História Free IceCream - Capítulo 1


Escrita por: e amalia-bala

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Armas, Escuridão, Ficção, Luta, Medo, Mistério, Natureza, Perseguição, Pistas, Sequestro, Solidão, Suspense, Terror
Visualizações 13
Palavras 640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, essa história é baseada num jogo que eu gostava bastante quando eu era mais novo.
Vou tentar trazer a vocês um terror psicológico e espero que gostem
Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Alguns anos atrás...

O garoto havia chorado muito nos últimos dias.

O corpo tremia de frio, a roupa fedia e os olhos já não sorriam mais. Ele já não tinha noção de quanto tempo havia passado desde que foi preso naquele porão imundo, mas riscava a parede com uma pedra toda vez que sentia ter passado um dia inteiro. Em pouco tempo, não para ele, claro, o cimento na parede escura exibia muitos riscos em vertical e alguns deles na diagonal. Seus braços, em muitos momentos, não sustentavam o peso de nada, inclusive da pedra que estava cada vez menor em sua mão.

Pior do que isso foi lembrar-se da decisão horrível de um tempo atrás que o fez chegar naquele lugar. O corpo magro o enfraquecia a cada segundo e algumas vozes surgiam na cabeça de horas em horas, dizendo coisas horrendas a seu respeito.

Ele só tinha dez anos. E nenhuma criança merece passar pelo sofrimento como este garoto passou.

Em certo dia, no entanto, uma onda de fúria aqueceu seu corpo e muita adrenalina correu em seu sangue logo após ver a sombra daquele maldito homem sem rosto na entrada do porão, próximo aos degraus de madeira, passando de tempo em tempo para observar sua vítima. O garoto se deu conta de que morreria logo se não saísse dali, então se levantou com dificuldade e deu pulinhos até o espaço que havia abaixo da escada, isso depois do sequestrador ter deixado o porão. Suas mãos e pernas estavam bem amarradas, dificultado seu deslocamento.

Com sucesso ele se jogou no chão, deslizando o corpo de maneira a ficar mais perto de um degrau que estava todo rachado e quase despedaçando. Respirou fundo antes de começar a colocar seu plano em prática.

O menino chutou um dos degraus que ainda estava firme, com ambos os pés colados por causa das cordas ao redor de seus tornozelos. O barulho parecia não ter sido o suficiente, mas atraiu a atenção do sequestrador lá em cima.

A porta do porão rangeu e uma luz fraca adentrou naquele espaço. O peso de um corpo desconhecido fez os degraus de cima se encurvarem, fazendo um barulho de madeira velha e gasta. O homem tinha uma faca nas mãos e dizia coisas que o cérebro do garoto, escondido abaixo dele, não conseguia mais interpretar.

O menino esperou mais alguns segundos até enxergar uma bota pressionando aquela madeira que estava prestes a se partir. Aproveitou a deixa para chutar aquele mesmo local com toda força disponível que tinha.

O impacto quebrou o degrau e o homem caiu com uma rapidez impressionante. O pé se encurvou ao tentar manter o equilíbrio e o corpo foi ao chão. A faca que antes estava em suas mãos penetrou-se em seu pescoço, atravessando a carne macia, o sangue manchando toda a roupa e se espalhando pelo chão.

O adulto se contorceu, o corpo num estado de choque e desespero total.

O garoto estava totalmente pasmo, assustou-se muito após ouvir o homem mais velho agonizando de dor. Não demorou muito até que o mesmo viesse a falecer, afogando com o próprio liquido vermelho.

O desespero do garoto transformou-se em adrenalina.

Agora você está livre, disse uma profunda voz em seu consciente, parecendo estar a poucos centímetros de seus ouvidos.

Subiu as escadas com muito cuidado, indo em direção à cozinha para encontrar algo que partisse as cordas que apertavam suas articulações. Com sorte, um pedaço de vidro caído da janela foi o suficiente pra ele.

...

Minutos adiante o menino conseguia ver a casa do lado de fora, reparando que estava num lugar totalmente diferente do que já tinha visto. Aproveitou sua liberdade e correu como louco por um caminho qualquer, buscando por moradia.

No final da tarde o céu já tinha perdido a cor.

E o garoto continuava sem rumo.



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