História Forsaken Throne - Camren - Capítulo 2


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Visualizações 12
Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello! Cheguei, amorzinhos.

Estou a maldita três horas sentada em frente ao computador tentando escrever esse capítulo, esse foi realmente o melhor que eu consegui. Minha cabeça está explodindo e eu tô literalmente morrendo de sono. Então, minhas sinceras desculpas pelos erros e pela pequena quantidade de palavras (criatividade 0!) hueheuehu, ENFIMMMMM. Vamos ler logo e vejo vocês lá nas notas finais. (:

Boa leitura e let's go.

Capítulo 2 - First Confrontation


Fanfic / Fanfiction Forsaken Throne - Camren - Capítulo 2 - First Confrontation

Karla voltava a olhar pela pequena fresta do coche, observando o alvoredo. Desviou os olhos para a gaiola enferrujada ao seu lado carregando a coruja de penas brancas, os grandes olhos pretos envoltos por discos. Karla sorriu amena e pôde ouvir o cavalo rebusnar a sua frente. O homem mais velho soltou as rédeas e a tipoia parou.

A menina desceu segurando na barra de seu vestido desgastado, e em suas mãos a o arame de ripas finas, que aprisionava a ave matuta. Tomou suas bagagens para si e caminhou pelo solo ardente, seus pés comicharam dentro dos sapatos para sentir a terra tórrida. Aproximou-se do pai para coligir os galões de água. Karla comprimiu os lábios e encarou o genitor.

 

- Nós iremos ficar aqui, meu pai? 

 

Alejandro pausou por um instante e limpou a transpiração que fluía abundantemente em suas têmporas.

 

- Sim. – Respondeu, seu tom de voz custoso pelo fardo que deslocava da coche. - Ajude-me.

 

A menina virou-se rapidamente e prestou-se a a portar os cairés juntamente com seu pai. Após algumas horas nesse processo cansativo, seguiram novamente sua viajem para o Centro Principal da Cália. Estavam partindo para Sendor, que ficava há poucos dali. Já era noite quando chegaram ao pátio, condisseram rapidamente para o pequeno armazém que os esperava. Fora um dia cansativo, mas Karla sentia-se bem. Com este pensamento, atravessou a ponte de madeira que lhe cortava o caminho quando seus pais adormeceram. 

Sua curiosidade aguçada lhe permitiu sair da zona de conforto que era aquela ínfima redondeza envolta da estirpe. O fogo abrasava as tochas semeadas pelo local. Logo enxergou um labirinto e apressou os seus passos.

Um grave tom de voz fez-se presente e Karla escondeu-se entre as sarças. Sabia que estava prestes a correr inconscientemente, mas suas pernas não respondiam. Estava praticamente paralisada, esperou o silêncio romper os bradados abafados e contraiu o corpo para tentar ver algo. 

 

Aquele era o seu limite.

 

Primeiro dia em em um novo território. Karla certamente não pensara de imediato quando decidiu espairecer aquela noite. Alguém da guarda real podia vê-la, levá-la ao calabouço e prendê-la sem motivos.

Porque ela era uma leiga, uma feirante. E era isso que acontecia com pessoas como ela.

 

Pela escuridão que a cegava, voltou ao seu lugar. Ela tinha de ir embora. Mais um segundo ali espionando quem quer que seja podia ser o seu fim. 

Deu as costas e o tijolo maciço sobre seus calçados causava um ruído extremamente irritante. Seus passos eram vagarosos, lentos. Karla evitava não ocasionar nenhum tipo de problema. 

O que seus pais iriam dizer? Deus, ela estaria morta!

 

- Quem é você e o que faz aqui?

 

Karla imobilizou e girou sob os calcanhares encarando a morena de feição áspera. Seus longos cabelos castanhos sob uma cascata, a vestimenta egrégio, em seus fios um layer lace* preto, filete na cor dourada pendendo em seus olhos. Seus lábios tingidos em um tom escuro. Era simplesmente magnífica. Possuía uma áurea tentadora, sexy, lasciva. 

Karla piscou e entreabriu a boca para responder. Mas não disse absolutamente nada.

 

- Responda-me! – A outra exigiu aproximando-se.

 

- Hmm... Eu só estava... vagueando. 

 

A mulher misteriosa sorriu com escárnio. Puxou rapidamente com a ponta dos dedos a luva em seda que entrelaçava sua mão esquerda.

 

- Como se chama?

 

Karla temeu respondê-la. Nem sequer a conhecia e não podia negar que sua presença a intimidava de uma forma assustadora. Tudo naquela mulher era amedrontador.

 

- K-Karla.

 

- Certo, Karla. – Proferiu o seu nome indiferente e exibiu um sorriso desdenhoso. - Devo chamar o Comandante da Guarda Real para acompanhá-la a sua... estirpe? 

 

- Não é necessário. Obrigada... – Omitiu o fato de que era uma ótima ideia, pois sentia-se perdida.

 

Observou a outra caminhar apressadamente na direção oposta e acenou com a mão para Ulisses.

 

- Quero que a siga e se informe sobre ela e sua família. Parece-me tão interessante e útil... – Declamou em êxtase. Seus olhos queimavam em luxúria.

 

Ulisses a fitou e meneou a cabeça alçando a espada afunilada. 

 

- Vejo sangue vertendo silenciosamente, Alteza... – O garoto alegou cômico.

 

- A ineficácia me faz ser cruel. – Dissertou sátira. - Faça o que lhe ordenei, Ulisses. 

 

Lhe deu as costas de imediato oscilando a cintura em movimentos ousados. 

 

- Eu não espero nada benévolo vindo de você, Camila. Eu não vou atalaiar ninguém.

 

- Pense bem sobre o que andas falando, querido. Eu não me permito ser misericordiosa com quem não acata as minhas ordens.

 

Ulisses nada disse. 

 

O sol logo principiou entre o céu azul. O movimento frenético na feira surpreendia Karla que exibia as frutas maduras em uma cesta de madeira. Um tecido fino atava os seus cabelos. Logo seus pensamentos voltaram ao acontecimento no labirinto. Não pretendia ver aquela mulher outra vez, ela não lhe transparecia confiança.

Karla sentia-se incrédula em sua presença. Gostaria de perguntar para sua mãe sobre caminhadas pela noite no pátio. Meneou a cabeça em negação voltando a concentrar-se em seu trabalho. Sua ave ainda presa na gaiola emitia seus familiarizados sons, que chamara a atenção de alguns peões que vedava níquel. 

Ela voltou a arredar uma pequena porção de sopa em uma travessa, mas a aproximação repentina do homem ao seu lado fez-a arremessar o vaso com comida ao chão. Sua mãe irou-se em poucos segundos. 

Logo um calor desconhecido concentrou-se nas bochechas de Karla. Estava corando. 

Céus, quanta vergonha!

 

- Perdoe-me, não queria causar estragos. – O garoto desculpou-se quando notou a cólera evidente e exposta a face da mulher mais velha.

 

- Não se preocupe quanto a isso... A culpa é desta... – Sinuhe respirou fundo. - Desajeitada. 

 

Karla soltou uma lufada de ar e prestou-se a limpar toda a sujeira que fizera. Procurou por um balde e inclinou-se para abluir o despejo da sopa. Ela fazia tudo de forma frenética. O constrangimento ainda a consumia.

 

- Ei, não se desespere. A culpa foi realmente minha. – Ulisses a parou. - Permita-me. –  Lhe estendera a mão e Karla a alcançou dubitativa.

 

Sinuhe observou a cena acanhada.

 

- Certo. – Karla disse branda. - Eu...

 

- Comandante, sinto em interromper, mas há tarefas a serem realizadas por minha filha. Dê-nos  licença.

 

Karla ruborizou mais uma vez. Aquilo não soava bem. Ulisses as reverenciou e retirou-se. Um cavalheirismo de encantar-se.

Mas Karla não podia nutrir sentimentos por alguém. Ela haveria de se conter.

 

O dia correu estranhamente duradouro. Pelo fim da tarde, nuvens escuras tomaram o céu. Logo a chuva abundante desabava sob a madeira que revestia as bancadas.

Sinuhe havia partido para o armazém mais cedo, alegando que sentia dores estomacais. Karla estava, hipoteticamente, sozinha. Recolhia as sobras enquanto cantarolava uma música. 

 

- Sente fome, Edwiges? – Referia-se a sua coruja que piou em resposta. - Eu sei. Nós já iremos para casa. – Sorriu.

 

- Achar-te foi mais fácil do que eu imaginara. 

 

Karla ergueu a cabeça e engoliu em seco quando reconheceu o tom de voz.

 

Maldição! Aquela mesma mulher.

 

Seus cabelos agora presos em uma trança, atado em uma tiara em cristal e prata. A pérola atraía a atenção, centralizada a sua testa. 

 

- Você está me perseguindo? – Murmurou baixinho. 

Estava intrigada. Evitou encará-la novamente.

 

- Não. Eu não estou perseguindo-a, Karla. Eu costumo chamar de destino. – Respondeu em um sorriso torto.

 

- Senhora, eu não faço ideia de quem seja, mas lhe aconselho a não procurar-me novamente. Estamos entendidas? Agora, faça-me a gentileza de sair de meu caminho. – Karla prendeu a respiração por um instante quando sentiu o olhar da mulher incendendo sob si.

 

Logo os murmúrios tornaram-se audíveis. Karla deu um passo a frente e não a deixou de fitar, mesmo que uma fraqueza desconhecida lhe transpusesse a espinha. 

 

- Como esta mísera mulher ousa confrontar vossa alteza?

 

Aquele foi o estopim. Karla estava desafiando uma monarca. 

 

O silêncio penoso pairou no ar quando Camila deu-lhe passagem. Sua expressão lívida. Karla correu ainda com a cesta nas mãos. Acabara de contrapor a Princesa de Sendor. O quão ruim poderia ficar a sua situação? Oh, claro. Sempre há como ficar pior. 

 

Camila não estava ofendida pelas palavras que lhe foram proferidas. Na verdade, estava divertindo-se. Logo um sorriso rompeu em seus lábios, crescendo de acordo com que a imagem da pobre feirante reproduzia em sua mente.

 

 

Cália - Pela manhã.

 

 

O Ramsés havia de partir para Montemor aquela manhã. A grande tropa que aglomerava-se a sua volta estavam definitivamente prontos. A viagem seria longa; três dias longe do conforto do castelo marcava a rota. O Rei mantinha uma conversa com Otávio, divagando sobre os assuntos que seriam tratados com o Rei Afonso. Repentinamente, uma flecha atingiu o ombro do homem ao seu lado que caiu imediatamente do cavalo. Logo outras flechas lhe foram acertadas.

Uma emboscada. 

 

Ramsés estava disposto a ajudar a cavalaria, mas era necessário seguir por um caminho seguro. A proteção do Rei vinha em primeiro lugar acima de qualquer coisa.

 

- Corra! Nós iremos dar um jeito. – Saul disparou para Ramsés que alçou a rédea do cavalo no mesmo instante e meneou a cabeça.

 

Ramsés estava exasperado. Era um péssimo momento para ocorrer um imprevisto. Logo enxergou uma pequena alvenaria aos pedaços. A senhora que colhia as abóboras exprimiu os olhos e sorriu com a imagem.

Seu cenho franziu e os vincos formaram-se de forma natural, pela sua idade. 

 

- Posso afirmar que está longe das terras de Sendor, Majestade.  – Lhe disse e Ramsés não deixou de notar no colar que ladeava o seu pescoço. A pequena pedra verde que cintilava.

 

Parecia tudo tão estrategicamente armado...

 

- Armadilhas. Você sabe algo sobre isso?  – Inquiriu curioso.

 

- Cuidado. Esteja atento. – A senhora parou por um instante e apontou suas mãos trêmulas ao Rei. - Está a sua volta. O perigo está mais próximo do que imagina. 

 

Lhe deu as costas e antes que Ramsés pudesse interferir na fala da mandingueira uma flecha lhe atravessou o torso e o Rei contorceu-se ao chão clamando por ajuda.

 

Ali estava o ponto principal, o clamor não ouvido


Notas Finais


Espero que não estejam confusos. heuheuehe

Karla é literalmente uma boa garota, bondosa e amável. (o oposto do que muitas pessoas costumam escrever).

Achei necessário explicar, para que não sintam-se perdidos na história.

*Layer lace: Acessório em estilo boho, tem um pequeno caimento em ouro que cobrem os olhos. (Exemplo: https://pt.aliexpress.com/item/Princess-sweet-lolita-Personality-fashion-queen-pearl-lace-Hair-band-elastic-rope-Halloween-accessories-FD-42/32710819098.html).



Até mais! (:


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