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História Free Fire - Divididos - Capítulo 22


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Notas do Autor


Olá bom dia caro leitor

Boa leitura
:)

Capítulo 22 - Novas informações


Laura - Refeitório

- Não ache que os problemas acabaram, eu ainda tenho uma notícia terrível para Miguel, é sobre os caminhões misteriosos - Rafael falava com a boca cheia

- Ah não, primeiro foi o sistema, depois a invasão e agora isso, dá um tempo coroa - Ymir já tinha terminado de jantar, mas permanecia na mesa

- Vocês são tão jovens e vivem reclamando, imaginem vocês na minha idade - Rafael choramingava. Ele não era "tão velho" fisicamente, mas mentalmente tinha 80 anos

- Então pq vc já não contou sobre isso? Andrew já acordou, ele e Ford já poderiam ter bolado um plano magnífico e eu teria um descanso por pelo menos uns 3 dias até algo der errado de novo - Ymir falava em um tom irritado, como de costume

- Eu tentei, mas ele não estava na Sede, procurei por todos os cantos. Será que ele foi pra sentosa de novo? - (Rafael)

- Ele nunca vai duas vezes na semana, provável que vc não procurou direito, talvez vc esteja ficando cegueta por causa dá idade... - (Rafael)

- Ah só o que me faltava... - Ele bufa

- Onde está a Niki? - Eve para de escrever sobre a caderneta. Eu não entendia uma só palavra, sua letra era minúscula e torta, acho que talvez nem ela entenda as vezes

- Agora a pouco Olivia chamou ela pra fazer alguma coisa... e levou sua bandeja tbm - Olho pra onde Niki estava sentada a poucos minutos, ela mal tinha sentado para comer e teve que largar, não deu tempo nem de conversamos...

- Ah que pena eu tinha algumas perguntas para ela... - Eve voltou a se concentrar em sua escrita

- Eu tbm... - Falo pra mim mesma

- Vcs acham que está tudo bem com ela? Olivia chama ela mais o do que o normal ultimamente, e se Olivia descobriu algo grave? - Yang estava sentada em minha frente, brincava com a colher em suas mãos.

Por mais que eu soubesse o motivo dessas chamadas, me passou pela cabeça se Niki tivesse algo grave, ela me contaria? Sei que Niki é daquelas pessoas que se preocupam muito mais com outras do que ela mesma, então eu realmente não sabia...

- Fiquem tranquilos, é somente rotina, Olivia só quer garantir que não houve nada por causa do gás- Tranquilizo eles para não se preocuparem desnecessariamente

- Por falar na Olivia, vcs viram Andrew hoje? Falaram que ele estava de alta, mas ele mal lembrava de mim... - Shani falou do canto da mesa

- Estranho... - Ford fala pela primeira vez hoje na mesa - Eu fui visitar ele essa manhã, até encontrei Nikita conversando com ele. Ele estava perfeitamente bem

- Talvez ele tenha voltado a sentir dor e Olivia tenha dado aquele mesmo analgésico de antes, ele ficava falando coisas sem nexo da primeira vez - Historia fala.

- Então não ia adiantar contar de qualquer jeito, não ia ter Andrew para ajudar com o plano... - Ymir fala

- Andrew não é o único que tem cérebro aqui, vc tbm pode ajudar com o plano - Rafael fala em tom de brincandeira

- Eu não, eu já fico na linha de frente, já é o suficiente pra mim... - Ymir tamborilava os dedos na mesa. Me pergunto pq ela estava tão ansiosa?


Nikita

- Desculpa mesmo Niki por ter tirado até o seu jantar... - Nós estávamos na cozinha, ela procurava uma bandeja nos armários. Assim que ela achou ela começou a colocar a refeição - Não sei o que deu no Miguel hoje... - Ela me entrega a bandeja

- Não precisa, eu deixei a minha lá no refeitório... - Eu mal tinha tocado na comida e Olivia tinha me chamado para a cozinha

- Essa não é pra vc, mas deixa que eu pego a sua lá no refeitório - Ela saiu e em instantes voltou com a minha badeija. Nos trocamos e começamos a andar em direção aquele caminho que eu tinha conhecido a poucos dias - Niki logo isso vai acabar e vc vai poder voltar a sua rotina normal... Assim espero - Antes de eu dizer alguma coisa, Miguel estava nos esperando, ele não tinha uma cara boa, parecia cansado

- Obrigado Olivia - Ela passa a bandeja para ele e sai sem responder - Venha Niki... - Ele começa a andar no longo corredor -

Não sei se reparou, mas eu fiquei o dia todo ausente, tentei novos métodos pra ver se conseguir alguma informação dela, mas ela é mais resistentente do que pensei - Ele suspira - Mas garanto que isso vai acabar em breve, fiquei tranquila, vc não voltará a comer com um "deles" novamente... Hoje chamei vc mais cedo pq tenho uma pedido especial a vc... - Ele para um pouco antes da porta onde estava Moco. Ele pega uma tipo de cassetete que estava encostado na parede, comecei a torcer pra quê ele não tivesse usado isso mais cedo - Preciso que vc não a deixe dormir, por nenhum momento, não a deixe piscar, se ela não falar por bem e nem pela dor, vai ser pelo cansaço... - Ele parecia pensar em outra coisa enquanto falava - Você consegue fazer isso? - Ele me olhava nos olhos. Fiquei me perguntando quando comecei a me sentir desconfortável perto dele

- Sim - Falo engolindo em seco.

- Ah que bom, é sempre bom contar com você Nikita - Minha cabeça estava começando a rodar

Ele pega o cassetete e me entrega na mão livre, logo ele começa a andar em direção a porta e a abre. Lá dentro vejo Moco se sentar na cama rapidamente, esperando que alguém entrasse no quarto

Ele entra e deixa a bandeja em cima da velha mesa e sai sem nem olhar Moco

- Bom trabalho - Ele diz antes de começar a andar em direção a saída do corredor.

Respiro fundo três vezes antes de entrar no quarto, quando entro Moco parece aliviada de certa forma. Fecho a porta atrás de mim e fico parada, estática, pensado ou tentando pensar

- Então o segundo round é seu? - Ela fala sorrindo, olhando para o cassetete. Ela apoiava rosto em uma das mãos. Não parecia com sono e nem cansada - Que sorte a minha não?

- Até parece - Largo o cassetete ali mesmo no chão e me sento na cadeira. Estava com a cabeça entre as mãos, ela latejava. Uma palavra de Miguel me incomodava profundamente, Dor, quando ele falou essa palavra era como se desbloqueasse um sentimento que eu não sei explicar, que eu jurava que nunca tinha sentido nessa ilha, será que era da minha suposta vida fora dessa ilha?

Levanto a cabeça e Moco me olhava, não com aquele olhar debochado ou desafiador de costume, mas... eu diria até que compassivo.

Balanço a cabeça na tentativa de mudar de pensamentos. No momento em que me levanto, Moco diz

- É agora que começa o segundo round?

- Não tem segundo round pra você - Pego a bandeja e vou abrir sua cela, ela começa a se levantar, por um momento começo a pensar se ela teria alguma chance de me derrubar e fugir daqui, no final a porcentagem chegou quase em zero, além de eu ser mais alta e forte que ela, e ter visão dela, ao contrário do caso de Miguel, e se por algum milagre ela conseguisse me apagar, ela não saberia o mapa da Sede

- Achei que iam tentar me matar de fome... - Quando ela pega a bandeja vejo sua mão esquerda, havia sangue seco em grande parte dela, foi quando vi que seja dedos estavam em carne viva, não tinha uma unha sequer em sua mão esquerda - Ah isso... - Ela percebe que notei - Não foi nada, ele tem que aprender como torturar lá no acampamento, lá tem umas técnicas imagináveis - Ela esconde a mão rapidamente e volta a se sentar na cama

- Então era isso que ela passou o dia fazendo? - Sentia meu estômago revirar e olhar meu jantar só piorou

- A acústica dessa sala é incrível, sabia? - Ela levanta a colher, mas antes de comer, ela para por um instante - Certeza que não está envenenado? - Uma de suas sombracelhas estava arqueada

- Sim, foi pego diretamente da cozinha da onde todos da Sede comem... Mas Miguel veio caminhando com ela até aqui... e falando que isso ia acabar logo - Ela larga a colher imediatamente - Vc quer o meu? Não acho que vou comer por essa noite

- Claro - Ela se levanta rapidamente e espera na porta da cela. Assim que entrego ela volta a se sentar. Assim que come a primeira colherada, parece satisfeita - Então... suponho que não tenha encontrado nada?

- Não... sinceramente não procurei tbm, eu estive ocupada hoje...

- E tbm seria suspeito, logo depois de ficar de vigia, começar a procurar um rádio, certo? - Ela tinha um sorriso travesso no rosto

- Você não tinha me falado isso ontem - Começo a sorrir tbm

- Eu sabia que você pensaria nisso - Sinceramente não pensei nem por um segundo nisso, eu só não tive nenhuma oportunidade e tempo... Me pergunto se amanhã não seria a mesma coisa

Depois de um tempo em silêncio e ela quase estar terminando de comer, falo:

- Como é a Paloma? - Lembro da conversa com Andrew essa manhã.

- Ah vc andou pesquisando? - Ela me olhou confusa - Não? Bem, de qualquer forma, ela é uma mulher que te faz tremer com um simples olhar - Parecia ter um certo orgulho no tom de voz dela - E foi ela que começou o nosso mini grupo revolucionário tbm - Ela balança a bandeja vazia - Como soube dela? - Pego a bandeja de sua mãos - Pq acho que você não seja tão velha nessa ilha

- Somente na ilha?... - Me perco por um instante. Vejo ela sorrir de canto - Um colega me contou que conhecia ela e foi por isso que ele levou o tiro

- Eu não tinha dúvidas que foi ela quem tinha dado o tiro - Ela fala animada

- Ele disse que achou que ela foi mais uma das pessoas sequestradas por Antonio, e disse tbm que estava confuso pq não sabia se ela estava sendo forçada ou tinha mudado para o lado dele

- Mas se ela estivesse sendo forçada, era ela só vir pra superfície e explicar tudo...

- Foi o que eu pensei...

- Então quer dizer que eu ganhei um ponto a mais com você? - Ela se reeecostou na cama, estava de olhos fechados, mais ainda sorria - Já que as história batem...

- Talvez...

- Só talvez? O que é preciso pra aumentar essa taxa de confiabilidade? - Ela tinha arrumado a postura de novo e me olhava atenta - Vamos lá, somos praticamente uma equipe, buscamos a mesma coisa, certo? - Ela parecia saber as palavras certas - Eu estou disposta a responder algumas perguntas - Isso era interessante... - Somente algumas...

- O que Hayato fazia exatamente aqui? - Pergunto a primeira coisa que me veio a mente - E o que ele pretendia quando sequestrou Laura?

- Hayato? - Ela parece confusa por um momento - Ah Takeda, chamamos ele de Takeda no acampamento... - Ela parece pensar no que vai falar - Ele veio recolher informações é claro, eu cheguei depois de ele se infiltrar, então não faço a mínima idéia de como ele é - Ela afirma animadamente - Ele mandava informações, sabotava algumas coisas, botava fogo em alguns armazéns... - Até isso era proposital? - Coisas de ilfitrados, sabe? Mas depois que eu... - Ela pensava na palavra correta - "lembrei" que eu era uma hacker, ele deixou de ser útil, já que eu sabia todas as posições, nível de segurança... - Seu tom era orgulhoso - E quando precisamos dele, ele não ajudou em muito - Volto a pensar naquele dia, parecia que foi a tanto tempo, porém não tinha passado nem uma semana - E sequestrar alguém não estava nos planos, ele provavelmente fez isso no impulso...

- Como vc "lembrou" que era uma hacker? - Uso as palavras dela

- No dia em que acordei na ilha, eu tinha um aparelho comigo e ao decorrer dos dias eu comecei a ter flashs de memória relacionando a isso, e aos poucos fui lembrando de códigos e etc. Fascinante como eu lembro de milhares de códigos, mas não lembro de um momento sequer fora dessa ilha... - Então o mesmo "fenômeno" acontecia com os que estavam fora da Sede

- Última pergunta...

- Mas já - Ela fala baixinho

- O que Miguel estava perguntando? Quando fez isso - Eu olhava para sua mão. Eu realmente não achei que Miguel chegaria nesse ponto, estava totalmente enganada. Eu realmente não conhecia ele

- Ele veio logo depois que vc foi embora, primeiro ele sentou aonde vc está agora e começou a fazer perguntas bobas até, qual era o meu nome, quantos anos eu tinha, desde quando eu estava na ilha, essa coisas, eu não estava muito afim de responder e então ele chamou aquela mulher, que sempre está de branco, ela trouxe uma mesa específica pra isso - Ela mostra a mão esquerda - Daí sim ele começou a fazer perguntas descentes, o que eu sabia, o que eu descobri, pra quem eu trabalhava - Ela sorri - Não é óbvio? Achei que só tinha dois lados nessa ilha. Ele quase começou a usar agulhas, mas a mulher chamou ele, depois disso acho que ele enjoou - Ela falava calmamente, como se isso fosse do cotidiano dela. Enquanto eu me esforçava ao máximo para não deixar o sentimento de revolta crescer mais ainda, tudo que Miguel fez hoje, é exatamente ao contrário de todos os princípios que ele próprio empunhou na Sede, eu não sabia mais com quem eu estava convivendo - Ei, eu realmente estou bem, eu já lidei com coisa pior - Ela sorria tranquilamente

- Por enquanto, o que vai acontecer amanhã? Ele ficou falando que isso logo ia acabar, eu realmente não sei o que vai acontecer...

- Eu ainda tenho a mão direita, eu tenho mais um dia garantido - Eu não sei como ela falava sorrindo sobre essa coisas, só de pensar nisso, sinto calafrios pelo meu corpo - Amanhã é o seu dia, vc tem que aproveitar enquanto ele está aqui para olhar o seu escritório, é a oportunidade perfeita - Infelizmente amanhã começava as minhas tarefas diárias, eu teria que administrar bem o tempo

- Caso eu ache, o que eu devo fazer? - Era muito estranho como de manhã eu quase tinha certeza que não encontraria rádio nenhum, mas agora depois de tudo que ele passou fazendo hoje, não acho que ele não tenha nada a esconder. Pq ele faria a pergunta o que você descobriu? Com o que ele estava preocupado - Não acha que simplesmente expor o rádio vai mudar alguma coisa, ele vai inventar alguma desculpas e todos vão aceitar - Acho que a única pessoa que confiaria seria Laura, ela com certeza iria analisar tudo e falar se eu tinha alguma razão ou estava completamente louca

- Primeiro vc deve tirar o rádio de lá e esconder em algum lugar seguro, depois vc se comunica e pede ajuda para sairmos dessa ilha - Ela falava como se tivesse pensado nisso um milhão de vezes

- Se é tão simples assim, vc não acha que Miguel já teria feito isso?

- Acho que ele mantém o rádio escondido justamente pra isso, ele gosta do poder que tem aqui, do controle e provável que lá fora ele não vai ter nem um pouco disso. O que nos prende aqui é a ganância dele pelo poder - Por mais que isso seja perfeitamente possível, algo martelava em minha cabeça. O que vc descobriu? Pra que você trabalha? Não era perguntas muito convencionais - Já imaginou? Um dia estarmos aqui pensando em que nunca vamos sair dessa ilha e no outro uma barco de resgate vindo nos pegar

- Seria perfeito demais - Penso alto - Aliás, não acha melhor dormir agora? Provavelmente vc não vai ter um dia fácil amanhã

- Agora é o único momento que eu não fico entediada, seria um desperdício de sanidade se eu não aproveitasse... e tbm nunca fui de dormir muito...

- Insônia?

- Tbm e pesadelos constantes, praticamente iguais - Ela fez uma careta quando fala dos pesadelos.

Será que tinha um padrão nos pesadelos?

- Por falar nisso como vc acordou tão rápido? - Pergunto me referindo a granada de gás

- Não é óbvio? Eu só não inalei tanto gás, no momento que ouvi o pino sendo rompido, eu sabia que tipo de gás era, segurei o máximo de fôlego que pude, e assim diminui alguns dias de sono

- Vc ouviu o pino? - Não lembro de ouvir barulho nenhum além da minha respiração, talvez fosse pq eu estava focada demais

- Ah claro que eu ouvi - Ela dá uma risada baixa - Vc é mesmo nova na ilha...





Notas Finais


Esse foi o último Cap que tinha adiantado. Agora é só torcer pra eu não tiver um bloqueio mental ou uma crise existencial
:)

Falem o que estão achando, suas teorias e quem deve morrer hihihi
🤗


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