História Fórmula Z (Interativa) - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Campeonato, Corrida, Ficção
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Palavras 2.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sci-Fi

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem... Como eu posso explicar... Desculpa?

Eu estava pretendendo lançar esse capítulo no domingo, só que a preguiça atacou e eu so lanei isso hoje.

Ah, eu fiz umas alteração no documento explicando Fórmula Z, então recomendo que leiam ele novamente (postarei o link novamente nas notas finais).

Bem, sem mais delongas, vamos começar!

Capítulo 2 - O acidente


Após a batida de Taylor, a corrida já estava praticamente acabada. Joseph venceu a corrida, mas mesmo assim ele ainda recebeu bronca. Aparentemente, o dono da equipe, Magnus Krooden, ficou um pouco irritado com o que Joseph fez com Taylor. Mesmo que fossem adversários, eles ainda eram membros da mesma equipe e a eliminação de Taylor significava menos pontos no Campeonato de Construtores. Joseph não entendia muito o porquê de ser chamado a atenção, visto que ele sabia que os Purple Titans iam vencer de qualquer maneira, mas ele não rebateu seu chefe. Apenas concordou e foi embora, após o fim da premiação dos pilotos que conseguiram o pódio.

— Aquela corrida foi simplesmente demais! — Disse Joey, enquanto entrava dentre de sua casa, seguido de seu pai. Estava tão empolgado que chegou a entrar até com os braços levantados.

— Tem sorte de não precisar ver quando Magnus está irritado, Joey. — Disse Andrew, que fecha a porta da casa após entrarem. — Eu realmente não gosto disso. — Continuou o mesmo, parecendo um pouco cansado.

— Onde está a minha mãe? Quero falar com ela sobre a corrida! — Exclamou o pequeno, mudando rapidamente de elétrico para um tanto impaciente.

— Sua mãe deve estar dormindo. Você sabe como ela costuma passar as manhãs dos finais de semana lendo enquanto descansa à tarde. — Respondeu Andrew.

Joey foi correndo para o quarto de seus pais e encontra sua mãe, Martha Hall, realmente dormindo. Ele pula em cima dela, fazendo a cama em que agora ambos estavam tremer e ele acordar no susto.

— Tinha que ter ido, a corrida foi incrível! — Exclamou Joey, não dando tempo de sua mãe sequer perguntar o motivo do que acabou de acontecer.

Por um momento, ela quase briga com o pequeno, mas logo se acalma. Ela sabia o quanto seu filho gostava da Fórmula Z e que estava apenas empolgado. Não valia a pena brigar por isso. Ainda assim, decide chamar a atenção do garoto.

— Joey, eu sei que gosta de vir e me contar sobre as corridas, mas sabe que isso não tem muito valor. Eu não sou fã de corridas como você ou seu pai, então vir até mim e querer conversar sobre as corridas é inútil. — Responde Martha, calmamente.

Joey ficou um pouco emburrado com que sua mãe falou, pois ele realmente estava empolgado para contar para ela sobre a corrida. Ela rapidamente percebe o que estava acontecendo e decide dar perguntar algo para ele.

— Olha, por que não conta para seus amigos sobre a corrida? — Pergunta a mãe de Joey.

— Mas eles com certeza viram a corrida, então não vou ter ninguém para contar dela. — Responde o garoto.

— Então converse com eles sobre o que achou da corrida. — Disse Martha.

Depois disso, Joey pensou no que sua mãe acabou de dizer. Logo chega na conclusão de que o que ela disse até pode ser interessante. Ele já conversou com seus amigos sobre corridas antes na escola, mas nunca foi de conversar com eles logo após a corrida. É, ele poderia tentar isso. O garoto decidi sair rapidamente do quarto e corre até o seu próprio, deitando na sua cama e pegando seu arplos (um bracelete especial que pode fazer muitas coisas, como abrir portais, projeções 3D, entre outras utilidades), logo colocando em seu braço e o ativando. Ele cria uma uma chamada com várias dos amigos dele, esperando que todos atendessem, mas aos poucos várias ligações iam caindo, fazendo ele chegar na conclusão de que ou não queriam conversar com ele ou estavam ocupados. Apenas duas pessoas retornam a chamada, sendo uma delas o melhor amigo de Joey, Ryan Berneles, e uma amiga dele, Sophia Stewess, ambos humanos.

— O que houve, Joey? Não é comum você ligar para alguém no domingo. — Disse Ryan, surpreso com a ligação.

— É. Eu tenho que concordar com o Ryan. Por que fez essa chamada? — Perguntou Sophia.

— Bem... Eu estou seguindo um conselho da minha mãe. — Respondeu Joey, um pouco nervoso. — Ele me disse para falar da corrida com vocês ao invés de falar com ela, visto que ela não curte corridas. — Continuou o mesmo.

— Ah... Então quer falar da corrida, então? Nesse caso, nós nem temos mérito para discordar de qualquer coisa que você fale. Diferente de você, que pode ir assistir a corrida dentro dos boxes da melhor equipe da Fórmula Z, nós não podemos nem pagar o ingresso para assistir a corrida no local. Eu por exemplo, acabei assistindo ela pelo meu arplos. — Disse Ryan.

— Eu também estive assistindo ela pelo arplos, apesar de que parei de assistir a corrida depois da volta 66. — Disse Sophia.

— Ué? Por quê? — Perguntou Joey.

— Não se lembra o que aconteceu? Você viu a corrida na sua frente e não se lembra o que aconteceu nessa volta? — Perguntou Sophia, um pouco irritada.

— Calma, Sophi (apelido). Lembre-se que o Joey não assistiu a corrida por uma tela com todas as informações das posições e das voltas. — Disse Ryan, tentando acalmar a Sophia.

O que Ryan disse era verdade. Apesar de ter visto a corrida cara-a-cara, não era como se tivesse na frente dele uma tela com todas as informações da corrida. Ela percebeu o erro que cometeu e se acalmou.

— Bom, de qualquer forma, apenas lembre-se do que aconteceu com o Taylor. — Disse Sophia.

Joey finalmente entendeu o que ela queria dizer. Ela parou de assistir a corrida após a volta 66 porque não tinha mais nada para assistir. Depois que Taylor saiu da corrida com a batida que sofreu, já estava óbvio que Joseph seria quem ganharia a corrida, e ele realmente ganhou. Era difícil imaginar algum outro resultado para aquela corrida diante do quão devastador era o domínio de Joseph naquela temporada. Mesmo novato, já era o piloto favorito para ganhar o campeonato.

— É... Faz sentido. — Disse Joey. — Falando nisso, ainda é difícil de acreditar que o Joseph está conseguindo tanto em tão pouco tempo. Meu pai mesmo disse que não é difícil aparecer destaques jovens, mas que é raríssimo alguém na primeira vez na Fórmula Z conseguir vencer tanto. Ele disse até que o Joseph tem potencial para se tornar o melhor piloto que já existiu na Fórmula Z. — Continuou o mesmo.

— Não acha que seu pai está exagerando um pouco? — Perguntou Sophia.

— Bem, o pai do Joey tem muito mais autoridade no assunto que a gente, então eu prefiro não discordar. — Disse Ryan.

— Ainda assim, eu não acho que exista alguém que pode ser assim tão bom na Fórmula Z. Acredito que todos os pilotos tenham seus limites. — Disse Sophia.

— Meu pai também não discorda disso. Ele apenas acha que Joseph é diferenciado de pilotos comuns. — Disse Joey. — Nossa... Eu quero muito ser como ele quando crescer! Eu também serei um piloto invencível! — Exclamou o mesmo.

— Eu já te disse Joey. Eu que serei um piloto invencível. Se nos encontrarmos nas pistas, eu te farei comer poeira! — Exclamou Ryan.

— Lá vamos nós de novo... — Pensou Sophia, enquanto via os dois garotos começando a dizer que seriam os melhores pilotos.

— Pode falar o quanto quiser, Ryan. Eu nunca perderei para você... Aliás, eu nunca perderei uma corrida. — Disse Joey, cheio de confiança.

— Ha! Irei fazer você comer poeira em todos os nossos encontros nas pistas! — Exclamou Ryan.

Os dois continuaram se rebatendo por uns 5 minutos, até que Sophia encheu sua paciência com essa conversa que não levava a lugar nenhum.

— Chega!! Estou cansada de ouvir vocês dois falando que serão melhores um que o outro! Se vão ficar apenas nisso, eu estou saindo. — Disse Sophia, saindo da chamada.

Os dois garotos ficam um pouco surpresos com o que acabou de acontecer, pois não esperavam por isso.

— Eh... Bom... Eu serei melhor que você! — Exclama Ryan, também saindo da chamada logo em seguida e terminando com ela de uma vez.

— Bom... Diga o que quiser, Ryan. Eu mostrarei que sou o mais rápido das pistas. Pode apostar. — Disse Joey, com um olhar decidido.

 

Cerca de 1 ano depois...

O quarto estava em silêncio total. O único som que dava pra se ouvir era o barulho vindo da contagem de batimentos cardíacos. Tinha alguém deitado ali. Era um garoto de 12 anos, de cabelos curtos, lisos e castanhos, com algumas sardas, pele clara e físico magro. Era Joey. Ele está em coma já faz 24 dias. Não existia muitos indícios que o garoto acordaria. E pensar que um pequeno erro de correção pré-natal poderia levar alguém a entrar em coma em um acidente. Pelo menos, a pior de tudo estava para passar.

Joey, com muita dificuldade, abria os olhos. Tudo parecia meio embaçado para ele. Ele começou a olhar para um lado e para outro. Chegou até a ficar pensando sobre o que estava acontecendo. Onde ele estava? Como ele foi parar ali? O que aconteceu após o treino? Ele estava com muitas perguntas, mas não tinha ninguém ali para o responder, ou pelo menos não até agora. Tinha uma câmera o monitorando, e assim que ele começou a se mexer, um sinal foi enviado para quem o estava observando. Seja o que for que estava acontecendo, o garoto descobriria em pouco tempo.

— T-Tem alguém aqui? — Perguntou Joey, com a voz abafada.

Tinha algo em seu rosto, impedindo que falasse com clareza. Era um tipo de máscara, para permitir que ele continuasse respirando. Por um momento, ele chegou em pensar em tirar a máscara, mas os braços dele estavam fracos demais para sequer mexerem no momento.

O que tinha acontecido? Essa era a única coisa na cabeça do garoto nesse momento. Ele não fazia ideia do que fez ele ficar nessa situação.

Ele decide ficar quieto. Já que não podia fazer nada, melhor então não gastar energia. Ele fecha os olhos novamente, sem saber o que fazer. Talvez dormir fosse a melhor coisa que ele poderia fazer no momento, até que ele ouve o som de uma porta se abrindo. Duas pessoas entraram rapidamente no quarto, muito preocupadas. Joey abre os olhos e percebe que aqueles que tinham acabado de entrar eram seus pais. Ambos sentiram um alívio gigantesco quando ao receberem a notícia de que o filho deles tinha finalmente acordado. Ao entrar no quarto e ver que Joey estava realmente acordado, Martha não conseguiu segurar as lágrimas e vai até seu filho, segurando a mão dele e se ajoelhando do lado ele. Andrew também se aproxima do garoto, também se ajoelhando do lado dele e tentando fazer sua esposa se acalmar.

— Por que... Estou aqui? — Perguntou Joey, com uma clara fraqueza em sua voz, além de estar abafada, claro.

— Você bateu, filho. — Respondeu Andrew, com um tom desanimado em sua voz.

— Q-Quê? Eu bati? Como? —  Perguntou Joey, ainda sem entender o que tinha acontecido.

— Durante o treino de recuperação de curva, você perdeu o controle e acelerou em direção a parede na pista. A velocidade somada ao ângulo da batida foram muito fortes. — Respondeu Andrew.

— M-Mas... Eu estava indo bem. Eu não estava tendo problemas com os treinos... — Disse Joey, com um óbvio tom confuso em sua voz.

— Eu sei, mas... — Antes que Andrew pudesse terminar sua fala, ele é interrompido.

— Receio que não poderá correr novamente. — Disse alguém.

Todos os 3 olham na direção da voz. Tinha mais alguém que estava na porta agora. Parecia um rato gigante, só que sem as orelhas enormes e pelos e com olhos parecidos com humanos. Ele se aproxima dos outros.

— Doutor Khadae? Eu disse que posso explicar a situação. — Disse Andrew, para o rato gigante.

— Se o garoto ainda está confuso sobre o que está acontecendo, então deveria tentar falar mais diretamente. — Disse Khadae.

Khadae tinha razão. Andrew não quer falar tão diretamente para Joey o motivo dele ter batido, com medo de que seu filho pense que é um inútil, mas tinha que ser dito, de uma forma ou de outra.

— Joey. — Disse Khadae, se ajoelhando do lado de Joey, só que do lado oposto ao de Martha e Andrew. — Houve um erro na sua correção pré-natal. Você nasceu com uma deformação nos canais semicirculares, uns dos responsáveis pela orientação espacial de um humano. É graças aos canais semicirculares que você tem noção de quando está virado de lado ou de cabeça para baixo. Por causa disso, você pode facilmente ficar tonto caso gire rapidamente em altas velocidades e pode ser muito perigoso para você correr. — Continuou o mesmo.

— E-Então... Quer dizer que... Eu... — Joey não conseguia terminar sua fala.

— Você não pode correr. — Completou Khadae.

 

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham curtido mais esse capítulo. Como desta vez não teve seguimento de corrida, não coloquei música.

Link do documento: https://docs.google.com/document/d/1QmGPHyZA0kGQI8NfkLSlpJyc3_DpM-LIdE-fTK0eOb8/edit?usp=sharing

Até a próxima...


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