História Forever EverLyn - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Everton Cardoso da Silva
Personagens Everton Cardoso da Silva, Personagens Originais
Tags Amor, Everlyn, Futebol!, Opostos, Rivalidade
Visualizações 68
Palavras 1.497
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Ficção

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Faz tempo que eu prometi essa one pro meu bb e só consegui escrever algo bom – ou mais perto disso – agora, depois de quase dez idéias diferentes.

Espero que goste @lewandwski, foi difícil escrever alguma coisa tão boa quanto vc (momento Fofura).

Capítulo 1 - Único - Amor além do Clássico


Fanfic / Fanfiction Forever EverLyn - Capítulo 1 - Único - Amor além do Clássico

Éverton acordou cedo e não estranhou as dezenas de mensagens da namorada, a maioria eram ameaças que ela jurava cumprir caso ele fizesse um gol no clássico de mais tarde. Ele já estava acostumado, todo jogo contra o Vasco era a mesma coisa, a menina enchia o celular dele com mensagens aterrorizantes e terminava sempre com um "Boa sorte. Amo você".

Se ele pudesse resumir o seu relacionamento com a torcedora rival, essa palavra seria INTENSIDADE. Tudo em relação a Evelyn era intenso ao extremo, não havia 'menos' nessa relação, era sempre 'mais'. Ela sorria demais, falava demais, sofria demais – principalmente por seus times – e o amava demais.

No começo Éverton achou que seria impossível manter uma relação instável com uma vascaína tão fanática, ela o evitou ao máximo, negando todas as suas investidas. Foi trabalhoso convencê-la de que valia a pena tentar, e ainda mais difícil se apresentar para a família dela.

Lembrar do dia em que foi até Minas conversar com o pai de Evy, trazia dolorosas lembranças ao jogador, ainda podia sentir as dores nos braços, ocasionadas pelas paneladas que recebeu de dona Maria, a avó da moça. Olhando agora, a situação era bem cômica, mas no dia não foi nada engraçado. A senhora não queria aceitar que a neta estava namorando um flamenguista, justo ele, que adorava marcar gols contra o Vasco que eles tanto amavam. Éverton chegou a ser impedido de ver a amada por meses, até que a família da jovem percebeu o quanto Evelyn sofria com a distância do namorado e finalmente perceberam que não podiam mantê-los longe um do outro.

Eram quase como Romeu e Julieta, sendo que a rivalidade não eram entre as famílias e sim entre os times que ambos torciam. As chances de darem errado eram tantas, que só os faziam ter mais vontade de darem certo, se amavam acima de qualquer coisa e não seria um escudo diferente no peito do outro, que mudaria algo.

[...]

— Sabe que se fizer gol hoje vai dormir no sofá, né? — Diego brincou com o companheiro.

Éverton sorriu, enquanto seus olhos corriam para o camarote do maracanã, onde sua namorada esperava apreensiva pelo começo do jogo.

— Bom, tendo em vista as ameaças que recebi essa manhã, dormir no sofá é lucro.

—*—

Evelyn acompanhava atentamente cada lance do jogo, dividida entre rogar pragas sempre que Éverton pegava na bola, ou simplesmente confiar que a habilidade dele não seria maior que a eficiência do seu goleiro. Esse era o quinto clássico que assistia como a namorado do jogador do Flamengo, e ainda assim ela não estava acostumada com o nervosismo que isso lhe causava. Dos quatro confrontos anteriores, o Vasco havia ganho um, teve dois empates e uma vitoria para o rubro-negro. Sendo assim estavam empatados e esse seria o famoso "tira-teima".

A pior parte de namorar um rival vinha justamente na derrota do seu time, quando Éverton encarnava no capeta apenas para infernizá-la a cada hora com uma piadinha diferente e seu repertório parecia não ter fim. Nessas horas ela lembrava dos motivos de ter relutado tanto a ele, de ter lhe dito tantos 'nãos'. Mas era só olhar para ele que também lembrava das coisas boas que apenas aquele flamenguista irritante podia lhe causar.

O primeiro tempo correu sem grandes jogadas ou chances de gol, e ela não sabia se isso era bom ou ruim. Ia descobrir apenas no segundo tempo.

Na segunda etapa o jogo foi muito mais aberto, com chances claras dos dois lados e o primeiro a abrir o placar foi o Vasco com um gol de Nenê. O segundo do Vasco teria acontecido, não fosse Éverton ter tirado a bola já em cima da linha.

Evelyn gritava e xingava os jogadores, tanto do seu time quanto do rival. Estava irritada com o técnico vascaíno por recuar o time depois do primeiro gol.

— Um a zero né goleada não, seu asno. — ela gritava, mesmo sabendo que era bem provável ele não estar ouvindo — Volta pro Flamengo, embuste dos infernos.

Para aumentar ainda mais seu desespero, Evelyn viu a jogada de ataque do Vasco se transformar num contra-ataque do rival assim que a bola chegou no Éverton. Por mais que odiasse admitir, conhecia muito bem as habilidades do namorado e sabia que ninguém no seu time poderia pará-lo e que aquela bola tinha endereço certo: o gol. Éverton comemorou lhe lançando corações e sua vontade era de entrar no campo e bater em todo mundo.

Éverton ainda deu o passe para o segundo gol do Flamengo, marcado por um outro Éverton, dessa vez o Ribeiro.

No final do jogo Éverton fez questão de ir até o camarote onde ela estava, apenas para poder ver seu belo rosto retorcido em raiva. Ele achava extremamente fofo seu rosto corado pela raiva, o beicinho infantil que ela fazia, o jeito que ela bufava e revirava os olhos a cada segundo.

Isso fez com que ele se desse conta de que queria ver essa careta todos os dias, queria acordar e olhá-la, ver seu sorriso sem jeito sempre que ela quebrasse algo – o que acontecia com muita freqüência – ele a queria pra sempre em sua vida.

Evelyn demorou a perceber a presença do namorado e assim que o viu atirou seu sapato contra ele, causando uma crise de riso no jogador.

— Eu te odeio Éverton Cardoso, sério, devia ter ouvido minha vó, que falta de...

Éverton não permitiu que ela terminasse a frase, puxando-a para perto de si.

— Pois fique sabendo que eu amo você, vascaína sofredora — ele brincou, mordendo a bochecha dela apenas para irritá-la mais — E vou amar sempre, até o ultimo dia da minha vida.

A menina ficou balançada com a declaração do rapaz, sentiu o coração aquecer e quase se esqueceu da derrota do seu time... Quase.

— Hoje é seu ultimo dia de vida, porque eu juro que vou arrumar uma maneira de matar você e fazer parecer um acidente doméstico.

Ele riu da tentativa dela de parecer ameaçadora, mas o máximo que ela conseguia era ser fofa; emburrada, ainda assim fofa.

— Já que eu posso morrer a qualquer momento, acho que tenho direito a um ultimo desejo. — ele falou, ainda tentando controlar o riso.

Evelyn já não estava tão brava, nunca ficava brava com ele realmente, era impossível manter qualquer rancor na frente daquele sorriso contagiante de Éverton.

— Um ultimo desejo e fim de jogo pra você — ela fingiu seriedade, apesar dos olhos brilharem em puro humor.

— Tudo bem, vou poder morrer em paz se aceitar meu último desejo.

— E qual seria? — ela perguntou curiosa e bem humorada.

Éverton sorriu e se afastou um pouco dela, ajoelhando-se ali na frente de todos. Ele não se intimidou com alguns flashes, ou com os muitos celulares apontados na sua direção, nem mesmo se importou de estar num camarote reservado para a torcida vascaína. Tudo o que importava no momento estava na sua frente, com os olhos fixos nele e uma expressão incrédula no rosto.

— Pequena, você aceita ser a minha vascaína sofredora para sempre? — perguntou inseguro, retirando a caixinha preta recém colocada no bolso do calção.

A história deles passou como um filme na cabeça dela, desde as fotos que ela recebia da amiga flamenguista, passando pelo primeiro encontro, o primeiro beijo, a negação de se apaixonar por um jogador do Flamengo, a aceitação por amá-lo tanto, a separação imposta pela familia... Tudo o que viveram e o que planejaram viver. Evelyn não conseguia mais imaginar um futuro onde não passaria raiva nos clássicos contra o rival rubro-negro, onde não teria que massagear as pernas dele depois dos jogos. Ela simplesmente não se via mais sem ele.

— Meu Deus, o que eu tô fazendo da minha vida? — ela riu nervosa, secando as lagrimas do rosto — Esse é o pedido de casamento mais bizarro que já vi, mas nada na gente é normal...

— Então... Você aceita ser a Sra. Cardoso? — ele ainda estava congelado na mesma posição, sem saber o que fazer.

— Tão rápido com a bola no pé, mas tão lerdo fora do campo — ela debochou, puxando-o do chão — É claro que eu aceito, eu amo você Éverton Cardoso, amo mais do que o ar que eu respiro.

— Mais do que o Vasco? — ele ria, já sabendo da resposta.

— Não exagera vai, se contente em ser o vice dessa vez.

Ele colocou a aliança no dedo dela, selando seus lábios com um beijo repleto de promessas amorosas que ele se desdobraria para cumprir. Ao redor do casal pessoas aplaudiam e assobiavam, gritando coisas que eles sequer quiseram saber o que era. Estavam ocupados demais selando mais uma etapa dessa relação que muitos juravam que não chegaria tão longe.

O Romeu Flamenguista e a Julieta vascaína, estavam prontos para iniciar um novo final para essa história... Um final sem final.


Notas Finais


É isso, tomara que tenha alcançado todas as suas expectativas kkk e quero ser madrinha desse casamento aí.


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