História Forgive me (Jikook) - Capítulo 24


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Copter, God, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Lemon, Pjm+jjk, Vhope, Yaoi
Visualizações 158
Palavras 1.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A unnie chegou rapidinho, uhum

Tenham uma boa leitura ☕

☆ LEIAM AS NOTAS FINAIS ☆

Capítulo 24 - Capítulo 24;


                ( Fase final) 

                    J I M I N 

Soltei a mão de Jungkook de imediato, de repente apenas o fato de tocá-lo fazia-me sentir sujo, um profano, um pecador. Cambeleei algumas passadas para trás dando de calcanhares com uma poltrona.

"Eu sou seu pai, Jungkook" "Você é um legítimo Park" "Seu irmão"

Irmão?... Sim Jungkook e eu éramos irmãos. O homem que amava possuía o mesmo pai que eu, o mesmo sangue.

— Meu amo... Jimin — ouvi a voz trêmula de Jungkook, parecia esta distante, mas ele estava ali parado bem na minha frente — Você está bem? — ele me olhava entristecido e podia ver culpa em seus olhos negros.

Eu não sabia o que dizer, não sabia o que pensar, só queria que aquilo fosse mais uma mentira do meu pai para e separar de Jeon, mas não... Dava para ver em seus olhos que ele falava a verdade.

— Jimin, meu filho.. — meu pai se aproximou, tentando me tocar entretanto desviei do seu alcance rapidamente — Me deixe explicar como as coisas aconteceram — pediu em um muchocho

— Papai, diga que isso não é verdade, por favor — eu queria ouvi-lo dizer, apesar de saber que aquilo não ocorreria — Jungkook e eu não podemos ser irmãos — qualquer coisa, menos isso 

— Mas, são! — encolhi os ombros ao ouvir a dureza na voz de Hyn — Jungkook é filho legítimo do seu pai, portanto, ele é seu meio irmão — ela falou cheia de orgulho com um tom oculto em sua voz aveludada, que se encontrava mais grave que o normal. Eu não a reconhecia ali, a mulher que praticamente me criou não era aquela em minha frente. — Seu pai e eu fomos amantes, e Jungkook é fruto desse relacionamento proibido — completou, olhando-me com soberba 

— Mamãe, como pôde esconder isso de mim? — Jungkook falou magoado, olhando com decepção para a mãe. — Você deixou que eu me apaixonasse pelo meu próprio irmão, deixou que eu fosse pra cama com o meu próprio sangue — o choro estava preso em sua garganta, as palavras pareciam arranha-la.

Só de lembrar da inúmeras vezes que fizemos amor, sentia a bile bater na garganta 

Por um instante ele me olhou, seu olhar era indecifrável, não era possível saber o que ele estava pensando. Foi a primeira vez que detestei seu olhar, o mesmo olhar que antes me cativava agora só me fazia sentir sujo. 

— Eu tentei impedir que vocês se aproximassem, mas vocês dois são muito teimosos — ela continuou despejando as palavras, como se jogasse folhas de papel em um ventilador. 

— Vocês dois são monstros — disparei com a irritação no máximo — Principalmente você papai — ele cresceu os olhos para cima de mim acho que não esperava essa atitude da minha parte, na verdade nem eu esperava — Você sempre tratou o Jeon como um simples filho da empregada, sendo que ele é seu filho. Como pôde? — eu estava um caco emocionalmente. Sentia-me zonzo a medida que aquela conversa se prolongava. 

As lembranças da minha infância, onde meu pai maltratava Jungkook inundaram a minha mente como um tsunami. Ele era um monstro. 

— Eu sei, Jimin e me arrependo disso. Por isso estou tentando me redimir agora, quero que vocês sejam felizes — protestou passeando seus dedos longos por seus cabelos negros, bufando em seguida. 

Silêncio. 

Tudo completamente silencioso. Jungkook estava de costas para mim fitando através da janela a chuva fina que caia; Hyn mantinha a pose ereta o olhar impassível vagando sem rumo, pela sala e meu pai, bom... Ele me olhava com tanta tristeza que eu não sabia destinguir o que sentia naquele momento.

Raiva, frustração, mágoa, ódio... Nojo. 

— Vocês ainda podem continuar com esse relacionamento — murmurou receoso e sua constatação me fez rir com escárnio

— Como acha que eu posso continuar namorando o Jungkook depois de saber que nós somos irmãos? — avancei sobre ele, que em contrapartida recuou — Você destruiu a minha vida, você acabou com tudo, papai — o ataquei, cedendo sobre a poltrona atrás de mim. Meu corpo pesava uma tonelada, meu estômago estava embrulhado. 

Entrei em alerta quando Jeon caminhou a passos largos até meu pai, soltando lufadas de ar a cada passada. Tentei me levantar, entretanto meu corpo não obedeceu aos meus comandos 

            J U N G K O O K 

Meu corpo inteiro tremia como se fosse entrar em colapso, e eu não duvidava que isso realmente pudesse acontecer. Minha cabeça dava voltas, as palavras do Park ressonavam por ela em um loop infinito, causando-me uma gigantes ca ânsia. 

Jimin, o meu Jimin era meu irmão. Eu suportaria tudo, mas isso era demais para que meu emocional desgastado aguentasse. Não conseguindo mais ouvir as sandices do Park avancei sobre ele o agarrando pelo colarinho, seus olhos pequenos se esbugalharam como se fossem saltar de sua face comprida. 

Park Jonghoon, o homem que mais me desprezou na vida era na realidade o meu pai. A vida não era nada justa. 

— Seu filho da puta — rosnei próximo ao seu rosto assustado — Você jogou com a gente em um tipo de jogo sádico, nos éramos apenas peões em suas mãos, Park. Uma palavra, uma única palavra que você dissesse poderia ter evitado tudo isso, mas você preferiu se divertir nas custas do nosso sofrimento — as palavras saltavam da minha boca, amargando minha garganta. Minhas mãos apertavam em torno do seu pescoço, eu poderia matá-lo com as minhas próprias mãos

— Eu não queria ter feito nada disso, eu nunca quis esconder de vocês — ele falava atordoado, suas mãos grandes cobriam as minhas, seus olhos me fitavam sofregamente — Meu filho, eu nunca quis te fazer sofrer — sua mão alcançou minha face acariciando-a suavemente. Era a primeira vez que ele me tocava com carinho. Senti meu peito apertar como se o estivessem esmagando 

— Não encosta em mim — prensei seu corpo robusto sobre a parede, cerrando os punhos próximo ao seu rosto. Eu queria agredi-lo, queria devolver a ele toda a dor que havia me causado, mas eu não consegui, meu subconsciente gritava, jogando na minha cara que ele era o meu pai. 

Mesmo que me doesse aceitar, ele era o homem que me dera a vida e a destruira com as próprias mãos 

Afroxei o aperto em seu pescoço e lentamente me distanciei dele. Olhei em volta da sala, Jimin me encarava sem pestanejar, minha mãe estava imóvel, seu olhar frio parecia um lança de gelo que atravessava a minha alma. 

— Eu não posso mais continuar aqui — Jimin murmurou, levantando-se da poltrona com dificuldade. Tentei ajudá-lo, entretanto suas mãos abruptamente afastaram-me — Por favor, Jungkook, não me toque  — encolheu os ombros, olhando-me de soslaio. 

Park estava frágil, queria abraçá-lo, queria beijá-lo e tirar toda a angústia que carregava, entretanto isso tudo parecia ser tão errado agora que sei a verdade 

— Vamos, Jimin, eu te levo para a minha casa — tentei uma nova aproximação, mas novamente ele me afastou . – Por favor, não faça isso — supliquei em um fio de voz. Sua indiferença apenas servia para me destruir um pouco mais 

— Eu vou para a casa do Yoongi — havia frieza em sua voz. — Eu não posso Jungkook, não consigo ficar próximo a você — sua voz embargada era apenas um sussurro. Ele me olhou por cima do ombro, e sem dizer mais nada saiu da sala apoiado-se nos móveis, desviando dos braços do pai que tentou abraçá-lo. 

Pensei em correr atrás dele, porém minhas pernas não moviam-se do lugar e a única coisa que me tranquilizava, era saber que Minhee estaria com Jimin, protegendo-o como eu deveria. 

— É melhor assim, meu filho — minha mãe se aproximou, pousando suas mãos delicadas em meus ombros, virando-me defronte a ela — Eu fiz de tudo para que se afastasse desse garoto, mas você insistiu em permanecer ao lado dele — ela falava despreocupadamente, ajeitando meus fios desgrenhados. Seu olhos foscos não pareciam carregar quaisquer tipos de arrependimentos. 

— Você o ajudou, não foi? — me afastei dela, alternando meu olhar entre minha mãe e o Park — Foi você quem contou a ele sobre meu relacionamento com Jimin, sempre foi você mamãe — agora tudo fazia sentido, as peças começavam a se encaixar. 

Agora eu entendia o motivo do Park sempre saber quando eu e Jimin estávamos juntos. Eu contei a ela sobre o meu primeiro beijo com Jimin e no dia seguinte, o Sr. Park o mandou para um colégio interno. Eu sou filho de um monstro... De dois monstros 

— Eu só fiz o que achei melhor para você, meu filho — sibilou entre dentes cerrados. — Eu tentei te aproximar de outro homem, mas você insistiu no Jimin — falou indignada, dando voltas em torno da sala. 

— Está falando de Korn? — ela assentiu com desinteresse. Agora eu entendia o porquê Korn sabia sobre o meu passado — Você me manipulou, mamãe... Esse tempo todo você esteve ajudando esse monstro a me destruir — a encarei com raiva, se não fosse uma mulher já teria avançado sobre ela e arrancado aquele sorriso sádico que ela portava em seus lábios 

— Ela não me ajudou, Jungkook — se aproximou de nós, encarando-me fixamente, com um leve arquejo nas sobrancelhas — A ideia de tudo sempre partiu dela — suas palavras foram como uma sequência de socos em meu estômago. Senti a bile em minha garganta, mas me contive. — Foi ela que-

— Cale à boca — minha mãe o esbofeteou no rosto, um tapa tão forte que o fez cambalear.

A encarei incrédulo, aquela não era a minha mãe, eu não à reconhecia. 

— Vocês se merecem — disparei, caminhando de costas até a saída, não tardando a sair daquela casa. 

Minha mente tilintava, mal consiguia firmar meus pés no chão, caminhava com dificuldade até me carro, adentrando-o com muito custo. Segui pelas ruas movimentadas da cidade, tendo que frear bruscamente várias vezes para não colidir com outros carros. 

Estava derrocando e o único que poderia ajudar-me nesse momento estava bem pior do que eu e ainda por cima não queria ficar perto de mim. Eu estava em um maldito conflito interno; uma parte minha o queria independe de qualquer coisa, já a outra gritava que era errado querer-lo 

Acorde, Jungkook, ele é seu irmão. 

Essa frase se repetia em minha mente, quase me levando à loucura. As noites que passei com Jimin, passaram como um filme na minha cabeça, todas as vezes que fizemos amor, todas as vezes que ele foi meu e eu dele. Minha pele queimava, sentia-me sujo. Meus olhos ardiam intensamente, e em um rompante de desespero, virei o carro em uma rua qualquer, seguindo para onde meu coração pedia. 

Assim que cheguei no endereço, fui recepcionado por Yoongi que me olhou espantado e antes que pudesse dizer algo, adentrei o apartamento encontrando Jimin sentado sobre o sofá, abraçando as próprias pernas e assim que me viu, levantou-se em um solavanco. 

— Não adianta tentar me expulsar, Jimin — falei firme aproximando-me dele, até estar frente a frente com seu rostinho inchado — Nós precisamos conversar 

Essa seria a conversa que decidiria o nosso futuro. 


Notas Finais


#UmaSemanaDeMimos

Eu tava lendo alguns comentários, então resolvi esclarecer umas coisitas.

☆ A verdade universal de Forgive Me não é o parentesco de Jikook ou a falsa irmandade como já comentaram, e sim a DECEPÇÃO. Por exemplo, velozes e furiosos não é um filme sobre carros, é um filme que TEM carros, mas que fala sobre a lealdade. Achei necessário explicar isso, porque eu acho que vocês não pegaram muito bem o que eu quis passar com essa história. Se você pegar la do primeiro capítulo você vai ver que já começa com a decepção de JK com o Jimin e isso segue em uma sequência: Jimin se decepciona com o pai, depois com o JK, depois o Tae com o Hoseok e agora Jungkook recebeu a maior decepção de todas que foi da mãe. E é isso o que eu quero mostrar, que a decepção sempre vem de quem você menos se espera, ela nunca virá de alguém distante de você.
Por exemplo, o JK esperava tudo do Sr. Park, mas jamais esperou isso da própria mãe.
E é isso KKKK

✫ Agora os Jikook precisam decidir o que fazer. Eles ainda vão ter uma conversa mais esclarecedora com os pais, não pensem que vai ficar por isso mesmo.

COMENTEM AQUI PRA UNNIE 💞 ❤
se vocês quiserem, libero o próximo capítulo ainda hoje.


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