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História Freedom - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá a todos. Como estão?? Espero de coração que bem! Por favor, se cuidem e se mantenham fortes, essa pandemia vai se findar, eu espero!

Perdão pela demora, sem mais delongas; boa leitura. ^-^

Capítulo 4 - Capítulo 4


Stan estava sentado na bancada da cozinha observando o namorado reclamar pela quinta vez que precisava de óculos, na verdade não estava prestando muita atenção nas palavras exatas que Bill falava.

Estava bem mais ocupado reparando em quão lindo ele era.

Se sentia o cara mais sortudo do mundo por poder acordar toda manhã e saber que era amado por alguém tão especial quanto William Denbrough.

Seu coração dava um pulinho toda vez que o via. Não se lembrava de quando tudo isso havia começado, mas percebeu que o sentia era amor quando Bill tocou suas bochechas e de repente o mundo parou. A única coisa que conseguia focar eram aqueles olhos castanhos tomados pelo reflexo dourado de um belo pôr do sol. Naquele momento, admitiu para si mesmo que não podia mais ignorar aqueles sentimentos que a cada dia o consumiam de uma torturante e deliciosa maneira.

Ele não demorou muito para se declarar.

Sua maior surpresa foi quando Bill disse que sentia o mesmo. Não demorou muito para que assumissem uma relação. Todo medo, todo problema, toda dificuldade que havia passado, nada podia se comparar a felicidade que sentia quando o via chegar, quando lhe repreendia por alguma piada estúpida, sua risada gostosa... é. Tudo valia a pena.

Deu um sorriso involuntário e desceu da bancada, o abraçando. 

- Você nem está escutando. – Bill reclamou revirando os olhos logo em seguida.

- Claro que estou. – Riu. – Por que não usa lentes? Gosto de olhar seus olhos sem nada empatando. – Deu-lhe um beijo de esquimó.

- Não acha que os óculos são uma boa? – Questionou pondo as mãos ao redor do pescoço de Stan.

Ele pareceu pensar.

- Óculos não são atraentes. – Disse depois de uns minutos.

Bill pareceu refletir sobre o assunto. Stan lhe deu um selinho.

- Talvez você tenha ra... – Sua fala foi cortada por um resmungo de Richie, que vinha da sala e se aproximava a passos rápidos.

- Eu uso porque preciso enxergar, sua vadia. Óculos são atraentes sim. – Ele escorou no batente da porta e pôs as mãos nos bolsos enquanto olhava descaradamente as costas de Eddie que estava pondo um copo na pia. – Não acha, Eds?

Ele o encarou com uma expressão irritadiça. Quantas vezes já havia lhe dito para não lhe chamar daquela maneira? Bill e Stan tentavam disfarçar o riso das tentativas de Richie. Ele era tão óbvio!

- Não me chame de Eds. – Reclamou novamente pela... ele já havia perdido a conta. Richie lhe olhava com expectativa, esperando a resposta – não se abalando nem um pouco pela repreensão, a propósito. – Óculos são charmosos.   

Dito isso, caminhou novamente para a sala.

Aquele pequeno bastardo era um puta gostoso.

- Na sua cara, seu filho da puta. – Ergueu os dedos para Stan que se limitou a ignora-lo.

- Trashmouth. – Bill murmurou seguindo também para a sala.

Olhou para trás temendo que Eddie estivesse por perto e escutasse o que falaria a seguir.

- Deus do céu, ele é uma delicinha. – Exclamou pondo as mãos no rosto e gemendo em frustração. – Eu só queria poder apertar aquela bunda.

- Algumas vezes você é tão nojento. – Cruzou os braços vendo-o gemer frustrado e balbuciar coisas sem sentido.

- Stan, o cara. – Tocou seu ombro. – Obrigado por convencê-lo a vir. Você é meu herói.

- É eu sei. – Deu de ombros. – Apenas tente não assustá-lo, trash. – Deu um peteleco na cabeça de Richie.

Caminhou em frente com o de óculos logo atrás de si.

Sentou-se no sofá espaçoso do apartamento do garoto e fez uma anotação mental:

Ele pode ser um idiota. Mas tem bom gosto.  

Observou ao redor.

Bev e Ben estavam trocando carícias em um colchão improvisado encostado na parede, um pouco afastados do restante. Ele nunca entendeu como aquilo aconteceu, mas sempre soube que aconteceria. Eram completos opostos. Dois polos. Norte e sul. Tempestade e calmaria. Mas se completavam de uma maneira diferentemente certa.

Se lembrava de uma conversa que havia tido com os outros uns anos atrás. Beverly estava irritada com os assédios constantes de Henry Bowers e sua trupe e dizia algo sobre garotos serem ótimos conceitos, mas não serem reais. Aquilo havia machucado Ben que foi embora cedo demais naquela noite. Tarde, estava se questionando se algum dia a ruiva amaria Ben, na mesma intensidade que ele a amava; Richie sentou ao seu lado e em seus dedos, um cigarro aceso brincava, espalhando sua pouca luminosidade naquele mar de escuridão. Ele estava quieto, possivelmente em uma de suas batalhas internas. Ele apenas olhou para cima e disse:

- Sabe, Bev ama galáxias. – Quando Stan lhe perguntou o que aquilo significava, ele lhe olhou com um sorriso discreto e respondeu: Ela olha para Ben como se ele fosse uma. – E apagou o cigarro no sapato, se levantando com as mãos nos bolsos logo em seguida.

Ele se lembrava de ficar repassando aquela frase por muito tempo e pra ser sincero, ela cabia na situação dos dois.

Continuou analisando os demais.

Eddie procurava um filme qualquer na netflix e Richie obviamente estava ao seu lado, dando opiniões e fazendo piadas sobre um título ou outro. Balançou a cabeça. Ele era tão obvio. Se perguntava como Eddie ainda não havia percebido as intenções do garoto. Aquele olhar... ele nunca havia visto Richie com aquele olhar; era como um encanto imaculado. Era tão bonito. Do tipo raro. Mas e quanto a Eddie? Stan não conseguia lê-lo, era como se o garoto fosse um vidro de perfume vazio. Ele gostaria de saber o que aquele menino escondia.

Mike chamou sua atenção quando levantou a voz pela primeira vez na noite. Estava com os olhos grudados na tela do celular. Possivelmente conversando com um tal de Lucas, um garoto que ele jurava não estar interessado, mas todos sabiam que ele estava;

- Pergunta rápida. – Mike disse em voz alta. – Quanto tempo um ser humano sobrevive sem cérebro?

Stan fingiu pensar e esboçou um sorriso sacana.

- Depende. – Começou chamando a atenção dos amigos. – Quantos anos você tem Richie?

Ele pareceu não perceber – estava ocupado demais ligando as sardas de Eddie. – e debilmente respondeu:

- Dezoito, por quê? – Eddie gargalhou alto e logo foi acompanhado pelos outros.

Richie entendeu o significado de “e o mundo parou quando...” porque naquele momento sentiu que tudo ao redor havia simplesmente parado para apreciar o som melodioso que escapava da boca de Eddie. Se sentiu tentado. Ele podia apenas de inclinar um pouquinho. Estava tão perto. Provar. Ele sentia a necessidade de prova-lo. Mas se controlou, fechando os olhos com força, gesto que não passou despercebido por ninguém – a não ser Eddie.

Se virou para Stan e fez sua melhor expressão de indignação.

- Criatura ridícula. – Deu uma risada logo em seguida.

- Me pergunto o porquê de ter demorado tanto para entender a piada. – Perguntou Bev com uma falsa inocência. Ele lhe olhou com tédio.

- Deixe ele, amor. – Ben acariciou os cabelos ruivos da namorada. – Vai ver estivesse prestando atenção em algo mais interessante. Certo, Chee? – Riu quando Richie lhe mostrou o dedo do meio.

Mike estava rindo baixinho, ainda olhava para o celular.

- O que está fazendo? – Bill perguntou.

- Ah. – Desviou os olhos do aparelho novamente. – Ajudando Lucas num simulado bobo.  – Respondeu meio alheio. – O que significa “grazie per l'aiuto, tesoro.”? – Perguntou num italiano precário.

Negações, balançar de cabeças e dar de ombros fizeram Mike abrir o google tradutor e tentar descobrir o que aquilo queria dizer. Seu coração dava pulinhos, acontecia toda vez que falava com ele.

- “Obrigada pela ajuda, coração.” – Eddie respondeu um pouco baixo enquanto lia a sinopse de um filme bobo de drama adolescente. – E esse? – Apontou olhando para Richie que não conseguia mais se conter e agora olhava descaradamente e sem pausa para os lábios rosados do garoto.

- Você fala italiano? – Mike perguntou.

Eddie deu de ombros e disse:

- É uma língua legal.

- Você fala fluentemente? – Perguntou, recebendo uma confirmação. - Uau. Quando aprendeu? E pode me ajudar na tradução de umas coisas?

- Eu tinha bastante tempo livre. – Disse. – Claro, quando precisar.

Bill percebeu que Richie parecia não se aguentar mais. Ele estava completamente vermelho. Se sentou no braço do sofá e confidenciou para Stan.

- Alguém precisa tirá-lo de lá. –Prendeu o riso. – Ele vai acabar agarrando o Eddie.

Stan riu e se levantou indo até ele.

- Ei, cara. – Tocou seu ombro. – Vamos fazer pipoca.

O puxou com força e o arrastou para a cozinha.

- Onde você guarda o milho? – Perguntou abrindo os armários.

Richie coçou o olho um pouco impaciente e apontou para o lugar certo.

- Cara, você precisa se controlar. – Pegou o óleo despejando na panela. – O Eddie pode acabar se assustando.

- Eu sei. – Murmurou desgostoso. – Essa porra é tão difícil.

Esfregou o rosto e suspirou alto indo em direção ao balcão. Precisaria de café. Aquela seria uma longa noite. 


Notas Finais


Até o próximo.


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