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História Forever Young - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olá pessoas!!!

• Mania de você - Rita Lee

Capítulo 8 - Vamos ouvir música e beber uns drinks.


Fanfic / Fanfiction Forever Young - Capítulo 8 - Vamos ouvir música e beber uns drinks.

                       MAYA

Acordo com uma incrível dor de cabeça, vou até o banheiro, escovo os meus dentes e tomo uma aspirina.  

Encaro o espelho, estou com olheiras de cansaço, meu braço está com um tremendo roxo e quando lembro o porquê, me arrepio por inteiro.  

Vou acordar a Wheein mas percebo minha cama vazia, "Onde será que ela está?". Decido ir até o corredor e chamo por ela:  

- Wheein? - não houve resposta. 

Entro no quarto de Carly que também está vazio - CARLY... MÃE...? - de novo silêncio. "Ah gente, será que eles saíram e me deixaram para trás?". Desço as escadas até a sala de estar, "Será que a Wheein foi embora?". Vou até a cozinha e pego um xícara e a levo a cafeteira e me sirvo de um pouco de café brasileiro, que tem um cheiro maravilhoso. 

De repente ouço um barulho vindo do estúdio de pintura do meu pai... Decido investigar... 

- Bom dia, flor do dia! - Wheein me salda, sentada no chão junto a alguns materias de arte, com muita alegria. 

- Bom dia - olho pela janela e o tempo está chuvoso - O que está fazendo aí? - me junto a ela no chão - Café?  

- Não, obrigada. Já tenho o meu - e me mostra a caneca amarela preferida da Carly - Sua irmã é um amor - dá um gole e a coloca de volta ao chão - Ah e respondendo a sua outra pergunta, estou desenhando. Quando acordei você estava dormindo tão plena, que eu não quis te atrapalhar. Decidi explorar a casa e acabei achando esse lugar maravilhoso. Seu pai entrou aqui pensando que era você, mas ficou muito surpreso quando descobriu que não - ela ri com a memória - Expliquei quem eu sou e o que estava fazendo aqui e ele me convidou para tomar café. Sua mãe e avó saíram mais cedo por isso, ainda não as conheci. Carly e seu pai foram para a galeria e me convidaram, mas decidi ficar porque você poderia surtar sentindo a minha fala - ela ri e eu dou um tapinha nela. 

- Que bom que se divertiu - meu pai deve ter adorado ela, nenhuma de suas filhas se interessam por arte então, encontrar a Wheein deve ter sido ótimo. 

Ela larga o desenho ainda inacabado e me encara séria.  

- Quer me contar o que aconteceu onde naquele pub, para você ficar tão transtornada? - balanço minha cabeça negativamente, enquanto bebo café - E porque esse roxo no braço então? - "Merda!". 

- Ontem encontrei com o Marcus Mclaggen, o melhor amigo de Ithan - ela me olha surpresa. 

- E aí?  

- Ele disse para eu nunca mais voltar lá. E que eu ferrei com a vida do amigo dele.

- Que cara ridículo - Wheein está puta - Por que não me falou ontem mesmo, eu iria adorar dar na cara daquele imbécil - sorrio mas é um sorriso fraco e ela percebe e me olha com carinho - Ei, você sabe que fez o certo né?  

- Sei... - respiro fundo - Mas vamos mudar de assunto. O que quer fazer hoje?  

- Não sei... tem tanta coisa legal que a gente podia fazer, mas com essa chuva... - Ah já sei! Nova York! - voltou a ficar alegre e eu me alegro também. 

- De acordo com a carta que recebemos na semana passada, nós fomos aprovadas. Então só temos que enviar os documentos, arrumar um lugar para morar...

- Vamos ficar no dormitório da faculdade mesmo, melhor... - "Não acho", penso mais um pouco. 

- Comprar as passagens... Conseguir falar com o Hoseok... 

- Falar com os seus pais...  

- Falar o quê? - disse minha mãe aparecendo à porta. 

- Mãe! Esta é a Wheein, minha amiga da clínica - minha mãe sorri simpática para Wheein. 

- É um prazer conhecer a senhora. 

- O prazer é todo meu. - ela volta o seu olhar a mim - Mas o que ainda tem que nos contar?  

- Vamos estudar em Nova York. - digo apressada. 

- Nova York filha... 

- Uhuuul adorei... - vovó Alberta também chega a porta - Vocês irão amar, lá é muito bonito e fica ainda mais nessa época do ano, porque neva. - minha mãe a encara - Que foi Ana? No Brasil não tem isso - dá de ombros - Eu adoro... 

- Eu também - Wheein sorri tímida. 

- Você deve ser a amiga da Maya, que John e Carly, não paravam de falar ao telefone? - vovó pergunta a analisando. 

- S-sim... 

- Já adorei você - Alberta dá um sorriso radiante. 

- Meninas, não acham que Nova York é muito longe? - minha mãe volta ao assunto. 

- Ah para Ana, uma mudança de ares vai fazer bem para elas - vovó diz despreocupada. 

- Elas podem mudar, mas precisa ser para o outro lado do país? - minha mãe insiste.

- Ai agradece Ana, pelo menos não é outro país. Imagine se escolhecem voltar comigo para o Brasil?  

- Ia ser incrível, nunca conheci o Brasil - Wheein comenta e a minha avó lhe dá uma piscadela, acho que essas duas já sacaram uma a outra. 

- Não! Está bem, Nova York está ok - minha vó sorri com a vitória e eu também - Quando o seu pai voltar a gente dá a notícia para ele. Ah e Wheein, ele já está trazendo suas coisas tá?  

- Tá, muito obrigada - Wheein se curva em respeito, como manda a sua cultura. Minha mãe repete o gesto de forma inconsciente sorrindo e vai para o cozinha junto de vovó Alberta, para preparar o almoço. 

                          [...]

- Porra é sério que essa idiota vai ficar com ele? - vovó comenta. Está puta porque estamos assistindo uma comédia romântica, escolhida por Carly e Wheein, e ela odeia esse tipo de filme. E pelo visto, as outras também, porque estão dormindo de até babarem.  

- Vamos tirar isso e colocar um pouco de música e beber alguma coisa - ela desliga e Wheein acorda. 

- Que... quem roubou o quê? - o momento de confusão passa - Já acabou o filme?  

- Já. Vem vamos jogar pôquer e tomar alguns bons drinks - vovó chama da cozinha.  

- Sua avó é muito massa Maya - Wheein vai toda saltitante e escolhe um lugar perto de vovó a mesa. 

- Vó, mamãe não vai gostar nada de nos ver jogando e bebendo - me sento do seu outro lado. 

- Ela nem vai ficar sabendo... - começa a embaralhar as cartas e distribuir. 

- E porque não? - pego minhas cartas e "Merda, estão horríveis. Nunca tenho sorte nesse jogo".  

- Eles vão passar a noite foram assim que fecharem a galeria - ela coloca os óculos e analisa suas cartas. Wheein parece perdida com as dela - Noite romântica - vovó da uma piscadela e sorri - Wheein qual é o seu tamanho de langerie?  

- Ahn?  

- Vovó tem uma marca de roupa e está lançando uma coleção nova de langeries - explico. 

- Ata - ela ri - Visto PP. 

- Assim que vocês decidirem onde vão ficar em Nova York, me passem o endereço para eu mandar uns mimos para vocês - começa a sua jogada - Você vai amar!  

- Nova York? - Carly pergunta chegando na cozinha com o cabelo em pé e a cara marcada. 

- Carly... - mas é já tarde, ela já está chorosa.

- Não acredito que vai embora de novo! - sobe correndo para o seu quarto e bate a porta "bam". Ameaço ir atrás dela, mas vovó Alberta me para:  

- Não. Deixa ela. Carly precisa aprender a deixar as pessoas viverem suas vidas - dá um gole na sua caipirinha - Está muito codependente, isso é péssimo para ela. 

Volto a focar no jogo com uma aperto no coração "vovó tem razão", Wheein faz sua jogada e perde. Bebo devagar o meu drink e esse aperto vai diminuindo a medida que a noite avança.  

- E aí, conheceu alguém interessante naquela clínica? - vovó pergunta curiosa. 

- Não - minto. 

- E você Wheein? 

- Também não - e ri de um jeito que chama a atenção de Alberta. 

- O que foi... ela está mentindo né? - vovó saca tudo.

- Está Maya? - pergunta Wheein debochada, "vaca fofoqueira". 

- Tá talvez eu tenha conversado com alguém... - termino fingindo prestar atenção nas cartas que estão na minha mão. 

- É, conversado... beijado... trans...  

- WHEEIN QUER PARAR! - ela ri alto. 

- Não, continua - olho indignada para vovó - Quero nome, quero saber tudo!  

- Um é o nosso amigo Jhope, que ela andou dando uns pega básico... - me afundo envergonhada na cadeira. 

- Por que Jhope?  

- É o apelido dele - explico rabugenta. 

- E o outro eu não sei, ela não revela nem sob tortura - e as duas estão rindo histéricas. 

- Não digo mesmo!  

- Tenho certeza que esse Jhope é o mais romântico e o outro deve ser o que não vale a rolha do vinho, mas faz muito gostoso - agora até eu estou rindo com elas.

- Nada a declarar!  

- Mas aqui, você vai continuar ficando com o hope, agora que já estamos fora da clínica? - Wheein pergunta, após se recuperar da crise de riso. 

- Não, antes dele sair de lá já tínhamos combinado de sermos só amigos mesmo. 

- Ah que bom! Não quero ficar de vela no meio de vocês - Wheein desabafa virando de uma vez o seu copo de bebida. 

- Ciumenta - digo sorrindo de lado e ela me manda língua.

- Esse boy misterioso me faz lembrar de quando conheci Lia - vovó comenta sorrindo apaixonada - Aaaaah foi incrível! Depois do seu avô, pensei que nunca mais iria conseguir amar alguém. 

- Mas você teve outras pessoas antes dela vó... 

- Sim, mas isso era diferente, transas de uma noite e sem envolver a emoção, com a Lia foi algo intenso, profundo e avassalador - eu e Wheein nos encaramos sorrindo e vovó pega o seu celular e troca de música e começa a cantar... 

- Meu bem você me dá água na boca... - Wheein me olha sem entender e eu pego meu celular e coloco a letra traduzida, para ela conseguir acompanhar.   

Depois que a música acaba vovó Alberta começa a nos contar histórias sobre ela e Lia. Algumas hilárias e outras emocionantes. Elas são um casal lindo, minha meta de vida é um dia viver algo assim.  

Quando fomos dormir já era muito tarde. Acordamos bem derrubadas. E agora estamos no carro azul turquesa que vovó alugou, super atrasadas. 

- Porra! - vovó buzina e corta um outro carro. 

- Calma vó! - Carly exclama nervosa do banco de trás ao lado de uma Wheein de óculos escuros e de uma puta ressaca. 

- Não posso perder esse vôo - buzina de novo - Lia está precisando de ajuda e o lançamento já vai ser esse final de semana. 

- Calma vó, vai dá tudo certo - avisto a placa escrito "Aeroporto de Los Angeles, Califórnia" - Olha já chegamos! 

Vovó Alberta adentra aquele lugar igual louca e estaciona na primeira vaga que encontra. Saltamos do carro e a ajudamos com as malas.  

- Agora só falta aquela porra está lotada - murmura impaciente. 

Vai até as máquinas eletrônicas que graças a Deus estão vazias e faz o check-in e corre para despachar as malas.  

"Atenção passageiros do vôo 590, Los Angeles a São Paulo, dirigiam-se ao portão de embarque oito. O avião já vai decolar."  

Uma vez feito isso, corremos para o portão oito e paramos ofegantes para nos despedir. 

- Te amo vó - a abraço - Vai com Deus e juízo em, nada de implicar com a comissária de bordo!  

- Ah te orienta garota, até parece - finge indignação e depois sorri sapeca. 

- Tchau vovó - Carly a abraça já com lágrimas nos olhos. 

- Tchau minha querida. Olha, você para de graça e volta a falar direito com a sua irmã. Ela te ama mas tem que viver a vida dela - vovó diz séria e Carly apenas abaixa a cabeça e se afasta.  

- Tchau Alberta - é a vez de Wheein abraçá-la. 

- Tchau meu amor, amei te conhecer - elas se afastam - Espero poder ir visitar vocês logo. - Wheein concorda e sorri radiante. 

"Atenção última chamada para os  passageiros do vôo 590, sentido Los Angeles a São Paulo, dirigiam-se ao portão de embarque oito. O avião já vai decolar." 

- Bom, tenho que ir. Beijos amo vocês - vovó sai andando com a sua bolsa agarrada ao corpo - Ah e mandem um beijo para os seus pais por mim. 

Enquanto ela vai se distanciando meu cérebro tenta me lembra de algo... 

- VÓ E O CARRO? - ela para e me olha confusa - O QUE É PARA FAZER? 

Alberta pega um molho de chaves e tampa em nossa direção e por puro reflexo, eu as pego.  

- NO PORTA LUVAS ESTÁ OS DOCUMENTOS E TUDO DIREITINHO, É SÓ LEVAR NA LOJA AMANHÃ DE MANHÃ - e volta a correr porque a porta do avião começa a fechar. 

"Merda e agora, o que vou fazer?". 

- Anda Maya vai logo - Carly reclama, porque estou um bom tempo sentada ao volante, mas sem conseguir ligar o carro. 

- Vamos amiga, liga o carro - Wheein que sentou ao meu lado, pega a minha mão e leva até as chaves - Vamos você consegue. 

- Dirige você! 

- Não posso, a gente vai pegar estrada. Se a polícia me para vou presa... 

- Por que? Você disse que dirige. 

- Sim, na Coréia, aqui não. Vou pedir a habilitação internacional, quando chegarmos em Nova York, agora vamos?  

- Está bem, eu consigo! - ligo o carro e começo a sair de vagar da vaga. Meu corpo todo treme, mas aos poucos vou ficando mais a vontade.  

- Até que enfim - Carly resmunga mais sorri, todas nós estamos sorrindo. Uma felicidade e alívio me invadem.  

"Como é bom dirigir! É libertador!"  

- Vou até colocar uma música para tocar - Wheein diz alegre e coloca Rita Lee que ela amou depois que ouviu com a vovó. 

A primeira parte da viagem foi com muita música, risos e cantamos horrores. Mas aí bateu o cansaço e só sobrou eu acordada.  

No meio do caminho passo pelo local que eu gostaria que tivesse esquecido que existia e uma leve angústia brota do meu ser, o que me faz lembrar de Ithan, "Como será que ele está hoje? Será que consegue viver mesmo em cárcere? Será que eu tomei a decisão certa mesmo?".

Depois de um tempo, estaciono em frente a nossa garagem e o carro dos meus pais já estão aqui. "Até que enfim eles chegaram". 

- Gente, chegamos. - chamo as meninas.


Notas Finais


Espero que gostem!
Bjosss e até o próximooo 💕


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