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História Frankenstein (Yoonmin) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Estou repostando o capítulo com algumas modificações, portanto leiam novamente, amores.
Boa leitura, espero que gostem❤

Capítulo 6 - O adolescente


Park Jimin acordou cedo naquela manhã de sábado, se espreguiçou e olhou para o lado, notando que Yoongi não estava lá, não era nenhuma surpresa já que Suga sempre era o primeiro a acordar. Park se levantou da cama e se arrumou rapidamente, descendo as escadas e indo em direção à cozinha, encontrando Yoon preparando o café da manhã.

 

— Bom dia, anjo! - disse se aproximando do moreno e deixando um beijo demorado em seus lábios - Hoseok ainda não acordou? Que estranho, normalmente ele acorda cedo…

 

— Bom dia, Minnie! - Yoongi sorriu e retribuiu o beijo - Ainda não… será que ele está bem? Robôs não ficam doentes, ficam?

 

— Eu não faço ideia. Vou subir pra ver como ele está.

 

Jimin subiu rapidamente as escadas, preocupado com o bem-estar do filho, e abriu a porta do seu quarto, surpreendendo-se amargamente ao ver que o robô chorava com o rosto entre as mãos.

 

— Filho, você está bem? - aproximou-se dele e afagou os seus cabelos avermelhados com carinho.

 

N-não, pai… ontem um homem veio buscar o tio Tae e eles se beijaram na minha frente… - disse entre soluços e Jimin notou que a voz de Jung estava diferente, um pouco mais madura e contida, quase como se ele estivesse passando por algum tipo de puberdade.

 

— O que tem, filho? Nós dois também nos beijamos na sua frente.

 

Mas eu gosto dele, é diferente… - Hoseok se levantou e Park se surpreendeu mais ainda ao ver que Hobi estava um pouco mais alto do que o normal. Será que era apenas impressão sua? Nunca passou pela sua cabeça que o robô poderia crescer um dia.

 

— Você está diferente, filho, você cresceu muito desde o dia anterior!

 

É, eu também cresço e fico mais velho, porém muito mais rapidamente do que vocês humanos e diferente de vocês, eu não vou passar da minha fase adulta! - ele se dirigiu até a porta e o loiro tocou em seu ombro.

 

— Não quer conversar comigo?

 

Não, eu não preciso dos seus conselhos, pai! - sorriu cínico e então virou as costas e desceu as escadas. O loiro o seguiu, ainda sem conseguir acreditar naquela mudança tão repentina. Hoseok estava ainda mais rebelde e indomável. O que fariam para contê-lo durante a apresentação do trabalho? Será que ele iria aceitar ir até a faculdade deles para ser “mostrado” para as outras pessoas como se fosse um objeto? 

 

— Filho? Você está diferente! - Suga exclamou com surpresa ao ver o filho mais alto e com o rosto mais maduro.

 

Ah, pai, dá um tempo! Primeiro o Jimin, depois você. Que saco… - bufou, impaciente.

 

— A sua voz está diferente também. - Yoongi arregalou os olhos, o seu filho estava mais rebelde, devia estar mesmo passando pela adolescência - Hoje nós vamos conhecer os seus avós, tá? Então suba para o seu quarto e se arrume.

 

Não quero! - levantou-se da cadeira e intimidou o pai com o olhar.

 

Suga sentiu o sangue ferver, as veias de seu pescoço começaram a pulsar e ele cerrou os punhos.

 

— Ah, mas vai sim, nem que eu tenha que te arrastar escada acima! - ele bradou, furioso, não aceitava que ninguém o desafiasse, muito menos o próprio filho. Ele agarrou o filho pelo braço e o arrastou pela casa.

 

Me solta, seu velho!

 

— Você vai ver quem é velho quando eu te der uma boa surra, seu imprestável de merda.

 

Jimin arregalou os olhos. Hoseok estava passando dos limites, mas Suga também estava a ponto de perder a cabeça.

 

— Parem! - o loiro berrou no meio da sala, fazendo os dois pararem e o olharem - Você, Hobi, vai se trocar agora ou enfio a porra dessas roupas na sua goela! E você, Suga, trate de se controlar. Nunca vi tanta agressividade, não precisa disso! - disse em um tom firme e irritado, praticamente gritando.

 

O moreno engoliu em seco e soltou o braço do filho, que foi correndo até o quarto para se arrumar. O casal também subiu e mudou as roupas e em menos de meia hora estavam todos dentro do carro automático, rumo à casa dos pais do Jimin.

 

O senhor e a senhora Park moravam num sobrado de dois andares, com um jardim e uma piscina. Suga desceu do carro, Hoseok e Park fizeram o mesmo. Os pais de Jimin, ao ouvirem o carro sendo estacionado em frente à residência, saíram para recebê-los. 

 

— Filho, quanto tempo! - a senhora Park abraçou o loiro - Quem são esses dois? - questionou com espanto e a sua fisionomia mudou repentinamente.

 

— Ah, oi, mãe e pai. Esse é o meu namorado Suga, conheci ele na faculdade e esse é Hoseok, um robô que estamos cuidando para um projeto, mas a verdade é que ele é praticamente um filho para nós - disse sorrindo apesar da apreensão.

 

— Um filho? - o pai de Park se aproximou dos três e sorriu ao ver o quão lindo o jovem Hoseok era - Ele é lindo, nossa! Parabéns. Como pode um robô agir feito um humano?

 

— Também não sabemos, - disse o moreno, abraçando os sogros - mas nós nos afeiçoamos a ele, somos quase privilegiados, pois jamais vi algo assim antes. 

 

— Vamos entrar - a mãe de Jimin disse, ainda desconfiada daquela história toda. Pelo menos o pai do loiro havia aceitado bem o robô.

 

Os cinco entraram na casa e se sentaram no espaçoso sofá branco da sala de estar.

 

— Você é mesmo muito bonito, Hoseok - o senhor Park comentou, ainda em êxtase com o novo neto, pois sempre sonhara em ser avô e o seu sonho havia se tornado realidade, mesmo que de outra forma.

 

Obrigado, vovô, - Hobi sorriu e se sentiu acolhido pelo avô - o senhor também é bem bonito e legal.

 

— Ah, meu neto é tão educado! Nenhum jovem nunca me elogiou assim antes. Viu isso, querida? - ele olhou para a esposa, que permanecia sentada com os braços cruzados sem dizer nada.

 

Suga e Park trocaram um olhar feliz e sorriram.

 

— Ele gostou mesmo de você, pai. Hoseok é muito inteligente e muito esperto. Nunca foi à escola mas é um gênio - os olhos do loiro brilharam ao falar de Hobi. Apesar de ser rebelde, ele o enchia de orgulho e ser pai era mesmo gratificante.

 

— Ah, é mesmo? Que bom, meu netinho - ele afagou os cabelos ruivos do neto.

 

Hobi abaixou a face levemente corada, até essa característica humana ele possuía, a de sentir vergonha. 

 

Ah, pai Jimin, você está exagerando… - riu tímido.

 

— Como os dois podem ser o pai? - a voz da senhora Park quebrou o clima harmônico da reunião, deixando Yoongi e Jimin extremamente desconfortáveis.

 

— Pai e mãe possuem a mesma função, o que muda é apenas o nome. Dois homens podem muito bem criar um filho, não é necessário haver uma mulher para isso e você não vai conseguir destruir a nossa família, então nem gaste o seu precioso tempo tentando - Jimin sorriu com cinismo. As palavras apenas saíram de sua boca, tão rápidas que ele nem pôde contê-las.

 

Jimin pôde jurar ter visto Min segurar o riso. Ele estava achando divertido ver Park tão rebelde e direto e o melhor é que ele nem precisou dizer nada já que Jimin havia falado pelos dois. 

 

A mãe de Jimin ficou boquiaberta diante daquela resposta e percebeu que devia ser mais receptiva com eles, afinal o que importava mesmo era que o seu filho estava feliz.

 

— Perdão, filho, perdão Suga e Hoseok. O importante é que você esteja feliz, meu filho. Hobi, vou te tratar com muito amor porque você merece, meu neto! - ela sorriu e beijou a testa metálica de Hobi. Os seus olhos se encheram de lágrimas, por um momento ela sentiu a comoção de pronunciar a palavra “neto” pela primeira vez. 

 

Tudo bem, vó. Eu já me acostumei a ter dois pais, é tão normal quanto ter um pai e uma mãe, somos uma família do mesmo jeito, uma família moderna e muito feliz.

 

Suga sorriu.

 

Nesse ínterim, o primo do loiro, Kim Seokjin, desceu as escadas do sobrado e passou cumprimentando cada um dos que estavam ali.

 

— Ah, gente, esse é o meu primo, Kim Seokjin. Jin, esse é o Suga, meu namorado e esse é o robozinho Hoseok, nós ficamos responsáveis por programá-lo, mas ele acabou criando vida e decidimos tratá-lo como um filho, - ele riu, algo constrangido com aquela situação - estou morando com o Yoongi e… enfim, é uma longa história.

 

Jin sorriu, havia achado o robô bem fofo e amigável.

 

— Entendi. Ele é bem fofo, meus parabéns!

 

— Obrigado - o loiro e o moreno responderam em uníssono.

 

Foi então que Jin se aproximou de Yoongi inesperadamente e colocou os lábios bem próximos da sua orelha, pois a pergunta que faria a seguir era íntima demais para ser dita em voz alta.

 

— Agora, só uma perguntinha… você fica em cima ou embaixo?

 

Suga quase engasgou com o suco que estava bebendo, sentiu raiva porquanto Seokjin havia sido um pouco desrespeitoso ao fazer aquela pergunta.

 

— E por acaso isso é da sua conta? - retrucou com o cinismo que lhe era peculiar - O que fazemos ou deixamos de fazer é problema nosso, Jin.

 

— Ah, vai! Eu sei que você é o ativo, Suga, meu primo não tem cara de quem toma a iniciativa. A propósito, ele deve sofrer muito já que você parece ser um pouco bruto em tudo, principalmente nisso… - comentou com um risinho nos lábios e o moreno teve vontade de socá-lo bem no meio da face.

 

— Nós não temos um ativo ou um passivo no nosso relacionamento, o Jimin pode muito bem tomar a iniciativa se assim ele quiser. - agora foi a vez do moreno de sorrir - E digo mais, o fato de ele ser delicado não quer dizer nada, pelo contrário, ele tem muita força e muita determinação, não o subestime. Se ele quisesse ser o ativo eu não me importaria, isso é o de menos para nós, Jin, sinceramente. Jimin pode ser o que ele quiser, ele não é feito de estereótipos... - sorriu cínico.

 

Seokjin fez uma careta e se afastou dele.

 

— Mas então, Suga, o que achou do nosso Jimin? - o senhor Park pousou os olhos tranquilos no semblante do moreno.

 

— Ele é bem gentil e caloroso mas rebelde e também fica muito bravo quando pisam no calo dele. Hoje de manhã eu briguei com o Hobi e só faltou o Jimin jogar o chinelo havaianas dele na nossa cara. Se engana quem pensa que ele é frágil... - olhou para Seokjin, que sentiu a indireta e desviou o olhar.

 

— Mesmo? Ele é assim desde pequeno, aparentemente calmo, mas se mexer…

 

— Sou mesmo, eu não fico calado diante das situações!

 

Não mesmo, pai Jimin. Hoje pensei que você fosse nos matar.

 

Todos riram.


Notas Finais


O que acharam? Até a próxima, amores❤


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