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História Fragmented Soul - Capítulo 1


Escrita por: e Anjo_insacivel


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - (Des)vínculo


Fanfic / Fanfiction Fragmented Soul - Capítulo 1 - (Des)vínculo

Época de inverno e a neve caía vagarosamente, Hélen atravessava a floresta com seus dois pequenos discípulos, que eram amigos de infância à muito tempo. Ellie de 8 anos e Petros de 13, que aprendiam com ela a manipularem a magia do gelo, somente sua mestre era a única a conseguir dominar esse elemento da natureza entre os wiccans, aqueles que praticavam magia.


  -Rápido! Precisamos nos apressar, desse jeito chegaremos lá em três dias.


    Ellie perdida em seus pensamentos se distrai enquanto andam "Orvalhos são como pedaços de vidro''. Estavam indo em uma missão até um orfanato, que ficava ainda muito distante de onde estavam, faltava muito para chegarem até lá.

   Era um orfanato grande, com vários cômodos e setores, ao lado uma igreja de estilo rústico, além de um jardim e uma pequena fazenda havia uma floresta aos arredores, tudo muito calmo e tranquilo. 

       Era conhecido como o orfanato da virgem Maria e abrigava muitas crianças que não tinham amparo nenhum, em um cômodo reservado apenas para oração, lá estavam o padre responsável pela instituição e os missionários que ajudavam com a organização e o cuidado com as crianças. 

         Todos estavam concentrados, suas expressões eram de muita preocupação, exceto por um dos que estava no meio que sorria com desdém, mas passou despercebido. Todos fitaram um dos missionários, que franzindo a testa confrontou o padre.


- Senhor! Estás certo que queres que estas crianças permaneçam aqui?


- Conhecesses por sí mesmo a situação dos garotos… oferecer abrigo é mais uma missão que Deus quer que cumpramos apesar de…


       Antes que pudesse terminar a frase ele o interfere.


 -Apesar de um dos gêmeos ser um demônio? Precisamos levá-los para longe desse lugar, senhor padre! Logo a magia que aquela aberração carrega nos trará problemas….


  O silêncio reina na sala, todos sentem pena dos meninos, mas ao mesmo tempo têm medo e não querem discordar do jovem. Aliás são tempos difíceis, a prática de magia fora proibida pelo governo, no entanto algumas pessoas, poucas, nasciam com predisposição à ser usuário da magia como um dom nato. 

      E o padre bem sabia que se descobrissem que uma das crianças ali podia utilizar magia naturalmente ela sofreria horrores e isso ele não queria que acontecesse, pois como bom religioso tinha amor ao próximo.


   O jovem missionário se referia à Qin Katoyama e seu irmão gêmeo Key Katoyama, que tinham 10 anos de idade e foram abandonados por seus pais à 4 anos atrás, o segundo possuía habilidades mágicas… podia fazer as plantas rejuvenescerem, pequenos objetos levitarem, quebrar pedrinhas com a força do pensamento e isso assustava as outras crianças que por medo de Key se afastavam, apenas o seu irmão permanecia ao seu lado. 

     Ambos eram muito próximos e apegados e não se desgrudavam um do outro, apesar de serem rejeitados pelos demais não se importavam, estando os dois juntos não importaria… dessa forma não estariam sozinhos no mundo.


  Para finalizar aquele reunião o padre em resposta disse:


-Como servos de Deus, iremos dar todo o apoio à essas crianças inocentes e sem amparo… não quero mais ouvir murmurações… peço que retornem às suas atividades, isso é tudo!



   O jovem que o confrontou é o primeiro a se retirar revoltado, antes que saísse pela porta parou e disse:


-Muito bem… esse foi um grande erro deixá-los conosco… Sabemos que todo erro tem sua punição! Estejam preparados.


   Logo se retirou e foi embora, todos se retiram o último foi o missionário estranho que ria sem preocupação, ainda sorrindo freneticamente pensou consigo "Quem imaginava que um prodígio da magia estaria em um local como esse, isso é perfeito… serei bem recompensado pelo clã quando levar essa informação", ele puxa a manga de seu casaco revelando um símbolo estranho no pulso e depois se retira dali.


       Já era de tardezinha, quando pelos campos floridos lá estavam os dois irmãos gêmeos apreciando o céu alaranjado e deitados de braços cruzados. Observando o movimento vagaroso das nuvens.

        Key embora ainda fosse criança sabia lidar muito bem com suas habilidades mágicas, era o mais firme dos dois e o mais amadurecido também, seu irmão era mais mimado e sempre era consolado por ele.


-Sabes! Nunca achei que terminaríamos só nós dois.


   Key fala virando logo o seu rosto pro irmão.


-Ainda não entendo porque fomos abandonados em uma mata… com a pretensão de sermos devorados por qualquer animal selvagem? 

   

 Responde Qin com ar de indignação, Key ri.


-Estás rindo de quê? Não compreendo, louco estás meu irmão!


-Talvez fosse um teste!  -responde Key de imediato-   você sabe que a família Katoyama, vinda do Japão, carrega seus segredos… o papai sempre dizia que deveríamos ser fortes… 


-Tsc!  -resmunga Qin-  Não me importo com testes ou provas, eu só queria que a gente estivesse juntos! Você, eu, a mamãe… e o papai.


-Não o deixo de odiar mesmo assim…


   Após a fala Key observa mais uma vez o céu, agora tomando um tom azul escuro, a noite está caindo. Ele se levanta e diz pro seu irmão:


-Vamos! Levantas, temos que ir ou vão se enfurecer conosco.


  Qin levanta.


-Vamos já estou faminto.


-Qin!   - exclama sério e o olhando profundamente-   Não importa onde estivermos, contanto que permaneçamos juntos, ficaremos bem


-Certo, vamos continuar juntos!  -Dá um riso de lado- Me prometes que vai me proteger?


-Prometo! Mas você tem que prometer que estará sempre comigo…


-Prometo.


  E assim, eles voltam ao orfanato, depois das atividades noturnas se dirigem ao quarto, que pertence unicamente aos dois, e adormecem.



  Todos dormiam tranquilamente no orfanato, O sol acabara de nascer e mais um dia comum se iniciara, "comum" era o que se esperava que fosse. Qin acordou com vontade de ir ao banheiro, se levanta e dirige pelos corredores, ainda com sono passa a mão em seus olhos enquanto anda. 

       Antes que virasse pro outro corredor para se chegar ao banheiro, Qin cruza com um missionário que passa sorrindo estranhamente.


-Bom dia garotinho.


-Bom dia senhor missionário. -responde Qin com respeito.


       Após se cruzarem se afastam, e Qin começa a pensar desconfortavelmente, não era comum alguém ali estar acordado aquela hora de manhãzinha e andando por aí, e "aonde será que ele vai?". Para, franze a testa e se volta para trás para ver até onde o suspeito se dirige, quando ele se toca que está indo exatamente em direção ao seu quarto engole seco saliva e decide retornar com um aperto no coração ao lembrar do seu irmão.

 

-Strash- 


      Ouve um barulho vindo da igreja e a terra treme como se um terremoto atingisse todo o local, ele cai na mesma hora. "O que foi isso?", seu pensamento foi seguido por um barulho ensurdecedor e um clarão muito forte que o deixou sem reação durante alguns segundos.

 Instintivamente ele se levanta cambaleando e tenta seguir em frente, quando recupera seus sentidos tenta procurar de onde veio o estrondo, é aí que percebe que a igreja está em ruínas, além de que a outra parte do orfanato também e fica perplexo com o que vê. 


-Não é possível! Como tudo está em chamas!?! 


   Dessa vez o susto foi tão grande que seu pensamento saiu junto com a fala. "Preciso ir até o Key, ele está dormindo precisamos sair daqui", cai em sí lembrando do seu irmão.

   O quarto agora não está tão distante, mas à essa altura todos já estão apavorados, tudo tão de repente se tornou caos, pessoas tentando fugir por toda parte, além de incêndio o orfanato se desmoronava, Qin em sua corrida tentava ignorar.


     Chegando lá ele não vê seu irmão e fica deseperado, olha em sua volta por toda parte e à uma certa distância, próximo de uns 50 metros, avista o mesmo homem que passou por ele à pouco, carregando nas costas Key e inconsciente.

     Qin não pensa duas vezes e corre o mais rápido que pode em sua direção. Já no lado de fora é notável o estado de destruição que o lugar se encontra, Qin se direciona até onde os que fugiram se encontram, todos parados e perplexos com os três a sua frente, vestindo preto, incluindo o tal missionário esquisito. 

      Um dos que se acham em meio ao aglomerado é o padre, que reage assim como os demais, que ao perceberem uma aura negra envolvendo aqueles três e as chamas negras que a mulher, um dos três, manipula em suas mãos. A face de todos é de puro terror e medo.


-RETI… RETIREM-SE DAQUI!!


   Grita o padre com o trio que visivelmente provocou tamanha desgraça.


-Deveria ter mais respeito com membros do clã Erébin…


Responde a mulher que faz aumentar mais ainda a chama em suas mãos.


-Erébin?!... 


    Repete o padre não querendo acreditar, e aumentando sua expressão de desespero. Erébin é um clã de wiccans, são dark wiccans por praticarem magia negra, são poderosos e extremamente temidos, eles se rebelaram com o governo e pretendem o tomar a força. 


-EU OS AMALDI…


     Antes que pudesse completar a frase, o terceiro erébin rasga o corpo do padre ao meio em um movimento rápido e preciso, espirrando jatos de sangue por toda parte. Inacreditável alguém se deslocar tão rápido em uma distância considerável e causar danos físicos usando apenas uma mão.

       Todos entram em mais desespero ainda e começam a correr.


      Qin não esboça reação alguma, sua expressão é uma mistura de medo e horror, já não sabe o que fazer... está confuso, com medo. Tudo o que pensa é uma frase instintivamente, "Key me protege".


-É hora de irmos    - diz a mulher- a brincadeira acabou.


      Após suas palavras ela lança suas chamas feito uma onda, que vai devastando e consumindo tudo a sua frente. Os pensamentos de Qin já estão inconscientes, enquanto cai ao chão apenas sente uma leve queimação em seu corpo e já não consegue mais enxergar nada… simplesmente cai no chão desmaiado.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo, que cá entre nós promete viu.
See ya!


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