História Four humans - Malec - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Simon Lewis
Tags Alec, Cantores, Clace, Clary, Izzy, Jace, Magnus, Malec, Malec Longfic, Simon, Sizzy
Visualizações 414
Palavras 2.064
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pedindo desculpas pelo capítulo passado kkk

Música do capítulo:
- Say you won't let go - James Arthur (Essa foi a música que me inspirou para o plot Malec, se quiserem escutem e imaginem o Alec cantando)

Capítulo 10 - Apenas diga que você não vai embora.


Fanfic / Fanfiction Four humans - Malec - Capítulo 10 - Apenas diga que você não vai embora.

''Sim''  

Aquilo doeu e doeu muito, mas Alec nem sabia o porquê. Camille e Magnus namoraram por aparências, ou será que o moreno mentiu e realmente apaixonou-se por ela? 

Balançou a cabeça não poderia ser isso, mas porque ela apareceria justo agora? Lembrou-se de Valentim dizendo que eles iriam reatar o namoro e Alec não conseguiu controlar a careta que se formou em seu rosto com essa ideia. 

Só de pensar em Camille beijando os lábios de Magnus, chamando-o de seu já lhe embrulhava o estômago, isso não poderia acontecer de novo, aquilo tudo de novo não. Lembrava-se de se sentir enojado todas as vezes que eles estavam juntos.  

Pensou em tudo o que aconteceu com eles, o primeiro e único beijo que trocaram naquela festa e que nunca foi esquecido, Valentim dizendo que Alec tinha que ''parar de olhar para Magnus daquele jeito'' depois disso tudo desandou ainda mais. Ficaram mais afastados do que nunca e só voltaram a se dar bem por conta da banda, mas mesmo assim sabiam que ainda faltava alguma coisa. 

Além de sempre ter Maryse dizendo aquelas coisas horríveis, dava graças ao anjo por hoje ela não ser mais intolerante, depois de muita conversa a mulher percebeu que se não mudasse seus pensamentos ia perder seu filho mais velho. 

Novamente seus pensamentos foram até Magnus que estava na sala com Camille, controlou muito à vontade de ir lá, olhou para seus cadernos e começou a revisar algumas músicas, achou uma que era ''a música''. Havia escrito a muito tempo, mas nunca mostrou a ninguém. 

*** 

Viu Alec saindo e nem queria imaginar a quantidade de coisas que ele estaria pensando. Magnus havia tomado um comprimido para a dor de cabeça - que já estava passando - e agora esperava a loira entrar, não entendia muito bem o porquê, mas sentiu que tinha que falar com ela. 

Camille era linda, os cabelos loiros até a baixo dos ombros, estatura mediana, os olhos verdes, o corpo bem definido com belas curvas. A mulher carregava um sorriso nos lábios assim que a porta se abriu e viu Magnus. Aproximou-se dele e lhe deu um abraço apertado. 

- Que saudades. – Ela disse e Magnus retribuiu o abraço.  

- Eu também senti. – Respondeu-lhe.  

Depois de algum tempo ali os dois sentaram-se na sala e começaram a conversar.  

- O que faz em NY? – Perguntou enquanto Jia entregava um copo com suco para cada um.  

- Valentin entrou em contato com Axel, querem que a gente volte com o relacionamento. – Respondeu bebendo o suco.  

- Camille eu gosto muito de você, mas isso não vai rolar. – Disse-lhe sério.  

Magnus e Camille haviam virado amigos quando essa coisa de relacionamento começou, eles ficavam horas zombando de seus agentes e sentiam-se mal quando tinham que se beijar na frente das câmeras.  

- Não sabe o alívio que eu sinto ouvindo isso. – Comentou ela. – Fiquei com medo de você querer recomeçar aquilo tudo de novo. 

- Não eu não quero e já deixei bem claro para Valentim. – Disse sério.    

- Eu também falei com Axel. Agora me diga onde estão todos? Fiquei sabendo que vocês estavam aqui por isso vim te ver.  

- Minha mãe e as amigas foram ao teatro, Clarice e o pessoal foram a uma boate. – Anunciou.  

- E ficou aqui sozinho?   

- O Alec está lá dentro. – Falou e ela franziu o cenho.  

- Não me diga que vocês ainda não estão juntos! – Falou séria olhando-o nos olhos. – Magnus! Como você pode ser tão lerdo? Está nessa casa sozinho com ele! Como você diz: Pelo Anjo, acorda homem!   

Magnus arregalou os olhos ao vê-la falando daquela forma, sim ela sabia de seus sentimentos por Alec e já tinha lhe dito para ficar com ele várias vezes.  Aquele era o assunto que estava sempre em pauta quando eles estavam juntos, ela falava sobre os ''crushs'' e ele falava sobre Alec. A loira sempre lhe aconselhou a correr atrás dele, visto que até ela sabia que eles foram feitos um pro outro.  

Camille levantou-se e pegou sua bolsa colocando-a no braço, Magnus levantou-se e ficou de frente para ela.  

- Meu amigo, eu sei que  já aconteceu muita coisa entre vocês e que tiveram muitos desencontros, mas não cometa o mesmo erro que eu. – Ela referia-se ao homem porque era apaixonada. – Eu perdi Scott e ele nunca mais vai voltar você tem o Alec aqui, vivo e do seu lado não perca tempo vocês tem o direito de ter uma linda história de amor, se joga de cabeça e fala tudo para ele logo. – Aconselhou.  

Magnus puxou-a para um abraço, sabia como era difícil para ela falar de seu amor, tinham sido namorados de mentirinha, mas eram grandes amigos e se dependesse dele seriam por mais longos anos. 

- Vou seguir seu conselho. – Avisou e ela sorriu.  

- Acho muito bom mesmo, agora vou indo não quero atrapalhar agora que tomou vergonha na cara e ainda tenho que arrumar minha mala estou indo para a França. – Disse e ele assentiu levando-a até a porta. – Foi muito bom te rever.  

- Te digo o mesmo Mille. – Falou dando-lhe um beijo no rosto e logo viu a mulher ir embora.  

Virou-se em direção ao estúdio e começou a andar até lá, falaria com Alexander, deixaria tudo do passado para trás e daria um jeito de ficar com ele. Era apaixonado por aquele garoto, mas ainda tinha uma dúvida: Alec sentia o mesmo?  

Morria de medo da resposta ser não, mas não tinha mais o que perder, passou quase três anos deixando que tudo que eles tinham acabasse dessa vez ia arriscar, estava casado de guardar aquilo. 

Assim que chegou na porta do estúdio percebeu que a mesma estava aberta, seu coração quase parou de bater quando ouviu a voz angelical dele cantando. Amava ouvir a voz de Alec e quando estava à capela ficava ainda mais linda.  

Eu te conheci no escuro  

Você me acendeu  

Você me fez sentir como se  

Eu fosse o suficiente  

Nós dançamos a noite toda  

Nós bebemos demais  

Eu segurei seu cabelo para trás quando  

Você estava vomitando  

O Lightwood mantinha um violão nas mãos estava sentado no sofá de costas para a porta, com os olhos fechados sentindo aquela música que nunca tinha mostrado para ninguém.  

Então você sorriu sobre seu ombro  

Por um minuto, eu estava sóbrio como pedra  

Eu te puxei para mais perto de meu peito  

E você me pediu para passar a noite  

Eu disse "Eu já te disse  

Eu acho que você deveria descansar um pouco"  

Magnus sentia seu coração apertar pois lembrava-se daquilo, foi na festa de Ethan quando deram o primeiro beijo dele. ''Ele lembra'' Pensou e uma lágrima solitária caiu de seus olhos. Aquela música refletia o dia em que perceberam que se gostavam, e o moreno ficou feliz em saber que ele tinha feito uma música.  

Eu sabia que te amava  

Mas você nunca soube  

Porque eu fingi estar tranquilo quando eu  

Estava com medo de deixar pra lá  

Eu sabia que eu precisava de você  

Mas eu nunca mostrei  

Mas eu quero ficar com você  

Até ficarmos grisalhos e velhos  

Apenas diga que você não vai embora  

Apenas diga que você não vai embora  

O moreno entrou no estúdio e ficou ouvindo aquela parte, era tão linda não conteve um sorriso, ele acabou fazendo barulho e Alec levantou-se assustado olhando em sua direção.  

Olhavam um para o outro perdendo-se em seus olhares. Magnus respirou fundo ainda encarando-o incrédulo.  

- Essa música. – Sussurrou. – Foi sobre nosso primeiro beijo. – Não foi uma pergunta e Alec engoliu em seco.  

Ninguém deveria saber daquela música, era algo dele, havia escrito um dia depois, estava sentado em seu quarto ainda poderia sentir os lábios alheios sobre os seus, seus pensamentos estavam totalmente em Magnus e então as primeiras linhas foram formadas. Só terminou de escrevê-la anos depois.  

- Eu sei que aquilo não significou nada para você, mas eu nunca consegui esquecer, então transformei em música. – Falou desviando os olhos dele e deixando o violão no sofá.  

- Não significou para mim? – Perguntou incrédulo. – Foi você quem foi embora e me deixou lá. – Falou arrependendo-se logo depois.  

- Não fui embora por que quis eu só... – Deixou no ar, não conseguia dizer para ele que foi covarde. 

- Você só foi embora para beijar o Sebastian depois. – Alec lhe olhou franzindo o cenho. – Sim, eu vi, vocês estavam na sala eu estava indo lá conversar com você e vi a cena, depois eu entendi porque você começou a me evitar...  

Alec começou a puxar aquilo na memória e balançou a cabeça em negativo.  

- Ele me agarrou. – Falou rapidamente. – Ele viu a gente se beijando e soube que eu era gay, então me agarrou, depois daquilo eu sai correndo para lavar a boca porque não queria que aquilo manchasse o fato de você ter sido meu primeiro beijo. – Confessou deixando todos os seus muros caírem.  

- Ele te agarrou? – Perguntou e o outro assentiu. – Valentim me disse que você gostava dele, eu fiquei com tanta raiva que aceitei o namoro falso com a Camille. Achei que tinha sido usado por você...  

Alec deu um passo em sua direção e olhou em seus olhos. 

- Eu sempre tive medo da minha sexualidade, medo que as pessoas não gostassem mais de mim, minha mãe era muito preconceituosa e Valentim me disse que eu não poderia olhar para você de forma romântica porque senão não iríamos fazer sucesso. Na época eu tive medo de prejudicar vocês, por isso mudei a formação e fiquei mais afastado. Quando eu finalmente tomei coragem pra te contar à verdade, você e Camille tinham começado o namoro, então fiquei quieto. – Confessou.  

A cabeça de Magnus estava a mil por hora. Era muita informação pra um segundo só. Agora tudo fazia sentido. Alec nunca tinha sido o tipo de cara que enganava que traia, mas Valentim havia sido tão convincente. 

- Eu não sabia disso. – Disse olhando-o. – Achei que você estava com Sebastian e então quando teve a proposta de namorar Camille eu aceitei não que a gente tivesse alguma coisa. - Disse e Alec parecia não acreditar nele. – É sério, nós sempre fomos bons amigos. A única coisa que rolava eram os selinhos em público.  

- Vocês dormiam no mesmo quarto. – Sibilou.  

- Ela na cama eu no sofá. Sempre foi assim. – Afirmou. – Eu nunca consegui ter nada romântico com ninguém porque eu sempre quis você. – Confessou mandando o orgulho pro inferno.  

Alec lhe encarava ainda sem acreditar. Então todo o tempo que passou sofrendo sem Magnus foi por causa de armações de seu empresário? Magnus gostava dele a final, acabou sorrindo incontido.  

- Eu também sempre quis você. – Falou com a voz baixa. – Desde o dia que eu pus meus olhos em você. Quando demos nosso primeiro beijo eu me senti nas nuvens. Ficar perto e ao mesmo tempo tão longe de você me mata um pouco todos os dias, porque eu... – Deixou no ar e voltou a encarar aqueles olhos verdes. – Eu sempre te amei. Houve um tempo que eu achei que seria só uma paixão de escola, mas isso o que eu sinto é longe de ser só isso. Eu te amo Magnus, eu sempre amei, sempre foi e sempre será você. 

Magnus ouviu tudo aquilo e não controlou-se, aproximou-se dele e então o beijou com tudo o que tinha, mandando toda a insegurança e medos e incertezas por inferno. Beijou-o como se fosse à primeira vez, de forma calma, sentindo-o colocar as mãos em sua cintura e aprofundar mais o beijo.  

Os lábios que já se conheciam encaixaram-se perfeitamente, foram feitos para aquilo. Magnus levou as mãos até seu pescoço, arranhando levemente a nuca. Suas línguas encontrando-se e se perdendo ali. 

Quando separaram-se estava ofegantes, mas sorriam como a muito tempo não faziam, Alec alisou o rosto dele para ter a certeza de que realmente estava acontecendo. Três anos depois e beijar Magnus ainda lhe dava borboletas no estômago.  

- Eu também amo você, sempre foi você. – Sussurrou e deu um selinho nele. – Eu não vou embora. – Naquele momento Alec entendeu, o moreno fazia uma referência à música que foi cantada antes. 

Outro beijo foi dado, só que dessa vez mais acalorado, colaram ainda mais ser corpos e Alec acabou prensando-o na parede. Beijavam-se tentando recuperar todo o tempo perdido.  


Notas Finais


Agora foi...


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