História Forever Unchanging - Capítulo 37


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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Uruha
Tags Aoiha, Drama, Lemon, The Gazette, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 38
Palavras 1.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi lá!
Demorei hoje né?
Mas eu meio que buguei tendo ideia pra outra fanfic haduahduadhad
Me perdoem...
Sem mais aqui em cima
Boa Leitura!

Capítulo 37 - Thirty Seven - Asas!?


A semana transcorrera igualmente silenciosa, ninguém se atrevia a questionar o porque Yuu estava se escondendo deles, pelo menos não esboçavam tal assunto.

Kouyou também apenas saira do quarto para se alimentar, e para ajudar os outros a organizarem a mansão, também não tocava no assunto do isolamento do menor.

O que de certa forma estava começando a irritar Akira;

Kouyou acabara de sair do quarto, e vestia um dos casacos, provavelmente para sair da mansão para alimentar-se.

- Se estiverdes alimentando o Yuu com sua energia, eu vou lhe dar um soco. – disse, vendo os olhos castanhos voltarem-se em sua direção.

- Yuu ainda não precisou disto.  Sei dos riscos de alimentá-lo com minha energia, isto, se Lúcifer realmente o fez como eu.  Ele só está com medo, e ainda confuso com toda a situação.

- Ficar mantendo-o preso dentro de um quarto não resolverá. – respondeu de forma grosseira, como já era costumeiro de sua parte.

- Nunca o mantive preso. Ele só não quer sair. – respondeu simples. – Irei alimentar-me. Já que está disposto, cuide de Yuu para mim.

- Como quiser. – respondeu. – Talvez  encontre Yutaka no caminho, ele saiu para vigiar o Índigo...

- Índigo tem se comportado, isso é bom. – disse de forma pensativa.

- É realmente, essa semana, ele não fugiu para causar estardalhaço, mais isso não significa que seja confiável.

- Não julgue-o... Ele também se incomodou com toda a situação. – disse brevemente. – Estou saindo.

Akira deu-lhe passagem, e assim que ouviu a porta principal ser aberta e logo fechada tratou de ‘invadir’ o quarto, assustando Yuu, que parecia concentrado nos próprios pensamentos á ponto de não ouvi-lo.

- Esconder-se não resolverá as coisas... – disse, vendo os olhos escuros voltarem-se em sua direção, mas não obteve uma resposta imediata, precisou de alguns segundos, até que ouvisse a voz do garoto.

- Não estou escondendo-me. – respondeu.

- Não é o que parece. Não o vejo desde que voltasse com o criador. – disse, sentando-se ao lado de Yuu, que se afastou um pouco.

- Preciso conhecer-me melhor... Não sou... – parou por alguns segundos, e os olhos encheram de lágrimas. – Meu eu humano parece agonizar, e isso dói... Eu preciso entender tudo...

- Já viste o que pode fazer... És igual á Kouyou, e ambos parecem negar isto veemente.

- Lúcifer nos fez igual? Não tenho certeza disto... Kouyou não se lembra... se demorou a parar de sentir tanta dor... – sussurrou. – Eu sinto tanta dor...

- Kouyou era um filhote quando foi transformado, talvez não tenha sentido tanto. Você já tinha vivido um bom tempo, talvez seja somente esta diferença.

- Sabes tudo o que Kouyou faz? – disse em tom ainda baixo, e Akira notou que o garoto mantinha as mãos sobre o local que fora atingido.

- Algumas coisas, eu convivi quase uma centena de anos com ele, talvez ele tenha escondido algo, mas eu sei o básico.

- Eu... Não tenho mais coragem de perguntar sobre isto para ele... Eu... Tenho... Medo de magoá-lo...

- Eu respondo.  – disse. – Kouyou sente muito, isso foi mantido de sua humanidade... Pelo que percebi, você também manteve isso, sente dor, e tem os sentimentos comuns do ser humano.

Yuu assentiu, era algo obvio, mas deixaria Akira falar, talvez ouvindo coisas de um ‘verdadeiro’ sugador de pecados, seus pensamentos se organizassem.

- Toque aqui... – estendeu a mão para Yuu, que levou alguns segundos para entender que ele queria saber se poderia sugar a energia dele.

- Não sei como faz isso... – sussurrou.

- É instinto, saberá... – insistiu, e Yuu curvou-se, encostando os lábios.

Akira sentiu a energia ir de seu corpo, e antes que fosse totalmente sugado, já que o menor não tinha ainda controle sobre isto, afastou-se. Sendo encarado por Yuu, que estava com os olhos arregalados.

- Sim... És igual ao Kouyou.  – Akira sorriu, um tanto tonto. Havia um tempo que não sentia aquilo, e de certo modo lhe encheu de lembranças. – Mas peço que não se alimente da energia de Kouyou, sabemos o que acontecera se ocorrer com frequência.

Yuu assentiu, ainda assustado com a sensação que aquilo causava.

- Provavelmente se metamorfa também. Mas para isso precisa se concentrar... – disse.

- Ficar com... Aquela...

- Aparência assustadora... Sim... Lúcifer não deveria ter muita vontade de caprichar na aparência de suas criaturas, mas não posso questionar o criador... –Akira pareceu resmungar, e ao mesmo tempo, o gato preto entrou pela janela. – Já está nos vigiando novamente...

Yuu observou o gato por alguns segundos, e depois fechou os olhos. Tentaria testar a metamorfose, saber o que sentiria com aquilo, se doeria, ou se apenas seria como sonhar.

Abriu os olhos ao sentir o peso em suas costas, e voltou a olhar para Akira.

- Você... Lúcifer lhe deu asas? – o mais velho parecia impressionado. E Yuu apenas olhou para trás de si, vendo as grandes asas negras em suas costas, olhou para as mãos, notando as garras.

- Eu... Eu não sei... – a voz soara diferente, grave e rouca, o que lhe incomodou ainda mais. – Porque Lúcifer me daria asas?– o peso desapareceu, e ele sentiu-se mais aliviado. – eu só pensei em gárgulas... Vocês...

- É... Eu sei, nos parecemos com gárgulas. – sorriu ao ver que o rosto do garoto voltara ao normal. - Talvez esse nome pertença á nós... Mas... não temos asas... só... Ah, deixa para lá. Não importa. – disse desviando o assunto.

- Ainda dói... – disse se encolhendo, como se a dor tivesse aumentado.

- Não acho que ele seria cruel o suficiente para deixar-lhe sentir tanta dor. – Akira pareceu pensar. – Será que não é apenas uma lembrança, e estás confuso o suficiente para não entender isto?

Yuu parou para pensar por alguns segundos, sua cabeça ainda parecia ter um tanto de lembranças embaralhadas, visões turvas e sentimentos. Apenas confusão.

Ficou novamente em silencio. Akira apenas se levantou, e bagunçou o cabelo do mais novo.

- Tente não pensar só na dor... Talvez resolva. – saiu do quarto, e não demorou para que ouvisse a porta principal ser aberta.

Ouvir tudo, com tanta clareza, era incomodo.  Poderia distinguir todos os passos, caso se concentrasse nisto.

Permaneceu quieto, por longos minutos, mas logo ouvindo a aproximação. Sabia que era Yutaka e junto Índigo.

Manteve-se quieto, ouvindo a conversa animada.

Índigo parecia estar se comportando, e Yutaka o elogiara por tal coisa.

Queria ter coragem para sair dali, e encará-los, enfrentar a própria dor e confusão e observar todos ali, que de alguma forma tentaram protege-lo.

Mas seu corpo recusou-se em levantar, e apenas permaneceu ali contemplando a conversa amena entre as criaturas que já havia acostumado a conviver.

Kouyou estava demorando, e esse pensamento começava a se destacar em meio a confusão de sua mente.

Kouyou estava demorando demais.

 Não queria ficar sozinho ali, com seus medos e com suas dores, queria os braços de Kouyou lhe acalentando, o silencio que mantinham, queria de uma forma que nunca imaginou querer

Aquela intensidade de tudo, lhe incomodava.

Ouviu os passos distintos do mais alto. O coração batia num ritmo estranho desde que voltara para a mansão com Lúcifer. Mas mudava esse ritmo com a presença de Kouyou.

Como se ainda fosse humano.

Kouyou sentia-se assim também com sua presença?

A porta fora aberta, e pode esboçar um mínimo sorriso nos lábios ao ver a figura bem vestida de Kouyou.

Silenciosamente, adentrou o cômodo, fechando a porta com delicadeza.

- Kou... – Yuu esperou que ele se aproximasse ainda mais,  e manteve o tom baixo dos últimos dias.  Viu o mais alto esboçar um sorriso, e sentar-se ao seu lado, acariciando seu rosto.

- Hum... pareces mais animado do que quando sai.  – disse, observando atentamente o rosto do mais novo.

- Tens asas? – questionou, vendo o outro se afastar e sorrir levemente.

- De onde tiraste esta ideia? – disse num tom risonho. – Só os mais antigos tem, os anciões, depois Lúcifer simplesmente resolveu que nenhum de nós era digno de ter asas.

- Verdade? – questionou encabulado. – Nem se pensarem em asas?

- Akira entrou aqui? Colocou ideias loucas em sua cabeça? – sentia-se confortável ao ver Yuu finalmente voltando a reagir naturalmente, com suas perguntas pelo menos.

O menor fechou os olhos, concentrando-se mais uma vez na imagem de gárgula.

Kouyou afastou-se impressionado.

Mas sorriu ligeiramente, ao vê-lo retomando a forma humana, corado.

- Tens asas... Hum... Lúcifer realmente.... gosta de ti... Apesar que, isto não lhe deixa ser discreto.

Yuu apenas assentiu. Talvez aquilo fosse uma forma de Ruki demonstrar mais afeto, nunca saberia. Até por que não tinha certeza que voltaria a vê-lo, sem ser apenas espionado por Blu.

Levou a mão aonde estava a cicatriz. Por mais que não estivesse focado na dor, e sim em Kouyou, parecia que aquilo aumentara mais uma vez.

- Estás com dor? – Kouyou voltou a se aproximar, colocando a mão por cima das mãos do menor.

- Você ainda se lembra da dor de morrer? – sussurrou Yuu. – Isso fica se repetindo, parece aumentar, depois.... para e recomeça novamente.

- Lembro vagamente.... depois do que Lucifer nos contou...  Mas durante minha falta de memoria, nunca associei a minha cicatriz a dor.... Talvez tenha que dar tempo ao tempo...

Yuu assentiu, talvez, realmente precisasse de um longo tempo para não sentir mais.

Vivera quatorze anos como um humano, e não fazia mais que alguns dias que era uma criatura de Lúcifer.

Uma das criaturas que não tinham nome certo, que os humanos temiam, que se alimentava de energia vital.

E que seguiria no mundo sem nunca mudar.

Realmente precisaria de um tempo.


Notas Finais


Gente, eu estou um pouco travada com o trinta e oito, mas por incrivel que pareca o trinta e nove tá todo na minha cabeça, (só falta passar pro papel, né) ajdhuadhadhaduahdua
Mas até sabado tenho tempo pra finalizar ele e postar, não pensem que eu vou faltar com vocês ahduhdaudhaud
bom, obrigada para quem leu até aqui
Comentários, visualizações e favoritos me fazem feliz, muito obrigada por isto <3
Beijos e até sabado


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