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História Forgive me. (SAMWENA) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Bom, como eu disse essa é minha última por enquanto então espero que tenham gostado até aqui.

Coloquem uma boa playlist, apaguem as luzes, contemplem meu choro e vamos lá hahaha

Capítulo 2 - Nunca será um adeus.


Fanfic / Fanfiction Forgive me. (SAMWENA) - Capítulo 2 - Nunca será um adeus.

   Não seria a primeira vez.Rowena havia soado como resposta para o Winchester há muito tempo, quando muitas vezes ele pareceu perdido e sem escapatórias de onde iria e porque, quase como se estivesse debilitado a avançar naquilo que buscava.Ela adorava se auto vangloriar de como saiu de inimiga mortal para a mulher a qual ele confiava, e confiava muito.Soube em uma tarde que Rowena sofria das mesmas mágoas e dores que ele, e por esse caminho horrível e traumático tiveram a chance de se conectarem de vez, e assim fizeram quando a mulher se mostrou vulnerável, e ele soube a acolher de forma aconchegante, tentando passar através da voz calma e dos olhos fracos que ela não estava sozinha.Sam podia ver além do que ela mostrava, era como se infiltrasse em seu corpo e colasse em sua alma, como se pudesse ver a única luz que ela escondia propositalmente entre dores e escuridão.Ele era o único que não precisava se esforçar para ver tudo que ela escondia, bastou olhar em seus olhos para ver que aquela profundidade de sentimentos não era apenas sombras como muitos julgavam.Naquele momento ela virou sua resposta, virou resposta sobre ele não precisar mais sentir-se só em tamanho trauma e medo, ela estava com ele mesmo que não precisasse necessariamente dizer.Talvez o fim de tudo fosse que o caçador se tornou tão perdido somente porque perdeu aquela que tinha como solução e caminho.

–Rowena, eu sei que parece injusto eu vir até você depois de como as coisas foram para nós, depois de como tudo acabou e...depois do que fiz. –Memorou rapidamente do momento em que a encarou nos olhos e disse ‘não’’, não deixaria o mundo e o restante que ela mencionou morrer apenas para que pudesse poupa-la.Naquela altura isso pareceu errado e um castigo, mais tarde ele descobriu que o mundo foi salvo apenas por ela, mas que ainda sim era um castigo nas noites daquele que a matou.Não ousaria se perdoar, depois da morte da bruxa ele nunca mais soube o que era se sentir livre em relação a um sentimento tão pesado como a culpa.Ainda que com a presença dela ali, culpar-se era inevitável. –Mas eu não tenho dormido no último ano, se passaram meses e ainda sim eu vejo você em todos meus sonhos, que eu já não sei classificar o quão bons são ou o quão ruins eles se tornam. –Era impossível controlar o sentimento real de culpa quando ela praticamente o visitava todas as noites, tinha a essência marcada de Rowena mas ainda sim não conseguia se satisfazer, as vezes pensava que isso apenas aumentava sua sede de mais uma vez encontra-la. –Você deve saber como é carregar o arrependimento de ter feito algo e não poder dizer perdão diretamente a pessoa que o fez. –Rowena baixou os olhos ao chão, ela claramente sabia a quem ele se referia, e era óbvio apenas por seu olhar que se tratava do filho perdido, Fergus.Nunca pode dizer a Crowley o arrependimento e a culpa que sentia por ter feito o que fez, e pela forma cruel em que lidou com ele, afinal Crowley era seu filho e Rowena era a única imagem amorosa que um dia poderia recorrer, mas isso nunca aconteceu.Rowena se culpava, mas ainda sim tentava compreender, ela era uma mulher falha e tinha um pensamento egocêntrico, quando perdeu mais do que ganhou percebeu que as coisas eram bem diferentes do que imaginava. –Eu só preciso que você me perdoe, e então eu posso ir.

Continuou calada, Rowena permaneceu o olhando de forma profunda, afundando-se nos olhos de Sam cada vez que encarava suas pupilas escuras com mais empenho e desejo.Podia ver verdade nos olhos meigos e sofridos do caçador, podia reconhecer o tom baixo e fraco a cada vez que ele ditava uma palavra entre os lábios rosados pelo frio, percebeu que ele não ousava tirar os olhos dos dela, parecia tão fascinado quanto imaginava, e na realidade era mais difícil tentar cometer esse erro do que o fazer.Toda aquela calmaria servia apenas para deixar Sam mais ansioso, ele não fazia ideia do que passava pela cabeça da bruxa, e mirar seus olhos tão fundos e instigantes o dava certeza que oque ela estivesse pensando, era complexo.Rowena comunicava-se com ele através dos olhos, contudo Sam ainda não se sentia capaz de identificar o que ela queria dizer, e isso certamente o deixava no mínimo apavorado.

–E-eu entendo. –Absorveu o silencio cruel dela como resposta de suas palavras anteriormente ditas, acenou com a cabeça enquanto tentava desviar os olhos dos dela, mas agora isso não foi possível. –Não tenho o direito de vir até aqui e pedir isso, não posso pedir que você tira a culpa de algo que eu cometi. –Engoliu seco, e mais uma vez ousou se afastar antes que Rowena o olhasse mais fundo e o desse a permissão de ficar.Aquele silencio estava sendo bruto e frio, mas ao mesmo tempo os olhos dela diziam outra coisa.

–Samuel. –Trouxe de uma vez a atenção do maior para si, usando desse momento para negar e sorrir de lado, mas logo desmancha-lo na intenção de ditar suas palavras com firmeza, o que ocorreu. –Eu não poderia culpar você nem mesmo se eu quisesse.A antiga Rowena te culparia, tentaria te matar na verdade, mas não agora, não mais... –Interiormente ela ficou contente, viu o suspiro aliviado que Sam soltou e pode se aliviar juntamente a ele. –O que aconteceu tinha de acontecer, era uma profecia, Winchester, não tínhamos para onde correr, uma hora ou outra sabíamos que teríamos de enfrentar aquilo e assim fizemos. –Aquele tom de voz específico e os olhos serenos voltaram, Sam praticamente se sentiu abraçado quando escutou aquilo dela, talvez ele precisasse ouvir aquelas curtas palavras em todos esses meses. –Estavamos marcados, Sam.

–E...o que isso significa? –Questionou, intercalando o olhar entre os lábios vermelhos e entre os belos olhos esverdeados e umidos.Era difícil se manter preso em algo além dela, o que estava acontecendo do lado de fora parecia não importar muito, ter Rowena era mais que suficiente.

–Significa que eu nunca culpei você por minha morte, e portanto não ter o porque te perdoar. –Pela primeira vez depois de longos minutos o rapaz pode baixar os olhos e encarar o chão, suspirou fundo e pensou em como foi bom ter esccutado aquilo, e em como ele precisava que Rowena o dissesse aquelas palavras.De fato ainda se culpava quando chegou lá, e talvez mesmo depois dessas palavras ainda se culparia.A culpa presente nele era um sentimento que teria de ser aliviado aos poucos, até que percebesse que não mais afligia suas noites.Era isso o que ele ansiava. –Tinha de ser feito...mas se serve de consolo, eu perdoei você quando olhei nos seus olhos a última vez. –Não sabia se ela se referia especificamente ao momento em que encarou Sam, e então disse adeus para despencar até o inferno, ou se ela se referia no momento em que o olhou nos olhos já estando no inferno, e quis fugir de lá apenas para não precisar encara-lo.Era uma questão vaga, mas ele não a requisitaria por isso.

Então de novo, sem que pudesse evitar, o silencio abordou ambos e os fizeram prisioneiros, mas diferente de anteriormente o silencio dizia por si, era algo bom, algo que eles precisavam.Sam sempre soube respeitar o silêncio aconchegante de Rowena, e ela sempre soube que ele era bom nisso, bom em escuta-la e conforta-la em seguida, até mesmo quando isso acontecia apenas através da respiração forçada e dos olhos extremamente fixos, ou agitados demais.Rowena muitas das vezes não se permitia chorar, mas talvez no fundo ela estivesse sedenta para entregar ao caçador de uma vez toda sua dor, tendo conhecimento que ele secaria cada uma de suas lágrimas e não protestaria ou a sentenciaria por isso, ele apenas entendia.

–Tem outra coisa que eu preciso que saiba. –Pigarreiou a garganta, forçou uma tosse e mirou a qualquer lugar que não fosse ela, mas no fim já estava a encarando outra vez, pedindo por seu olhar atencioso e seu tom calmo de novo.As mãos se tornaram inquietas, os dedos superficialmente quentes tocaram uns aos outros enquanto Sam parecia refletir sobre o assunto que iniciara.Parecia correto dizer, mas parecia invasivo, e por isso ele pensou muito antes de mira-la nos olhos e prosseguir. –Eu estive confuso durante toda esse tempo.Voce se tornou tão importante pra gente, salvou a nossa pele tantas vezes, nos mostrou fidelidade quando não merecíamos mais a sua ajuda.Você se arriscou, morreu por erros nossos. –Escondeu os olhos assim que Sam iniciou, afinal ele havia acabado de tocar em assuntos que Rowena preferia fingir nunca ter acontecido. –Você fazia parte da família, Rowena, e eu te amei como a família. –Se antes calada, agora se aprofundou em seu silencio, contudo sua expressão surpresa pela fala dele a revelou.Não esperava por aquilo. –Amei você porque estava lá, estava com a gente, estava depois de tudo, quando ninguém mais estava.Eu nunca vou poder esquecer de como isso te prejudicou, o que fizeram... –A menor brincou com os lábios no outro, comprimindo os em seguida, ela ainda se esforçava muito para não deixar escapar um olhar vulnerável, mesmo que estivesse impossível evita-lo. –Eu demorei a perceber que a culpa não era uma culpa normal.Eu me culpava tanto não só porque tinha perdido alguém importante, mas porque eu tinha perdido você. –Os olhos coloridos e chamativos de Sam agora se inundaram como um mar, ela podia ver o reflexo brilhante em suas pupilas, e isso o deixava muito mais atraente ao mesmo tempo que entristecia suas falas. –Eu demorei a entender que não amo você como bruxa, como aliada ou como mulher...eu amo você como Rowena, como a Rowena que se sacrificou por tudo que eu amava naquele momento.E então, só depois eu pude entender que você também fazia parte do que eu amava e estava preste a perder.

Suspirou fundo, foi tudo que a ruiva fez antes de expelir aquele ar com firmeza e cansaço.Passava muitas lembranças e tragedias perante os olhos de ambos, quando se encaravam era exatamente isso que sentiam:um misto de lembranças que os deixavam cego, mas após aquelas palavras era como se tudo isso tivesse ido embora, como se Rowena não visse dor e mágoa nos olhos dele, e nem ele nos olhos dela.O ar que os cercavam parecia um ar abafado e frio ao mesmo tempo, fazia Sam suar e Rowena se congelar apenas pela imaginação fértil ao pensar no que viria depois de tamanha revelação.Sam de fato havia demorado muito para entender que amou aquela bruxa como pessoa, que viu nela o que ninguém ousava ver, e que tinha como lembrança momentos bons arrancados de momentos ruins que vivenciaram juntos.No dia seguinte ainda estaria marcado pelo sangue dela em suas mãos, e por seus olhos verdes procurando por uma saída que mais tarde ela mesma a encontrou, mas agora ao vê-la tão de perto, era diferente, a culpava não agia como culpa, existia algo além do que ambos previram e sabiam disso.Quando Rowena disse que tudo tinha de ser feito como tinha de ser, ela usava das suas palavras mais sabias, pois entendia que no fundo era a mais pura das poucas verdades.Quieto, era como tudo estava desde que Sam ditou aquilo para ela sem voltar atrás, ele não voltaria, estava feito.

–Eu sinto muito, eu sei que...que não é meu direito. –Insistia em se culpar por ama-la, não podia evitar, sabia que ela tinha sofrido muito apenas por conhece-lo, e ao entregar tamanha sobrecarga nas costas da mulher as coisas poderiam ser muito piores.Tinha conhecimento que amar alguém era tão trágico quanto odia-la, no fim amar sempre machucava todos, e Sam sabia disso melhor do que ninguém.Havia perdido Rowena muitas vezes, na realidade refletiu que não somente a perdeu para a morte como a perdeu para poder e consequências, havia perdido Rowena tantas vezes que parecia impossível tentar calcula-las. –Mas eu amo você. –Sorriu desconcertado, levantando os ombros antes de seguidamente relaxa-los de uma vez.

As pupilas de Rowena brilhavam como dois diamantes, contudo seu olhar era frio e pesquisador, como se ela estivesse buscando qualquer detalhe para confirmar algo ou para se aprofundar em algo.Era tão complexa, e isso o enlouquecia.Não conseguia controlar suas palavras tão diretas, não podia mais rodear e mentir sobre seus sentimentos, depois que a perdeu várias vezes Sam não tinha mais nada a perder, e pensar somente em perder aquela chance o deixava impaciente e ofegante.Queria implorar para que ela dissesse algo, mirava seus lábios escuros tentando decifrar qualquer pequena abertura que fizesse, mas Rowena continuava intacta, pensando em tudo que escutou e em como aquilo influenciaria em suas ações seguintes.Muitas vezes a anoitecer sentiu-se sozinha e odiada, sabia que ninguém estava com ela e que ninguém iria ajuda-la, não importa quantos acertos tivesse, a única coisa relevante a todos era seus erros e defeitos, suas consequências por coisas cometidas há muito tempo.Uma mulher julgada e triste, as vezes ambiciosa buscando por uma pose maléfica e por poder extra;foi isso durante a vida toda, contudo algo mudou quando estava no fim da mesma e percebeu que a solidão não era nada mais do que o reflexo de seus choros lastimosos e repletos de raiva, a necessidade de afastar-se para não se machucar.Escutar aquilo não era fácil, mas não era apenas palavras vindas da boca do caçador responsável por mata-la, eram palavras acompanhadas de gestos que um dia a fizeram se sentir amada e especial, nem que durasse apenas segundos.Ao mesmo tempo que soava como uma apunhalada, soava como um abraço acolhedor e moderado.

–Mas eu entendo se não quiser aceitar, não é justo eu dizer tudo isso pedindo que conc... –Interrompido pelas mãos macias de Rowena sobre seu rosto, ele parou.

–Shhh... –A bruxa sussurro, apanhando o rosto de Sam entre ambas suas mãos, que gélidas entraram em contato imediato com a pele quente e áspera do rapaz.Observou o fundo de seus olhos e os admirou, tão próximos eles pareciam muito mais bonitos e certamente muito mais atraentes, Rowena mal conseguia deixar de encara-los.Estava presa.Assistiu os lábios tremidos do homem e contemplou a vermelhidão superficial marcada pelos dentes dele, apreciou a barba mal feita e raspou ambos polegares para sentir melhor, em seguida se aproximou mais um pouco, o suficiente para que o ar abafado da boca dele tocasse seu rosto e balançasse tranquilamente seus fios alaranjados, caminhando por seu ombro coberto. –Não veio até aqui para dizer que me ama, Samuel... –Cochichou em seu tom mais baixo, deixando que a quentura de sua boca soprasse rente aos lábios dele, pelo menos o suficiente para que o fizesse fechar os olhos e relaxar todos os musculos.Completamente entregue.

–Não, não vim. –Compartilhou do mesmo tom baixo. –Eu não tinha certeza até olhar em seus olhos e lembrar do porque não desisti de tudo.Mas agora eu tenho. –De olhos completamente fechados, sendo levado por ela apenas escutando sua voz e seu ar quente, Sam sentiu os lábios da bruxa o preencher, arrancando todo ressentimento e todo medo.E naquele momento o vazio que sentia partiu, igualmente ao seu ar.

Experimentar os lábios da bruxa por cima dos seus foi realmente contagiante, ele podia sentir o frescor juntar se ao seu e transformar em uma mistura de potencia, quase como se fosse ser lavado dali somente por provar dos labios dela.As vezes soava com uma alucinação, mas preferia pensar apenas que estava em efeito do beijo da ruiva.Mal podia lembrar do porque estava ali, não queria lembrar em um momento como esse, apenas fez questão de fechar os olhos com mais precisão e pedir permissão para aprofundar sua boca a dela.Compartilhou de um empenho a cada vez que Rowena impulsionava minimamente a cabeça para frente, adentrando a língua a do rapaz e trasformando ambas quase em apenas uma.Julgaria ser os melhores lábios provados em toda sua vida, não era apenas o gosto superficial de vinho misturado com o amargo de seu batom escuro, era todas as sensações que ela poderia passar através de um simples ato, mas com repleta intimidade e calma, quase o fazendo esquecer que Rowena costumava ser dominante e segura de si em certos momentos.A mão de Sam deslizou respeitosamente pelas costas de Rowena, tocou em sua capa e apreciou o tecido, em seguida continuou até que pudesse ter contato com os fios dela e então lentamente coloca-los de lado.Quando livre, não poupou a vontade de tocar no rosto da mulher, brincou com os dedos nas bochechas dela e colocou seus cabelos atrás da orelha, mais uma vez aprofundando-se no beijo que já parecia profundo o bastante, ou, quase lá.Tocou no fecho da capa dela localizado em seu pescoço e o abriu, afastou-se centímetros para que pudesse encara-la e assistir sua capa cair ao chão, com suavidade e graça, como um filme antigo assistido por milhares.

Rowena invadiu indiretamente as mãos no casaco do caçador, e botão por botão foi se desfazendo de sua camiseta, até que o peito desnudo do rapaz começasse a aparecer.Raspou levemente as unhas pelo peitoral dele, descendo e brincando com as mesmas ali, por vezes liberando um sorriso perverso em meio ao beijo.Ele, compreendeu.Passou ambas mãos em seus ombros fazendo com que seu casaco caísse antes da camiseta xadrez cair no chão também, e então o deslize pecaminoso iniciou pelos braços expostos do rapaz.O beijo ainda continuava, ainda estava lentos ao misturar uma boca na outra e sentir que compartilhavam da mesma, Sam ainda gastava seu tempo apreciando a maciez dos lábios de Rowena e o sabor que ele poderia o dar.Mesmo que fosse a última vez, não se esqueceria com tanta facilidade.Rowena explorou os braços do homem com vontade e dedicação, tocou cada parte e não se preocupou com a leveza e demora em que fazia isso, ela de fato estava sabendo separar bem o processo entre provar da boca dele e curtir seu corpo.Quando rodeou o pescoço do rapaz com os braços Sam tomou as mãos da cintura da moça e a levantou, fazendo com que imediatamente ela entrelaçasse as pernas em volta do quadril dele, Sam a carregou até a cama encostada no meio do quarto.A calma e leveza com que a colocou sobre o colchão macil foi completamente essencial, Rowena sentiu as costas tocar as colchas escuras que cobriam a cama, e antes mesmo de ser posta completamente sobre ela, as agarrou firme e sorriu.

–Você tem certeza?Não quero que seja um erro. –Ao se colocar por cima da mulher Sam suspirou em seu pescoço e questionou em formato de murmúrio próximo a seu rosto.Não queria que aquilo fosse dito como errado depois que se levantasse, Sam odiaria saber que foi um erro para ambos, ele nunca mais se permitiria envolver tão fundo com alguém, temia isso, mas era Rowena e ter todo cuidado e atenção com ela era necessario.Esforçou-se minimamente para ter contato outra vez com os olhos dela, mas pela posição foi impossível.

–Não será um erro, Samuel.Eu garanto. –Então Rowena o prendeu sobre seu corpo e dedilhou a ponta dos dedos por suas costas, aproveitando novamente antes de em alguns segundos, ele começar a despi-la.

Ter Rowena sobre o seu colo era quase como um dos piores pecados.Ele podia sentir o fervor que tomava sua carne e fazia deles dois contempladores da perversão, mas ao mesmo tempo não é como se o corpo dela só o transmitisse a sensação de estar pecando cada vez que suspirava.Mergulhava-se na pele dela toda vez que a tocava, seja em qual forma fosse ele sentia um prazer em se afogar no prazer que a bruxa o concebia.Ela era boa naquilo, o fazia buscar por mais, o fazia sentir se único e privilegiado por estar entregue a uma paixão que somente ela poderia o dar de mãos beijadas.O fogo que transcendia de sua pele era surreal, parecia que ela estava literalmente em chamas, e consequentemente o fazendo sentir aquele calor que era comparado com o mais puro e forte dos fogo.Rowena o guiava, apesar de estar entregue ao corpo do homem ela o comandava.Sentia a alma dançar por cima dele, sentia o corpo sobrevoar enquanto ele se afundava nela, e ela se afundava nele.Era uma essência boa, uma sensação de estar pecando e se redimindo em seguida, era como se não cansasse de toca-la e deixar ser tocado de forma tão selvagem.Ela poderia facilmente o levar ao céu de forma passageira, mas ele preferia quando Rowena o aquecia tanto ao ponto de faze-lo se sentir no inferno, queimando por dentro, mas intacto por fora.Apenas em toca-la de forma tão indecente ele se sentia vivo, se sentia humano, como se todos os sentimentos que perdera com o tempo voltasse ao corpo dele de forma rápida e nada delicada.Não era apenas transpirar os poros dela, muto menos tirar suas roupas, era Rowena, era saber que estava fazendo do corpo dela sua cama, e deixando a devorar sua carne como se estivesse devorando sua alma.

As mãos deslizavam pela pele nua da bruxa como vinho sendo despejado em uma taça.A ponta dos dedos do homem recebia um choque toda vez que entrava em contato com a pele esbranquiçada, mas que em certas áreas eram tão vermelhas quanto os lábios mordidos dela.Ter aquela visão era para poucos, e sinceramente ele poderia julgar ser uma das melhores visões de sua vida.Comparava com sentar e apreciar uma arte, ou como apenas analisar uma obra recém feita, de qualquer forma ele sentia que ela era algo alem daquele mundo, e que seu corpo suado e ofegante fazia parte desta raridade.Mesmo a tendo daquela forma ele não podia deixar de reparar em tudo; da forma em como seu corpo se mexia por cima dele, de como seu quadril se mexia no ritmo de uma dança não existente, ou de como ela ainda carregava uma expressão pecadora e sensual, assim como seu sorriso irónico e espontâneo.Quase sentia que não poderia mais aguentar, que ter ela sobre seu colo fazendo aqueles movimentos o levaria a loucura, o faria perder a cabeça e se entregar a ela como nunca se entregou a ninguém em toda sua vida, apesar de sentir que já havia se entregado antes mesmo de toca-la realmente.Como ele poderia ter se dado a uma pessoa que nunca tocou?Bem, ele nunca realmente precisou tocar em Rowena para sentir que ela estava ali.Isso era uma tarefa difícil para aceitar, ele não queria ter a consciência que havia se dado a uma mulher daquela forma, mas o que ele pensaria?Havia feito isso há muito tempo, e agora que ela era sua morada, não havia muitas saídas se não continuar se dando e se dando, matando a sede dela, fazendo dela uma mulher mais rica para provar dos sentimentos que ele tinha a oferecer.Era um jogo, mas que deixou de ser apenas isso quando nenhum dos dois tinha mais como fugir do que estava acontecendo.Estavam entregues, perdidamente entregues.

Experimentou ter as coxas da bruxa roçando sobre suas pernas, fazendo com que se atraíssem como um imã, sem chance de descola-las.O calor de Rowena passava para ele toda vez que ela subia e descia em cima de seu corpo, o fogo que aquecia a pele dela a deixando totalmente vermelha passava para ele, fazendo do caçador um homem totalmente ofegante e hipnotizado, entregue a uma luxuria que nunca sentiu antes.De qualquer forma ele procurava apenas se manter concentrado em como ela o apertava e o deixando a um passo do ápice, ou, a um segundo do ápice.Quando as mãos do homem abusadamente correram pelo corpo dela, ele a presenciou sorrir de forma sortida, armando uma armadilha para ele no momento em que o encarou de forma tão voraz e não satisfeita.Rowena mordeu os lábios e afastou os fios alaranjados do rosto, aproximando-se mais ainda do caçador que ansiava por ela mais perto do que parecia estar.O peito nu da ruiva se encostou ao dele, e então ela o beijou como se aquela fosse a última vez, como se estivesse a um passo de se despedir do homem, naquele momento, seu homem.O beijo era tão caloroso como ato que estavam praticand, a bruxa puxou o lábio inferior do Winchester para si, marcando na boca dele o gosto de sangue que sentiu ela arrancar de forma leve apesar de direta.Não reclamaria, ela tinha o mesmo fervor que ele.

O corpo dela continuava a saltar sobre o seu, o peito desnudo e a pele branca continuavam a se juntar com a sua como se estivessem virando um só corpo.Ainda tinha a boca dela junto a sua, ainda tinha sua respiração ofegante saindo de seus lábios entre abertos e invadindo seu rosto, consequentemente o deixando sem chance para tentar abrir os olhos.Chamar pelo nome dela era mais um gesto que indicava uma entrega emocional e física, mas escutar ela o chamando era como ver o paraíso e depois ser tomado por chamas ardentes.Ele estava quase, tinha o coração acelerado e a respiração descontrolada, mal tinha ar nos pulmões, mas conseguia controlar os gemidos alto e a suplica por mais.Rowena acatou com isso, ela o deu mais, ela o deu mais até que não pudesse, até que assim como ele não conseguisse mais manter o ar preso e o corpo ativo.Quando ambos já não aguentavam mais se controlar o Winchester abraçou a cintura de Rowena e prendeu o corpo dela ao seu, fazendo com que a moça saltasse até que os gemidos dela ecoassem mais alto em seu ouvido.

–Oh... –Pareceu que ter escutado o sussurro dela em meio a tantos palavrões altos o fez dar se por vencido, enfim libertando tudo que seu corpo tentava controlar a longos minutos.Mas mesmo que estivesse se desfazendo dentro dela, ele ainda não queria parar.Se Rowena precisasse de mais, ele a daria mais.Suas investidas ainda existiam, e conforme ela se tornava mais fraca ele investia com mais precisão e mais rapidez, até que a enfim sentiu o corpo da bruxa amolecer sobre o seu.Foi como se tudo tivesse parado, como se o mundo tivesse parado de girar e somente eles dois existissem em um lugar repleto de caos como aquele.Sam não conseguia larga-la, mas em compensação a isso ele deslizou a ponta dos dedos pelas costas nua da mulher, calmamente apreciando a maciez que sua pele trazia com ela despejada sobre seu corpo, tentando voltar o respirar ofegante e tentando voltar a energia que foi tomada.

Esparramou o corpo ao lado dele e foi acolhida por seus braços logo em seguida, sem descanso algum envolvendo o pequeno corpo da bruxa apoiada sobre o seu, ainda em efeito de calor extremo e espasmos exagerados.Sentiu a respiração quente e desregulada dela abafar seu peito nu, onde segundos depois Rowena levou a mão e brincou com as unhas, contornando calmamente a tatuagem do caçador.A respiração de ambos ainda parecia estar tentando se estabilizar, havia uma certa dificuldade nisso e era compreensível, afinal o suor escorrendo por seus rostos condizia com a respiração ofegante e acelerada.Abraçou o corpo dela como se fosse perde-la outra vez, como se estivesse segurando a coisa mais preciosa naquilo momento e todo cuidado era pouco, foi assim que Sam sentiu quando agarrou firme o corpo exposto da bruxa junto ao seu, e não pensou em solta-la com tanta facilidade.Era bom a sensação de sentir que ela estava ali, finalmente, nessa altura parece valeu a pena ter se culpado por tanto tempo se agora estava deitada com ela, sentindo o calor corporal misturar com o seu e suas peles se unirem a ponto de soar como uma só.Foram longos segundo naquela posição apenas apreciando o respirar do outro e sua expressão exausta, quase como se pudesse ficar daquela forma por muito mais tempo, desde que claro, estivessem juntos.

Aquilo havia sido tudo, uma mistura de cuidado com luxuria e apreciação ao mesmo tempo, mas de forma alguma havia sido um erro, assim como temeram no início.Pela primeira vez em anos bruxa e caçador se sentiram seguros, imunes a tudo que estava em volta e ao anoitecer cruel que abordava o lado de fora daquele local, por alguns segundos sentiram que apenas existiam eles no mundo, e que nada nem ninguém importava, pelo menos não o suficiente para faze-los desgrudarem um do outro.Contudo houve batidas na porta, e após quebrar o silencio natural entre eles, a mulher praguejou pela interrupção.

–Droga! –Rowena ergueu o corpo com pesar, era evidente seu incomodo ao ter que sair de perto do homem, no entanto ela não tinha o que fazer quando o outro através da porta continuava a bater com intervalos rápidos de segundos.Andou com rapidez além de alguns metros da cama, e ainda com a visão de Sam sob seu corpo ela baixou ao chão e tocou sua capa, segurando a mesma entre os dedos antes de vesti-la.Não se preocupou se estava nua por baixo, a capa foi sua primeira opção e Rowena a vestiu sem muitas delongas, apenas tomou cuidado para não deixar mostrar mais do que deveria, e ainda com ira nos olhos abriu a porta apenas em uma fina fresta cautelosa. –Sim? –Ditou.Ainda que a visão de Sam fosse limitada-mais uma vez- ele pode reconhecer o rapaz que estava com Rowena assim que chegou, no primeiro segundo se sentiu incomodado, mas essa sensação passou logo.

–Estamos indo, senhora. –Pronunciou-se. –Precisa de algo?

–Não esqueça de intensificar as entradas. –Alertou.Não podia ver o rosto dela, e as vezes mal conseguia ver o do rapaz do outro lado, porem a voz de Rowena soava mais firme do que quando estava deitada com Sam, e isso o fez questionar mentalmente o porquê. –Acho que irei ficar um pouco mais, não se preocupem. –Houve silencio por alguns segundos, Rowena continuava a bater a ponta dos dedos na porta, agitada, provavelmente ansiando para que pudesse voltar para os braços daquele que junta se deitou.Quando os passos se afastaram Rowena verificou a saída do rapaz intercalando o rosto em diversas direções no corredor, houve uma sequência de passos seguidos antes de outro silencio apossar o local, e então depois de minutos ela enfim fechou a porta e virou-se, encontrando os olhos do homem presos em sua face incomodada.

–Senhora!? –Sam sorriu de lado, levantando as sobrancelhas e estreitando os olhos.Aquela foi nova pra ele, era Rowena e isso poderia soar como uma admiração obvia, sabia que ela costumava ter esse ar dominante de respeito, porém não podia deixar de provoca-la.

–Longa historia... –Acompanhou o homem em um sorriso e revirou os olhos, os belos olhos que convencidos pareciam muito melhores, a expressão dela de segura era sem dúvidas contagiante e Sam a adorava.

–Acho que temos tempo. –Finalizou.Estaria disposto a ouvir o que ela tinha a dizer, o horário agora não importava e o tempo era relativo, não poderia perder a chance de escuta-la mais um pouco antes de adormecer junto ao seu pequeno corpo, ou de se levantar e ir embora.Vago dizer sua decisão nesse momento.

Ela assentiu.Haviam muitas perguntas na cabeça de Sam, muitas coisas que ele gostaria de entender, mas também não queria ser invasivo com a ruiva e questionar coisas que não o diziam respeito, talvez esperasse até que ela o dissesse o que quisesse e tudo estaria bem no final.Havia chegado até aqui, isso já era positivo e não tinha motivos para cobrança.A moça caminhou lentamente de volta a mesa do comodo e serviu duas taças de vinho, Sam reparou na diferença entre a quantidade de vinho em uma taça a outra, mas de novo preferiu não se importar com este pequeno detalhe.Rowena deslizou as mãos pela capa e a ajeitou melhor em seu corpo, o tecido grosso a aquecia um pouco mais do que o normal, tinha grandes possibilidades de ser seu corpo aquecido por tudo que houve ou apenas o desejo de continuar despida, era complicado dizer, então continuou vestindo a capa antes de voltar na direção de Sam com ambas taças em mãos.Ofereceu a taça menos cheia que ele não exitou em pegá-la, depois sentou-se no pé da cama e suspirou o ar abafado e quente do vinho, ela podia dizer qual gosto ele teria antes mesmo de provar, era fascinante tamanha habilidade.Brincou com a mão, balançou a taça em círculos e assistiu a movimentação repetitiva da bebida que até certo momento foi contagiante, depois Rowena se cansou e deu um olhar perdido.

–No inferno os demonios eram crianças crescidas; eles sabiam o que deviam fazer, e apesar de muitas vezes não obedeceram, sabiam o que não deviam fazer.Eles me viam como a rainha do inferno e me temiam, mas eu sou uma bruxa, Sam, sempre fui, a magia é tudo pra mim e os demonios me viam como a rainha, somente como isso. –Enquanto ditava cada palavra tranquilamente, Rowena fixou os olhos em qualquer escuridão distante do quarto.Sabia que Sam estava escutando e apreciando seu início de explicação, portando continuou. –Quando eu sai do inferno pensei que não podia continuar com tudo aquilo que era antes, ser somente a bruxa mais letal e poderosa, uma hora esse cargo cansa, mesmo que eu não pense em passa-lo pra outro alguém. –O mirou de lado e sorriu, mais uma vez trazendo sua expressão convencida.Pausou sua fala somente para que pudesse degustar do vinho, molhando seus lábios manchados agora com a vermelhidão forte e seca que a bebida trazia consigo. –Você sabe, eu sempre quis que outras pessoas tivessem conhecimento da magia, o mundo é muito superficial e as pessoas não tem tempo pra se aprofundar em coisas diferentes, mas eu queria que elas se aprofundassem e iniciei isso.

–Então você montou o seu coven. –Deduziu, ajeitando o corpo sobre a cama apenas para que pudesse prestar mais atenção na bruxa.Ela o olhou de canto e sorriu, aquele sorriu que o fez lembrar de Rowena no início, quando se preocupava em recrutar pessoas e ter elas mais próximo em busca de poder.Agora ela tinha todo o poder do mundo, mas não era o suficiente para distrai-la de seu real pensamento ao estar ali.

–Em cheio! –Bebeu um pouco mais do vinho, contemplou seu gosto e afastou a taça dos lábios outra vez, em seguida aproximando-se de Sam. –Foi muito tempo buscando por pessoas que eu pudesse confiar, e mesmo assim não confio, mas eu os tenho sobre controle o tempo todo, sei exatamente o que vão fazer antes de fazerem, é como se eu pudesse prever seus movimentos e pensamentos. –Sam sorriu em efeito do orgulho que sentia dela, sempre soube que Rowena queria isso, queria repassar tudo que aprendeu e agora ela estava o fazendo, o minimo que poderia sentir era um enorme orgulho da bruxa.

–Então veio pro subterrâneo de um dos maiores hotéis da cidade!?Não tem receio que encontrem vocês? –Em seu tom mais preocupante, questionou.

–O hotel é apenas uma distração, eu tenho um quarto alugado lá em cima mas não passo nada mais que alguns minutos.Precisei mudar o meu flat de lugar, não me sentia mais segura lá então levei ele até a outra ponta da cidade. –Houve uma pausa longa em suas palavras, Sam deixou que o silencio dela a confortasse novamente antes da moça prosseguir, sabia que ela estava confiando nele outra vez ao dizer tudo aquilo. –Aqui eu comando tudo.Posso ver nos olhos deles o interesse e a paixão pelo o que estão descobrindo, faz eu lembrar de mim, quando eu era apenas uma menina nova descobrindo a magia através do odio por ter sido abandonada com uma criança no colo. –Suspirou fundo.Memorar coisas passadas ainda era um problema que ela teria de tratar mais tarde, quase sempre as machucavam o dobro e a fazia se sentir indefesa por alguns segundos. –Eu posso enfim dedicar o meu tempo usando a bruxaria e ensinando a eles o mesmo.Não sei se minha imortalidade voltou depois que sai do inferno, então não quero que todo meu conhecimento morra comigo, Winchester, não passei quatrocentos anos estudando e praticando magia para deixar ela morrer. –Podia sentir nas palavras dela o incomodo caso um dia isso acontecesse, não estava preparada para perder tudo que construi, isso era obvio. –Acho que estou apenas fazendo o que no fundo eu sempre quis...

–Essa é minha garota. –Trouxe um olhar contente e um sorriso orgulhoso, depois disso fez questão de tocar na mão da bruxa e acaricia-la.Receber de volta o olhar que ela tinha era certamente gratificante.E m casa palavra Rowena parecia esbanjar contetamente com sua posição agora, parecia ter satisfação naquilo, em seu coven, e nas pessoas que estava instruindo, no fundo ela sempre foi uma boa professora e ele sabia melhor do que ninguém disso. –Mas a propósito, como saiu do inferno? –Curvou-se e colocou a taça ao chão, voltou lentamente os olhos para o rosto da menor e tornou a acariciar sua mão, em seguida suspirando fundo por pensar que havia perguntado mais do que deveria.A princípio Rowena agiu como se não estivesse habilitada a revelar a ele, mas bastaram alguns segundos para que sua expressão séria relaxasse e ela pudesse ajeitar os ombros em suavidade.

–Jack. –Foi tudo que disse, calando-se apenas para investigar a expressão boquiaberta do homem. –Os demonios haviam me atualizado sobre o fim do apocalipse, não souberam me explicar muito bem como tudo acabou, mas eu não fiquei surpresa, eu estava esperando que vocês fossem dar um jeito.Não havia se passado muito tempo quando Jack apareceu no inferno, eu pensei que tinham problemas de novo e já estava treinando para dizer que os ajudaria, mas então ele não veio me trazer problemas e acordos, veio apenas ter uma conversa admirável sobre como foi o fim de tudo, e sobre como ele havia se tornado deus. –Negou com a cabeça desfazendo o sorriso fraco que criou, podia se lembrar de cada palavra dele e de cada olhar atencioso que deu em Rowena, o respeito que mostrou ter poe ela naquele momento.Jack sempre foi alguém que Rowena adorava, apesar de no início querer odia-lo somente porque ele era filho de Lucifer, ela deixou o julgamento de lado e se propôs a entender, mais tarde no mesmo dia estava se preocupando com o estado do menino mais do que deveria. –Ele pareceu preocupado sobre eu estar sendo rainha do inferno, assim como Castiel foi direto e me disse que poderia me tirar dali, mas eu não queria.Ele enrolou até chegar em um acordo entre deus e a rainha do inferno, foi um tanto estranho ver o pequeno Jack como...deus, mas eu aceitei e disse a ele que se me trouxesse para a terra de novo, teria que me conceder acesso diário ao inferno. –Rowena tratava o inferno como abundância de poder, mas muita das vezes ela sentia que estava carregando o legado do filho morto, e que não poderia desistir dele apesar de tudo. –Ele aceitou de primeira, disse que o faria.Então só precisou de um pouco de magia, as mãos da bruxa, uma força vital maior e eu estava de volta, pisando sobre a terra.

Sam ainda parecia estar absorvendo tudo que ela disse, eram detalhes e coisas que ele ansiou por muito tempo para escutar, finalmente isso estava acontecendo. –Ele nunca me... –Foi interrompido.

–Eu pedi que não contasse a vocês, na verdade eu o poupei de falar quando disse que Castiel estava morto e vocês sozinhos, eu preferi não me culpar então pedi que ele guardasse segredo. –Sam se calou, ele encarou Rowena alguns segundos antes de tentar entender o porque ela havia pedido segredo.Não precisou mais do que segundos para entender e a dar razão, talvez no lugar dela depois de tanto caos, ele fizesse o mesmo. –O anjo, eu... –A bruxa baixou os olhos ao chão, e depois negou lentamente com a cabeça acompanhado de um suspiro longo e forte, através da brusca respiração ela o disse o suficiente, pelo menos o suficiente para ele sentir seu pesar sobre a morte de Castiel.Silencio.

–As coisas saíram do controle, perdemos mais do que ganhamos naquele momento e...ainda não aprendemos a lidar com isso depois de tantas vezes. –O homem parecia exausto ao ditar aquelas palavras, na verdade na face dele a exaustão já estava clara, e Rowena não precisou de muito para compreender isso. –O mundo foi salvo mas as pessoas que perdemos não voltaram, então...

–Isso parece justo pra você? –A moça perguntou, intercalando os olhos afetivos em ambos olhos do caçador, que agora pareciam um pouco mais deprimido do que o começo daquela longa conversa.

–Parece.Eu e Dean lutamos por isso há muito tempo, desde que somos jovens e perdemos nossas vidas pra caçada.Evitamos apocalipses incontáveis vezes e morremos o dobre pelo mesmo motivo, então me parece justo porque sempre nos dedicamos a isso e finalmente alcançamos o que queriamos. –Explicou-se, por vez ou outra respirando fundo para apagar da mente lembranças ruins, ainda que fosse impossivel. –Perdemos muitos, mas acho que desde o início de tudo o nosso papel sempre foi esse. –Talvez aquela fosse a consequência de tentar ajudar, muitas vezes falhando.Eles nunca tiveram para onde correr quando suas vidas foram marcadas quando bebes, era enfrentar ou se esconder, e a única opção não era aceitável o suficiente.Mesmo que o apocalipse tivesse sido impedido, e agora o novo deus era um menino bondoso e com suas ideologias corretas, o mundo não parecia muito diferente, e exatamente por isso Sam se agoniava, muita coisa mudou, mas outra não saíram do lugar.

Rowena se arrastou sobre os lençois e cobertores para ficar um pouco mais proxima dele, então calmamente debruçou o corpo sobre o do homem, e ali limitou um sorriso simples juntos aos labios dele.Encarou seus olhos tão de perto ao ponto de seus cílios baterem contra os dele, suspirando tão perto ao ponto de compartilhar da mesma respiração intensa e ofegante, que não se tranquilizava não importa o que fizessem.Então mais uma vez juntou sua boca a dele em um toque calmo e lento, aproveitando de todo o ar que tinha para arrancar do outro, ainda no processo de fechar os olhos esverdeados com lentidão.Parecia suspeito ter ele ali, nada daquilo fazia sentido e as vezes chegava a ser assustar, mas ao mesmo tempo a confortava e a fazia se sentir amada, como nunca se sentiu antes.Pareceu novo ter tocado seus lábios outra vez, era como se sua mente tivesse sido apagada e a sensação de admiração tivesse voltado novamente, fazendo da experiência de se beijarem surreal.Sam tocou no rosto de Rowena e o acolheu entre suas largas palmas, apreciou a pele dela outra vez e fez questão de tornar o beijo mais firme apenas para que sentisse os lábios dela se movimentarem com calma e desejo, quase o fazendo se sentir no paraíso ao mesmo tempo que queimava no inferno.Foi difícil se distanciar, pareceu impossível quando se puxavam igualmente a ima, era aterrorizante sentir as bocas descolando com tanta lentidão e a respiração amenizado a cada centímetro distante um do outro.Era doloroso, mas o fizeram.

Sam se levantou da cama logo depois de Rowena, trajou os mesmos passos que os dela até suas roupas no chão, e antes que tivesse tempo para tocar as suas, viu Rowena mais uma vez deixar despencar sua capa escura.Correu os olhos pelo corpo dela atentamente, agradeceu por ter a vista que tinha e o poder de cultua-la sem precisa fazer um sequer toque ou comentário, talvez fosse por isso que ela se sentisse segura ao seu lado, apesar de parecer ao mesmo tempo tão perigosa.Contudo durou pouco, em seguida Rowena começou a vestir peça por peça e Sam a acompanhou, vestindo as suas juntamente a ela.Após vestirem suas roupas ambos caminharam para o lado de fora do quarto, Rowena verificou tudo e se certificou que as coisas estavam em seus devidos lugares, trouxe atenção de Sam para alguns livros e ingredientes, permitiu o toque dele em alguns e o disse para que servia, tudo com calma e cautela, explorando da mente dele e a abrindo para aquilo que certamente o Winchester tinha interesse.Passaram longos minutos conversando sobre o coven, sobre o inferno e os demonios enigmáticos, falaram sobre o apocalipse e sobre suas desventuras, conversaram sobre tudo que tinham direito e sentiam que ainda precisam de horas e horas a mais.Houve risadas e provocações, o riso de ambos pareciam felizes quando juntos, naquele momento, depois daquela noite que aproveitam ao máximo.Mas ao mirar no relogio Sam conferiu que já se passava das quatro da madrugada, e mais uma vez deu-se por entritecido apenas ao pensar em deixa-lá.Juntos seguiram o mesmo corredor escuro, subiram a mesma escada e no fim pararam no mesmo comodo.Diferente dele, a mulher apenas ditou algumas palavras em sussurros fervorosos para que a porta lacrada se abrisse, de fato seu novo praticante havia a refoçado bem.Seus olhos esverdeados se tornaram roxos, e a luminosidade quase cegou ao caçador que ainda sim buscou apreciar aquele momento, era satisfatório ver os olhos dela tomarem vida e brilharem por si só.Eram únicos.

–Tem certeza que não prefere ficar? –Quando ambos se encontraram na rua, Rowena questionou.O vento estava gélido como facas sendo arremessadas contra a face deles, era possível ver o ar esbranquiçado soprar assim que ofegavam pela boca, deixando o gosto superficial da noite tomar o lugar do gosto do beijo dela.A lua bem posicionada brilhava como nenhuma outra noite, não era preciso nenhum poste perdido ou alguma iluminação da rua que estava completamente escura, apenas a luz da lua já era capaz de rasamente ilumina-los.Então o caçador esquentou a mão por dentro dos bolsos do casaco antes de olha-la de canto, ainda refletindo sobre sua pergunta ao analisar os olhos verdes e brilhantes.

Ao olhar nos olhos de Rowena ele se perguntou por que ele ficaria?Por ela?Por eles?Por que não queria deixa-la mais uma vez ou correr o risco de perde-la?Talvez, eram bons motivos e motivos que com certeza o faria mudar a posição, mas por que ele cometeria tal ato?.Olhando para a bruxa ele podia ver nos olhos dela como ela parecia feliz, finalmente distinta a tudo que um dia a condenou, agora ela parecia bem, alegre, contente consigo e com as coisas que estava fazendo e a proporção que seus desejos estavam tomando, não fazia sentido algum ficar quando sentia que finalmente ela estava claramente bem consigo mesma.Rowena podia sair do inferno e voltar a hora que quissese, ainda era a rainha de la, ainda era temido por demonios imprudentes e ainda era conhecida como a temivel rainha do inferno.Aqui fora ela era Rowena Macleod, a mãe de Crowley rei do inferno, a bruxa mais poderosa e a mulher mais sedente por desejo que muitos conheceram, além do cargo aclamado de ser aliada dos irmãos Winchesters.Ela estava vivendo a vida da forma que queria, tinha seus amigos e amores, tinha suas noites solitárias ou noites cheias em festas luxosas repletas por curtição e tudo que a bruxa gostava, ela estava bem consigo e bem com tudo em sua volta.Não tinha mais medo, não temia mais a aparição repentina de Lucifer e muito menos de outro arcanjo, não precisava esperar por consequências ruins por seus atos decadentes, ela estava simplesmente bem, feliz e contente com a vida que estava levando.Via nela tudo isso, via paz e serenidade, ainda era a Rowena firme e provocadora de sempre, ainda caminhava com o mesmo ar prepotente e o mesmo sorriso orgulhoso, ainda mexia com magia sedenta para que precisasse usa-la em alguém algum momento e mostrar porque ela era a bruxa mais letal.Ficar não dizia justamente que Sam iria atrapalhar tudo aquilo, afinal ele poderia ir embora ao amanhecer ou passar mais alguns dias dormindo e se virando ao lado dela, contudo, não parecia justo, não parecia leal correr o risco de arrancar de Rowena a liberdade que ela estava enfrentando agora.Ele não poderia, por isso ao olhar tão fundo nos olhos dela se certificou que não havia porque ficar quando ir era o melhor.

–Eu preciso ir. –Depois de longos segundos misteriosos a olhando diretamente nos olhos, Sam sorriu e ditou, tão baixo quanto um sussurro.

Seguiram pela rua juntos.As mãos da bruxa tentavam aquecer uma as outras enquanto Rowena as esfregava com rapidez, em seguida as escondendo por trás da capa novamente, Sam ao contrário dela sentia as mãos um pouco mais quentes, e repensou a ideia de entrar outra vez e passar aquele calor corporal para Rowena que parecia com frio, apesar da capa pesada e quente sobre os ombros dela.O vento tornava-se cada vez mais potente, o rapaz assistiu os cabelos da bruxa voarem como se estivessem dançando com o mesmo, o rosto branco se tornava cada vez mais branco, deixando apenas os lábios vermelhos como pétalas da flor mais bonita.Ainda passeava os olhos por seu rosto como fosse a primeira vez que estivesse a vendo, estava se torturando com a ideia de deixa-la naquela noite fria, mas pensou que tinha de ser feito e ela não iria odia-lo por isso.Estavam indo em direção ao carro de Sam, ela sabia onde ele havia deixado e por isso não seguia os passos dele, apenas o acompanhava.Quando foram se aproximando cada vez mais do automóvel, as mãos frias de Rowena começaram a suar, ela pensou que estaria o deixando outra vez e aquilo a incomodava, nos braços dele esteve tão segura, tão certa de tudo, e agora estava o vendo ir embora.Certamente ela não pensava em o fazer uma visita ao bunker certo dia ou de chama-lo para jantar, Rowena não tinha mais tempo para isso, porem se contradizeu mentalmente e articulou manter outra madrugada vaga para ele.Pararam a alguns metros do carro, na verdade a ruiva parou e ele fez o mesmo logo em seguida, incomodado com a expressão dela e incomodado com seus olhos fulgidos.

Ao se aproximar da menor Sam tocou no rosto dela com rapidez, deslizou o polegar por sua bochecha e depois por seus lábios vermelhos, pode sentir o surreal contato entre sua palma quente e entre a pele gelada dela, que o deu um arrepio imediato.Algumas gotas de chuva foram liberadas no céu, e pingaram sobre os fios alaranjados de Rowena e sobre seu rosto, deixando o caçador ainda mais perdido em sua forma de olhar e entre sua boca, agora, umida.

–Isso não é um adeus, Rowena. –Tornou a brincar com o polegar sobre seu labio inferior, mirou o mesmo por logos segundos e desejou tê-los pelo resto da vida, pensando bem seria ótima senti-los todos os dias, talvez fosse o paraíso ou sua salvação.Esperou mais algumas gotas caírem no rosto dela para que então, finalmente, a beijasse outra vez.Agora foi um beijo superficial, mais para tocar os lábios do outro do que para se aprofundarem, sentiram que não era necessário isso, não depois de tudo.Ter a presença do parceiro já parecia ser o bastante. –Obrigada. –Ainda perante os lábios dela, sussurrou, logo em seguida libertando um sorriso delicado que recebeu o dela de volta.Se distanciou da mulher e tocou suas mãos, a segurou e aguardou segundos para que elas esquentassem com o auxílio das suas, e quando isso pareceu ter acontecido, levou uma delas aos lábios e a beijou, por fim dando-se por vencido e afastando-se completamente de Rowena, indo em direção ao carro.

Deu passos lentos e rasos ao automóvel, evitava o máximo possível se virar e ter que encontrar os olhos verdes dela outra vez, é quase como se soubesse que eles estariam o chamando para mais perto.Agarrou as chaves entre os dedos e destravou as portas, estava quase lá quando escutou o chamar dela.

–Samuel. –Por um segundo pensou que estaria vivenciando outro sonho.Ela o chamou exatamente como costumava o chamar nos sonhos, com aquele tom calmo e prazeroso, sussurrando seu nome ao mesmo tempo que parecia que estava o gritando.Na maioria destas vezes os chamados de Rowena eram despedidas, e por isso ele se apavorou antes de levar os olhos até ela.

   Rowena estava prestes a falar, ela movimentou os lábios corados para ditar algo, contudo foi interrompida assim que levou ambas mãos em direção ao ventre.Sam não entendeu aquilo, ajeitou a posição pronto para ir em direção a ela e questionar seu chamado repentino, mas antes que fizesse isso assistiu escorrer entre os dedos da mulher seu sangue, pingando no chão assim que ela o olhou com súplica nos olhos.Tudo parou, o vento gélido e cortante cessou, o ar brilhoso que a lua tinha acabou se perdendo, e quando esticou a mão pronto para chamar mais uma vez por ela, despertou


Notas Finais


Eu sou uma versão da Netflix que faz finais estranhos, mas deixo aberto a vocês pensar se ele acordou apenas de mais um pesadelo, ou se ele acordou de um pesadelo ao lado dela.Podem escolher kkk, sou gentil.

Então adeus, ou não, não saberemosMas espero que vocês tenham gostado e não deixem samwena, fiquem por eles!

Até.


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