História Forgotten - Capítulo 6


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Notas do Autor


Todo dia eu penso "hoje eu não vou postar e não vou nem pensar nessa fanfic, chega de escrever Nox a sua cabeça vai explodir" e todas as vezes faço exatamente ao contrário, acho que temos que aceitar a verdade, fui sugada pelo universo das fanfics e agora que escrevo uma pra mim isso é tipo oxigênio, tá vendo gente foi isso que vocês fizeram comigo com todo esse feedback impecável afffff

PS: não parem por favor é muito bom ter os meus momentos de fama me sinto a própria Rainbow Rowell

Capítulo 6 - Achados e perdidos


-Entendeu?

 - Sim claro é realmente muito simples.

- Até poderia acreditar em você,se as suas orelhas não te denunciassem.

- Harry foi mal mas é que isso é mais complicado do que eu imaginava.

- Calma Ron temos o resto do dia todo.

E o homem de óculos recomeçou suas explicações,das quais Ron dedicou todos os seus neurônios a entender.
Haviam ido ao Gringotes trocar o dinheiro bruxo por euros em busca de um celular para Rony,que aparentemente havia começado a ter grande interesse na "magia trouxa", também conhecida como tecnologia. Fora difícil para Harry tentar conter o Weasley que se impressionava com cada aparelho que encontrava,ele podia ter certa familiaridade com outras partes do mundo não-magi mas àquela ainda era muito ampla e complexa,era como uma criança tendo contato com um aparelho de ponta pela primeira vez.
"- Que tipo de coisas são àquelas?- o ruivo apontava para a máquina.
- Computadores, são como telefones só que mais completos,com mais funções e tudo o mais.
- E por quê alguém iria querer um treco tão estranho desse- disse enquanto analisava a tela  extremamente de perto,o que provavelmente o fez esquecer de onde tinha colocado as mãos e acabou apertando um dos botões que fez a tela mostrar o menu.
- Meu Merlin!Harry o foi que eu fiz? Por favor me diz que não quebrei nada.
Algumas pessoas já começavam a olhar estranho.
- Calma Ron, você não fez nada, vem vamos logo achar o seu celular.
- Tudo bem,foi mal por ter te envergonhado,percebi que estão nos olhando como se eu fosse algum tipo de Trasgo com saia agora.
- Não se preocupa,trouxas não estão acostumados com gente tão interessante igual a você- Harry disse sorrindo abraçando o amigo pelos ombros. Ato este que Ronald agradeceu com um sorriso de canto. E então continuaram a procura."

Um pouco mais tarde o homem cheio de sardas já tinha quase completo domínio do aparelho,era complicado no início,mas também bastante intuitivo o que facilitou as coisas.

- O que estão fazendo garotos?- Molly disse entrando na Toca, havia saído para acertar algumas coisas há algumas horas.

- O Harry tá me ajudando a mexer no celular

- Eu tô ajudando ele a mexer no celular

Disseram os dois ao mesmo tempo, o que fez a ruiva olhar de um para o outro de modo estranho.

- E o que exatamente é um celular?

- Aparelho de comunicação trouxa- respondeu Ron

- Merlin! Até você? Deve ser de família espere só até Arthur saber disso.
O comentário fez os dois homens rirem.

- Bem Rony,acho que já sabe o suficiente,vou pra casa, Ginna deve estar impaciente se bem a conheço.

- Claro,te vejo amanhã.

Então o Weasley foi deixados a sós com sua mais nova aquisição,comprado com o próprio dinheiro,o que era importante pra ele,quando mais jovem sabia que vir de uma família pobre e conviver com Harry que tinha boas condições às vezes o vazia se sentir inferior,o que percebera ser algo estúpido conforme cresceu,pois sabia que o amigo nunca o menosprezaria.
Agora só precisava mandar uma mensagem a Amélie e poderia descobrir se o seu relógio ainda poderia estar lá, porque é claro que esse era o único interesse dele. Porém,estava nervoso,não sabia como começar "Ei é o Ron, deixei meu relógio aí, será que podíamos nos ver?" Ou " Sou o cara que dormiu na sua casa outra noite, perdi meu relógio e queria saber se o encontrou.", Quem sabe só um "Podemos nos ver de novo?". "Qual o sentido de ter comprado um telefone se nem consigo falar com ela?" Pensou o ruivo,por fim só largou o celular no sofá e decidiu ir tomar um banho,era só um relógio estúpido mesmo. Então soou,um barulho, a tela piscando, a foto de alguém na tela, Ron se desesperou,era uma ligação,de Amélie. Não sabia o que fazer, não tinha aprendido aquilo, então só seguiu os instintos e arrastou o botão verde.

- Alô Amélie- disse já se arrependendo de ter dito o nome dela

- Quem é?

- É o Ron

- Não conheço nenhum Ron- a garganta do ruivo ficou seca quando ouviu a frase.

- Dormi na sua casa noite retrasada.

- Ah sim,claro, é o bonitão que encontrei no bar, pelo que vejo decidiu pegar meu número.- a forma como a mulher se referiu a ele o fez corar como um adolescente.

- Sim,eu acho que perdi meu relógio na sua casa e aí resolvi falar com você.

- Uhum,entendi, tá disponível às oito?

- Claro.

- Ótimo, te encontro no mesmo bar e então terá o seu relógio.

O Weasley não teve tempo de responder, Amélie já havia desligado. Gostava do jeito dela, era direta e sincera,e a encontraria de novo a noite, e se sentia feliz por isso.
Estava lá, no mesmo lugar da outra vez, com a camisa social branca, a calça jeans azul escura e os tênis pretos. Bebia o whisky enquanto esperava a loira, não encontrara nenhum relógio por perto e bem, o que tinha estava com ela, então não sabia muito bem se a moça estava atrasada, não importava, ele só teria o objeto de volta e poderia ir embora depois de algumas palavras trocadas, então, por quê estava tão ansioso? Às perguntas rodeavam sua cabeça quando ouviu uma movimentação ao seu lado e soube antes mesmo dela dizer:

- Não me lembro de ter dito meu nome na outra vez.

- Não disse, eu descobri.

- Descobriu? É algum tipo de perseguidor?- tinha um humor em seu tom de voz então Ron pôde saber que ela não parecia assustada ou com raiva.

- Eu procurei pelo meu relógio na sua casa e aí acabei encontrando uma correspondência e bem, ela tinha o seu nome.

- Entendo, bisbilhotou minha casa então.

- Não, não, quer dizer, sim mas-

- Relaxa eu só tô brincando.- ela interrompeu o desespero de Ron

- Ah sim, desculpa por isso, deve estar me achando um idiota agora- podia sentir as bochechas e orelhas pegando fogo.

- Não, na verdade acho fofo, é o primeiro ficante que me faz ter essa impressão, geralmente vou atrás dos que são sexys.- disse bebericando o seu whisky que havia pedido assim que chegara.

- Me achou sexy então? Digo, naquela noite.

- Não teria transado com você se não houvesse achado.

"Direta e sincera", a frase ecoou em sua cabeça.

- Então, acredito que pode me dar o meu relógio e então posso parar de atrapalhar sua noite.

- Acredite, você não está atrapalhando nada. E além do mais, não tô com seu relógio.

- Não? Então eu não o perdi na sua casa.

- Você perdeu sim.- e agora ela o olhava nos olhos.

- Mas você disse que nãos está com ele.

- Porque não estou, ele tá bem confortável no hotel.

- E como vou pegá-lo desse jeito?

- Parece que vai ter que me acompanhar até lá.

Abriu os olhos e viu o quarto iluminado por uma luz fraca que atravessava as persianas, olhou para o outro lado e viu Amélie ainda dormindo de costas para ele. Se levantou e vestiu suas roupas, não poderia sair sem ter o objeto que fora o motivo de tudo ter acontecido, mas também não queria acordar a mulher, então fez o que lhe pareceu melhor, cozinhar. O cheiro já se espalhava pela casa toda, havia feito omeletes com bacon, e panquecas com mel e manteiga, além do café, nem muito doce, nem muito amargo. Não demorou muito para ver a loira entrando na cozinha, vestia uma camiseta preta uns dois tamanhos maior do que ela.

- Bom dia, eu sei que não quer que eu pegue na sua comida, mas achei que seria legal preparar algo pra comermos.

- Tá brincando? Se soubesse que cozinhava assim tinha te contratado pra trabalhar aqui no primeiro momento que o conheci- disse enquanto observava a mesa cheia de comida.

- Eu agradeço pela proposta mas já tenho um emprego- brincou.

E então estavam os dois sentados a mesa tomando o café da manhã preparado por Ron, esse que só agora parara para observar Amélie de verdade, estava sem maquiagem, o que deixava mais fácil ver suas características, como a pele branca, os lábios rosados, leves olheiras e algumas marcas de espinhas aqui e ali, e claro que o cabelo curto estava bagunçado e a cara amassada devido ao sono. Na opinião de Rony, ela era bonita.

- Eu gosto daquela foto, em frente ao London Eye.

- Eu também, tirei com minha melhor amiga, é especial pra mim, carrego pra qualquer lugar que eu vá.

- É, dá pra perceber pelo jeito que você fala, deve ter sido um ótimo momento.

- Foi sim.

E por um tempo o assunto se encerrou e eram audíveis apenas o som dos talheres, até a loira perguntar enquanto partia um pedaço de panqueca:

- No que você trabalha?

- Polícia- foi a profissão mais próxima que encontrou da sua.

- Legal, todavia parece meio arriscado.

- É, mas é o que eu gosto de fazer, além de que acredito que sou bom nisso.

- Se for tão bom quanto é na cozinha então pode se considerar incrível, aliás, como aprendeu a cozinhar assim?

- Minha mãe, passo muito tempo com ela, moro com ela na verdade.- Amélie lhe olhou estranho.

- Ela perdeu um dos filhos e como eu sou o único que não tá envolvido com ninguém achei melhor ficar junto dela e do meu pai sabe, fazer companhia.- explicou

- Ah sim, entendo, desculpa, não quis parecer rude nem nada.

- Tudo bem, geralmente homens de quase trinta anos não moram com os pais.

A mulher concordou com a cabeça, bebeu um último gole de café e se levantou, passaram alguns minutos e ela retornou com o relógio perdido de Ron.

- Foi mal por demorar tanto pra te entregar.

- Sem problemas, eu gostei de ter vindo.
Andavam em direção a porta, a qual a Amélie abriu e o ruivo passou.

- Obrigada pela ótima noite, e pelo café da manhã incrível, a gente se vê.
A porta foi fechada, e Ronald pôde seguir seu caminho.


Notas Finais


Esse capítulo ficou grandinho então me perdoem se houver algum erro, espero que tenham gostado, beijinhos de luz.


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