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História Forever Yours - Edward Cullen - Capítulo 2



Notas do Autor


Olá amores! Espero que gostem do capítulo, decidimos postá–lo hoje ao invés de esperar até segunda.Beijos e divirtam–se com o casal mistério!

Capítulo 2 - Aceitando a loucura


Fanfic / Fanfiction Forever Yours - Edward Cullen - Capítulo 2 - Aceitando a loucura

{Lila}

Cheguei ao apartamento que dividia com meusamigos, pensativa.

Que loucura era essa que eu tinha vivido?

Que proposta era aquela que aquele homem tinha me feito? Puta merda! Ele era lindo, mas totalmente pirado.

Eu tinha que concordar, meio milhão de dólares era muito dinheiro. Ainda mais para bancar a esposa daquele gostoso... Pare com isso Lila! O cara acabou de perder a esposa. Daqui a pouco a defunta é capaz de te assombrar.

Ri com meus pensamentos enquanto abria a porta do apartamento.

Ao entrar, encolhido no sofá estava Seth, ele parecia ter chorado. Ele desviou o rosto assim que pus os olhos nele.

— Seth? O que houve?

— Nada não Lila. E aí como foi seu dia?

— Não tente me enrolar Seth, vamos lá me diga o que está acontecendo? – eu falei firme. Não gostava de ver meus amigos sofrendo. Eles eram meu porto seguro nas mazelas que vida preparou para mim.

— Lila... A Leah ligou e... Estamos com problemas quanto à hospitalização de nossa mãe. O plano de saúde dela já não está cobrindo há um bom tempo sua internação. E ela está em um hospital muito bom, mas particular, e eles disseram que devemos 80 mil dólares pelos dias que ela já está hospitalizada e temos que depositar mais 50mil para que ela possa ficar lá por mais um tempo. Se não fizermos isso até depois de amanhã eles irão transferi–la para um hospital público. Não sei onde poderemos arranjar este dinheiro. Leah está desesperada. – ele disse tudo se segurando para não chorar.

— Ah meu amigo eu não sabia que estavam passando por isso. Desde quando está assim a situação? – indaguei.

— Leah foi para lá pra justamente tentar acertar isso. Teve brigas homéricas com o plano de saúde. Vamos colocá-los na justiça, mas até sair alguma decisão o pior pode acontecer. Não sei o que fazer. – ele disse triste.

Meio milhão de dólares por quatro meses se fazendo passar por minha esposa, é o que eu lhe ofereço.

A voz de Edward Cullen voltou a minha mente. Não! Não pense nisso Lila! É loucura.

— Eu vou me deitar um pouco Lila, estou com dor de cabeça. – ele disse se levantando.

— Claro. Quer que eu faça algo para você?– perguntei querendo ajudar.

— Não. Obrigado querida. Você é uma grande amiga Lila. Não sei o que seria de mim e Leah sem você. Nós te amamos muito. – ele disse fazendo meu coração se apertar.

— Vocês é que são tudo para mim Seth. Nem sei o que seria de mim. Vocês me acolheram...

Ele me deu um beijo e foi para seu quarto. E eu tentei não pensar na proposta de meio milhão de dólares de Edward, que além de me ajudar financeiramente eu poderia ajudar meus amigos. Mas foi em vão, e passei a noite pensando somente nisso.

Ao acordar aquela manhã eu já tinha tomado minha decisão. Eu não era tão maluca quanto aquele homem lindo, mas sim eu ia aceitar.

Seth ainda dormia. Então peguei o telefone e disquei o número no cartão.

— Alô. – aquela voz linda soou através do aparelho telefônico.

— Oi Edward sou eu, Lila.

— Oi Lila.

— Eu não fingirei para sempre, será apenas o tempo de sua mãe se recuperar. Entendeu? – falei.

— Sim Lila, obrigado. – Edward disse e parecia aliviado.

— Outra coisa. Eu preciso de um adiantamento do dinheiro. Preciso que deposite 150 mil dólares em uma conta que vou te falar. – falei envergonhada por precisar deste dinheiro. Mas era por uma boa causa.

— Sem problemas, é só me dizer que faço o deposito agora mesmo.

Conversamos ainda por alguns momentos combinando nossa viagem para a manhã do outro dia.

Eu não tinha ideia do quanto esse mundo poderia ser louco e pequeno, mas o mesmo homem que esbarrou comigo na rua na manhã de ontem por acidente, foi casado com uma mulher idêntica a mim, uma mulher que parecia ser amada por todos como eu nunca fui e talvez também por isso eu tenha aceitado me passar por ela, talvez eu tenha desejado um pouco do amor que havia nos profundos olhos de Edward quando falava dela.

Não sei exatamente o que me levou a fazer isso, não foi só pelo dinheiro, só sei que fiz.

Avisei Seth que havia conseguido o dinheiro. E ele quase caiu da cadeira. Era obvio que eu precisava de uma boa desculpa então disse a ele que consegui um trabalho fantástico por quatro meses, e que haviam me pagado adiantado. Disse que o emprego era fora do país, se eu dissesse que era em Chicago e como Nova Iorque era muito próxima, ele podia ir atrás de mim.

Quase tive que bater nele para que aceitasse o dinheiro, mas por fim ele aceitou afinal já estava na conta dele mesmo. Edward cumpriu com sua parte agora era minha vez de cumprir com a minha.

No outro dia pela manhã eu me despedi de Seth prometendo entrar em contato pelo telefone e fui me encontrar com Edward como o combinado.

— Coloque isso no dedo. – Edward pediu quando já estávamos no avião rumo a Chicago. — Lembre-se que agora é uma mulher casada. – ele disse ao ver-me olhando para a aliança.

Suspirei.

— Estou com medo, e se sua família desconfiar?

— Eles não vão, confie em mim. Tome. – ele me entregou vários papéis em uma pasta.

— O que é isso? – questionei.

— São os documentos da minha esposa e outros papéis importantes, com eles você poderá usufruir do dinheiro dela e tudo mais. – explicou.

— Eu não preciso, tenho meu próprio dinheiro. – reclamei.

— Terá que deixar esse dinheiro parado por enquanto, para que ninguém desconfie.

Aceitei a contragosto, não queria usar o dinheiro da defunta.

Bufei.

— Por favor, seja boazinha. – meu “marido” pediu.

O resto do voo ele passou me explicando sobre cada membro da família e sobre como Lila Cullen se dava com eles, pelo visto eu teria problemas com um deles, ou melhor, uma.

Alice. “Minha” concunhada.

— Deixa ver se eu entendi, ela pensa que eu tenho um caso com o seu irmão Jasper? – não gostei disso.

— Exato. Vocês sempre foram muito amigos e Alice morre de ciúmes do meu irmão.

— Devo tomar cuidado com ele então?

— Não, Jasper sempre foi muito desligado para essas coisas. Ele é um bom homem. Jamais faria este tipo de coisa.

— Certo. – falei.

— Quanto aos amigos de minha esposa. Ela nunca teve muitos, mas os poucos que tinha a conheciam muito bem, exceto por alguns pontos obscuros. – eu achei que ele fosse continuar, mas não.

— Que pontos obscuros?

— Nada que seja preciso você saber, além de mim e da própria Lila Cullen, somente a mãe dela sabia desses pontos e elas nunca falavam sobre eles. – sua resposta foi muito vaga para o meu gosto.

— E por que elas nunca falavam sobre eles? – decidi insistir.

— Porque eles estão onde devem estar... No passado.

Todos os meus instintos gritavam que esses pontos obscuros da vida de Lila Cullen, me trariam problemas e sérios problemas.

Depois disso eu adormeci e quando acordei já estávamos aterrissando.

E eu teria que começar um teatro do qual eu não queria fazer parte, mas já não tinha como escapar porque dei minha palavra.

Eu viveria a vida de uma mulher que tinha o mesmo rosto e o mesmo nome que eu, mas que não era eu.

Quando pisamos no solo passei a policiar minhas próprias atitudes. Lila Cullen podia ser uma mulher humilde, porém sua pose era altiva e refinada, uma mulher com uma posição social a zelar.

— Eu estou aqui Lila. – Edward sussurrou para mim quando um casal nos viu saindo do portão de desembarque do aeroporto e começou a acenar na nossa direção.

A mulher era loira, alta e tão bonita quanto Edward. Tinha os mesmo olhos verdes dele, ela devia ser Rosalie, a irmã mais velha dele.

Ao lado dela havia um homem alto e moreno que de tão forte para mim era assustador.

Pelo sorriso de covinhas e a mesma cor dos olhos ele devia ser Emmett, irmão gêmeo de Lila Cullen.

Ele seria minha primeira prova de fogo, eu só esperava que ele não notasse nenhuma diferença entre mim e sua irmã gêmea ou eu estaria perdida.

Rosalie sorriu abertamente para mim e foi abraçar o irmão, enquanto Emmett, o irmão gêmeo de Lila Cullen me esmagou em abraço de uso.

Eu tinha que parar de pensar nisso agora. Agora ele seria “meu” irmão. Irmão...

— Que saudade minha irmã. – ele me abraçou e na mesma hora uma emoção se apossou de mim. Uma vontade de chorar. Tentei me recompor, mas ao olhar nos olhos de Emmett pude ver a mesma emoção que estava em mim.

Senti-me mal por enganá-los na hora, mas empurrei esses pensamentos para longe.

— Edward pensei que tinha ido para Nova Iorque e não que iria resgatar minha irmã. – Emmett sorriu ao falar.

— Foi exatamente o que eu pensei. –disse Rosalie entrando na brincadeira do marido.

Edward me contou que Emmett e Rosalie haviam se casado dois anos antes dele e de sua esposa.

Quando chegamos à luxuosa casa dos Cullen, uma senhora muito bonita nos esperava no jardim, sentada ao redor de uma mesa, com certeza a mãe de Edward.

Ela era jovem, não mais que 45 anos e tinha os mesmo cabelos cor de bronze que ele.

Esme Cullen, a razão pela qual eu acertei entrar nessa loucura toda.

Ela se levantou e ao ver-me abriu um sorriso tão maternal que senti minhas pernas fraquejarem.

— Minha querida. – ela abriu os braços para mim e eu fui até seu encontro.

Esme praticamente me embalou em seus braços, e ali vi tudo o que Edward disse sobre a mãe. Como fazer uma mulher dessas sofrer?

Olhando ela assim tão sorridente era difícil acreditar que a mesma estivesse doente, mas Edward não seria louco de brincar com a saúde da mãe.

Ele era bom. Eu podia sentir isso.

— Sentimos tanto sua falta Lila, não quero que viaje mais a negócios e fique tanto tempo longe de casa. – Esme disse sorrindo.

Edward havia me explicado que todos estariam com saudade de sua esposa por que ela estava viajando há dois meses para Milão, onde a família tinha negócios.

Busquei minha voz eu tinha que dizer algo.

— Obrigada também estava morrendo de saudades. – sorri e recebi de volta um imenso sorriso de “minha” sogra.

Mais afastada na piscina estava uma mulher que me olhava de forma assassina.

Ela seria Alice, a mulher que detestava a esposa de Edward?

Sem querer apertei a mão de Edward que segurava a minha, ele olhou para onde eu olhava e me abraçou de forma protetora.

Eu devia achar estranho, mas para todos éramos marido e mulher, não é?

Alice, “minha” concunhada não se dignou a vir me cumprimentar, e eu tão pouco fiz questão de ir cumprimentá-la.

Logo em seguida subi para descansar um pouco antes do jantar, Edward foi para o escritório com o pai. Carlisle parecia ser um homem muito sério e respeitado pela família. Ele foi muito gentil ao se dirigir a mim.

Acabei adormecendo e quando acordei Edward estava entrando com uma grande badeja de comida nas mãos.

—Você deve está cansada da viagem por isso achei melhor trazer nossa comida aqui para o quarto. – ele explicou parecendo sem graça.

— Sua família não vai achar ruim? – perguntei temerosa.

Eu não sabia nada sobre os costumes deles, e se Esme se chateasse?

— Não se preocupe, todos sabem que minha esposa e eu precisamos desse tempo. – ele disse e eu corei.

— Além do mais acho já passou por muitas emoções hoje, vamos aos poucos. – ele disse sorrindo.

Eu devolvi o sorriso, mas minha mente não saia do que ele tinha dito. Eu e ele sozinhos no quarto. Para todos os outros éramos marido e mulher. Teríamos que ficar no mesmo quarto. Droga! Como eu não havia pensado nisso antes?

E agora o que ia fazer?

Iria ficar com este homem lindo de morrer no mesmo quarto? O quarto da falecida.

É Lila, em que confusão você foi se meter?



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