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História Free - William Vangeance - Capítulo 1


Escrita por: _nacchan_

Notas do Autor


Olaaa! :D

Essa one é um presente especial para a minha amiguinha maravilinda, @Safira_Rikoshe ❤️ Feliz aniversário Liaaa!!!🥺❤️✨
Espero que gostem <3

Capítulo 1 - Capítulo único



Talia, era a jovem princesa do Reino Clover. A primogênita, futura rainha daquele rico e pacífico Reino.


Mas de uns tempos para cá, as coisas mudaram...


O reino não passava por bons momentos, visto em um momento de crise. Seus recursos financeiros estavam esgotados e a população sofria e arcava com as consequências. 


A única solução que conseguiram foi: Propor uma aliança com seu reino vizinho, Heart. 


Heart era rico em recursos naturais e humanos. Era o melhor dos quatro Reinos do continente e governado por um dos clãs mais importantes da história. O clã Vangeance.


O reino vizinho, como não tinham nada a perder, aceitaram a proposta. O primogênito, William Vangeance se casaria com a princesa de Clover, assim, a aliança dos dois reinos se formaria.


A jovem princesa ficou devastada ao saber que fora oferecida em casamento. Seria obrigada a se casar com alguém que mal conhecia. Ainda por cima, organizariam um baile para comemorar o noivado e a união dos reinos. O príncipe, estaria em poucos dias na capital, para já começarem a iniciar os preparativos para a cerimônia.


A garota, observava angustiada o céu estrelado através da janela de seu quarto, mergulhada em seus devaneios. 


Ela só queria ser livre...


Talia só queria ser livre, com asas para voar, livremente e por onde bem entendesse, assim como um passarinho. Odiava ter nascido parte da realeza. Odiava sua família e como achavam que o mundo girava ao redor deles, quando na verdade, eles não passavam de nobres imundos e sem caráter.


  O Reino só está nessa situação por culpa deles. E ainda por cima, eu que terei que arcar com as consequências? – estava realmente irritada com aquilo.


– Irmã? Está aí? – sua irmã mais nova chamou sua atenção, a tirando de seus pensamentos. 


– Noelle! O que faz ainda acordada? Já está tarde.


– Isso eu pergunto a você. Amanhã é o baile, não deveria estar acordada à uma hora dessas. – a prateada disse, adentrando em seu quarto. 


Talia suspirou. 


– Só... estou meio mal com tudo isso. Vou ser obrigada a me casar. Além do mais, eu nem sequer conheço o meu noivo... 


– Deve estar sendo difícil para você... Eu sei como é. Ser nobre às vezes pode ser a pior coisa do mundo. – falou Noelle, lembrando-se de breves momentos que tivera com um certo plebeu de cabelos grisalhos. Mas nunca realmente poderia ficar com ele. – É uma pena não poder ajudá-la...


– Acho que você é a única que me entende irmã. – Talia a abraçou. 


– Bom... É melhor eu voltar para o meu quarto. Boa noite, irmã. Trate de dormir. – ela se despediu, logo em seguida deixando o quarto. 


Talia jogou-se na cama, tentando conter as lágrimas que insistiam em descer por suas bochechas. Acabou adormecendo um tempo depois.



                                    [...]



Já estava tudo preparado naquela noite e o baile já havia começado. O clã Vangeance logo chegaria ao castelo. 


Talia entrou no imenso salão. Trajava um belo vestido azul e seu belos cabelos castanhos estavam soltos e realçados.


 Estava sentindo-se enjoada ao ver tantos nobres festejando e brindando, mesas fartas de comes e bebes, e música ao fundo. É assim que vocês estão em crise?! Nobres imundos...


Comprimentava alguns duques e príncipes com o seu pior sorriso falso. Quase chegara a revirar os olhos, em desânimo.


 Minutos depois, fora anunciada a chegada de seu noivo, junto de alguns outros membros do clã.


William Vangeance era um homem de estatura média e bem portado, como qualquer outro membro da realeza. Seu olhar era marcante e um belo sorriso preenchia seus lábios. Estranhou ao se dar conta da máscara que tomava seu rosto, escondendo metade de sua face. 


Por que aquela máscara, afinal? - tal pergunta tomava sua cabeça, à enchendo de curiosidades.


O príncipe se aproximou calmamente, fez uma breve reverência, antes de segurar sua mão, à estendendo para beija-la. Talia sentiu suas bochechas coraram com o toque suave e delicado.


– É uma honra conhecê-la, vossa Alteza. – ele a olhou profundamente. Seus olhos emanavam um brilho intenso. Ela apenas fez um gesto com a cabeça.


Ouviram-se brindes em comemoração e em pouco tempo, ela viu seu noivo cercado de nobres o reverenciando.


Aquela seria uma longa noite...




                                • .*♧︎︎︎*. •




Depois de dar atenção a vários nobres, Talia finalmente pode dar sua tão sonhada escapada daquela festa toda. Já não aguentava mais...


Mal havia se aproximado, nem mesmo tocado sequer uma única palavra com seu noivo. 


Foi se afastando aos poucos, sem que ninguém percebesse. Chegou até uma pequena varanda, mais distante do salão de festas e respirou fundo, sentindo o vento bater contra seus cabelos. Finalmente pudera ficar sozinha, aproveitando aquela brisa gelada da noite, sem que ninguém a incomodasse, pelo menos por alguns minutos.


De repente, ela ouviu passos devagares se aproximarem, em sua direção. Alguém havia a seguido?


– Príncipe William?! – disse, ao se virar para ele.


– Olá vossa Alteza. – um sorriso sereno marcava seus lábios.


– Oh por favor, me chame apenas de Talia.


Ele assentiu, se aproximando calmamente da princesa.


– Incomodo?


– De forma alguma, estava apenas observando as estrelas. – ela sorriu brevemente. 


– Olha... Você não precisa fingir nada. Eu sei que nenhum de nós dois estamos satisfeitos com essa união. – William disse, sincero. 


– Só acho que devemos ao menos sermos amigáveis um com o outro. 


– Certo... – concordou com um sorriso.


– Desculpe a minha indelicadeza, mas... Por que você usa essa máscara? – ela perguntou hesitante. Aquilo já estava a intrigando. 


– É que, o meu rosto não é algo agradável de se ver... – sentiu-se desconfortável com a pergunta – É melhor assim, com a máscara. 


Talia não sabia o que dizer. William acabou por mudar de assunto. Passaram minutos em uma conversa agradável, com o objetivo de conhecerem um ao outro. Estavam indo bem até...


– Por que não me conta sobre sua família? – sugeriu a garota. 


Sua expressão calma havia sumido.


– Bom... Meus pais nunca me deram importância. Sou o filho primogênito, mas desde pequeno, sempre fui desprezado pelas pessoas ao meu redor, por causa da minha aparência. Eles sempre fazem questão de me lembrar de como foi um erro eu ter nascido. Eu nunca tive alguém que se importasse comigo... A verdade, é que eles só estão me oferecendo como uma moeda de troca, sem nem ao menos se importarem com os meus sentimentos. 


– E-eu sinto muito... Não deveria ter tocado neste assunto.


– Tudo bem. Não é culpa sua.


William suspirou. Talia apenas ficou calada, pensando. Ele era tão gentil e sereno, não esperava que sua vida fosse como contara. Ele não merecia isso...


– Sabe, eu te entendo... Sempre vivi presa e meus pais nunca me deixaram sair desta cidade... – sua voz saiu baixa e triste, enquanto William dava atenção à suas palavras. – Eles diziam que era para o meu bem, mas... Nunca se importaram comigo de verdade. Às vezes, tudo o que eu queria era não ter nascido parte da realeza. Eu só queria ser livre...


William lamentou. 


Por um breve instante, Talia fitou o príncipe. Suas belas orbes lilases, esbanjavam um brilho intenso e um olhar que fascinava qualquer um. Eles emanavam gentileza e serenidade, assim como seu sorriso.


– Bom... Acho melhor voltarmos, antes que descubram nossas façanhas. 


Talia assentiu, rindo com o comentário. Havia adorado conhecer William, ele era uma pessoa boa e encantadora. Não que sentimentos pelo príncipe fossem surgir do nada, mas de uma certa forma, ele havia mexido consigo. Ele era diferente das outras pessoas... William era especial. Ele realmente havia mexido com seus sentimentos. 


– S-só mais uma coisa... 


Antes que se arrependesse da idéia, Talia se aproximou repentinamente de William, deixando seus rostos a uma distância mínima. Ela fitou seus belos olhos e lentamente retirou sua máscara, fazendo o príncipe arregalar os olhos. Envolveu seus braços em volta de seu pescoço e selou seus lábios aos dele, envolvendo-os em um beijo lento e delicado. A princípio, William arregalou os olhos com o impulso da parte dela, mas sem pensar muito, retribuiu o beijo, os toques dos lábios de ambos eram singelos e suaves, suas bocas se tocavam de forma devagar, talvez pela inesperiência de ambos. 


Tudo aconteceu rápido demais, pois logo William se afastou de si, se dando conta do que havia acontecido. As bochechas de Talia arderam em rubror.


– O-oh... Me desculpe – sentiu-se envergonhada, cobrindo o rosto com as mãos. Só agora realmente notara o tamanho do impulso que tomara ao retirar a máscara sem ao menos o consentimento de William, e ainda por cima o beijar... Por Deus, eles mal haviam acabado de se conhecerem. Mas o que diabos deu em mim? – Eu n-não queria t-ter sido tão atirada a esse ponto. Me desculpe mesmo.


William se virou, escondendo sua face. Sentia-se completamente exposto. Talia não sabia como consertar o que havia causado. Aquilo havia se tornado embaraçoso. Pouco importava aquela cicatriz em seu rosto, aquilo não o tornava horrível. Muito pelo contrário... 


– E-ei, não esconda seu rosto. William... V-você é lindo! 


O maior surpreendeu-se. Não esperava por tal elogio. Tudo o que recebia das pessoas que viam seu rosto eram expressões enjoadas, das mais piores possíveis. Talia era diferente. Ela não o julgava, não expressava nojo, indiferença, ou espanto. Isso o deixou imensamente feliz.


– A-acho que você é a primeira pessoa que me diz isso. – ele corou, sentindo-se levemente inseguro, virou-se de volta para a garota. – O-obrigado. – sorriu tímido. 


– Além de ser lindo também é fofo. – arriscou, tentando melhorar o clima. 


– Não tanto quanto você. 


Ele rapidamente selou seus lábios aos dela, deixando ali um beijo tímido. Talia sorriu, ele aparentemente havia gostado do beijo. 


– Agora vamos voltar. – ela disse, o puxando.


– Ah sim. É melhor que voltemos mesmo... – William colocou sua máscara de volta, por sorte ela cobrira o seu rubror. 


Eles voltaram para o baile. Agora, estavam se divertindo juntos, com conversas aleatórias e até mesmo arriscaram uma dança. Era incrível como eles se aproximaram em tão pouco tempo.


Assim que o baile acabou, William teve que voltar para Heart. 


Dias depois, regressou à Clover. Ele ficaria até o dia do casamento. Se hospedara no castelo, assim, passava a maioria do tempo com Talia. Os dias da princesa não eram mais sem cor e sem graça com ele por perto. Era como se ele iluminasse tudo à sua volta. Passeavam frequentemente pelas ruas da cidade, ou acabavam por ficar nos jardins do castelo. 


Para William, era tão bom ter a presença da garota. Era incrível como em tão pouco tempo, ela o fazia virar um bobo corado. Mas para ele, o que mais amava era o quanto ela se importava consigo.



– William, eu sei que essa pode ser uma proposta mais do que maluca, mas... Você fugiria comigo? 


– O-o que? Fugir?!


– Sim! – ela disse, animada – Sozinha eu nunca tive coragem, mas com você agora... 


– V-você tem certeza? Quero dizer, é claro que eu vou com você. Mas nossas famílias vão nos caçar como loucos.


– Seria uma aventura e tanta. – ela riu. Estava realmente determinada.


– Então... Vamos à essa aventura! – William disse por fim.


Talia pulou de alegria, beijando William de tamanha felicidade. A garota riu imediatamente ao percebe-lo vermelho. 


Passaram os dias juntos naquele castelo, fazendo planos e conversando sobre o dia da fuga. Talia sabia que a família Real, principalmente seus pais, ficariam loucos - e isso, ela daria tudo para ver. É uma pena que à aquela altura ela provavelmente já estaria longe.


A única pessoa de quem sentiria falta seria sua irmã Noelle. Sua única amiga durante a maior parte de sua vida.


O dia do casamento finalmente chegara e eles já tinha tudo pronto para a fuga. Aquilo era uma idéia completamente absurda. Fugiriam para um outro continente, totalmente novo e desconhecido.


Partiram de madrugada, com um pouco de comida e dinheiro que pegaram. 


– Quando perceberem, eles virão atrás de nós... Será que conseguiremos escapar?  – perguntou William.


– Que eles venham. Com certeza escaparemos  – respondeu – Mas o que realmente importa, é que agora somos livres! – ela o abraçou.


Estavam livres e juntos, nada mais poderia dete-los. A felicidade, da qual nunca conseguiram experimentar, agora os guiava pelo mundo afora. 





Notas Finais


Postei e dei o fora kk


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