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História FREAK SHOW {Adans and Evans} (romance gay-Yaoi) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Música do capítulo lucky ones da Lana del rey. De preferência essa versão desse vídeo https://youtu.be/6Tbo637v_FI ( link também nas notas finais)

Capítulo 7 - Dante e os três ruivos


Fanfic / Fanfiction FREAK SHOW {Adans and Evans} (romance gay-Yaoi) - Capítulo 7 - Dante e os três ruivos



Naquela tarde chuvosa de quarta-feira   Micael estava em seu quarto(...)




Desde o último dormindo ele não havia dormido direito. Não era por falta de sono, mas era pelo excesso de afazeres, embora estivesse em período de férias. Ele passava geralmente a manhã e a tarde treinado, e quando tentava dormir, em sua cama, sempre acabava por se levantar e senta-se na escrivaninha pensando em qual seria a melhor estraleja para lidar com os Evas.


Porém, naquela tarde, ele não estava treinando. Ele terminei seu treino mais cedo e voltou para seu quarto apresado para se sentar na cadeira e se debruçar sobre seus cadernos. Ele anotava em tópicos tudo que deveria ser considerado, pensado, ou tudo que vira sobre os Evans até aquele momento. Com isso, ele tentava juntar os pontos e formar uma estratégia. 


Desde o último domingo, ele só conseguia pensar em: os Evans frequentam a igreja; Edimundo não se importa com a aparência da família frente a sociedade de Tenebris Rosis; Edimundo fez uma ameaça direta a mim; os Evans são uma família muito  bem incluída na sociedade, eles tem status.


Como não fazer parecer que a morte de doze pessoas haveria sido um acidente? 


"Fogo". Era óbvio. Mas isso não seria o mais seguro. Afinal, a mansão era grande. O fogo demoraria para se espalhar. Embora colocá-lo na entrada parecesse uma boa ideia, não tampar as janelas seria a ruína do plano. Uma mansão muito grande, no máximo alguns morreriam, mas a maioria conseguiria fugir. Além disso, quantos humanos iriam em direção a mansão para entrar ajudar a apagar o incêndio? Quantos se machucariam? Aquilo seria uma próxima ideia. Fogo não seria a solução. Até porque humanos que serviam a casa dos Evans poderiam acabar mortos, e Micael nunca iria se perdoar por isso 


Quando Micael perguntou aos pais qual havia sido o assunto abordado por eles e os senhores Evans, ele explicaram que os Adans foram convidados para um evento que ocorreria durante uma tarde de quinta. Era um chá entre as algumas madames de Teneris Rosis. Sara afirmara que gostava de estender o convite para as crias das madames, uma vez que a casa lotada com suas próprias dez crianças tornava o quintal uma verdadeira bagunça, o que era um verdadeiro empecilho. Os filhos alheios manteriam seus filhos ocupados e desinteressados no ambiente do chá.


Porém, apenas Eleonor, Brigitte e Charlote iriam participar propriamente do chá, afinal todas eram adultas, embora  Micael se achasse muito mais maduro que Charlote, na maioria das vezes. E para disser a verdade, ele era de fato. A realidade sobre a idade de Micael ter 17 anos o estipulava  uma criança que deveria ser levada para entreter e distrair os pequenos Adans. Isso de certa forma era um encimado para Micael, ou melhor: ele  se sentia um tanto envergonhado por ser "a criança da família Evans". Isso lhe dava a impressão de que ele era apenas o protegido da família, e não um dos guerreiros. 


Todos seus irmãos tiveram a oportunidade de provar seu valor por volta dos quinze ou dezesseis anos. Micael tinha dezessete quando recebeu sua primeira missão e então ele não poderia falhar, e não só isso, ele deveria  triunfar.


O que ele deveria fazer de forma imediata era começar a descobrir as coisas sozinho. Parar de pedir a companhia de seus irmãos, amenos que quisesse treinar, isso era fundamental para conquistar e afirmar sua independência e capacidade.


Ele pensara primeiramente nos locais onde deveria matar os Evans. Ele obviamente não considerou o circo. Aquele era um local amaldiçoado, Micael tinha certeza. Ele sabias que qualquer arma celestial seria sentida no local, aliais sua própria presença seria sentida se ele não carregasse  consigo  um vidrinho pequeno com o solo infernal amarrado num barbante preto. Ele usava no pescoço e deixava escondido por dentro da roupa. 


"A casa deles provavelmente não é um local ideal também" Sussurrou viajando  em sua própria mente. A mansão dos Evans provavelmente também era um terreno amaldiçoado. Eles provavelmente já fizeram  tudo quanto profanidade ali, e Micael não se arriscaria a pisar lá sem a o vidrinho de terra amaldiçoada. 


Muito concentrado em suas coisas, Micael não notou quando sua porta foi aberta e Castiel entrou sem pedir licença. No entanto, foi um grunhido na garganta do irmão mais velho que fez Micael contrair os músculos e de virar para ver o outro Adans aparado perto da porta. 


"Papai acha que você deve ficar com uma a partir de agora". Castiel se aproximou e bateu na mesa com a mão. Ouviu-se um som metálico contra a madeira e quando Castiel se afastou, Micael viu que ele havia deixado uma chave lá. "Te acho um irresponsável." Castiel afirmou. "Mas eles parecem estar com tanto receio quanto eu, de qualquer forma" 


"Surpreendente..." as palavras se afastaram entre os dentes de  Micael, que na verdade não soou nada surpreso, apenas indiferente. Ele sabia que se seus pais realmente quisesse que ele tivesse aquela chave, já teriam dado a ele a um ou dois anos. Eles só estavam dando agora porque deveriam se sentir na obrigação, já que Micael embarcara em sua primeira missão.  


"Se ferrar com nossa vida, não diga que não avisei..." Micael deu de ombros. "Fingir que não se importa não tranquiliza ninguém, muito pelo contrário, imbecil". 


"Você já deixou a chave. Da próxima vez bata na porta." Foi a única coisa que Micael disse ao irmão.


Castiel saiu do quarto entendo a outra com um pouco de força. Com isso, Micael se levantou, abotoou o o resto dos botões da camisa branca, ergueu os suspensórios, vestido o colete de linho escuro e pegou o seu ingresso para o circo que estavam dentro de sua gaveta na escrivaninha.


Quando chegou no hall de entrada, ele pegou seu sobretudo da mesma cor do colete e pediu a uma criada que ela  avisasse alguém, caso perguntassem,  que ele havia saído.




O dia era...





Cinzento, como sempre 





 Não chovia mais. 


O Circo dos Renegados De Tenebris Rossis só iria dar início a apresentação do dia as sete horas da noite. De qualquer maneira, Micael decidiu chegar mais cedo e dar uma olhada ao redor, ou até mesmo dentro, se permitissem, antes do espetáculo começar.


Ele adentrou o local visivelmente cheio de insegurança e desconfiança. Emboras as pessoas dali não parecessem dar a mínima para sua presença, ele temia que alguém de repente o expulsasse. Era interessante observar o quão diferente ficava o ambiente  antes do show. 


O clima permanecia ruim e sombrio, porém era mais movimentado. Micael pode ver inúmeros artistas se preparando para a apresentação. O fato de todos estarem com suas roupas extravagantes ou largadas e rasgadas, passava uma impressão de que aquelas pessoa nunca teriam, alguma hora, abandonado seu papel. E talvez não abandonassem; talvez eles fossem aquilo. 


Micael adentrou mais no local sentindo que os olhos daqueles artistas agora estavam focados em si. Havia um homem, um tanto distante de Micael, que estava vendado com um pano preto. O sujeito estava sem sua camisa, expondo seus muito músculos, mas usava uma calça tão justa que, com a presença de listras vermelhas, amarelas e azul, destacavam o quão volumosas e marcadas eram suas coxas. Isso não parecia ser muito atraente. Micael não achava que um  brutamonte gigantesco de barba ruiva seria o tipo de homem que fazia as mulheres assistirem aquela apresentação de tortura diabete uma ou duas horas inteiras. 


Esse mesmo ruivo de barba grande, mexia a cabeça como se seguisse Micael com os olhos, o que era estranho, pois ele estava vendado. Micael ergueu as sobrancelhas e levemente os olhos, não para esse fato, mas para a o fato do homem estar atirando facas numa mulher que estava em frente a um grande alvo vermelho e branco com uma estrela dourada. Ela se desviava das facas como se fosse invertebrada. 


Ela sim poderia ser considerada atraente. Seus cabelos, também ruivos, estavam trançados, dividido em dois. Suas roupas minúscula era um vestido era feito por um corpete branco e uma saia um tanto inchada com listras amarelas, azuis e vermelhas.  As pernas não estavam completamente nuas,estavam cobertas por uma meia de rede. Seus pés, cobertos por um salto boneca vermelho. 


A dama direcionou a Micael um olhar  e um sorriso travesso enquanto desviava das facas sem parecer apavorada ou sem se dar ao trabalho de olhar para as armas. As facas de cabo brilhantes e coloridos começaram a ser  lançadas com mais força e velocidade. Ela simplesmente parecia se divertir entre um alvo é um homem. Subitamente, uma mão cobriu os olhos de Micael que, antes de torcer o braço do indivíduo para paralisa-lo, percebeu que agir daquela forma poderia soar suspeito para algumas pessoas ali. Ele não precisava de pessoas e peregrinando o porquê dele saber lutar tão bem. Ele apenas tencionou o músculos ficando alerta para o que estava ao seu redor. 


"Já lhe falaram que cobiçar a mulher de outro homem é feio?". Um sussurro aveludado e leve soou na ponta de seu ouvido. Junto aos lábios na ponta de sua orelha, haviam algumas... coisas pequenas? Correntes? Eram correntes.


"Eu nem pensaria em fazer isso..." disse num tom baixo, mas que era o suficiente para que a pessoa pudesse lhe ouvir.


"Tudo bem, então. Se prefere chamar apenas de "olhá-la descaradamente enquanto o homem dela está vendado". 


"Então eles estão juntos?" Uma risada baixa pareceu ser sufocada. 


"Se eu lhe explicasse você iria ficar enojado, imagino". 


Micael ainda não poderia encara-lo. Ele imaginou quantas pessoas falavam sussurrando naquele circo, como Dante, e chegou a uma confusão óbvia: muitas pessoas poderiam falar sussurrando como Dante, por diversos motivos, podendo até ser os mesmos motivos, até então desconhecidos, de Dante. Além disso, aquela até poderia ser o famoso Dante. 


"Eu acho que espero qualquer coisa dentro dessa tenda. Não irei me surpreender".


"É mesmo?" Micael sentiu os lábios em sua orelha se abrirem e imaginou, que fosse um sorriso de Dante, pois ele só se lembrava perfeitamente do sorriso de Dante. O sorriso de Dante fora o único sorriso que ele vira naquele circo. Não demorou muito para sentir a pontinha de sua orelha ser levemente presa entre dentes. Isso fez com que Micael sentisse borboletas em seu estômago e um calor inesperado em sua pélvis. As correntes que arrastaram por sua olheira e por sua nuca o deixaram mais arrepiado. Aquilo o surpreendia um pouco. Ele só conseguia imaginar que aquela pessoa seria Dante, porque ele fora a única pessoa que havias de aproximado o suficiente na quele circo, logo era a única pessoa que Micael poderia imaginar. De qualquer forma, ele sabia que poderia não ser Dante; poderia se qualquer um.


"Eles fodem como amantes, mas são irmãos de sangue." O sussurro foi, como sempre, aveludado. Era quase como uma reputação. Micael sentiu uma mão ficar superficialmente  por cima de seu pomo - de - Adão. "O que acha disso?" Micael engoliu em seco quando a brisa de uma risada silenciosa bateu em sua nuca. Ele engoliu em seco e sentiu a os dedos em seu pescoço se afastarem. 


"Não esperava ouvir isso, mas também não estou surpreso."


"Talvez seja por esse pegado que eles estejam aqui..." A mão saiu do pescoço de Micael e foi direto para seu ombro o fazendo se vira para trás. Lá estava Dante. Levemente mais baixo que Micael. Ele estava, como em outras apresentações, usando roupas justas, porém agora elas eram vermelhas e pretas. O tecido era coberto por pedrinhas brilhantes, e como da primeira vez que o viu, haviam algumas transparências pelas coxas, braços, costas e abdômen. Micael novamente engoliu em seco. Na verdade, se Micael só considerasse as roupas, poderia ser qualquer um outro artista, mas ele sabia que Dante tinha intensos olhos azuis-claros escondidos atrás da máscara.


Ele estava usando uma máscara preta cheia de brilhantes que cobria a metade da testa até a metade das bochechas. O resto do rosto também estava coberto, já que a partir da parte inferior da máscara caia uma cortina de finas correntes prateadas com pequenas joias brilhantes nas pontas. Elas iam até um ou dois centímetros abaixo do beijo do Dante. Pouco dava pra ver seu rosto, mas ele viu o quanto o lábio inferior era ficava rosado enquanto mordidos pelos dentes superiores. 


"Então... Dante..."


"Seu nome era?" 


"Micael."


"Micael..."


"Micael Adans"


"Adans?"


"Uhum. E você seria Dante..." 


Dante deixou uma risada melancólica escapar rapidamente.


"Acho que apenas Dante."


"Não sabe o nome de família?" Micael perguntou sem medo.


"Acho que não tenho." 


"Então poderia dizer que o circo é sua família?" Micael perguntou olhando ao redor e depois voltando a sua atenção inteiramente a Dante. "(...) como muitos diriam?"


"Acho que eu não gostaria de dizer isso." 


Micael ficou um tempo pensando nessa frase. Se ele fosse um artista humano daquele circo, ele também não gostaria de se considerar parte daquela 

 "família", parte daquele circo. Se ele fosse um demônio talvez até diria que sim com um sorriso.


"Interessante..." 


"Achaste? Talvez seja realmente fácil te entreter."


"Talvez dependa do artista que tente". Aquilo soou como um verdadeiro flerte, e Micael percebeu assim que saiu pelos seu lábios. Dante ficou surpreso, e então o  loiro parou para se perguntar se realmente era sua intenção flertar com Dante. De qualquer forma ele não viu motivo para retirar o que disse e ainda precisou segurar uma risada de satisfação ao notar as orelhas de Dante ficarem avermelhadas. Nem as correntes esconderam a tonalidade que sua pele estava ganhando. 


"Você soa como um garotinho atrevido". Disse com um tom malicioso tentando esconder o fato de ter ficado desconcertado. Dante tentou passar os dedos entre os fios de cabelo mas percebeu que ele já estava bem arrumado e firme — devido ao produto capilar — para trás. 


Uma mão grande puxou o ombro de Micael com força e ele virou trezentos e sessenta graus. Ele não tremeu ao ver o gigante de barba ruiva em sua frente com as narinas dilatadas em fúria. Sua irmã estava ao seu lado, na ponta dos pés, segurando seu ombro. Ela era mais baixa que Dante. Ela deveria ter um 1,60. Micael tinha 1,80 e o gigantesco deveria beirar os 1,95. Ela era minúscula comparada ao irmão. 


"Por que estava seduzindo minha garota?"  Perguntou como um boçal. Micael deu de ombros enquanto Dante só manteve-se numa postura entediada. 


"Eu não estava seduzindo sua garota". O homem rosnou como um animal.  "Se ela lhe disse que se sentiu seduzida por mim, certamente  não foi por minha intenção." A moça choramingou dando pulinhos. 


"Esta dizendo que ela não é suficiente para ser seduzida por de um imbecil como você?" Pareceu anda mais braço. 


"Eu não disse isso. Eu não tive interesse algum em seduzir-la, meu caro. Eu não a seduzi. De qualquer forma, percebo que ela parece não se importar em ser deduzida por imbecis... eu não sou assim, rindo muito." se Ricardo, o brutamontes, fosse inteligente o suficiente, entenderia que Micael o chamará de imbecil. "Devo repetir? Eu não sou esse tipo de homem, e não sinto muito por isso" disse agora pra a ruiva que lhe fitava com raiva. "Estou apenas dizendo que eu não tentei seduzi-la, nem mesmo queria isso."


"Seu Idiota!" Micael se preparou para se defender a altura do soco que iria levar, mas nem precisou. Dante agarrou com as duas mãos o braço de Ricardo. Micael percebeu que por mais forte que o moreno fosse, não conseguiriam segurar com tanta tranquilidade o braço peludo e pesado de Ricardo. Ele tinha sangue demoníaco correndo nas veias. Ricardo não tinha.


"Seu idiota!" Disse ao Dante. 


"Não ouse, Dante!" A ruiva tentou dar um empurrão em Dante, mas ele se quer se mexeu. Enquanto ela acabou cambaleando para trás como se atirado para empurrar uma parede. Ele ficou próxima o suficiente dela e a segurou pelo braço a impedindo de se afastar.


"Você sabe o que farei se você achar que pode tocar em mim novamente não é Bianca?"  Foi o que Dante sussurrou no ouvido da mesma, mas Micael só pode ouvir o "Bianca".


Os irmãos incestuosos  se afastaram e as mãos gigante foram para a cintura de Bianca. Micael sentiu nojo. 


Dante imediatamente deu as costas para os dois e então agarrou a manga do sobretudo de Micael o arrastando-o pelo circo. Micael notou que alguns artistas ergueram a cabeça para vê-lo passando. Eles ficam os olhos curiosos. 


"Onde estamos indo?"


Dante não respondeu. Há pouca distância de Micael e Dante, um rapaz alto e bonito, usando um terno elegante e extravagante — brilhoso e cheio de bordados—  ateou fogo num grande arco. E caminhou até uma grande jaula com um tigre de bengala dentro e com uma chave grande e enferrujada abriu o cadeado da jaula. Aquele rapaz alto e bonito tinha os fios amendoados e parecia ter seus 19 anos. Esse era o nome amansador de feras e o domador dos animais do circo, o aprendiz do velho Charles: o Charles.


Dante parou em minha frente e me viu engolir em seco. Eu pude ver por trás das correntes que seu sorriso malicioso se abriu me desafiando.


"Você tá com medo?" Embora nossos rostos estivessem bem próximos um do outro. Quase não entendi suas palavras, mas com alguns segundos pude pensar  nas palavras e nas sílabas que pude ouvir e entendi o que ele perguntou. Logo, balancei a cabeça negativamente.


"Cuidado!" Um grito soou e Micael logo percebeu o um ruído não tão alto mas irritante que parecia perigoso. Tudo aconteceu em segundo, ele deu um pulo sem saber que direção seria mais segura, então Dante o puxou até que esbarrassem numa "parede fina" de madeira  que estava perto. Um grande saco de areia cairá bem onde eles estavam. Todos do circo fizeram um som de espantados. 


Dante pareceu furioso quando então se estapeou a parede de madeira que pareceu ameaçar cair.  "Dante, perdão! Foi um acidente." A voz vinha de cima. Lá no alto, em cima de algumas tábuas, e cilindros finos de metal, atrás de uma cerquinha nada segura ,estava um garoto ruivo extremamente magro. Ele não era tão alto é parecida estar mais apavorado por ter deixado o saco cair, do que Micael e Dante que poderíamos ter quebrado o pescoço com o saco. "perdão!" Insistiu. 


Dante não respondeu porque se ele o fizesse, teria que fazer em um alto tom de voz, mas o olhar que lançava ao menino já dizia mais do que o qualquer  escandaloso grito. Percebendo o pavor do rapaz, o loiro de olhos verde-água disse: "Ei, fique tranquilo! Não causou nenhum arranhão, viu?" Abri um pouco os braços e olhei para Dante. "Foi apenas um acidente. Tome mais cuidado da próxima vez". Ouvi o garoto murmurar um 'obrigado' trêmulo.  


Dante revirou os olhos, e ainda parecia  furioso ao olhar na direção do rapaz ruivo. Micael notou isso e se perguntou se Dante cometeria alguma atrocidade apenas pelo o outro ter cometido um acidente. 


"Ei Dante, que tal se formos andar lá fora? Dante o encarou ainda com raiva mas então deu de ombros como quem diz 'pode ser'.


Dante apontou com a cabeça em direção a saída, na não seguiu até lá de inadiabilidade. Ele se afastou de Micael, que imaginou que ele apenas teria lhe direcionado a saída para que fosse embora, mas então Dante pegou um guarda-chuva preto e foi em direção a saída do circo para a área externa. Dante não olhou pra trás para garantir que Micael o seguia, mas ele seguia. 


O céu estava cheio de nuvens tomadas porque cinza claro. Elas estavam carregadas de água e tinham uma borda alaranjada ou rosada pois o sol estava se pondo emanando, assim, uma luz mais avermelhada. 


"Os moradores de Tenebri Rosis já olharam Índia ensolarado?" Dante deu de ombros. "pelo menos o céu não está feio ou mórbido. Eu diria que apesar de melancólico, está bonito". 


Dante acabou prendendo uma risada com uma bufada e deixou o seu corpo o mais próximo o possível de Micael. Seus ombros se tocavam enquanto eles andavam. "Romântico". Comentou em seus sussurros de sempre. 


"O que é romântico?"


"Suas palavras" ele furou com atenção cada centímetro do rosto de Micael, que infelizmente não poderia fazer o mesmo com o rosto de Dante. "Talvez você seja um homem romântico".


"Talvez". Micael sussurrou como Dante. Ele riu de se mesmo por sido e o artista lhe acompanhou tentando esconder sua risada. Ouvir Dante sempre sussurrando acabou fazendo ele sussurrar por impulso, mas depois ele passou a falar em alto e com tom. "Isso é bom?" Dante fez uma careta e negou com a cabeça. 


"Ridículo" sussurrou fazendo Micael se sentir um tento estranho. Talvez quisesse ouvir um "sim, é bom". 


"Pessoas apaixonadas me dão nojo." Dante se esticou um sobre Micael para falar isso. 






Os dois, depois de andar um pouco, acabaram de chegar num riacho raso com uma correnteza que fazia  a água bater barulhenta contras as pedras que estavam parcialmente para fora do riacho. Se eles olhassem para trás ainda daria para ver, lá longe, a parte superior da tenda do circo. 


Dante sabia que aos sábados e domingos, e as vezes na sextas, muitas e muitas famílias ficavam ao  redor do riacho fazendo piqueniques. Porém, em dias de semana, e sobre tudo, quando a noite ameaçava aparecer, todos iam embora e o local ficava a merecer da solidão.  


Não demorou muito para o sol dizer adeus e o pouco do céu que não fora coberto pela grande nuvem cinza que estava sobre ele tomar uma colocarão violeta que logo logo sumiria. 


"A quanto tempo trabalha no circo dos renegados" Micael perguntou enquanto ficou de frente para o riacho olhando a água correr. Dante colocou o guarda chuva preto sobre a grama e caminhou até Micael sem responder sua pergunta.


"Você tira essa máscara? Você vive uma vida normal sem que eu saiba?" Micael perguntou, mas foi outra pergunta não respondida. Dante se afastou dele dando passos para frente e Micael então se perguntou de Dante realmente pretendida entrar naquele riu, mas Dante puxou numa pedra grande que estava sendo parcialmente coberta pelo riu. O mascarado então se virou para Micael que lhe olhava com curiosidade e o chamou com os dedos num 'venha aqui'. Era como um canto silenciosos das  sereias que seduziam e atraiam os marinheiro para sua própria morte, e recoso Micael foi. Ele era um anjo atraído por  um artista de um circo profano, por um demônio. 


Ele deu um passo ficando na mesma pedra que Dante. Seus corpos estavam próximos e Dante pode se aproximar o suficiente para sussurrar: "Você está com medo."


Ele não perguntou, ele afirmou, porém Micael lhe disse "Não. Não estou com medo de você." Dante sorriu se perguntando qual era o problema de Micael, será que ele era burro? Esquecerá que há alguns dias que Dante quase decepara seu dedo com um sorriso nos lábios? Se perguntou se ele mesmo tinha um talento para seduzir pessoas, ou se ele teria um poder de atraí-las para o perigo. 


O Dante era uma parte que se arriscava, uma parte que não se preocupava com nada, uma parte perigosa que deveria assustar Micael, mas não o assustava e isso irritava o artista de circo. 


Com o céu escuro e tomado pela melancólica de grande nuvem, Dante decidiu dar  as costas para Micael e ir para outra pedra. Quando ele saiu dela para outra, Micael o seguiu. 


"O que está fazendo?" Micael perguntou sabendo que ele não responderia. "Gosta de brincar como uma criança?" Ainda sem resposta. " essa brincadeira sempre acaba com uma criança ensopada!" Micael avisou porém seguiu Dante pulando de pedra em pedra como um homem que só saberia viver repetindo os passos de seu ídolo. Um homem que 

segue cegamente um sonho desgraçado de pesadelo. Esse era Micael e Dante.

Dante parou numa outra pedra grande o suficiente  para caber os dois. Por alguns segundos apenas o "splash" da água nas pedras, os grilos e os sapos conversavam. Micael continuou focado nos  olhos profundos de Dante, que por vez não desviavam. O artista só conseguia chamar o anjo de maluco, em sua conversa mental com sigo mesmo. As vezes ele até o xingava. 'Garoto tolo, onde você está se metendo?' Pensou Dante. 

"Me diga alguma coisa." Pediu Micael quebrando o silêncio. 


"Acho que eu realmente não gosto de você". Próximo ao ouvido de Micael, Dante foi sincero sobre seus pensamentos. 


"Diga outra coisa" pediu sem se importar com o que Dante falara antes. O mascarado ficou um tempo pensando no que dizer. 


Um trovão gritou alto sobre eles e Dante olhou para cima temendo que a chuva caísse justo naquele momento em que havia abandonado o guarda-chuva. Ele estava pronto para a apresentação, não poderia se molhar.


"Temos que ir!"


Micael segurou em seu pulso quando o rapaz fez menção de lhe dar as costas e sair. 







MÚSICA: lucky ones - lanna del rey. De preferência a versão do versão do vídeo que eu coloquei nas notas inicias e finais) 




"outra coisa..." pediu em um tom um pouco mais baixo. 


Dante se irritou. 


"Não se meta com a mulher de outro homem, principalmente de um homem do circo". Disse ficando na ponta dos pés rapidamente só para falar no ouvido de Micael. 


"Isso vale para Évora?" Dante ficou surpreso com a fala de Micael e até se esqueceu que logo iria chover, apesar de outro trovão ter soado os avisando.


"Évora?" Dante perguntou quase sem voz pela raiva, mas Micael entendeu bem o movimento de seus lábios. 


Dante não imaginou que Micael seria como todos os pervertidos que iam no circo para babar em cima de sua parceira, e de algumas outras moças. Ele só se importava com Évora, de qualquer forma. Vê-lo perguntando por ela o deixou cheio de raiva. A maneira como Dante contraiu os lábios e apertou os punhos agarrando o colarinho do sobretudo de Micael  deixou evidente sua raiva, é isso divertiu o anjo.


Mas o Micael entendeu errado. 


Micael queria saber se Dante realmente tinha algo com Évora, como os colegas idiotas de Edimundo haveriam digo, pois algo em Dante atraiu o anjo de fios loiros a ponto dele  esquecer  de calcular  suas ações.


Dante também entendeu aquilo errado. Micael  não queria Évora, ele queria Dante, naquele momento. Imaginar oninteresse de Micael em Évora o irritou, não por ciúmes de Micael ou inveja de Évora, mas por ciúmes de Évora. Dante não deixaria Micael se aproximar dela se era o que ele  estava pensando, afinal ele não confiava em Micael. 


A chuva caiu. Dante não ligou, ele mal percebeu já que a raiva correndo em suas veias estava o mantendo focando em Micael, que também não pensou na chuva, pois estava tendo a todo custo interpretar as ações de Dante para entender o que poderia fazer ali. 


Dante segurou os ombros de Micael com força nos dedos e falou em seu ouvido com raiva: "Porque está me perguntando sobre Évora?! Não vai se aproximar dela!" Avisou e Micael deu de ombros percebendo a raiva do mais baixo. 


O som da chuva tornava um pouco mais difícil para Micael entender a voz de Dante; outro trovão soou alto. O céu ficou claro de repente.


"Isso não importa." Disse Micael. "Ela seria a mulher de um homem do circo? Ela é sua? Você é o homem dela?" Dante o olhou confuso confuso como quem dissesse ' de onde você tirou essa ideia?'  "Évora... não pensei que estou... estendeu errado, Dante. Eu acho que não gosto dessa fruta." Avisou deixando uma risada fraca sair. Ele continuou esperando mais alguns segundos para interpretar as reações de Dante. A máscara atrapalhava tudo.


Era lindo como as gotas  deslizavam: pelas correntes da máscara de Dante; pelo rosto de ambos; elas deslizavam nos aglomerados de fios loiros de Micael, os tornado cinzentos;  elas pingavam nos cílios claros os deixando pesados. Isso dava destaque aos olhos verdes amarelados que Dante fitou com intensidade.


"Você é um garotinho muito travesso mesmo." Dante sussurrou numa respiração, mais para si mesmo do que para Micael, ele estava  pensativo e desconcertado. "Vamos embora." Decidiu.  A nova  menção para se afastar fez Micael  puxa-lo pelo pulso e segurar seu rosto com as entre as mãos já com a intenção beija-lo. 


E beijou. Um beijo. 


Não foi um beijo na boca. 


Foi um beijo na bochecha. 


Um prolongado beijo na bochecha. 


Os lábios de Micael tocavam tanto na pele macia de Dante, quanto nas três correntes geladas e molhadas da máscara. A sensação foi incrível. Os cílios úmidos e escuros de Dante esconderam seus olhos azuis que, depois de se arregalarem, começaram a ficar entre abertos. Ele não emburrou Micael. Nem sabia como fazer isso, então ele esperou aquele beijo acabar. 


Dante estava tremendo, não sabia se pelo frio, ou pelos lábios pressionando sua pele e as correntes metálicas.  


Como tudo no mundo, aquele beijo na bochecha acabou, todavia outro rapidamente fora deixado  numa área mais baixa do rosto do moreno; mais perto da clavícula.  E então, outro mais baixo, e outro. Chegou na clavícula, e foi o suficiente para Dante se erguer nas pontas dos pés sem medo de escorregar da rocha úmida. Ele estava descalço, Se segurou no pescoço de Micael, que abraçou a cintura de  Micael e desceu os beijos até o pescoço dele. 


Os dois rapazes tentaram ao máximo aproximar seus corpos, mas precisariam ter cuidado para não escorregar daquela pedra. Enquanto o mascarado estava de  os olhos fechados aproveitando a sensação que Micael lhe proporcionava ao deixar leves mordidas e chupões seguidos de carinhosos beijos,  ele agarrou os fios loiros e encharcados com força e sentiu as borboletas de seu estômago festejarem. As mãos de Micael estavam firmes nas costas de Dante, mas enquanto um braço prendeu o corpo do moreno contra o seu, a mão direta foi até a gola um tanto alta da roupa molhada de Dante e a puxou para baixo para que ele pudesse usar sua boca no leitoso do moreno. 


Dante, apesar do frio, sentia vontade de tirar a própria roupa e deixar Micael marca-lo por inteiro se quisesse, mas Micael afastou os lábios orçamentária roxos com a intenção de colocá-los sobre os lábios cheios de Dante. 


Ao notar as intenções de Micael, Dante tapou a boca dele com a mão e ficou três segundo tentando decifrar a loucura que dançava aqueles olhos verde-água. Quase se perdeu na beleza nos cílios molhados de Micael, mas então ele conseguiu ir contra a vontade de ficar ali e deu costas para o anjo entrando riacho sem ligar se seria ou não uma boa ideia pisar ali. Ele sabia que a água batia acima de seu calcanhar. 


Ele chegou até as pedras e a grama da margem e não foi seguido por Micael. Ele não se virou para ver o loiro nem quando abriu o guarda-chuva e foi o mais rápido o possível na direção do circo. 


Era um beijo. Não fora um beijo na boca, mas fora um beijo.


Micael nunca imaginou que veria um demônio fugir de um beijo, mas lá estava Dante fingindo de seu beijo








Notas Finais


Vídeo da música do capítulo https://youtu.be/6Tbo637v_FI. Não sei se esse link prestou gente Uma informação!
Se vcs querem ter acessos a todas as fotos que eu coloco ao longo dos capítulos e a imagens de inspiração para os personagens (aparência deles) vai no wattpad que só lá eu consigo colocar todas as imagens. A música tb pode ser ouvida enquanto vcs leem o capítulo


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