História Fragmented Soul - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - 05. The eyes are treacherous the words


A janela está aberta, e o sol bate diretamente em meu rosto quando o viro em direção oposta. Alguns papéis estão jogados no chão por conta do vento, e bufo só de ter acordado desta maneira.

Meus olhos batem no envelope em cima da escrivaninha ao meu lado, e sorrio aliviada pensando que vou poder comprar um celular novo e....melhor.

Talvez eu esteja paranóica demais, ou apenas esteja tendo mais uma das minhas diversas alucinações, mas eu juro que vi meu irmão entrando em um carro de madrugada. Carro estava parado, não se mexeu e por conta disso não reconheci o modelo de cima.

Theodoro Aimee Grace está aprontando.

A casa está em silêncio e vejo que todos já saíram. Mamãe fez o café e deixou a mesa ainda posta para mim, o que é meio estranho eles não terem me chamado.

"Saímos bem cedinho e resolvemos não te acordar, neném. Não se esqueça de tomar café, tudo bem? Guarde o queijo na geladeira e tranque a porta lateral. Mamãe te ama"

Tomo dois goles de café preto e guardo o queijo pegando minha vasilha de morangos no fundo da geladeira. Jogo um para Fawkess quando passo por ele, e bato o portão da garagem para saber que sai definitivamente.

O sol está fraco e agradeço quando sinto a brisa fria bater em meu corpo. Encolho os ombros enquanto como os morangos e olho de rabo de olho para o carro vindo atrás de mim.

Uma Bugatti preta.

— Carona?

Eu juro que dei dois passos ignorando ele, porém quando me virei o mesmo ainda estava me olhando com o vidro do carro abaixado.

Ele abre a porta quando atravesso e entro sentindo seu perfume da outra noite. Agora com a luz do dia, consigo ver todo seu perfil e também como seu carro é impecável de limpo.

— Bom dia — ele apenas concorda com a cabeça quando o olho, e seus olhos param nos meus morangos — Quer?

Ele não diz nada, apenas continua o caminho e me assusto quando ele mexe a mão rapidamente para o porta luvas. Ele me encara, não confuso e nem curioso, apenas nota que fiquei assustada e em seguida "joga" uma caixa em cima de mim.

— O chip já está no aparelho — diz parando carro e me encarando — Voce tem dois minutos para não ficar do lado de fora da escola.

Noto que já estávamos parados na frente da escola e vejo o guarda fechando o portão. Abro a boca para questionar, mas ele apenas destrava a porta.

A mochila no banco de trás me deixa intrigada e penso em perguntar se ele não vai entrar, mas seu carro sai da vaga.

O guarda tosse falsamente para que eu me apresse e digo um bom dia antes de correr para minha sala. Ronnie me encara enquanto entro, e Nolan sorri aliviado ao me ver.

— Voce foi comprar seu celular agora? — nego e Ronnie encara a sacola como se fosse óbvio — América.

A professora chama a atenção de Verônica, a fazendo se virar para frente. Abro a sacola e tiro as três capinhas do fundo, e em seguida a caixa do celular.

Eu nunca teria dinheiro para comprar um celular de quase mil dólares.

"Isso sim é um celular muito bom"

Que caligrafia perfeita!

Ronnie me encara de rabo de olho, e escondo o papel. Ela surtaria se soubesse que ganhei um celular do cara que ela está afim. Na verdade, ele destruiu o meu celular, era o mais justo ele comprar outro mesmo.

Mas como vou explicar o porquê ele destruiu meu celular?

— Preciso falar com você — Ela da de ombros lendo meus lábios e em seguida reviro os olhos para sua infantilidade — Preciso....

— Tá! Escreve no meu caderno.

— • —

Franzo o cenho quando o vejo se sentar e minha frente junto com os garotos. Ele me encara, e em seguida abre um sorriso bem leve ao olhar para o celular ao meu lado.

— Não sabia que iria estudar aqui.

— Eu ia falar, mas voce não entraria na escola — todos nos encaram conversar, e Ronnie me olha com o cenho levemente franzido.

Recebo um leve cutuque na perna, e logo uma mensagem chega no meu celular, recebendo a atenção de Justin e Theo. Três mensagem seguidas e mais um cutuque. Ok, Verônica, eu já entendi.

Ronnie: Como assim "não sabia que iria estudar aqui?"

Ronnie: "Eu ia falar, mas você não entraria na escola"

"Oh. Ele me deu uma pequena carona"

Ronnie: O QUE?

"É, eu também não sei explicar"

— Então, Justin....— Ronnie o chama, tirando olhar dele de seu celular e dando atenção para ela — Voce vai fazer o que hoje?

Encaro Ronnie se oferecer descaradamente para ele, e reviro os olhos me levantando e indo até a máquina de biscoitos. Joseph me abraça, e beijo sua bochecha quando ele beija a minha.

— Ronnie está quase pedindo para ficar com ele na cara dura — Joseph diz analisando nossa amiga e sorrio percebendo o mesmo — Ele não está na dela, será que ela não vê?

— Não sabemos disso — o corto, agora defendendo minha melhor amiga — Ele é novo aqui, digo, aqui em Bellevue, não sabemos se ele está ou não na dela.

— Então vamos saber hoje.

— O que temos hoje?

— Hoje é sexta feira! Dia de social, não?

— Sua casa? — ele concorda e em seguida levanta as sobrancelhas — Eu vou, ué — Ronnie está vermelha quando volto para a mesa, e Joseph encara Justin — O que foi?

Ronnie: Ele ficou me encarando.

Reviro os olhos a olhando e ela ri com minha reação.

— As 21h eu saio de casa — Theo diz e me encara — O que?

— Não vou sair às nove. Vai dar uma hora da manhã e você já vai estar bebado.

Todos começam a rir da cara de meu irmão, e o mesmo revira os olhos me olhando.

Callie se senta em nossa mesa, recebendo a atenção e os olhares de Justin. Ela sorri para ele, o cumprimentando e ele sorri mais abertamente para ela. Os dois conversam algumas palavras sobre álgebra e em seguida o sinal bate.

— Viu? — levanto meu olhar para Joseph e ele ri — Ele está na dela. Callie.

— Não, não está não! — ele levanta as sobrancelhas para mim, me intimidando e reviro os olhos — Ok, talvez ele tenha tido um papo legal com ela. Mas Ronnie disse que eles não tiveram essa oportunidade, entende?

— Ok, pode até ser.

— Hoje na festa a gente vê — ele concorda e em seguida aproxima seu rosto do meu — Faça o que você tem que fazer e vá logo para sua sala.

Ele me dá um selinho e meu irmão nos encara com nojo. Sorrio para eles antes de me levantar e em seguida olho para trás vendo Justin me encarar.

Ok. Ele gosta bastante de olhar para as pessoas.

No corredor percebo que ele vira junto comigo, e olho para trás o vendo que ele nota que estou olhando para ele. O mesmo apenas devolve os olhares, sem a mínima expressão e abro a boca para perguntar quando ele simplesmente entra na sala de física.

Só pode ser brincadeira do destino.

— Grace, vá se sentar — A professora me dá um cutuque no ombro quando me vê parada na porta, e sigo em direção a janela. Justin Bieber está atrás.

Eu sinto que ele continua me encarando e isso é horrível. O que eu faço? Me viro para trás para ter noção se é verdade ou simplesmente ignoro?

— Tem um lápis?

Ele encara o lápis em minha mesa, e em seguida me olha nem confuso, e nem surpreso. Me sinto envergonhada quando noto em sua boca um sorriso aparecer bem rápido e então abro a boca para justificar, mas ele nega e me viro entendendo que ele não quer papo comigo.

A prova de física está resumida em aceleração, o que é a coisa mais fácil do mundo para algumas pessoas e a coisa mais terrível para outras. As leis não são difíceis se aplicadas da forma certa, e eu adoro ter que usar fórmulas para chegar em um resultado exato. É incrível.

Ronnie: Estou fazendo prova de química com Callie, e ela não para de sorrir. Será que ela está afim do Justin?

"Você está fazendo prova e vem me perguntar sobre um cara? Que aliás está atrás de mim"

Ronnie: Já passei de ano, meu bem.

"Ótimo, eu não. Até mais, meu bem"

— • —

Sinto todo meu corpo ficar tenso quando na aula de educação física só consigo dar duas voltas na corrida. Me sinto perseguida. Corro mais rápido, mas ainda assim me sinto perseguida. Um. Dois. Três. Ele está bem atrás de mim.

Meu peito começa a doer, minhas pernas pedem para parar, mas continuo. Sinto meu rosto molhado, e quando percebo estou chorando.

— América — grito que tire a mão, e tento me levantar parar poder correr — América, sou eu, treinadora Boo.

Ela segura meu rosto enquanto joga uma garrafinha de água em minha cabeça. Todos estão me olhando, até o guarda da escola parou o que estava fazendo para me olhar. Ataque de pânico.

Olho para trás e não vejo ninguém, as meninas estão me encarando confusas e a treinadora me pergunta pela terceira vez se estou bem.

— Vá a enfermaria descansar, tudo bem? Por hoje deu.

Sinto meu corpo tenso, minhas pernas travadas e não consigo andar.  Não consigo me mexer.

— América?

A última coisa que vejo, são os fios loiros de Nolan se aproximando de mim.



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