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História Forever with you - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Surpresas


Mas assim que abrimos a porta de casa, tivemos uma grande surpresa. Todo mundo reunido na sala, gritando “surpresa” em unissoro. Olhei para a Duda que sorria igual uma boba, enquanto eu deixava as lágrimas escorrerem livremente pelo meu rosto. Em tão pouco tempo eu havia me apegado de verdade à essas pessoas, havíamos virado acima de tudo, amigos. E agora... cada uma de nós voltaríamos para nossas casas, sem previsão de quando os veríamos novamente, e se voltaríamos a reencontrar, essas pessoas que mudaram nossas vidas.

Eu estava cansada, e precisava urgentemente de um banho, mas eu sabia que me arrependeria muito se não aproveitasse ao máximo cada segundo dos últimos momentos ao lado deles. Então eu apenas me direcionei ao banheiro para tomar um banho rápido. Saí ainda enrolada na toalha, apenas por mania, e me direcionei ao meu quarto. Mas ao adentrar o mesmo, tive uma surpresa ao constatar que eu não estava sozinha ali, havia mais alguém, o Luiz, que sorriu ao me ver e fez sinal para que eu me trocasse e ele ficaria de olhos fechados. Ri do mesmo e revirei os olhos enquanto escolhia uma roupa e rapidamente vesti.

- Quem te deixou entrar aqui no meu quarto, sem permissão? – perguntei fingindo estar ofendida com o que o mesmo havia feito, mas acabei soltando o riso ao ver a expressão de preocupação que ele esboçou em seu rosto.

- Piadista você! – o mesmo debochou.

Ri com desdém e neguei com a cabeça enquanto pegava o meu secador de cabelo. Sequei o mesmo com calma, e finalizei jogando meu cabelo para o lado e sorri, percebi que portuga estava me gravando então comecei a fazer graça com o mesmo e logo tomei o celular das suas mãos, e postei alguns stories meus zoando com a cara dele. Logo devolvi seu celular e fui até a cozinha e preparei uma caipirinha de morango para mim, enquanto observava as pessoas ao meu redor. Ana estava com um sorriso no rosto enquanto conversava com o Miguel, que por sua vez, a olhava como se ela fosse a joia mais preciosa do mundo. Duda e Renato estavam sorrindo um para o outro, abraçados, Renato à olhava com um jeito todo bobinho. E eu, estava feliz por todos os momentos bons que passamos aqui em Londrina.

- Triste por ir embora? – Matheus perguntou.

- Estou, mas pode tirar esse sorrisinho do rosto, porque estou sentindo que isso não é um adeus não! Mas dá próxima, por favor, vê se não vomita em mim. – brinquei com o mesmo que fingiu bater continência enquanto tirava o copo da minha mão, e levava aos seus lábios, revirei os olhos e ri.

A noite passou rápido, quando nos demos conta já eram 00:30, nossa comida japonesa chegou e todos nos sentamos para comer, em meio à várias fotos e stories dos meninos. Os meninos foram embora já eram praticamente 04:00 da manhã, apenas o Renato que dormiu aqui com a Duda, pois ficou de nós levar ao aeroporto. Fui até o meu quarto, escovei os dentes, e apaguei assim que deitei na cama, sem tempo nem de olhar o celular.

Acordei no outro dia com meu despertador tocando, me levantei mesmo contra vontade, e com muito esforço me arrastei até o banheiro. Tomei um banho gelado para afastar toda aquela sonolência que eu estava sentindo, e então voltei ao meu quarto, onde comecei a me arrumar. Coloquei uma calça jeans preta, uma blusa rosa bebê, meu tênis branco e fiz uma maquiagem em tons de rosa bebê e brilho, finalizando com um batom rosa.

Dei uma última checada nas minhas malas, e então saí do quarto levando as mesmas até a sala, coloquei todas ao lado do sofá que ficava próximo à porta. E então me direcionei até a cozinha e comecei a preparar o café da manhã, e atraídos pelo cheiro, logo meus amigos também levantaram e se sentaram na bancada para comer. Depois de mais ou menos uma hora, todos estávamos prontos, esperando a hora de ir ao aeroporto, o silêncio havia tomado conta do local, o clima estava pesado, todos estávamos com a cara inchada de chorar.

- eu não quero ir.. - falei com a voz falha e suspirei.

Olhei para o relógio e vi que estava na hora, Renato nos ajudou a levar as malas até o seu carro, entramos no mesmo e assim que colocamos os cintos, ele deu partida no carro saindo pelas ruas de Londrina. Passamos no prédio onde o dono da casa morava, acertamos o pagamento do aluguel e devolvemos a chave. Em seguida voltando à estrada, até o aeroporto.

Demoramos um bom tempo para chegar lá, tentando ao máximo evitar aquele momento de partida, eu odiava isso, odiava precisar me despedir de pessoas que eu amava, odiava o sentimento de "último abraço", então eu apenas chorei como senão houvesse amanhã, deixei as lágrimas descerem livremente, mas prometi a mim mesma que a partir do momento que eu entrasse no avião, não daria espaço para mais tristeza. Ao chegarmos ao aeroporto, meus olhos passaram por todo o local, sorrisos e abraços com o retorno de pessoas, mas também pessoas chorando muito ao se despedir de quem amavam, são nos aeroportos que vemos os sentimentos mais sinceros.

Fizemos chek-in e compramos as nossas passagens, mas eu não voltaria para casa, eu iria para Goiânia com a Duda. Nos direcionamos ao saguão de embarque e ficamos esperando o nosso vôo ser chamado. Duda e Renato não desgrudaram do abraço um do outro, nem por um segundo sequer. E quando nosso vôo foi chamado, os mesmos se beijarem intensamente, parecia aquelas cenas de filmes românticos, muitas pessoas ao nosso redor pararam para assistir e aplaudiram aquele beijo digno de um filme de Hollywood, e eu tisei uma linda foto deles.

- promete voltar? - Renato pediu.

- uma parte de mim ficará pra sempre aqui.

Renato deu um rápido abraço em mim e na Ana e então nos direcionamos ao avião, entramos e sentamos em nossos acentos, suspirei fundo e olhei pela janela do avião, imaginando como eu gostaria de poder mudar tudo isso, de tornar tudo diferente, certamente se isso fosse um dos filmes de romance que eu tanto amo, nesse momento o mocinho chegaria e impediria a menina de viajar, eles se beijariam e viveriam felizes para sempre, mas isso não era um filme, é sim a vida real, onde o destino pode ser extremamente cruel conosco, nos levando para longe de quem amamos, mas se esse amor for forte, sabemos que ele resistirá.

O sono acabou tomando conta de mim e eu acabei dormindo com a cabeça escorada no ombro da Duda. Não sei exatamente quanto tempo passou, mas acordei meio atordoada com a Duda me balançando para que eu acordasse, olhei para mesma assustada, pois sua cara era de preocupada.

- alguém tirou foto do beijo no aeroporto, agora todos os fã clubes do Renato estão falando sobre isso - a mesma diz.

Suspiro fundo enquanto esfregava os olhos e em seguida pego o celular de suas mãos, olho os posts e dou risada de toda a preocupação que a Duda estava sentindo, era em vão. A mesma começa a falar que isso poderia dar a maior treta com os inscritos do Renato e eu suspiro fundo olhando seria para a mesma.

- O Renato tá preocupado com isso? - pergunto.

- Não, ele falou que as fãs tem que entender que ele também tem uma vida pessoal, fora do YouTube. - a mesma diz.

- Então, se ele não se preocupa porque você deveria?

A mesma nega com a cabeça e guarda o celular em seu bolso, coloca uma série em seu tablet e eu acabo assistindo com a mesma. Pouco mais de uma hora depois, a aeromoça avisa que iríamos pousar em Goiânia e eu sorrio aliviada, não aguentava mais ficar presa naquele avião, eu estava cansada e com fome.

Assim que desembarcados do avião, nos despedimos da Ana que precisaria pegar mais um avião para São Paulo, assim que a mesma entrou no avião, nós chamamos um uber e fomos para a sua casa. Chegamos exautas, apenas tomamos um banho e em seguida fomos descansar pois amanhã seria um longo dia, durante a viagem conversamos muito sobre realmente ir morar para Londrina e acabamos tomando algumas decisões e teríamos que começar providenciar tudo o quanto antes.

Deitei na cama do quarto de visita e em pouco tempo apaguei, o cansaço era tanto que eu realmente acabei acordando apenas no outro dia, com o despertador tocando. Tomei um banho rápido e coloquei um conjunto de moletom preto, meu tênis da Adidas e prendo meu cabelo em um coque frouxo, escovei os dentes, fiz uma maquiagem basiquinha. Fui até a cozinha e encontrei Duda e sua mãe tomando café, me juntei as mesmas e mais ou menos meia hora depois, sua mãe saiu para o trabalho e nós saímos de casa indo providenciar a papelada que precisávamos para fazer um contrato de aluguel em uma casa próxima à do condomínio onde os meninos moravam. Os papéis ficariam prontos em uma semana, então voltamos para casa e passamos a tarde toda assistindo série. Quando começou a escurecer, Renato lançou um FaceTime com a Duda, os meninos todos estavam reclamando que nossa loucura fazia falta, é acabamos soltando o riso com isso, enquanto nosso coração estava apertado de saudade daqueles malucos.

- Foram atrás do contrato? - Thiago perguntou.

- Sim, a papelada fica pronta em uma semana, depois precisamos mandar pro dono da casa e esperar ele ler, assinar e autenticar em cartório, aí depois precisamos mandar fazer os móveis da casa, transferir algumas coisas pra lá. Acredito que daqui uns três meses nós estejamos morando aí - Duda diz.

- Vai demorar muito.. - Renato reclama.

Os meninos começam a zoar com a cara dele, falando que ele estava todo apaixonado, dei risada mas acabei sentindo falta de uma pessoa no meio deles, a mesma pessoa que eu senti falta quando não apareceu no aeroporto, aquela mesma pessoa que me fazia sentir aquele frio na barriga quando via o mesmo, mas logo afastei meus pensamentos ao escutar o Thiago perguntar se estava tudo bem comigo, pois estava com o pensamento longe, sorri fraco afirmando com a cabeça e afastei aqueles pensamentos, voltando a prestar atenção apenas no que os meninos estavam falando, e acabei me contagiando com a empolgação dos mesmos, deixando a tristeza de lado.

(•••)

A semana passou sem nenhum acontecimento muito importante, passamos a semana toda empenhada em ir atrás da papelada da casa, que ficou pronta antes do que imaginávamos, fomos atrás do orçamento dos móveis para a casa nova também, e o Miguel ficou responsável por pegar a chave da casa e acompanhar o pessoal da empresa que iria lá para tirar medida.

O final de semana chegou e em Goiânia estava tudo parado, eu estava fazendo bolo quando uma mensagem do Renato chegou no meu celular, estranhei e então resolvi abrir logo.

Whatsapp on:

Renato: Eai bandinha, tudo bem? Tô precisando de uma ajuda sua, tô em Goiânia, tem como dar um jeito de trazer a Duda aqui pro Mutirama? Não avisei para ela que viria.

Rapidamente respondi o mesmo, terminei o bolo e pedi para a mãe da Duda cuidar pra mim, subi as escadas correndo e pedi para que a mesma se arrumasse pois a gente precisava sair e que depois eu explicava para ela, a mesma levantou na mesma hora e começou a se arrumar, fui pro meu quarto trocar de roupa também e em meia hora nos saimos de casa. Demoramos um bom pouco para chegar lá, pois o transito estava HORRIVEL. Assim que chegamos a Duda logo avistou o mesmo e me olhou sem entender nada e eu apenas sorri para a mesma.

- Vai lá matar a saudade dele, enquanto eu vou dar uma volta por aqui, pra deixar vocês mais à vontade - sorri para ela.

A mesma caminhou lentamente até onde ele estava, ficaram uns minutos abraçados igual nos filmes, sorriam um para o outro e por fim acabaram se beijando intensamente. Revirei os olhos e ri enquanto fui até uma barraquinha de sorvete, fiquei lá observando tudo ao redor por um bom tempo, até a Duda vim até mim com uma carinha toda triste, me deixando preocupada.

- ele estava só de passagem, porque está indo pra São Paulo em um evento com os meninos, eles foram na frente e ele mudou um pouco o trajeto pra vim me ver. - ela suspirou.

- e você tá triste com isso? Amiga, o Renato veio aqui pra Goiânia de moto, sozinho, só pra matar a saudade de você!

- como se andar de moto fosse um sacrifício pra ele né?

Tive que concordar com a mesma, mas logo ela pediu um sorvete e nós voltamos para casa de uber. Isso tudo que a gente estava vivendo, mais parecia um sonho do que vida real. A Duda estava com a expressão toda sonhadora, e eu apenas ria.

- E o Luiz? - a mesma perguntou e acabou me pegando de surpresa, fiz uma careta ao escutar o seu nome e a mesma ri.

- O que tem ele? - perguntei me fazendo de sonsa.

- Como ficou as coisas entre vocês dois?

- Não rolou nada entre nós dois. E você acha que eu vou ficar lembrando de alguém que nem ao menos se deu ao trabalho de se despedir de mim? Eu não, graças à Deus, minha mãe me ensinou a ter amor próprio.

- Ele queria ir.. - Duda retrucou.

- Se queria, por que ele não foi? - arqueei a sobrancelha.

- Medo.

- Medo do que? - perguntei.

- Da sua reação, poxa, vai falar que você não percebe? Você mesma se fecha para o amor, não deixa com que as pessoas cheguem nem perto do seu coração, você criou uma armadura e está sempre na defensiva com as pessoas!

Por mais que eu não quisesse aceitar, eu sabia que cada palavra do que a mesma disse, era a mais pura verdade. Eu havia me machucado muito no passado, e foram essas decepções que me tornaram em quem eu sou hoje, o medo de que aconteça tudo outra vez, me impede de me entregar à alguém, me impede de voltar a amar alguém de verdade. E por mais que as vezes isso seja bom, pois evita decepções, isso também é muito solitário.

Suspirei fundo e a mesma me abraçou, em uma tentativa falha de me reconfortar, e então, sem que eu permitisse as lágrimas começaram a descer dos meus olhos sem que eu pudesse controlar, esse sentimento era mais forte do que eu. 



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