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História Forjando o Destino - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem pela demora imensa. Eu realmente tive muitos problemas do final do ano passado para esse... Somente agora consegui terminar esse capítulo que estava pela metade desde outubro ou novembro.

Deve ter alguns erros, porque a droga do word mudou o sistema de revisão, e eu ainda não me acostumei com ele. Amanhã revisarei melhor e corrigirei esses erros.

Por agora, fiquem com o capítulo!

Capítulo 4 - 004- Madame Bones - Parte I


004- Madame Bones

Após Lily esbravejar mais uma vez contra a decisão de Dumbledore de mandar Harry para ser criado pelos Dursley, o silêncio tomou conta do cômodo. Para Sirius e Marlene, a ficha ainda não parecia ter caído. Era, ainda, muito surreal para ambos que James e Lily estivessem realmente voltado a vida após dez anos.

–Porque essa cara Padfoot? – A voz interrogativa de James cortou os pensamentos de Sirius naquele momento. O Black levantou o olhar para o amigo, que tinha um sorriso de canto de rosto. – Você sabe, ficar pensativo não é algo que combine com você. Eu fico preocupado, pode ser que seu cérebro vire suco.

Lily e Marlene não conseguiram reprimir uma risada ao ouvir isso. Sirius fechou a cara, e desviou o olhar para onde Harry e Lyra estavam alguns minutos antes, finalmente notando que o afilhado e a filha não estavam mais no sofá.

–Onde aqueles dois foram? – Questionou o Black, procurando com os olhos pela casa. Isso fez com que todos repetissem a ação. Marlene olhou para a porta da cozinha, sendo que da sala tinha uma ampla visão para o cômodo, notando que a mesma estava aberta.

–Acho que já sei onde. – Disse ela, em tom divertido, se levantando, foi até a cozinha, com os outros três a seguindo. Ao pararem na grande janela acima da pia, encontraram Harry e Lira deitados na grama fofa do quintal admirando o céu.

A garotinha de cabelos loiro-acastanhados parecia explicar algo para o garotinho de cabelos negros rebeldes. Os adultos apenas observavam com atenção e com sorrisos no rosto.

–Sabe, acho mesmo que devemos falar com Madame Bones primeiro. – A voz de Marlene chamou a atenção de todos, enquanto a mulher ainda observava os pequenos. – Ela vai nos ajudar muito mais que Dumbledore nesse momento.

–Tem razão. Vou enviar uma carta para ela pedindo para nos visitar assim que possível. Vai ser mais fácil de explicar tudo a elas. – Comentou Sirius, concordando com a esposa. A mulher assente com a cabeça.

O homem sai, com James em seu encalço para começar a escrever a carta. Marlene continua olhando para as crianças, com Lily ao seu lado. A mulher dos cabelos acaju observou que algumas lágrimas surgiam nos cantos dos olhos da ex Mckinnon.

–Lene? O que houve? – A Potter olhou para a amiga preocupada.

Sem responder, Lene se jogou nos braços dela, enquanto a abraçava, a apertando com força, como se temesse que a ruiva fosse há algum lugar. Lily, notando o quando a Black parecia desamparada, apenas retribuiu o abraço, enquanto a consolava.

–Eu estou com medo… De fechar os olhos e tudo isso não passar de um sonho… – Disse a mulher de cabelos aloirados trêmula. – De te soltar e você se for de novo… Eu sentia tantas saudades… O Sirius se culpou por todos esses anos…

Lily sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, que teimosamente, escorreram por suas bochechas sem que ela conseguisse evitar. Ela não entendia como tinha conseguido voltar a vida, mas agradecia, pois agora poderia criar seu pequeno Harry, mesmo que tivesse perdido dez longos anos de sua vida.

–Eu não vou sumir nunca mais, Lene. Eu prometo. Jay e eu sempre vamos estar aqui para vocês, para a Lira, para o Harry – Lily se separou de Marlene e a olhou, diretamente nos olhos azuis brilhantes. – Vamos estar juntos como éramos antes de tudo acontecer.

A outra sorriu, balançando a cabeço em sinal positivo com um sorriso no rosto. Ela rapidamente usou os pulsos para secar as lágrimas que continuavam descendo por seus olhos teimosamente. Ela tinha sua melhor amiga de volta, e aproveitaria ao máximo para repor o tempo perdido.

James estava girando como um criança em uma cadeira giratória em um escritório. Ele olhou em volta do cômodo, notando tudo em seu devido lugar. Alguns objetos mágicos zunindo num canto, enquanto as paredes estavam cobertas por prateleiras com diversos livros.

Sirius estava sentado de costas para o Potter, de frente para uma escrivaninha, enquanto molhava a pena em um tinteiro, pronto para começar a escrever a carta.

–Tenho certeza de que quem fez a arrumação do lugar todo foi a Marlene, não é pulguento? – James comentou em tom divertido e provocativo. Ao virar seus olhos para Sirius, viu que o mesmo tinha a pena parada no ar, a tinta pingando da ponta da mesma no papel, enquanto Padfoot parecia paralisado. – O que houve, Pads?

Os movimentos das costas do filho de Walburga Black denunciaram a James que ele soluçava chorando.

–Me desculpe… – James teve dificuldade em ouvir o sussurro. – Me desculpe, Prongs…

James, tendo escutado o pedido da segunda vez se aproximou do melhor amigo, colocando a mão em seu ombro. O filho de Fleamont Potter notou que as lágrimas de Sirius ajudavam a molhar o papel, assim como a tinta da pena.

–Você não precisa se desculpar, Sirius. – James disse, dando tapinhas amigáveis nas costas do outro. – Não foi sua culpa.

–Claro que foi! – Sirius explodi, se levantando. – Se eu não tivesse dado a ideia de fazer o desgraçado do Pettigrew guardião do segredo vocês nunca teriam sido encontrados! Não teriam morrido e…

–Sirius. – James o interrompeu com a voz séria. – Ninguém tinha como saber que ele era um traidor. A ideia foi genial de certa forma. Ninguém imaginaria que ele seria o guardião do segredo. – O homem se sentou no chão passando as mãos pelos cabelos, os bagunçando mais ainda. – Só queria saber onde foi que erramos com ele.

Sirius secou as lágrimas se recompondo, e voltando a olhar para o amigo.

–Acho que fomos os melhores amigos que ele poderia ter tido, Prongs. Só… Acho que ele não nos considerava da mesma forma que considerávamos ele. – O homem deu uma risada rouca. – Desgraçado… Quando eu colocar minhas mãos nele…

–Se sobrar alguma coisa depois que eu chegar nele. – James comentou sombriamente. Padfoot deu de ombros. – Mesmo tendo sido morto para que Lily pudesse correr com Harry, ela não teve a chance. Inferno, estávamos tão alegres aquela noite. Harry estava destruindo a casa com aquela vassoura que você deu a ele. – O homem riu com orgulho. – Lily não sabia que brigava ou se ria.

O Black não pode reprimir um riso imaginando a cena.

–Ele tem o sangue de um maroto. Ela não conseguiria parar ele nem que quisesse. – Um sorriso de orgulho surgiu no rosto do padrinho de Harry. – Eu te garanto, ele e Lira vão virar aquele castelo de cabeça pra baixo.

O sorriso de orgulho de James aumentou.

–É com isso que estou contando. Agora, vamos logo escrever essa maldita carta.

Harry estava empolgado com tudo que ouviu de sua “prima”. Lira havia explicado para ele sobre suas magias acidentais, e em como seu pai ficava satisfeito em vê-las sendo feitas. Ela admitiu, piscando um olho de maneira marota, que algumas ela fez de propósito, o que deixou sua mãe um tanto desesperada. Harry contou sobre o que acontecia de “anormal” com ele, o que surpreendeu a pequena Black.

–Você aparatou Harry! – A garotinha exclamou com uma pitada de inveja – Minha mãe disse que só vamos aprender isso no sétimo ano e é muito dificil… Você deve ser muito poderoso…

–Eu não sabia… – Comentou o moreno pensativo. – Estou ansioso para fazer magia igual ao Sirius! Talvez eu pudesse dar um par de orelhas de porco para o Duda para combinar com a cauda…

Lira riu maldosamente ao ouvir isso, enquanto pedia para que ele a levasse junto quando fosse fazer isso. Após os risos dos garotos cessarem, os olhos dela recaíram sem querer para a fina cicatriz em forma de raio na testa do garoto.

–Ela dói? A cicatriz – A garota perguntou, passando a mão pela testa inconscientemente.

–Até hoje nunca doeu. – Harry disse, sem se importar com a pergunta. – Para ser sincero, eu achava que um acidente de carro tinha matado meus pais e me deixado com essa cicatriz.

–Essa é a mentira mais idiota que aqueles trouxas podiam ter contado. – Murmurou Lira, irritada. – Papai sempre falou que tia Lily e tio James eram os bruxos mais talentosos que existiam.

Harry olhou para o céu da manhã, admirando o azul claro do mesmo. Deviam ser por volta de oito horas da manhã naquele momento. Ele não pode deixar de se perguntar se os Dursley já tinham voltado para casa a essa altura.

–Mas o que importa é que agora você está com a gente! E não mais com aqueles trouxas idiotas! – Lira comemorou, se levantando. Harry fez isso em seguida. – Vamos ver se o café está na mesa! Estou morrendo de fome!

O moreno assentiu, enquanto corriam de volta para cozinha, onde se depararam com a mesa posta. Lily estava colocando um bolo na mesa, quando seus olhos recaíram sobre o filho e a afilhada.

A mulher prestou a atenção em Harry o máximo que pode. O garoto tinha 11 anos, porém era menor que Lira em alguns centímetros, e parecia magro e frágil. As roupas largas de Duda que ainda estavam em seu corpo ajudavam nessa aparência. Porém, mesmo assim, ela não pode deixar de ver o quanto seu garoto era parecido com James. O mesmo formato de rosto, o mesmo cabelo apontando para todos os lados. Porém ela sabia que os olhos verde esmeralda por trás dos óculos redondos e remendados eram herança de sua parte. E isso a deixava contente. O pequeno Potter era uma mistura perfeita entre ela e James. E isso não podia a deixar mais feliz.

–Venham tomar café crianças. – Ela chamou em tom maternal. Os olhos dos dois pequenos se iluminaram, enquanto se sentavam um ao lado do outro na mesa. Ela se sentou numa cadeira de frente para eles, admirando enquanto colocavam comida em seus pratos. Ela riu baixinho, vendo como Lira era uma mistura perfeito de Marlene e Sirius.

–Pobre Hogwarts, está condenada com esses dois – A voz de Marlene atraiu a atenção do trio na mesa, enquanto ela se sentava ao lado de Lily. – Lira age exatamente como o pai. Uma marota declarada.

–Eu faço o que posso, mamãe. Papai disse que está orgulhoso de mim! – A garota disse, após tomar um gole de suco de abobora. Marlene resmungou. – Ele disse que vai ensinar o Harry a seguir os passos dele e do tio James!

Lily estreitou os olhos.

–Meu Harry um maroto? Nem pensar…

O moreno ergueu os olhos para ela.

–Maroto? – Ele perguntou após engolir uma mordida do bolo feito pela mãe. Lily não aguentou e limpou o canto da boca dele com um guardanapo.

–Era como seu pai e seu padrinho idiotas chamavam a trupe infernal deles. – Marlene disse, sorrindo ao ver Lily mudando de lugar e se sentando do outro lado do filho. –  Causaram o pandemônio em Hogwarts.

–Você ajudou diversas vezes, Lene. Preciso te lembrar? – Sirius comentou, em voz maldosa ao entrar na cozinha, seguido de James que tinha as mãos atrás da nuca. – Nós deixamos nossa marca naquele castelo, e sei que minha princesinha e meu afilhado vão seguir nossos passos.

–Vamos garantir isso. – James comentou humorado ignorando o olhar cortante que Lily lhe mandava. O moreno olha para a mesa, se sentando logo no lugar que Lily estava antes. – Estou morto de fome.

Sirius se sentou ao seu lado, lhe olhando estranho.

–Não diga isso, veado.

–É um cervo, seu cachorro sarnento. – Rebateu James, se servindo com alguns bolinhos. – C-E-R-V-O.

-Continua sendo uma espécie de Veado pra mim. – Sirius comentou marotamente, olhando para o amigo de canto de olho.

–Eu te odeio Padfoot…

–Oh… Isso entristece meu coração… Lil, acho que não consigo aguentar o desprezo de seu marido…

A ruiva que servia mais alguns bolinhos para Harry levantou seu olhar para ele, brilhando divertido.

–Eu não me envolvo no relacionamento entre os marotos. Se vira.

Sirius resmungou, enquanto Marlene ria. James riu, e olhou para Harry, vendo que o filho olhava para ele e Lily com olhos brilhantes. Ele imaginou que o garoto mal podia acreditar no que via.

–Mandamos a carta para Madame Bones, logo ela deve mandar uma resposta, ou aparecer. – Disse James, atraindo a atenção de todos. – Enquanto isso, acho que eu tenho que ensinar algumas coisas pro meu garoto.

Harry olhou para ele animado.

–Que coisas pai? – James notou a voz de empolgação do filho e sorriu, emocionado.

–Tudo que você quiser, meu campeão.

–Que tal quadribol, tio Prongs? – James olhou para a afilhada, vendo que ela também parecia empolgada em vê-lo ali.

–É uma boa ideia. Vamos ensinar quadribol ao nosso futuro apanhador. – Sirius comentou animado. James concordou.

–Como sabem que ele vai ser apanhador? – Marlene questionou curiosa. James olhou para ela com um sorriso brilhante.

–Ele é meu filho. Eu sinto que ele vai ser incrível como o pai.

Ela tinha que admitir. Estava com saudades de ouvir o homem que considerava como irmão agir como o idiota convencido que era.

Amélia Bones terminava de arrumar alguns papéis em sua mesa. Ela estava um pouco cansada de resolver alguns problemas que o atrapalhado Fudge lhe causava. Ela era uma mulher de queixo quadrado, cabelo grisalho cortado rente, e monóculo. Uma mulher de aparência bastante séria.

Ela estava se levantando, quando uma coruja bicou sua janela. Ela olhou curiosa, vendo o animal ali, e se apressou para abrir. Quando o fez, a coruja esticou uma perna, permitindo a Amélia ver uma carta com o brasão dos Black nela.

Intrigada, ela desamarrou a carta, e viu que a coruja ficou ali parada. Ou seja, ela deveria enviar uma resposta pela mesma. Abriu a carta rapidamente, e começou a ler seu conteúdo.

Seus olhos se arregalaram ao ler aquilo, e rapidamente escreveu uma resposta, amarrando na coruja que alçou voo. Ela saiu rapidamente da sala, indo atrás de alguns vidros de Veritasserum.  

Ela teria um dia mais longo e emocionante que imaginava.



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