História Forgive me - JiKook - Capítulo 14


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Notas do Autor


Vou dar um avisinho aqui, prestem atenção.
Na minha antiga conta quando chegou nessa parte da fanfic, tinha gente reclamando que tinha muito drama e enrolação pra juntar o casal, então se você também acha isso, sugiro que pare de ler a fanfic.

Só tenho uma coisa a dizer: É agora

Tenham uma boa leitura ☕

Capítulo 14 - Capítulo 14: A verdade vem a tona


Fanfic / Fanfiction Forgive me - JiKook - Capítulo 14 - Capítulo 14: A verdade vem a tona

            JEON JUNGKOOK 

Depois de sair da empresa acompanhado por Hoseok, o deixei em casa seguindo até o bar mais próximo, numa tentativa covarde de tentar livrar-me dos pensamentos que inundavam minha mente feito um tsunami. As palavras de Korn ainda ressoavam em minha mente.

Sentei-me sobre o balcão do bar, esperando que o tailandês chegasse e me explicasse detalhadamente o que me disse pelo telefone. Pedi uma dose ao barman e assim que ele me serviu, entornei o copo de uma só vez, sentindo o líquido arder minha garganta e por uma hora, permaneci ali, tomando dose atrás de dose, até a chegada de Korn. 

— Sabia que viria — ele soprou próximo ao meu ouvido, roçando levemente seus lábios pela minha orelha 

— Diga de uma vez por todas, o que quis dizer com aquilo — murmurei entre dentes esquivando-me dele. Sabia que não devia lhe dar ouvidos, no entanto, ainda não podia confiar em Jimin após tudo o que me fizera. Não conseguia. 

— Farei melhor — sorriu sacana, retirando um iPad da bolsa que carregava — Te mostrarei que o Park filho, está tramando algo juntamente com o pai e o aproveitador do Pharm — a firmeza em sua voz deixou-me temeroso.

Me aproximei mais de Korn para assim poder ver melhor o que quer que ele fosse me mostrar, recebendo um baque quando vi Jimin e Pharm juntamente com o Sr. Park em um restaurante, há dois dias. Naquelas imagens não me parecia que Jimin possuía quaisquer problemas como pai, muito pelo contrário, juntamente com o Pharm eles pareciam ser uma bela família feliz.

Não pude evitar que o ciúme e a raiva me consumissem 

— Não percebe, Jungkook, que Park Jimin só está te manipulando outra vez — apertou seus dedos sobre a minha coxa — Ele e o pai ainda não estão satisfeitos com o que te fizeram no passado. Os Park's só querem a sua destruição — eu não podia acreditar naquilo, não queria, entretanto aquelas imagens não me deixavam dúvidas que Jimin havia mentido para mim. Saber que novamente estava sendo enganado por ele, fez com que uma ira descomunal crescesse em meu interior.

Estava tão atordoado com isso que, nem sequer me toquei que Korn sabia sobre o que havia acontecido no passado. A questão é: como ele sabia? 

Na manhã seguinte retornei a empresa apenas para assinar alguns documentos pendentes, tentando ao máximo não pensar em Jimin e na farsa que ele havia criado. 

Cheguei mesmo a acreditar que Jimin me amava, mas agora percebo que ele não quer nada mais do que apenas me usar outra vez. 

Talvez agora que sua família não esteja bem financeiramente, ele só queira o meu dinheiro. 

— Filho, está ocupado? — minha mãe bateu na porta, sorrindo-me gentilmente 

— Não, pode entrar — larguei os papéis sobre a mesa, estava exausto. — O que quer aqui? — interpelei sem preâmbulo, recebendo um beijo da mais velha 

— Percebi que está estranho essa manhã — comentou sentando-se em minha frente — Está tudo bem? 

Não dava para enganar minha mãe, ela sempre sabia quando algo me incomodava 

— É o Jimin — relaxei as costas sobre a cadeira. Com a minha mãe não precisava de segredos — Ele me enganou outra vez — suspirei exaurido. Minha mente estava completamente esgotada, já não aguentava mais toda essa situação. 

Minha mãe se calou por alguns segundos, e então disse:

— Eu amo o Jimin, mas acho que vocês não nasceram para ficar juntos — é mamãe, eu estou começando a acreditar nisso. — Talvez, você devesse procurar outro alguém, ir em busca da sua felicidade. Por que não volta para Busan? — sugeriu-me. 

Voltar para Busan seria a melhor solução para mim e todos os meus problemas, me afastaria de Jimin definitivamente e dessa forma não sofreria mais. 

Mas, não poderia ir sem antes dar o xeque-mate em Park Jimin. 

[...]

— Jungkook, não seria melhor falar com ele? Esclarecer as coisas, antes de tomar essa decisão. Afinal, vocês acabaram de se acertar — Hoseok como sempre sabiamente me aconselhava, contudo, eu estava cego demais para lhe dar ouvidos. 

— Jimin só quer se aproveitar de mim, ele não me ama, nunca me amou — as palavras saíram arranhando a minha garganta. Era difícil dizer isso em voz alta, e mais difícil ainda saber que era verdade.

— Você é muito cabeça dura, Jeon — estalou a língua no céu da boca, negativando com a cabeça — Se fizer isso irá magoa-lo profundamente — e era exatamente isso o que eu queria. Queria fazer Jimin sentir na pele tudo o que me fez sentir, exatamente tudo. 

— Não adianta insistir nesse assunto, Hoseok. — já estava farto dos seus conselhos e repreensões — Eu farei isso, me vingarei definitivamente de Park Jimin e então retornarei para Busan. 

Depois de sair da cafeteria onde estava sendo novamente repreendido por meu melhor amigo, liguei para Jimin dando início ao fim de tudo, mesmo que meu coração implorasse para que eu não fizesse isso, minha mente insistia no contrário. 

PARK JIMIN 

— Eu não acredito que você voltou com ele, Jimin — indignado, Yoongi me encarava com reprovação 

— Eu o amo, hyung e Jungkook também me ama, eu sei — suspirei apaixonado, me jogando sobre o sofá ao lado do Kim que apenas nos observava calado 

— Depois não diga que eu não avisei — deu de ombros, sentando-se ao meu lado. 

Jeon havia me ligado há poucos minutos, convidando-me para ir a festa da empresa, disse que minha presença era crucial. Ele estava diferente, parecia distante, mas deve ser apenas coisa da minha cabeça, nós estamos bem e isso é tudo o que importa.

Ainda não havia tido a oportunidade de conversar a sós com o moreno, mas assim que chegarmos da festa, esclarecerei tudo.

— Então, me diz, meu melhor amigo — Taehyung me abraçou, encarando Yoongi pelo canto dos olhos. Sempre tão ciumento — Como se sente? 

— Apaixonado — me derreti em seus braços, ouvindo o pálido ao meu lado bufar 

— Jimin, me tira um divida que vem me incomodando desde que você me contou a verdade — o Min se pronunciou, puxando-me dos braços de Taehyung para os seus braços. Não contive o riso da carranca do Kim para ele — Como seu pai descobriu seu relacionamento com Jungkook? — Inalei profundamente

Nunca soube ao certo como papai havia descoberto, ele se recusou a me contar. 

— Eu não faço a menor ideia — negativei, bufando em frustração. — A única pessoa que sabia disso além de Jungkook e eu, era a Sra. Jeon 

— Acha que poderia ter sido ela? 

— Não, a Sra. Jeon jamais trairia o filho dessa forma — estava convicto disso. — Agora, deixem eu me arrumar para a festa, não vejo a hora de encontrar Jeon. 

Saltitante, segui para o andar de cima, tomando um banho rápido, vestindo-me adequadamente para a ocasião, não deixando de dar aquele toque sexy que Jungkook tanto amava.

Estava ansioso para vê-lo, eufórico eu diria, finalmente tudo estava dando certo para nós dois, finalmente ficaríamos juntos e nada nos impediria disso. Estava convicto de que Jungkook me amava, isso até chegar em sua casa.

Senti o ar ficar rarefeito em meus pulmões assim que adentrei o escritório de Jeon e o vi aos beijos com Korn, quis correr dali, entretanto me mantive firme até que Jungkook notou minha presença.

— Jimin! — saudou-me sorridente, enquanto apertava a cintura de Korn. Seus lábios estavam inchados, ele estava ofegante 

Senti meu estômago se revirar com aquela cena 

— O que significa isso? — por mais que já estivesse óbvio, queria ouvir da boca dele. — Por que está fazendo isso? — não podia acreditar que ele ainda estava tentando se vingar de mim, pensei que estivesse convencido de que eu o amo 

— Sr. Park, vejo que chegou na hora marcada — ignorando minhas perguntas, ele analisou as horas em seu relógio — Vamos? — indagou a Korn que sorria vitorioso em minha direção 

Jeon estava agindo como se eu não estivesse ali, o que apenas me destruía pouco a pouco 

— Você vai levá-lo como seu acompanhante? — caminhei alguns passos em sua direção, por um instante vi seu sorriso oscilar 

— Exatamente — o beijou. Jungkook o beijou bem na minha frente sem nenhuma consideração — Agora que já chegou pode começar com o trabalho — se virou em direção a mesa que estava repleta de documentos 

— Trabalho? — fui retórico, recebendo uma confirmação dele — Quando me ligou mais cedo, disse que minha presença era crucial para a festa, então eu pen... 

— Então, você pensou que iria como meu acompanhante? — me interrompeu, debochando da forma mais descarada possível, sendo acompanhado por Korn — Não seja tolo, Jimin — é Jimin, não seja tolo — Você é apenas meu assistente, nunca levaria alguém como você para me acompanhar em uma festa importante dessas — senti minha mente esgotada com suas últimas palavras. Jeon não tinha piedade. 

Jungkook entrelaçou seus dedos aos do Korn, caminhando em direção à porta em seguida, no entanto, segurei em seu braço forçando-o a me olhar 

— Jungkook, por favor não faça isso... — supliquei em um tom quase choroso. 

— Volte ao trabalho, Sr. Park — fora apenas o que me disse, olhando-me com desdém e então com truculência puxou seu braço saindo com Korn, deixando-me em farrapos. 

JEON JUNGKOOK 

Pensei que me sentiria bem depois de novamente humilhar Jimin, mas agora, me sinto pior do que das outras vezes. Ter Korn ao meu lado só me faz sentir ainda pior, eu o estava usando e isso não era justo. 

Como um choque de realidade, percebi a merda que havia feito. 

— Aonde vai? — me questionou assim que me viu adentrar o carro novamente — Não vai entrar na festa? — juntou as sobrancelhas em confusão 

— Não, tenho uma coisa importante para fazer — sem esperar mais questionamentos, liguei o carro retornando para a minha casa. 

Pediria desculpas a Jimin, não devia ter dado ouvidos a Korn, deveria ter falado com Park antes de tomar qualquer decisão. 

Deveria ter ouvido Hoseok. 

Assim que cheguei em casa, corri para o meu escritório, entretanto curiosamente Jimin não estava lá, nem havia tocado nos papéis que estavam sobre a mesa. 

— Jimin — o chamei assim que adentrei meu quarto, encontrando o loiro sentado na borda da cama, cabisbaixo — Jimin, eu preciso falar com você 

— Tudo bem, Sr. Jeon — me olhou por sobre os cílios espessos, levantando-se da cama em seguida — Eu sou apenas seu — mantinha os olhos focados nos meus, caminhando lentamente em minha direção, deixando-me confuso com sua atitude. 

— O que está fazendo? — me espantei ao vê-lo começar a desfazer os botões da sua camisa. Seu olhar impassível era o que mais me incomodava — Jimin... 

— Não é isso o que quer, Sr. Jeon? — retirou a camisa, deslizando a mão por seu abdômen, passando a ponta dos dedos sobre a borda da calça próximo à seu pênis — Não quer me usar? — veio até mim, induzindo minha mão até seu pênis coberto 

— Para com isso, Jimin — pedi. Suas atitudes já estavam me assustando. Aquele não era o meu Jimin  

— Vem, Sr. Jeon — me chamou caminhando até a cama, apoiando ambas as mãos sobre o colchão, empinando a bunda para mim — Me fode — me encarou por cima do ombro, os olhos tristes, melancólicos. Ele estava sofrendo 

— Não, Jimin! — fui até ele, entregando-o a sua camisa, obrigando-o a vesti-la  

— Não quer transar comigo, por que já transou com ele, não é? — Jimin iniciou um choro compulsivo, deixando-me sem reação. Eu não sabia o que fazer diante de um Jimin tão frágil — Eu já não sirvo mais, não é? Já se vingou, já usou e abusou de mim, então agora eu já não sirvo para ser seu brinquedinho. Agora você tem o Korn — as palavras amargas pareciam arranhar sua garganta 

— Jimin, me deixa te explicar — pedi, mas ele não parecia disposto a me ouvir 

— Chega, Jeon! — vociferou contra mim, de repente, girando sobre os calcanhares — Eu estou cansado, muito cansado — afirmou secando as lágrimas, fungando vezes seguidas  

— Do que está falando? — ele parecia pensar, enquanto seus olhos vagavam pelo cômodo. 

Fui até ele abraçando-o por trás, encaixando meu rosto na curvatura do seu pescoço 

— Eu sei que errei no passado, mas você não precisava ter seguido pelo mesmo caminho, Jungkook — murmurou baixinho, a voz quase não saia por conta do choro 

— Não se faça de vítima, Jimin — me afastei do loiro com truculência, não era justo ele agir como se a vítima de toda essa situação fosse ele — Se lembra de tudo o que fez? — o segurei pelos ombros, obrigando-o a me encarar. Seu choro apenas aumentava — Se lembra de tudo o que me fez? — esbravejei, externando todas as minhas mágoas de uma vez, coisa que deveria ter feito desde o início. 

— Eu fiz isso para te proteger — me empurrou, caindo sobre os próprios joelhos — Eu só queria proteger você, Jungkook — continuava a gritar, abraçando o próprio corpo. 

De repente senti um medo absurdo percorrer todos o meu corpo, deixando-me petrificado 

— Do que está falando? — me aproximei dele, tentando tocá-lo, no entanto, Park se esquivou colocando-se de pé. 

Jimin fungou me olhando magoado. 

— Eu não sei como, mas meu pai descobriu sobre nós dois, e disse que se eu não desse um jeito de te afastar de mim, ele mesmo faria isso — espremeu os olhos, parecendo ser torturado por aquelas lembranças — Eu tive medo, Jungkook. Tive medo que ele te machucasse, que machucasse a sua mãe, por isso o obedeci. 

— Está me dizendo que, só fez tudo aquilo por que seu pai me ameaçou? — ele confirmou com a cabeça. 

Foi um baque e tanto . 

Senti o ar me faltar e as pernas amolecerem

— Eu sempre amei você, Jungkook — segurou meu rosto entre as mãos — Preferia mil vezes te ver bem e longe de mim, do que te ver sofrer por causa do meu pai apenas por estar ao meu lado — deslizou as mãos por meus braços, até alcançar as minhas mãos 

— O que é isso? — questionei ao vê-lo depositar um anel na minha palma 

— Esse é o anel que comprei para você há cinco anos atrás — era um belíssimo anel, parecia ser bem caro. O encarei esperando que continuasse — Eu estava decidido a fugir com você naquela noite em que te liguei enquanto te esperava do lado de fora da sua casa. 

Me lembrava nitidamente, aquela fora a última vez em que nos beijamos, a última vez que disse que o amava. Mas, não poderia imaginar o que ele pretendia aquela noite 

— Mas, como sempre meu pai atrapalhou tudo — suspirou cansado — Me ligou dizendo que se eu fizesse alguma besteira, quem pagaria seria você. E eu não poderia deixar que ele te machucasse — eu sempre soube que o Sr. Park era um homem perigoso, mas não pensei que seria tão frio a esse ponto

— Eu não sei o que dizer, Jimin, eu... — Jimin me interrompeu beijando-me brevemente 

— Eu me demito, Sr. Jeon — a frieza em sua voz, fez-me estagnar — Não se preocupe, agora que já se vingou de mim, nunca mais irá me ver — me olhando impassivelmente uma última vez, Jimin saiu porta a fora enquanto eu analisava o anel em minha mão, tentando processar tudo o que havia me dito.

Durante cinco anos achei que Jimin era um completo babaca que não se importava com ninguém mais além de si mesmo, e agora descubro que ele é apenas uma vítima disso tudo.

— O que foi que eu fiz?


Notas Finais


Eu só queria poder cuidar do Jimin.
O Korn tava parecendo aquele diabo que fica atrás das pessoas fazendo a cabeça delas, credo.

O Jimin queria fugir com o JK no primeiro capítulo aaaaa não me toca

Se ferra agora JK

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