História Fortemente Quebrados - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi Oi! Tudo bem com vocês?
Chegou mais um capítulo.

Capítulo 15 - Capítulo catorze - Não há motivos


    Chego em casa e fico no meu quarto conversando com Jolene. Eu gostava muito de poder dizer o que estou sentindo, explicar o que está acontecendo, mas não posso. Por Bratt.

    Vejo ela com uma das bebês no colo. Seu cabelo está na altura dos ombros e seus peitos estão maiores. Ela parece uma mãe de verdade, apesar de ser muito nova.

    — Eu sinto muito. Gostaria de estar no seu aniversário. — Ele sorri. — Mas tenho a certeza que Bratt pode me representar.

    — Ha ha ha! Não devia ter contado.

    — Mas você não precisa se preocupar que mando o meu presente para Bratt. — Ela pisca o olho.

    — Como estão as minhas lindas sobrinhas?

    — Muito bem, felizmente. Elas estão crescendo saudáveis.

    — E o Paul?

    — Ele está nesse momento trocando a fralda de Stella. Vai durar horas. A gente está tão feliz. Ainda não acredito que tenho um marido tão incrível.

    — Eu sei. Também não acredito que Bratt finalmente está comigo. — Digo.

    — Finalmente. Já era hora de vocês namorarem. Quem sabe vocês casam daqui a pouco.

    — Acho que não. Casamento só daqui a alguns anos mesmo. — Olho para a minha pulseira.

    — E essa pulseira linda? — Ela pergunta.

    — Foi um presente de Bratt. — Sorrio ao lembrar.

    — Que linda! Parabéns, amiga. — Ela sorri.

    Meu celular toca ao meu lado. Olho para ele e quem está ligando é Bratt.

    — Eu preciso desligar. Meu namorado está ligando. Sempre quis dizer isso. — Digo sorrindo.

    — Eu sei. Boa sorte com o meu irmão. — Ela desliga e eu atendo Bratt.

    — Alô! — Digo.

    — Como a minha garota está? — Ele pergunta preocupado. — Fiquei preocupado. Você estava chorando e depois foi embora.

    — Eu tinha que voltar para casa. — Olho para o esmalte prateado nas minhas unhas.

     — Então amanhã a gente pode passar a tarde juntos. Eu tenho saudades de você.

     — Você diz sempre isso. — Sorrio.

     — É verdade. Eu sempre fico com saudades quando está longe de mim, garota. — Sinto o seu sorriso. — Não consigo parar de pensar na noite de ontem. Foi maravilhosa, foi incrível. Foi especial.

    — Foi muito especial. — Digo. — Todos os momentos com você são especiais para mim.

    — Para mim também. Eu queria estar ali e beijar você. — Ele diz. — Mas tenho que trabalhar. Preciso de me sustentar e também você em algumas vezes.

    — Eu também gostaria que estivesse aqui. — Olho para o teto. — Você me faz sentir bem. Eu me sinto viva quando estou com você. Eu sempre sonhei em ter você do meu lado.

    — Eu gostaria que a gente tivesse essa oportunidade mais cedo. A gente poderia estar namorando a mais tempo e quem sabe eu seria mais sensato nas minhas decisões.

    — Bom, eu nunca tive coragem de dizer nada. Sempre pensei que você fosse demasiado para mim, que nunca olharia para mim. — Digo.

     — Mas eu olhei e gostei bastante do que vi. — Ele diz.

    Eu rio. — Você é um idiota!

    — Eu sei. Eu preciso trabalhar agora. Depois a gente conversa a noite toda.

     — Claro.

     — Beijos muito molhados para você. — Ele desliga e eu fico rindo.

    Qual é a sensação de finalmente namorar com Bratt? É fantástica. Eu não sei explicar o que sinto nesse momento. Sinto uma alegria imensa, mas ao lembrar de algumas coisas, fico com o coração apertado.

     Não consigo prestar atenção na aula, fico brincando com a minha pulseira que Bratt me deu. Ela é prateada e muito bonita. Olhar para ela me faz pensar em todos os momentos especiais que tivemos.

     Também dói bastante a possibilidade de Bratt não querer que ninguém saiba que estamos juntos por ter vergonha de mim. Não consigo encontrar outro motivo para ele fazer isso. Infelizmente.

    — Soph! — Bratt toca os meus ombros, me fazendo voltar à vida real.

    Olho para ele. — Algum problema? — Pergunto.

     — Sim. Tem muita coisa, mas o resto a gente conversa depois. A aula terminou. — Ele arruma as suas coisas.

     — Você não vai se encontrar com Chloe? — Pergunto voltando a olhar para a minha pulseira.

    — É por isso que você está assim? — Ele suspira. — Eu não vou me encontrar com a Chloe. Depois a gente conversa.

     — Está bem. — Eu arrumo as minhas coisas e saio da sala.

     Vejo James no corredor e corro para alcançá-lo. Ele está distraído com os fones nos ouvidos. Eu toco no seu ombro.

    — Oi! — Sorrio para ele.

    — Como você está? — Ele também sorri.

    — Estou bem. Cada dia é uma luta, não é?

    — Verdade. Vamos comer juntos? — Ele coloca a mão nas minhas costas. Eu só me sinto bem quando é Bratt me tocando, mas não me afasto.

     — Soph! — Oiço a voz de Bratt atrás de mim. Ele se aproxima da gente e olha para James como se quisesse matá-lo.

    James afasta sua mão de mim imediatamente, mas Bratt continua com o olhar frio nele.

     — Alguma coisa, Bratt? — Pergunto.

    — Eu pensei que a gente ia almoçar juntos. — Ele diz.

    — A gente pode almoçar todos juntos. — Digo.

    — Está bem. — Ele se coloca no meio para me deixar longe de James.

    A gente vai para o refeitório, pegamos nossas bandejas de comida e ocupamos uma mesa. James senta na minha frente e Bratt ao meu lado.

    — Você está muito linda. — James diz olhando para o meu vestido.

    — Obrigada. — Eu coro e tento não olhar para Bratt.

    — Porquê você está fazendo arquitetura? — Bratt pergunta para ele. — Você tem cara de filósofo. — Ele ri.

    — As aparências enganam. — Ele também ri.

    — Bom, tenho a certeza que está fazendo arquitetura porque gosta. — Digo.

    — Claro que não. Meu pai me obrigou, praticamente. Eu sempre quis ser outra coisa.

    — O quê? — Pergunto curiosa.

    — Chefe de cozinha. — Ele diz um pouco envergonhado.

    — Eu acho ótimo e também acho que deveria tentar. Eu tenho uma amiga que cresceu ouvindo seu pai dizer para ser cirurgiã, mas ela está fazendo o que ela mais gosta agora. — Digo lembrando de Blaire.

    — Não é fácil para todo mundo. — Ele come um biscoito.

    — Você sabe cozinhar? — Pergunto.

    — Eu sei, mas meu pai não deixa porque acha que é coisa de mulheres. Minha mãe não quer saber de nada além de compras. É um pouco difícil. Estou pensando em morar num apartamento.

    — Porquê não faz Culinária?

    — Se eu fizer, meu pai vai me deserdar. — Ele suspira. — Vamos mudar de assunto, por favor! — Seu sorriso volta. — O que seus pais faz?

    — Bom, meu pai é engenheiro. Minha mãe é pediatra. — Digo comendo uma sanduíche.

    — Você tem irmãos? Eu sempre quis, mas sou filho único. — Ele olha para mim. 

    — Eu tenho um. Ele é um idiota, mas também é adorável. — Digo.

    — Posso me meter na conversa também? — Bratt pergunta um pouco irritado.

    — Desculpa! — James sorri. — O que seus pais fazem?

     — Isso não é da sua conta. — Ele levanta e sai do refeitório.

     Não sei se ele age assim por causa de James ou por ter lembrado da morte do seu pai. Porquê ele está se comportando assim?

   Tento me concentrar na conversa com James e não pensar muito em Bratt. Ele é mais confuso do que eu pensava.

     Abro a porta do apartamento de Bratt com as chaves que ele deu para mim. Eu entro, mas vejo o apartamento bem organizado e um silêncio total.

    Fecho a porta e coloco a mochila no sofá. Vou para o quarto e vejo Bratt trocando de roupa e depois dobrando a roupa suja como se estivesse dobrando a roupa de um rei.

     — Oi! — Digo me apoiando na batente da porta. Bratt olha para mim.

    — Oi! — Ele termina o que está fazendo e se aproxima de mim. — A gente precisa conversar.

    — A gente sempre precisa, Bratt, percebe? — Pergunto.

    — Eu não gosto de você perto do James. — Ela desvia o olhar. — Não suporto.

    — Eu também não gosto de você perto da Chloe e você sabe disso. — Cruzo os braços.

    — É uma vingança?

    — Não. Você não quer que ninguém saiba que sou sua namorada, então vamos agir como se não estivéssemos namorando. — Me aproximo dele lentamente.

     — Você acha que é fácil para mim? — Ele também se aproxima. — Você acha que eu gosto de outros caras olhando para você e eu não poder fazer nada?

     — Então, porquê isso? — Eu toco o seu rosto. — Vamos ficar juntos como todos os namorados normais. Eu quero andar de mãos dadas com você e beijar você onde eu quiser, sem me importar com nada. — Eu abraço ele.

    — Você não vai entender. — Ele passa as mãos nas minhas costas.

    — Não importa o que os outros pensam. — Olho para ele. — Eu contei para Jolene e Blaire.

    — O quê? — Ele se afasta. — Porquê você fez isso?

    — Porque elas são minhas melhores amigas. Eu posso dizer tudo.

     — Como eu posso confiar em você? Como? — Ele olha para mim sem acreditar. — Eu disse que ninguém podia saber!

     — Mas elas sabem guardar segredos. — Digo. — Bratt, foi sem querer. Na verdade, eu não contei. Elas me conhecem tão bem, que não foi preciso eu dizer nada.

     — Sem querer? Você acabou de quebrar a confiança que eu tinha em você. — Ele passa a mão pelo cabelo.

    — Não exagera, Bratt! — Eu toco seu rosto. — Eu sinto muito. Agora vamos fazer outra coisa. Eu estou morrendo de fome.

    Me preparo para ir para a cozinha, mas Bratt puxa o meu braço. Seu olhar está frio e ele parece muito puto comigo.

    — Como tem coragem de mudar de assunto desse jeito? Você não percebe que isso é sério? — Ele pergunta.

    — Bratt, Jolene é sua irmã. — Me afasto. — Qual é o mal da sua irmã, que está do outro lado do país saber?

     — Mas não era para ninguém saber. — Ele passa a mão pelo cabelo de novo.

    — Seu namoro com Elisa começou assim também? — Pergunto já irritada. Não há motivo para a gente brigar desse jeito.

     — NÃO FALA DA MINHA ELISA! — Ele grita comigo. Tento fingir que ele não disse "sua Elisa".

     — Eu só quero saber porquê você está fazendo isso comigo, Bratt! — Me aproximo. — É que eu não consigo me afastar de você apesar de tudo isso. Mesmo que você me faça chorar no final do dia, eu adoro estar do seu lado.

    — Não muda de assunto, Sophie! — Ele tenta se acalmar. Respira fundo e olha para mim. — Você não cumpriu com o prometido. Você contou para as suas amigas. Aposto que também contou que a gente transou.

    — Eu não contei, elas descobriram. Eu não consegui negar. — Cruzo os braços. — Mas você também está fugindo do assunto, Bratt Alexander Watson!

    — Não. Eu não estou fugindo, Sophie Akira Bull. — Ele se aproxima.

     — Porquê tanto segredo? Você tem vergonha de mim?

     — Não tem nada a ver! Eu pedi que confiasse em mim. Não é isso que você está fazendo.

    — Bratt, você sabe perfeitamente que eu confio em você. Você sabe que eu...

    — Você o quê? — Ele senta no sofá. — Sabe de uma coisa, Soph, não sou eu. É você! — Ele olha para mim.

    — Que assunto é esse? — Pergunto.

     — Está tudo terminado. — Ele diz.

     — O quê? — Minhas lágrimas caem. — Você não pode estar falando sério. Não pode terminar comigo só porque contei para Jolene e para Blaire.

    — Desse jeito não posso confiar em você. — Ele pega na minha mochila e me entrega.

    Olho para ele e me afasto para não receber a mochila. Tenho a certeza que isso não é motivo para ele terminar comigo. A gente tem estado tão bem ultimamente. Não faz sentido.

     — Bratt, não faz isso. — Eu imploro. — Agora que finalmente a gente está juntos, você vai fazer isso? Não é motivo suficiente para a gente terminar. Eu... eu te amo. — Digo e fecho os olhos. — Eu amo você, Bratt!

     Ele não olha para mim. — Não me importo. — Ele me entrega a mochila. — É melhor assim. A gente não pode ficar juntos mesmo. Era melhor quando você tinha sua paixão secreta por mim e eu estava vivendo a minha vida.

    — Bratt! Não fala assim.

    — Vai embora. Não quero mais falar sobre isso. Acabou! Não me liga mais, por favor!

     Olho para ele. — É isso que você quer? — Pergunto.

    — Com toda a certeza do mundo. — Ele nem derrama uma lágrima.

    — Está bem. — Limpo as lágrimas e saio do seu apartamento com o coração devastado.

    Sempre sonhei em namorar com Bratt. Então, posso dizer que consegui realizar o que eu tanto queria. Pena é que foi curto. E também meu medo se realizou. Ele me deixou.

    Mesmo amando ele, tudo que eu posso fazer é seguir em frente. Vai doer olhar para ele todos os dias, mas é melhor assim. Ele não quer saber dos meus sentimentos. Não sou nada para ele.



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