História Franqueza - Capítulo 4


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Palavras 2.498
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sou completamente apaixonada pelo Ignacio, sério. Ele é o tipo de homem que eu, com toda certeza, ficaria LOUCA, no bom sentido.

Franqueza não está esquecida no churrasco, eu juro pra vocês, mas o tempo esta bem curtinho...

Música pro capítulo: breathin - ariana
Sem correção.

Capítulo 4 - Com a sua permissão


Depois da primeira vez, as coisas começaram a fluir entre Brahim e José.

Acordou, no outro dia, nos braços de Ignacio e com a vista mais esplêndida e satisfatória que desejaria ver, e não dizia apenas pelo nascer do sol entre a linha de horizonte no mar. Dizia pelo homem maravilhoso que tinha a sua disposição, o acariciando, o abraçando por trás, o alimentando na boca – sem precisar de desculpas para o fazer. Ignacio sempre dizia que Brahim era uma criança e o tratava como, realmente, uma. E Brahim não reclamava disso, nunca. Gostava de ser o bebê de Ignacio e aprendeu, ainda naquela manhã, que ainda gostava de mamar. Da forma mais suja que essa palavra pudesse parecer. 

Foram embora antes do sol estar alto no céu, sendo deixado na porta de casa, vivendo todas as coisas que um dia, trancado em seu quarto, desejou viver. Infinitamente mais prazeroso do que imaginava que um dia seria. 

Não era um conto de fadas, estava bastante longe de ser, porque por mais que Ignacio fosse como um príncipe, um sonho realizado, era tudo muito diferente, e Brahim não queria viver um conto, porque contos eram falsos e repletos de mentiras e estereótipos a serem seguidos. Ele queria viver a sua realidade e queria a viver junto a Ignacio, como estava o fazendo. E se errasse, queria aprender, curtir e viver. 

Abraçou-o no carro, beijando devagarinho os lábios de José, deliciando-se do sabor mágico e viciante que tinha o mesmo. Poderia morrer o beijando e ainda assim se sentiria vivo, aquele era um dos efeitos que José tinha sobre si. Não conseguia explicar, nunca conseguiria, estava em queda livre, mergulhando de cabeça no mar bravio que era Ignacio, e só os céus poderia o salvar. 

Os óculos escuros escorregaram um pouco do nariz de Nacho, que encarou Brahim por cima do mesmo. Era uma imagem que gostaria de eternizar. Nunca havia visto Ignacio tão belo quanto aquele dia. 

“Eu quero mais de você.” Brahim sentiu o estômago borbulhar. Não dizia que não estava muito inseguro por conta da sua performance à cama.

Oras, era José Ignacio. E Brahim não mentiria ao seu coração o ludibriando e dizendo que não sabia da vida sexual ativa que o homem levava – tão experiente quanto um ator pornô. E enquanto ser um ator pornô trouxesse traumas e não fosse tão bom assim, Brahim era consciente sobre o abuso da indústria pornográfica a qual seu pai tinha projetos para combater naquele país, em contrapartida ter a vida sexual ativa era saudável para Ignacio e mais ainda para os seus parceiros, Brahim presumia por experiência própria. – o que o causava experiências. E, porra, era apenas Brahim ali. Um garotinho experiente e que algumas horas atrás não sabia nem ao menos fazer um boquete.

Existia melhores e tinha certeza que Ignacio já havia fodido com garotos – homens, e também mulheres – melhores que Brahim.

Mas Ignacio estava a sua frente, com olhos tão predadores e que o passavam uma segurança terrível que o prendia a ele, dizendo-lhe que o queria novamente. Que queria mais.

“Eu...” Brahim mordeu os lábios, tentando suprimir os pensamentos – tantos o da noite passada, tanto os que estavam surgindo agora. Pensamentos de coisas que José Ignacio podia fazer com ele em um futuro bem próximo.

“Claro, apenas se você também quiser. Se você ainda quiser ser meu, continuamos; se você não quiser mais, esse é o momento perfeito para pular do barco.” O sorriso convencido ainda estava brincando nos lábios de Ignacio e Brahim sentiu vontade de grunhir em frustração. E o fez. Pateticamente – e como o adolescente que já não mais era – esticando os cabelos.

A risada de Ignacio não indicava que as ações de Brahim tinham sido tão patéticas assim, mas que ele estava se divertindo com a situação, causando instantaneamente reações em Brahim, como um biquinho e a carinha emburrada.

“Desista você.” Cruzou os braços na altura do peito. “Eu não quero desistir, eu não vou desistir. Nem agora e nem nunca, José Ignacio, pensei que me achasse obstinado.”

Ignacio deu de ombros, passando os dedos entre os fios de cabelos, que já estavam desalinhados.

“Eu quero ser descontraído com você.” Brahim arqueou uma sobrancelha, encarando ainda mais o político. Ignacio o encarava de volta, mas não demonstrava quaisquer resquícios de que iria o explicar a fala. Nacho voltou a sorrir, leve. “Tenho que ir.”

Só então Brahim recordou que ainda estava dentro do carro de Ignacio, frente a sua casa. Alarmou-se, mas não demonstrou desespero.

José Ignacio era um homem ocupado e Brahim sabia das responsabilidades do homem, claro que sabia. Ficava feliz porque sabia que tempo significa dinheiro e Ignacio já havia perdido muito ao seu lado.

Murmurou um pedido de desculpas, preparado para abrir a porta do carro e ir embora, mas a mão de Nacho voltou a puxá-lo para perto, no susto de Brahim, o homem o puxou para um beijo.

A despedida do dia, que não influenciou em nada os outros dias que se seguiram e se encontraram para... transar.

***

Brahim havia aprendido a ler Ignacio. Nas mínimas atitudes e reações, sem que o homem precisasse dizer uma só palavra.

E se isso comumente já acontecia quando não tinha nenhuma ligação sexual com Ignacio, as coisas apenas se intensificaram quando passaram a dividir a mesma cama em noites ardente de amor.

Julgava não conhecê-lo apenas por fora, estava tendo o privilégio de conhecer o homem que era Ignacio, agora em proporções mais profundas e emocionais.

Sabia, apenas com um olhar, quando ele estava irritado, pensativo, quando um assunto não lhe agradava e às vezes chegava a incomodar. Sabia quando estava feliz, quando estava com tesão e dentre outros tantos sentimentos que Ignacio poderia expressar a Brahim com apenas um olhar, o de agora ainda deixava-o tonto.

Era indecifrável. Mas Brahim sabia que aquele olhar sempre, absolutamente sempre, acabava com o pênis de Ignacio afundado firme dentro de si. Era algo além de tesão ou definições normais, era sobrenatural.

Estavam em um jantar de negócios. Brahim, sem sombra de dúvidas, os odiavam. Mas era obrigado a ir, principalmente àquele. Política era discutida durante o coquetel e Brahim só queria revirar os olhos quando era incluído em algum assunto, por mais que Asensio, naquela noite, estivesse presente para o salvar.

Claro, com Asensio ali tudo sempre era mais fácil. Tinha a lábia perfeita para o vigarista que um dia foi, o discurso impecável de quem assumiria o cargo do pai e tiraria de letra a profissão. Era um Casillas-Ramos, afinal de contas. 

Brahim estava encostado a parede – era falta de etiqueta, sabia, mas não podia evitar. Estava cansado de estar de pé, estava cansado de perambular, estava cansado de conversar, estava cansado de tudo. – seguindo Ignacio com o olhar, lendo-o e sabendo que também era notado, por mais que José fosse mais discreto do que um dia conseguiria ser.

Até que José afastou-se, com um copo de whisky e gelo em mãos, bebericando-o. Se pôs próximo ao corredor na direção contrária a Brahim e aos outros convidados, todavia Brahim o acompanhou com os olhos, sem, em momento algum, perdê-lo de vista.

José estava especialmente maravilhoso naquele terno da dior. O corte parecia cair-lhe bem, como se tivesse sido especialmente feito para o manequim de Ignacio.

Brahim umedeceu os lábios quando o homem o encarou, passando-lhe coisas com apenas um olhar. Tremeu, repentinamente sentindo-se excitado, com um leve fisgar em sua barriga.

Ignacio ergueu o copo à esmo, como se fosse brindar com o ar e Brahim sorriu, meneando com a cabeça. Conversaram com o olhar e Brahim entendeu que precisava segui-lo no momento que Ignacio virou as costas, caminhando pelo corredor.

Não esperou mundo, afobado e ansioso do jeito que era, desapertou um pouco a gravata que usava e disfarçadamente pediu licença – tendo a sensação de que estava sendo ignorado e ninguém estava o ouvindo, presos e entretidos com a conversa barata sobre a economia local que Asensio parecia dominar.

Caminhou quase de forma desesperadas pelo corredor, sentindo que poderia se perder. Aquela casa era grande, não tanto quanto a sua, mas a mansão Casillas-Ramos Brahim já estava habituado, ali era território novo.

Mordeu os lábios quando se deparou com diversos outros corredores e portas. Choramingaria pela oportunidade perdida de ter com Ignacio aquela noite – e com a possibilidade de deixá-lo irritado por esperar, porque Brahim considerava-se lerdo e burro o suficiente para achar o caminho certo. – até que mãos o surpreenderam por trás, puxando-o para o que identificou, quando o atordoamento inicial passou, como um banheiro.

Suspirou preso entre o corpo de Ignacio e a parede gelada, sentindo a língua de José o invadir a boca, num beijo – que em contradição – lento.

Gemeu, deliciando-se de todas as sensações que lhe eram ofertadas. Desde as mãos de José explorando o seu corpo, apertando-o com volúpia, até mesmo ao beijo molhado que compartilhavam.

José afastou os lábios de ambos, dando selinhos como encerramento do beijo, o que não impossibilitou Brahim de prender ligeiramente o lábio interior de Ignacio com o dente, em uma mordidinha que não causava dor, apenas tesão.

José sorriu, grudando a testa a testa de Brahim.

“Eu tenho um presente para você.” Não era de se duvidar. Ignacio sempre tinha um presente para ele. Os mimos materiais eram comum, Nacho o via como a princesa mimada que realmente o era e Brahim não reclamava e nem discordava disso.

Chamassem do que fosse. Ele gostava e ponto final.

Alegrou-se, imaginando ser alguma jóia da nova coleção exclusiva da Tiffany ou algo tão caro quanto.

Abriu os lábios para expressar falsa surpresa – fingir que ser mimado era algo que o chocava. – mas um dedo de Nacho o impediu de fazer isso.

O olhou nos olhos e sentiu, imediatamente, a influência do olhar felino e predador. Tremeu e viu com todo prazer aquilo afetar a Ignacio. Afetava-o na mesma medida que Ignacio também o afetava, era mútuo.

“Você vai virar de costas,” Era uma ordem. Soava como uma e também nem precisava que soasse, adaptou-se as falas em tom autoritário de Ignacio e adorava receber as ordens. “E abaixar as calças, Brahim. Vai apoiar as mãos na lavatório e empinar bem essa bunda pra mim.”

Enquanto Ignacio ia ditando as ordens, a imagem ia se formando na cabeça de Brahim. Fora a imagem do que aconteceria a seguir, quando já estivesse com a bunda empinada em direção a Ignacio, com as calças abaixadas, as mãos espalmadas no lavatório e observando tudo pelo espelho.

Balançou a cabeça, murmurando uma afirmação e Ignacio afastou-se, sem desprender os olhos de Brahim.

O obedeceu de forma lenta, calculando as ações para que saíssem de forma mais natural possível, sem consciência do quão sexy estava sendo. Empinou a bunda e fechou os olhos, recusando-se a olhar pelo espelho de imediato.

O que Nacho iria fazer, de toda forma, ele faria.

Primeiro recebeu um tapa. Forte, audível, que o fez arfar em surpresa e tesão. Era uma cadela e sentia-se como uma do mais baixo escalão por gostar e maravilhar-se com coisas tão sujas e promíscuas, além de fora do usual. Já havia gozado apenas recebendo tapas de José e conseguia lembrar-se disso; ou da noite que Ignacio o chicoteou com a gravata de seda por ser um garotinho malvado e Brahim o implorou para que o fodesse como um animal.

Se os seus gostos sexuais andavam em contramão a sociedade e todas as suas programações metódicas e programadas sobre o que ser e o que fazer entre quatro paredes, Brahim não queria nem ao menos ter ideia sobre o que era correr na mesma direção que as outras pessoas.

Era sexualmente satisfeito e, às vezes, pensava que estava sendo além de satisfeito. Era daquele jeito que gostava, que pedia, que implorava. Não precisava de controles e implorava por mais.

Abriu os olhos no exato momento que os dedos de Ignacio escorreram para dentro do seu ânus, o surpreendendo. Tinha a intenção apenas de o indagar sobre o porque estar recebendo os tapas como castigo, já que havia pensado que, durante toda a noite, havia sido um bom garoto. Perguntaria a sua gafe, o seu erro, para que pudesse repeti-lo mais vezes e deliciar-se com as punições em meio a um coquetel chato de um dos candidatos chatos a qual Brahim não suportava nem ao menos ouvir falar.

Os lábios tremeram de prazer.

Lembrou de algumas palavras de José referente a dor do sexo anal: “discipline a sua mente. No momento do sexo o seu corpo vai acreditar nos estímulos que você acreditar e mandar para a sua mente. Se você considera algo prazeroso, o seu corpo, em trabalho com o seu cérebro, vai se desempenhar na produção de endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina, dando-o prazer.” E todas essas palavras foram ditas enquanto apertava levemente o seu pescoço, o estocando com força e vigor. “Se você não gosta de algo, ou nunca o experimentou e apenas acha que não gosta, o seu corpo produz hormônios de desprazer. É psicológico, Brahim. Você gosta disso?”

A resposta veio em forma de espasmos nervosos para que depois gozasse como nunca havia gozado antes.

Conseguia reverter rapidamente o quadro de dor a prazer. Ainda mais porque Nacho parecia – e conhecia de fato – conhecer perfeitamente onde estava todos os seus pontos de prazer naquele local. Aquela área – e nem nenhuma outra em seu corpo – não era campo desconhecido para Ignacio; conhecia o corpo de Brahim como a palma de sua mão.

Sem delongas, Nacho estimulou a zona erógena de Brahim, fazendo-o revirar os olhos em prazer.

“Abre bem os olhos,” Era quase impossível com os dedos de Nacho o estimulando aquela área, mas Brahim, com muito custo, o obedeceu. Vendo tudo através do espelho, sentindo-se tonto e fraco de imediato. A forma como Nacho o olhava. Isso, apenas isso, era capaz de o fazer gozar. Ignacio estendeu a outra mão e Brahim visualizou um objeto. Algo não tão grande, mas que nunca havia visto. “Isso é um plug anal, ele vibra conforme eu o controle por outro aparelho. Eu quero colocá-lo em você, mas só o farei se estiver de acordo com isso. Você quer, Brahim?”

Instantaneamente Brahim balançou a cabeça, confirmando. Só a possibilidade de ter algo dentro de si e esse algo ser controlado por Ignacio já o deixava completamente perdido, porque não achava outra definição para o estado débil que ficava.

“Diga,” Nacho pressionou ainda mais sua zona erógena, fazendo Brahim gemer alto e arquear as costas, sentindo que com apenas mais alguns toques poderia gozar. “Em alto e bom som, Brahim. Você quer?

“Quero.”

Foi o aval. Brincando consigo, o estimulando, abrindo espaço com os dedos, o plug foi posto dentro de Brahim.

Ignacio sorriu, chupando os próprios dedos, quando Brahim tentava regularizar a respiração.

“Controle-se. Te encontro no jantar.” E, sendo assim, Ignacio deixou o banheiro.

Com um Brahim sedento para trás.


Notas Finais


Hihihihi...


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