História Fragmented Soul - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - 06. Strawberry the fruit that most represents people: sweet,


              Minha mãe me encara da minha porta, e em seguida me olha desconfiada. As palavras que saíram da minha boca parecem não ter feito sentido algum para ela.

— Estou preocupada — é tudo o que ela diz, antes de ser interrompida por meu irmão subindo as escadas — Theo, sua....

— Eu fiquei sabendo. Por que você não falou comigo? Eu poderia ter te ajudado te trazendo para casa mais cedo. Só fui ficar sabendo que estava na enfermaria na última aula, quando Joseph disse que estava preocupado.

— Voce estava ocupado no treino e eu sei como o lacrosse é importante para você.

— Voce é minha irmã, América.

— Tá, chega vocês dois. Theo que horas você vai sair?

Ele me encara, sabendo que eu disse que não iria sair às 21 e então minha mãe nega.

— Não! Por Deus, você desmaiou na enfermaria e sangrou pelo nariz, América. Você não vai sair para lugar algum.

— Eu estou ótima — sorrio e ela nega, agora mais irritada do que antes — Mãe, eu estou bem. Deve ter sido o calor e a frustração de não ter ido tão bem na prova de física como eu esperava.

— América, você não vai!

— • —

Coloco o salto por último, e passo a mão novamente em meu cabelo arrumando os fios rebeldes que insistem em não ficar no lugar certo. O batom nude quase não aparece e fico satisfeita já que odeio qualquer tipo de batom.

— Eu quero você aqui antes das nove — mamãe diz na porta, e em seguida me entrega meu celular — Quanto custou? Achei que não desse para comprar um celular bom com o tanto que seu pai te deu.

Travo e sinto meu corpo gelar. O envelope está no mesmo lugar, só que do ângulo que minha mãe está, na porta, não dá para ela ver que o dinheiro está exatamente onde meu pai deixou.

— Ganhei um desconto por comprar à vista — ela sorri, levantando as sobrancelhas feliz — Que horas são?

— Onze. Por favor, se passar mal ou se sentir mal em qualquer momento, América, por favor! Me liga ou peça alguém para te trazer.

— Não vou passar mal, vou ficar ótima. Amanhã antes das nove eu chego. Obrigada, mãe.

Ela revira os olhos com minha reação melodramática e sorrio para ela que em seguida sorri para meu pai. Ele segura ela pela cintura, e os dois me dão um beijo no rosto se despedindo de mim.

Pego envelope com o dinheiro e meu celular antes de descer. Theodoro coloca três caixas de cerveja no banco de trás e na frente vejo o reflexo de alguma garota. Ele me olha confuso por minha expressão séria e me viro para entrar dentro de casa.

— Calma, eu não sabia que você tinha resolvido sair agora — Solto meu pulso de sua mão e em seguida vejo ele discar algo enquanto ergue o dedo para mim — Cara, tem como você me fazer um favor? Sim, eu já estou....ok, eu passo e compro para você. Valeu, agora eu fico devendo essa.

Reviro os olhos entrando dentro de casa e deixo Theo me olhando impaciente do lado de fora. Eu fico puta quando ele faz esse tipo de coisa, muito puta. Meu irmão nunca faz nada por mim, mas sempre quer se mostrar o melhor irmão do mundo. O que sempre me deixa mais puta ainda!

Ronnie: Está chegando?

"Não, porque Theodoro resolveu levar uma garota qualquer do que eu"

Ronnie: Vou matar esse inútil quando ele chegar aqui.

Bufo irritada quando percebo que vinte minutos depois ninguém chegou. Decido tirar meus saltos e mandar mensagem dizendo que não vou mais em lugar nenhum. Tem alguém no meu quintal.

Pego o jarro de planta ao meu lado e ando de fininho até a porta de vidro. 

— O que você pensa que está fazendo? — Levo minha mão ao meu coração e ouço uma risada baixa antes dele olhar para mim — O que....pare de brincar com meu cachorro!

— Voce estava mesmo pensando em se defender com um jarro de flores?

— O que você faz na minha casa e brincando com meu cachorro? Isso não é nada legal! Eu....eu achei que fosse alguém!

— Eu buzinei duas vezes e você não apareceu, então seu cachorro ficou me olhando e vim dar um oi a ele e a você.

Ele olha para minhas pernas, ou melhor, para o chão e franzo o cenho quando o mesmo se levanta e para me olhando.

— Voce deveria tomar mais cuidado — Diz e levanto minhas sobrancelhas ao olhar para trás. Ele anda em direção ao seu carro e entra o ligando. Fecho a casa e fecho minha cara para Fawkess quando ele fica apenas me olhando.

O carro tem o cheiro dele, está forte da mesma forma e sinto inveja por ser tão limpo.

— Coloque o cinto — diz, e em seguida me encara novamente — Certo, caso aconteça algo com
você, não me responsabilize.

Reviro os olhos sem entender a sua péssima lógica de: Eu não tenho culpa, você tem. E ele bufa levemente olhando para frente e pegando três sinais fechados.

— Sua mãe não estava em casa hoje? — levanto minhas sobrancelhas levemente antes de olhar para ele, e o mesmo apenas me encara esperando a resposta.

— Conhece minha mãe?

— Quem não conhece a sua mãe?

Certo. Sou uma anta mesmo.

Hayden: Eu e Amber brigamos.

"Ligue para a mamãe. Não estou em casa"

Hayden: Ela não atende.

"Peça desculpa. Se resolvam"

Hayden: Teria problema eu ficar sozinha?

"O que você acha, Hayden? Não me irrite, não estou em casa e não tem como eu me preocupar com você agora. Se resolva com a sua amiga e ponto final, entendido?"

Hayden: Ela quer ficar com Jaxon. Hoje. Ela é uma puta.

"Ligue para o papai. Ele sempre atende o telefone de emergência"

— Não vai sair do carro?

Justin me olha do lado e fora e em seguida franze o cenho. Primeira expressão real.

Tem mais pessoas do que eu achei que teria, e sorrio para as garotas do time de torcida na entrada. Na cozinha vejo Ronnie fazendo sua bebida e sorrio ao vê-la. Sua cara se fecha para mim e olho para meu lado vendo Justin me olhar. Ele ele entrega minha carteira e sai de perto indo para o quintal.

— Não foi culpa minha! Theo que pediu e ele foi.

— Ele é lindo demais. Como consegue ficar perto dele sem encarar toda aquela beleza?

Volto meu olhos para fora, procurando o alvo da conversa e o encontro me olhando enquanto leva o copo com alguma bebida para sua boca. Nolan o cutuca, roubando toda a sua atenção e em seguida Callie me puxa para dançar.

— Preciso beber antes — ela revira os olhos enquanto mexe sua cintura e estico o dedo pedindo um minuto — Mais vodka, menos refrigerante, por favor.

Joseph me olha por cima de seu ombro e sorri ao acabar de preparar meu copo. Ele deixa as bebidas de lado e me puxa pela cintura.

— Achei que não fosse vir.

— E por que eu não viria?

— • —

Subi a alça do meu sutiã e Joseph puxa meu vestido para baixo antes de me puxar com delicadeza me tirando de cima da pia. Minha cabeça está latejando muito, e sinto todo meu corpo querer despencar a qualquer minuto.

— Eu gostei de dar uns amassos — Ele sorri me puxando para um beijo e sua mão aperta minha bunda com força. A gente se encara e então ele abre a porta me deixando sair.

O clima na festa está pesado e percebo isso quando vejo que Ronnie está com uma garrafa de água nas mãos. Justin esbarra em mim, querendo passar para o quintal novamente e por um instante seguro seu braço quando me sinto tonta.

— Voce está fedendo a maconha — diz quase em um resmungo — E bêbada.

— É uma festa! As pessoas ficam bêbadas.

Ele não diz absolutamente nada, apenas fica me olhando até sair de perto de mim.

— Vocês viram a Tiffany? — olho para Ronnie enquanto ela também me encara sem saber responder — Gibbens! Tiffany Gibbens, viram?

— Não, ela veio? Eu nem vi ela aqui — Ronnie se justifica e Joseph aparece ao meu lado —Jô, Tiffany veio?

— A filha do delegado? Não. Por que?

— Ela veio sim! Ela estava aqui, eu estava com ela e depois de um tempo ela sumiu mesmo. De primeira achei que ela tivesse ido ao banheiro ou algo assim, mas ninguém viu ela.

— Tem certeza disso?

— Tenho! Eu ia dormir na casa dela, ela me chamou para jogar tênis amanhã.

Joseph parece perdido e minha sobriedade volta no mesmo instante.

— • —

Tive que tirar a mão de três garotos da minha bunda só hoje, e o pior de tudo é que eles vão me olhar na escola e rir como se isso fosse a coisa mais legal que já fizeram essa noite.

— Pensei que tivesse visto você com ela — Justin levanta a sobrancelha para Callie, e em seguida ela morde a boca em duvida.

— Sim, trocamos poucas palavras. Ela me disse que também estava fazendo álgebra com nós dois, tanto que ela foi falar com você depois.

Callie parece tentar lembrar disso, e Justin a encara. Ela da de ombros e em seguida ele me olha. 

Imagina você estar em uma festa e não saber o que está acontecendo porque estava dando uns amassos quentes com um dos seus melhores amigos no banheiro? Não sei se digo a verdade, ou se simplesmente digo que estava no banheiro. Theo vai querer me matar.

Parece que todos estão bebados e chapados demais para poderem parar e pensar: Uma garota desapareceu. Outra garota desapareceu. Mas ninguém da a mínima. Todos aqui estão preocupados sobre terem usado droga, bebido além do que deveriam e serem a maior parte ainda menor de idade. Infelizmente nos Estados Unidos da América, maior idade é atingida com 21 anos, ou 18, caso os pais autorizem.

— Eles estão sem condições — mamãe sussurra para uma pessoa da equipe e em seguida nos viramos vendo uma garota vomitar — Pegue todos os nomes que estão aqui, registrem e amanhã nos vamos chamar para depoimento e perguntar o que aconteceu. Vamos analisar nas câmeras e ver no que da. Hoje não vamos chegar a lugar algum.

— América?

Minha mãe para a minha frente preocupada e tento puxar o ar e soltar, mas nada vem. Parece que nada entra ou sai e me sinto realmente sufocada. Todos me olham, mas não fazem nada.

Ronnie tenta.

— Ataque de pânico. Eu....

Minha cabeça parece ter sido batida na parede umas vinte vezes seguidas com muita força. Meus olhos eu nao faço nem questão de tentar abrir novamente e ouço vozes.

Meu quarto.

Nove horas da manhã.

Levanto em um pulo mesmo sem conseguir, e sinto minha cabeça toda latejar me fazendo segurar no abajur e quase deixar ele cair.

— América, onde você pensa que vai?

Ignoro minha mãe na porta e me sinto tonta ao ir até o banheiro. Que desgraça!

— Voce não....garota! Onde você pensa que vai?

— Eu tenho um simulado! Você tem seu futuro garantido, eu não!

— Não terá aula. Acharam pistas na escola, querida. Não terá prova.

— Pistas?

— Prova será remarcada.

— Pistas?

Ela para de falar quando seguro seu braço para que pare de desviar do assunto. Ela bufa, completamente frustrada e levanto as sobrancelhas esperando que fale algo.

— Acharam fios de cabelos no ginásio e sangue na porta.

— Mas acharam ela lá?

Ela nega, talvez esteja mentindo ou talvez realmente não sabe, mas pelo uniforme e o café pronto em sua mão, ela está de saída. Sou obrigada a voltar a deitar, e fico a manhã inteira livre esperando que Ronnie mande a droga da mensagem.

Fawkess não late quando passo por ele escondido e em seguida corro até a esquina para ninguém me ver. A rua de Nolan é algumas da minha, mas nada que uma corridinha de leve não me ajude a chegar lá. Minha cabeça ainda dói, mas consigo não ficar tão tonta enquanto ando em passos tão rápidos.

Justin da um beijo no rosto de Ronnie se despedindo, e ela fica rosa quando ele pisca para ela antes de entrar em seu carro e soltar uma leve buzinada.

Ando até a casa dela com as sobrancelhas franzidas e quando a mesma me nota leva um susto.

— Ah meu Deus! Você está bem? América, você deveria estar de cama.

Entro em sua casa sem dizer nada, e ainda noto seu rosto rosado na cozinha. Ela faz um café para nos duas, enquanto me mantenho deitada em seu enorme sofá.

— América, você viu o....— concordo enquanto mantenho minha atenção na televisão e a ouço bufar — O que é, hein? Por acaso você estava afim dele?

Nego ainda olhando para a televisão e ela desliga a mesma me fazendo olhar para ela puta da vida.

— A gente ficou! — Ela diz feliz, e quase sorrio — Ele tem um beijinho de veludo. Meu Deus, que homem.

— Ele não tem cara que vai voltar essa noite — ela cai na gargalhada concordando comigo, e me viro para que ela me conte mais detalhes.

— E eu nem quero, sabe? Eu só queria ficar com ele mesmo e consegui.

Olho para a janela rindo e paro na hora quando vejo uma Bugatti preta estacionada ou passando bem lentamente. Pode ser um vizinho, ou qualquer pessoa, lógico. Ronnie me belisca me fazendo a olhar de cara feia e em seguida olho para a janela não vendo mais nada.

— E você e Joseph, ficaram ontem ou só na amizade mesmo?

Abaixo minha blusa disfarçadamente e Ronnie arregala os olhos antes de rir muito da minha cara.

— Ele chupou seu peito? — eu não estava preparada para uma pergunta tão rápida assim, e bebo um gole de café na esperança de apenas me ajudar a descer o no, mas Ronnie é louca.

— A gente foi para o banheiro do corredor.

— Joseph é lindo, mas não consigo me ver com ele ou tendo uns amassos quentes com ele. O mesmo me vê cagando de porta aberta e sempre me vê pelada.

— É, eu sei disso. Mas sei lá, aconteceu! Eu confio nele e gosto de estar perto dele, ele é um dos meus melhores amigos e....sei lá, eu não quero perder a amizade.

Conversamos a hora do almoço inteira até que um policial batesse na porta de Ronnie dizendo que ela precisa ir à delegacia prestar depoimento e eu também.

— • —

— Ela estava lá sim, mas saiu duas horas após chegar. Saiu sozinha e nas câmeras não aparece perseguição nem nada, porém teve uma pequena falha, a padaria Central, tem uma câmera interna que pega a rua. Quando o carro de Tiffany passou na frente aparece uma pessoa de preto, lógico, a perseguindo. Ou seja, ele não conseguiu desviar de todas as câmeras.

— Ela está morta?

— Provavelmente ou então está prestes a morrer.



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