância entre eles.

_Por favor meu bem... O que custa? Só me passa a bola de volta, vai ser divertido. – O galês pediu ajeitando seus cachos com as mãos e seus olhos brilhavam azuis no sol, era quase irresistível atendê-lo.

_Tá bem... Claro, o que você  me pede que eu não faço? Mas antes olha essa churrasqueira, não quero terminar meu dia comendo hambúrguer queimado. – David soava meio mau humorado, mas na realidade ele só não estava bem confortável jogado na cadeira e não queria sair. Mas o que não se faz por quem se ama?

_Esquece a churrasqueira, está tudo sobre controle, corre aqui, vem jogar comigo. – Michael falava com se aquilo fosse a coisa mais divertida do universo, e era mesmo pra ele. Ele amava futebol, quase foi jogador quando criança, mas a atuação acabou se tornando sua verdadeira paixão.

David foi, de início contra sua vontade, só para fazer a tarde do outro mais feliz. Os dois estavam ao ar livre, tinham que se portar como amigo apenas, precisavam ser discretos, mas isso não estragava a diversão. Eles começaram a brincar de passar a bola um para o outro, enquanto David insistia que não tinha porte para ser jogador de futebol, já que ele era alto e magro.

_Mas isso é ótimo David! – Argumentava o outro. – Ser magro é dinamismo no futebol, você poderia correr bastante, ser alto também ajuda, você daria um lateral maravilhoso.

_Se você diz... Mas eu ainda realmente acho que devia colocar um jeans menos apertado, teria o feito se soubesse que iriamos jogar bola. – Dizia David enquanto ajeitava a calça no corpo.

_Você está lindo, o dia está lindo, não poderia pedir por uma tarde mais divertida. Agora... – Michael fez uma pausa dramática. – Eu duvido que você tire essa bola dos meus pés! Haha, te dou um prêmio se você conseguir.

O escocês não queria nem saber qual era o prêmio, seu espírito competitivo falou mais alto no momento, era questão de honra agora roubar a bola do galês e seria extremamente divertido se ele conseguisse. Os dois riam alto enquanto David tentava a todo custo tirar a bola da posse de Michael, ele segurava os braços de Michael, o abraçando por trás, fazendo o galês rir e gritar:

_Hey, isso não vale! Espertinho.

_Ah, o senhor não estabeleceu regras, só disse que eu ia ganhar um prêmio ao tirar a bola de você. – Respondeu David segurando o outro em seus braços e sentido o corpo dele sacodir por inteiro enquanto ria.

Michael estava ofegante, com um pouco de suor escorrendo de sua testa. Ele fingia que queria se desfazer dos braços do escocês, mas na realidade ele poderia ficar ali pelo resto da tarde, sentindo o corpo do outro encostando no seu, aquela posição era satisfatória. O galês tinha ficado levemente excitado com tudo aquilo e teve uma ideia brilhante, mas audaciosa. Ele deixou David pegar o domínio da bola, e o escocês vibrou de alegria em meio de uma respiração cansada:

_Eu consegui! Rá! – David completou a exclamação levando sua língua ao céu da boca, era uma mania que ele tinha e Michael amava, e depois abriu um sorriso de satisfação, com a cabeça erguida no ar.

_Bom, como eu prometi... – Completou Michael com malícia na voz. – Hora do seu prêmio.

Michael encostou David no canto onde os muros faziam sua junção e o beijou. O corpo do escocês que estava tenso pela manobra abrupta do outro, relaxou quando sentiu os lábios do galês entrarem em contato com os seus e ele fechou os olhos relaxado enquanto tinha a língua de Michael explorando sua boca. Depois de um tempo se beijando, os dois se separaram e David recobrou os sentidos dizendo em voz baixa mas bravo:

_Michael?! Você está maluco? E se alguém passa aqui e nos vê?

O galês ignorou a bronca por completo e o beijou novamente e claro que David não resistia a tentação de beija-lo de volta. Os dois acabaram erroneamente esquecendo do resto do mundo enquanto se beijavam e de repente ouviram alguém gritar no portão:

_Olá! Está tudo bem ai? O portão está aberto, eu vou entrar.

Era Cadell, o vizinho intrometido. Michael se afastou assustado de David e arrumou apressadamente seus cachos enquanto o outro alinhava sua camiseta no corpo e ajeitava a barba com as mãos. Quando ambos se deram conta, notaram a churrasqueira soltando uma grande quantidade de fumaça. O galês levou as mãos até a cabeça, se enchendo de preocupação.

_Como posso ajudar senhor? – Disse David tomando a frente da situação.

_Cadell, ele é meu vizinho David. – Respondeu Michael levemente decepcionado ao ver todo o jantar queimado.

_Prazer então sr. Cadell, eu sou Tennant, amigo do Michael. – O escocês falou esticando a mão para o homem.

_Sim, eu sei que você é. Na TV. Doctor Who... O segundo favorito da minha filha. - Respondeu o homem sacudindo a mão de David. – Mas por favor, me chame de Dylan.

“O segundo favorito” aquilo deu uma leve pancada no ego de David e não ajudou quando ele ouviu Michael deixar escapar um riso baixo. 

_Eu vi a fumaça – Prosseguiu o homem. – Não sabia se tinha alguém em casa, achei melhor vir verificar. É meu serviço como responsável pela patrulha do bairro.

Dylan olhava para os dois como quem buscava detalhes, pistas de algo. Ele poderia não admitir, mas ele suspeitava de algo. Ou apenas era extremamente enxerido.

_Obrigado pela gentileza Dylan, eu e David acabamos nos distraindo e deixamos as coisas queimarem. Nos desculpe pelo susto. – Disse Michael com toda gentileza possível na sua voz.

_Nós vamos dar um jeito. Obrigado novamente. – Reafirmou David.

O homem viu que não tinha mais como achar desculpas para ficar ali e começou a voltar pelo mesmo caminho que veio. Enquanto era escoltado pelos dois até o portão, Cadell falava sem parar, coisas que ninguém realmente prestaria atenção.

_Se cuidem hein? Fiquem mais atentos da próxima vez. Alguém poderia ter visto... – O coração dos dois gelou nesse momento, a pausa dramática do homem parecia proposital. – E ligado direto pros bombeiros, isso daria um transtorno e tanto. Ta da amigos.

_Ta da... – Respondeu Michael com o coração na boca, devido ao susto.

_Porra Michael! – Exclamou o escocês aflito. – Será que ele viu a gente... A gente... Enfim, será que ele viu?

_Eu não faço ideia... Não é a primeira vez que ele surge assim do nada. Esse sujeitinho é muito estranho.

_Se alguém como ele, compromete a gente, já era nossa paz... Droga, até nossas carreiras podem ruir. – Retrucou David enquanto dava um fim a fumaça da churrasqueira.

_Melhor nós dois não ficarmos paranoicos com isso. Ele não deve ter visto nada. Vamos pra dentro... Eu vou pedir uma pizza, já que queimei nosso jantar.

David relaxou um pouco com a tranquilidade na voz do galês. Os dois foram em direção da entrada da parte de trás da casa, que dava na cozinha. Ao entrar, David, incomodado, questionou:

_Mas por que ele tinha que dar ênfase que eu sou o segundo favorito? – Apesar de todo o resto, essa informação ecoava na cabeça do escocês.

Michael deu risada e se dirigiu a direção de David, acariciando o rosto dele com as coisas da mão, sentindo a barba espessa dele, dizendo muito calmante:

_Você o meu Doctor favorito. O único na verdade.

David sorriu com a fofura do outro e sentiu seu ego voltar ao normal depois daquele comentário doce. Em resposta ele deu um selinho no seu amado.

_Se bem... Que o Peter Capaldi também foi muito bem, gosto bastante dele. – Continuou o galês num tom de brincadeira, tirando um leve sarro do outro.

O escocês fez uma cara feia, mas entendeu que era uma brincadeira e continuou dizendo:

_Ah é? Então por que você não vai atrás dele? Se ele é tão bom.

Os dois riram, se entendiam muito bem em todos aspectos, até no humor e eles eram muito bem humorados. Eles se abraçaram, com Michael repousando sua cabeça no peito de David, que posicionou seu queixo em cima do cabelo cacheado do outro, sendo tomado pelo cheiro gostoso que Michael tinha naturalmente.

_Por que você é quem eu amo David. – Disse Michael com ternura, ouvindo o coração do outro, ele gostava de senti-lo ali, vivo, consigo, estar nos braços de David era super seguro.

_Eu também te amo, meu querido. Muito. – Respondeu David apertando ainda mais Michael nos seus braços.

Eles permaneceram ali por alguns minutos, na segurança dos braços um do outro, num infinito particular. Se o mundo acabasse agora, eles estariam felizes e satisfeitos por terminarem juntos. Mas a única coisa que estava acabando era a paz e tranquilidade do fim de semana. David tinha que voltar para Inglaterra e Michael para os EUA e eles ficariam mais um tempo separados. Como eles odiavam ter que se separar! Mas fazer o quê? O trabalho exigia e eles provavelmente iriam encontrar um jeitinho de se verem nesse meio tempo, até o próximo encontro longo.


Notas Finais


E ai? Quem mais odeia o sr. Cadell? Kkk
Espero que tenham gostado meus caros e minhas caras. Dois detalhes:

1. David é sem sombra de dúvidas o melhor Doctor, eu não vou discutir isso. ;)

2. Eu realmente não sei se um lateral alto e magro é um bom lateral no futebol, mas vocês me perdoam por isso né? Kk

A cusan i chi e vejo vocês em breve!


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