História Fragmented - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jonghyun Kim, Minho Choi
Visualizações 3
Palavras 2.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem, o MinHo gostou de ter carne nova do pedaço e os jagunços dele também. Eu uso algumas linguagens meio antigas, mas jagunço é o mesmo que capanga. Espero que aproveitem a leitura. ❤

Capítulo 2 - Novo você


JongHyun – Lucca

Era cedo da manhã e um jato particular acabara de pousar no aeroporto de Seoul. O dia estava nublado, ventava muito e ameaçava chuva. A escada foi posta ao lado da porta e de lá saíram homens velhos e novos, todos com o mesmo semblante sério, cabelo raspado, ternos e o mesmo ar amedrontador. Depois de todos eles, desceu um rapaz com uma camisa de seda preta colada ao seu corpo, o que definia os músculos do seu peitoral e dos seus braços, uma calça preta justa que ressaltava suas coxas grossas, justa em sua cintura pelo cinto de couro que usava. Tirou os óculos escuros que usava, sentindo o vento agitar seu cabelo moreno,  arrumando sua blusa. Os empregados do aeroporto, contratados pelo chefe de JongHyun ficaram boquiabertos com o corpo e a beleza do rapaz. Aonde passava no aeroporto, todos focavam os olhos no rapaz jovem. Só parou de atrair olhares quando entrou no carro negro com os vidros fumê que o esperava. No caminho, observava a janela questionando-se : o que aconteceria naquela reunião. 
Isso, uma reunião. Uma reunião de negócios com o chefe da máfia coreana. JongHyun, o pequeno antes pequeno Lucca, tornou-se um notório mafioso, que lidava com assuntos como tráfico de drogas, de pessoas, prostituição e sequestros milionários. 
O carro estacionou discretamente na frente de uma mansão enorme e como de costume, todos desceram e por último, JongHyun. Novamente, os empregados da casa ficaram boquiabertos com a diferença entre os outros e JongHyun.

MinHo – Joseph

“Senhor Ch-“
- Já estou acordado. Obrigado Marie. – Disse o homem levantando-se. Choi MinHo. O chefe da máfia coreana. Chegando perto dos trinta anos, os homem exilava seu ar de superioridade. Bonito, alto, com um corpo de dar inveja em todos que lhe conheciam e um rosto sedutor de cafajeste. Deu seu mais belo sorriso  e acenou para a empregada que saiu. Ele levantou, trocou de roupa, pondo algo mais solto. Tomou seu café e depois disso, foi para o banho. Era um grande dia e o homem pensava enquanto esfregava seu corpo, poderia ganhar novos pontos de tráfico internacionais. Quando saiu do banho, já era quase hora. Vestiu um terno que ressaltava sua imagem séria e masculina, indo para sua sala, aonde seus empregados, homens com aparências muito mais ríspidas que a sua lhe esperavam envolta de uma mesa. 

MinHo – JongHyun
Então, Choi MinHo bateu seus olhos no homem velho que vinha acompanhado de seus jagunços. Mas um em especial roubou sua atenção.  E de todos na sala, como de costume. O mais quieto deles, o homem que deixou MinHo espantado por tamanha beleza. Não era comum um mafioso ser tão... Bonito. O garoto se sentou no canto da mesa e todos estavam com os olhares focados nele, o que só foi desfeito quando o chefe de JongHyun, o senhor, tossiu. 
- ... MinHo, é muito bom estar aqui. – E assim, se iniciou a discussão. Falaram sobre pontos de tráfico, prostituição, mas o foco, era as missões. E como “mercadoria”, Minho receberia um novo membro, que também era coreano.
- O nome dele é Kim JongHyun, mas seu nome italiano é Lucca. – Disse o senhor, apontando para o belo rapaz que se levantou. MinHo lembrou no mesmo instante daquele nome. Então, os olhos dos dois se encontraram. JongHyun reconhecia aqueles olhos grandes e profundos em qualquer lugar. Sentiu seu coração disparar como se fosse sair pela boca. MinHo reconhecia aquele corpo bonito, os olhos brilhantes... Era seu pequeno Lucca. 
Um capanga de MinHo ia falar algo e sua voz grossa interrompeu.
- ... Fechado. – MinHo se levantou e apertou a mão do senhor. – Ele pode se acomodar. Marie, faça as honras. – Disse MinHo com seu sorriso cafajeste, então Marie pegou o garoto e o levou para o seu quarto na enorme mansão.
JongHyun já é a acostumado a mudar de lugar. Era sua vida. Mas... Aquele era diferente. Suas malas já estavam sendo levadas, então ele se despediu dos companheiros e estava se instalando, quando MinHo entrou no seu quarto.
- Eu queria ter certeza de que você tinha se instalado bem, Lucca... – MinHo fechou a porta devagar, escorando-se na mesma com os braços cruzados.
- ... Não me chame assim, MinHo. – JongHyun falou em um tom frio com sua voz suave e masculina, abraçando os próprios braços, na frente da janela que era invadida gentilmente pelos raios de sol do fim da tarde.
- ... Você não lembra de mim? – MinHo se aproximou devagar e JongHyun pode sentir seu perfume forte e masculino, o que o fez engolir em seco e se encolher.
- Eu me lembro sim. – JongHyun se virou, com um sorriso lindo, muito bem ensaiado. - ... Se você já terminou, peço que se retire do meu quarto. – Desviou o olhar, então, MinHo suspirou, cruzando os braços e saiu do quarto, desapontado. JongHyun esperou ele sair, trancou a porta e desabotoou a camisa, deixando deslizar sobre seus ombros e cair no chão. Abriu suas calças e foi direto para o banho, tomando um banho lento. Estava de cueca, vestindo um hobbie quando a empregada entrou e falou sobre o jantar estar pronto. Então, a boca da jovem mulher ficou aberta quando viu o rapaz com o hobbie aberto.
- Eu já vou, Marie, Obrigado. – Disse JongHyun fechando seu hobbie, indo se trocar. Na sala de jantar, todos comiam e MinHo conversava com JongHyun sobre missões.
- ... Vamos com você para algumas missões de teste, pra avaliar seu desempenho. – Disse MinHo comendo uma garfada da comida.
- Tudo bem. Já temos um caso? – Disse JongHyun dando de ombros
- Sim. Aqui. – Minho estendeu a ficha e JongHyun ouviu algumas risadas. Era um prefeito de província, que tinha um gosto por caras jovens e sarados. O único ali que era além de MinHo era JongHyun. Então, ele aceitou. Depois da janta, todos se arrumaram e foram a um evento de fachada, um jantar presidencial. O baile corria bem, JongHyun pôs uma roupa social que destacava seus dotes, MinHo o olhava bem de perto enquanto JongHyun fazia de tudo pra não ser o centro das atenções de todos e ser só do alvo. MinHo tinha toda mansão grampeada e então, quando JongHyun subiu para o escritório com o homem, fazendo questão de que ninguém visse, MinHo ficou observando pelas câmeras. 
- Você é muito bonito, é italiano, não é? – disse o homem com um semblante maldoso. 
- ... Sim. – JongHyun estava morrendo de nojo mas era um bom ator. O homem o segurou por trás beijando seu pescoço, isso despertou muito ciúmes em MinHo. Então, ele começou a abrir a roupa de JongHyun que foi surpreendido quando o homem baixou a parte de trás da sua cueca. Com um movimento, JongHyun o jogou encima da mesa e animado o homem sorriu. Seu último sorriso, já que JongHyun pegou sua pistola e uma almofada, usando como abafador para o tiro. MinHo observava a pele nua de JongHyun que se vestiu, suspirando e falando na escuta 
- ... morto. – Apesar do foco do olhar de MinHo, ele tinha de reconhecer o profissionalismo de JongHyun. Rápido e prático. JongHyun enrolou o corpo no tapete e chamou dois jagunços de MinHo para levar para baixo, com desculpa de alguém ter vomitado. Então, ele desceu e se encontrou com MinHo no estacionamento.
- Ótimo trabalho, JongHyun. – MinHo chegou discreto, fumando um cigarro.
- ... Obrigado. – Disse o moreno apressado, recolhendo suas coisas e pondo no porta-malas do carro.
- Eles já estão prontos pra ir? – JongHyun virou-se para MinHo que jogou o cigarro que fumava no chão.
- Eles vão depois. Eu vou te levar pra casa, estou cansado desse lugar. – Disse MinHo arrumando seu sobre-tudo e entrando no carro. Abriu a porta para JongHyun, que não tardou a segui-lo. Enquanto MinHo dirigia, JongHyun observava com o olhar distante o horizonte assumir vários tons de azul, cinza e branco, paisagem que lhe trazia lembranças de infância. Começou a chover e MinHo conectou-se nas mesmas lembranças. Ele desviou o olhar para JongHyun, que vestia um terno, abraçado ao seu casaco. O moreno parecia pensativo com metade do casaco enfiado entre suas coxas grossas e o resto entre suas mãos. Quando eles chegaram em casa, tudo estava quieto. Claro, todos os jagunços no jantar e as empregadas em seus quartos. JongHyun sentou-se na enorme mesa de jantar e preparou um café para si, então, no computador, ele digitava rápido e corria seus olhos pelas pequenas letras na tela do aparelho. MinHo estava em seu quarto, depois de tirar sua roupa formal e optar por uma calça de abrigo cinza, com o tronco nu. JongHyun estava perdido em seus pensamentos quando ouviu passos e, por instinto, virou-se para ver quem era. MinHo estava entrando na cozinha... Seu abdômen definido tinha cicatrizes de cortes, seu peitoral era sólido e largo, além dos braços musculosos. Mas isso não chamava a atenção de JongHyun... Ou o moreno queria dizer para si mesmo que já não se sentia mais atraído pelo maior. Então, MinHo sentou-se junto dele na mesa, JongHyun sentia uma leve mania de perseguição da parte do maior, mas MinHo não podia disfarçar o seu interesse pelo seu mais bonito e amável companheiro de máfia. MinHo era de fato um cafajeste, não era segredo de ninguém que o coreano adorava dar escapadinhas com modelos famosas, celebridades e era de fato um bom cafetão. Mas JongHyun fora o único homem que MinHo já sentiu algo, nenhum outro o atraia como ele. Mas ele ainda via naquele homem alto, sexy e provocante os olhos brilhantes do pequeno Lucca. Ainda lembrava como era adorável quando Lucca sentia medo de algum inseto e enchia os olhinhos de lágrimas. Lembrava muito bem da noite em que pode finalmente ver a figura nua do seu amado, o que fazia MinHo se perguntar como estaria ele agora. Não só se perguntar mas cobiçar ter o corpo sensual do já crescido JongHyun. MinHo, de toda forma era um homem e era perigoso pra sua sanidade ter um rapaz sexy de vinte e cinco anos dormindo algumas portas antes da do seu quarto. 
- Você quer um café? – Inesperadamente, JongHyun lhe fez tal pergunta. O moreno não estava sendo muito aberto com MinHo, talvez por medo de confiar nele. A despedida dos dois não fora emocionante, foi um clichê melancólico e trágico. Dia de chuva, os funcionários do orfanato puxando o pequeno pela barriga que gritava o nome de MinHo, chorando. MinHo não podia fazer nada, mas se culpava amargamente por não ter feito nada, ter deixado ele escapar entre seus dedos. 
- Eu... Adoraria. – Aquilo soou com um tom de felicidade, realização, mas com uma pitada de tristeza. JongHyun se levantou e foi fazer o café, enquanto MinHo observava, JongHyun vestia apenas um short preto solto e uma camisa de pijama de abotoar, sua bunda ficava perfeitamente redonda e cheia naqueles shorts. MinHo tentava não pensar nisso... Mas era impossível. Quando JongHyun lhe entregou o café e se sentou na frente do seu computador, digitando algumas coisas, olhando discretamente por cima da tela pra ver a reação do maior ao seu café. MinHo pôs na boca um gole, estava quente, mas talvez fora o mais saboroso café que já tinha provado.
- Está delicioso, JongHyun, Obrigado. – Disse MinHo contente. Enquanto eles trocavam gestos de gratidão e sorrisos, começou a chover denovo. Era agosto, era uma época muito chuvosa.  Então, Jo gHyun abraçou os próprios braços, estava começando a esfriar. MinHo aproveitou aquela deixa e saiu por um momento, então, voltou com um cobertor.
- Por que a gente não senta na sala pra olhar algo? Gosta de séries? – MinHo dizia estendendo o cobertor.
- Ah, pode ser, obrigado.  – JongHyun disse levantando com seu café, se dirigindo com ele até o sofá. MinHo estava enrolado com o cobertor e JongHyun estava com ele nas coxas mas ainda sentia frio. Então, MinHo o puxou para o cobertor e passou em suas costas e pela frente dele, o envolvendo. JongHyun sentia o peitoral do maior atrás de si, o rosto do rapaz pegava fogo de nervoso. Então, MinHo se sentiu orgulhoso por ter JongHyun em seu peito, o ego de MinHo era como o de um pavão. Mas JongHyun não ligava. Ele era um pavão, cafajeste, sensual, metido a inteligente e cheio de si, mas era protetor, cuidadoso, gentil... JongHyun não confiava nele, mas MinHo não desistiria de ter denovo ao menos a confiança daquele rapaz denovo. Então, as horas passavam enquanto eles olhavam algo na TV e quando MinHo olhou para baixo, JongHyun tinha dormido. Sua expressão era serena, respiração calma... MinHo mergulhou o nariz entre o mar dos cabelos escuros do menor e sentiu o cheiro delicioso dos seus cabelos macios e lisos, seu pescoço tinha um cheiro masculino suave e gostoso de se sentir. MinHo se aproveitou da vulnerabilidade do rapaz para fazer algo que queria fazer a muito, muito tempo. Lhe abraçou com vontade, envolvendo seu corpo. O protegeu do frio, o manteve seguro denovo. Ele se arrependia amargamente de não poder ter protegido ele antes e agora, faria de tudo para o proteger. Então, MinHo pegou JongHyun no colo, o carregando pra dentro do quarto, mas não o quarto de JongHyun, o seu quarto. O deitou na cama, o cobriu, ligou o ar condicionado para que aquecesse, então, deitou-se na poltrona ao lado. Quando JongHyin acordou, viu o maior deitado na poltrona e olhou para si mesmo. Estava intacto? Sim... MinHo tinha ficado do seu lado a noite toda. JongHyun abraçou o cobertor carregado do cheiro de MinHo e  sorriu... Muito gentil da parte dele. Então, aproveitando que era cedo, saiu do quarto e depois de fazer sua higiene, preparou o café de MinHo. Aquele café que ele tinha gostado, ovos, torradas, bacon e algumas frutas. Chegou no quarto com a bandeja e ficou se perguntando como ele iria entregar aquilo, então, fez do jeito mais fácil.
JongHyun pegou a bandeja e cutucou MinHo, que acordou devagar, esboçando um sorriso ao ver o rosto de JongHyun. MinHo sorriu e os dois não trocaram muitas palavras, era muito cedo pra isso. Mas MinHo comeu seu café e deuses, como aquilo estava bom. Eles não duraram muito mais tempo ali, então os dois saíram juntos do quarto de MinHo e JongHyun foi na frente em direção ao seu quarto. Os jagunços mais próximos de MinHo, que estavam no corredor, esperaram JongHyun entrar no quarto e fizeram sinais positivos para MinHo, além de algumas piadas, o parabenizando. MinHo não tinha tido a noite de sexo que queria, mas pode ver denovo o lado angelical de JongHyun.
- ... Voltem ao trabalho, não aconteceu nada, seus idiotas. – Ele suspirou, então foi tomar um banho para depois, fazer seu trabalho.
Os meses passavam rápido, JongHyun mostrava cada vez mais ter crescido, MinHo sabia que ele não era mais um garotinho. Um dos hobbies de MinHo passou a ser ver o mais novo treinando e observar suas missões pelas câmeras. Estas quais o rapaz realizava sem uma imperfeição, sem deixar rastros. Mas MinHo também sentia ciúmes, por um motivo que conhecia, apenas escondia de si mesmo, dos olhares que JongHyun atraia. Até seus jagunços já comentavam com inveja e admiração da “beleza fatal” que JongHyun possuía.  Grandes traficantes e chefes de multinacionais que precisavam ser eliminados não eram páreo para os encantos do jovem. Os negócios iam bem, mas MinHo ainda não tinha o que queria. A confiança e, a longo prazo, o corpo do rapaz, talvez até seu amor. Mas não era fácil para um mafioso como MinHo assumir que estava se apaixonando denovo, então, tentava mentir para si mesmo, dizendo que só queria era uma boa noite de sexo. 
Era verão, um dia regularmente quente quando MinHo recebeu uma mensagem logo pela manhã, de um de seus aliados.

“ MinHo, aqui é Yongguk. Eu acho que vamos ter problemas. Os ratos tailandeses estão tentando tomar conta das rotas de tráfico que nos conectam com a América Latina. Eu não sei ainda o que eles tem, mas tem algo grande vindo. Descobri que eles tem apoio dos chineses, esses porcos saíram mal dos esquemas de tráfico de ópio e eu não ficaria surpreso se eles quisessem ajudar os tailandeses pra se vingar. Enfim, eu soube que os espanhóis estão interessados em uma parte de Bangkok, já que eles estão quebrados. Podemos tirar proveito disso. Você decide o que quer fazer e marcamos uma reunião. E fiquei sabendo que o velho te deu um dos dele, me disseram que ele é bom. Já testou pra ver se ele é bom de cama, cachorrão? 

Aguardo sua resposta. – Yongguk “

 



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