História Freedow - Capítulo 7


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Categorias Lendas Urbanas
Tags Creepypasta, Romance, Suspense, Terror
Visualizações 7
Palavras 3.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 7 - 06


Fanfic / Fanfiction Freedow - Capítulo 7 - 06


                                                 05:00 PM

Espere!— Chamo a atenção do homem, que olha para mim com o rosto fechado e mais rígido do que antes.— Qual é o seu nome?

— ...— Ele fica em silêncio, pensando se diria ou não. Seu olhar gélido me dava a impressão de que ele não gostava da ideia.— ... Tim.— E quando ele finalmente revela seu nome, Tim se vira e vai para fora da casa. Eu o sigo pelas escadas até o último degrau para o primeiro andar, olhando para as costas dele.— Brian, vamos logo.— Um garoto de moletom amarelo passa do lado da escada onde eu estava e anda até seus dois amigos do lado de fora, fechando a porta atrás de si, sem olhar para trás.

"Toby, Tim, Brian..." Enquanto ouvia os nomes destes estranhos em minha cabeça, se repetindo inúmeras vezes, uma mão pousa em meu ombro. Foi um susto, mas era claro que eu já sabia quem era.

— Jeanny, o que você está fazendo aqui?— Liu mantinha sua mão sob meu ombro, seu tom era monótono mas ainda podia sentir uma leve raiva vinda dele, engulo em seco antes de olhar para o lado e dar de cara com seus olhos esmeralda sem expressão. Ao contrário do que eu pensava, ele não se mostrava irritado ou algo do tipo, suas expressões eram amenas até de mais.

Eu... Vinha te visitar.— Sorrio nervosa, não havia mentido, mas eu sabia que com certeza ele se lembrava de não ter recebido nenhum aviso prévio sobre minha vinda. Então, seu olhar ficou desconfiado.— E também... Quando cheguei, vi que sua porta estava aberta... Então eu entrei... Pensei que poderia ter acontecido alguma coisa...— Continuo minha explicação, tropeçando em minhas palavras desajeitadamente, uma leve mudança em suas costuradas feições apontavam que Liu havia entendido... Caramba, me senti tão aliviada agora que até voltei a respirar. Logo, sua mão que estava em meu ombro faz caminho até minha mão, segurando-a pelo tempo de silêncio que se criou entre nó dois até então. Liu estava profundamente pensativo, seu olhar encravado em nossas mãos como se estivesse em algum tipo de hipnose... Sua mão é tão fria...— Liu?— Chamo por ele de maneira apreensiva, seus pensamentos o consumiram por alguns minutos, tentava conpreender as emoções escondidas atrás de seus olhos verdes até que ele voltou a realidade como se tivesse acordado de um transe profundo. Liu me lança um olhar surpreso antes de voltar às suas abituais órbitas sem expressão.

— ... Vem, eu estava mesmo achando que você vinha.— Liu então segura em meu pulso gentilmente e me leva consigo pelo corredor em direção da cozinha, onde ele estava inicialmente com os tais Tim e Brian, de certa forma me sentia nervosa por ir lá agora.

Lá dentro, as quatro cadeiras que estavam ao redor da pequena mesa circular feita de madeira estavam um pouco fora de seus lugares, no chão ao lado de uma das cadeiras havia estilhaços de vidro do que já tinha sido um copo. O que quer que eles tenham conversado aqui, e também de acordo com o que eu vi, não deve ter terminado tão bem.

— Éh... Eu acho que você os conheceu, não?— Ele solta meu pulso e se aproxima dos estilhaços de vidro, agaixando-se para catar um por um dos pedaços maiores pacientemente enquanto esperava por uma resposta, silenciosamente vou até ele e me agaixo ao seu lado, ajudando-o a tirar os estilhaços de vidro do chão.

Mais ou menos... Eu cheguei a conversar com Toby e Tim, mas não com Brian.— Comento enquanto olhava para os pedaços de vidro em minhas mãos, me levanto e ando até o sexto de lixo ao lado da pia, deixando os pedaços de vidro escorregarem para dentro dele. Voltando minha atenção para Liu que estava logo atrás de mim, me analisando por alguns minutos que pareceram horas.— Liu?— Ele estava pensativo, refletindo sobre alguma coisa no qual não conseguia ler em seu rosto. Mas não era algo estranho, já que boa parte das vezes em que eu estou com ele, Liu me observa como se eu fosse algo que lhe causasse extrema curiosidade. Então apenas dou de ombros e lavo minhas mãos na pia, apenas para ter certeza de que nenhum mínimo caco de vidro tenha ficado em minhas palmas. Então, após ele ter jogado no sexto de lixo o resto dos cacos que estavam com ele, o vejo pegar uma vassoura e uma pequena pá para tirar os resíduos que sobraram. 

— Ah, lembro agora.— Liu comenta baixo para si mesmo, lhe lanço olhos curiosos que lhe indicam claramente o que diria em seguida.— Hey, por que você não olha na geladeira?

O quê?— Pergunto com um sorriso se formando, esperava por alguma resposta enquanto olhava de relance entre Liu e a geladeira à um metro de distância dele, suas feições costuradas ainda sérias, de certa forma deixava mais difícil de ler o que ele estava pensando.

— Abra e descubra.— Olho curiosa para o eletrodoméstico, suspeitando logo de cara, mas dou de ombros e logo caminho até a geladeira, abrindo-a sem mais perguntas. Não era como se o Cerberus fosse sair de dentro do eletro de qualquer forma. Mas quando finalmente vejo o que Liu estava escondendo lá, meu queixo cai no mesmo instante.

... Está de brincadeira.— Cheesecake. Uma pequena sobremesa coberta de calda de morango estava esperando em todo a sua cremosidade e sabor. Pego o pequeno pote da sobremesa que estava lá dentro, fechando a porta do eletrodoméstico e sentando-me em uma cadeira próxima. Liu anda com calma até estar ao meu lado e me oferece uma colher específica para sobremesa, que era identica a qualquer outra colher, mas era pequena comparada às colheres normais.

"Nossa, ele está sendo legal! Queria saber o que o fez estar assim..."

Logo após eu pegar a colher de sua mão, Liu se direciona a uma cadeira bem na minha frente, do outro lado da mesa, ele começa a me observar comer a sobremesa pouco a pouco. 

Está muito bom!— Comento após comer a terceira colherada do cheesecake que derretia o sabor de morango em minha boca. Liu olha para a mesa que estava entre mim e ele antes de seu rosto pálido começar a ganhar um tom agradável de vermelho.

— ... Obrigado.— Então, engulo a doce porção do cheesecake de pote e olho curiosa para seu rosto pálido, agora avermelhado. E desse jeito, acabo persebendo uma coisa interessante sobre ele: Apesar de seu jeito frio de agir, ele sabia como tratar alguém. Mas por que tão repentino?... 

"Vou perguntar, até porquê é melhor tentar tirar essa dúvida do que morrer com ela."

Está escondendo alguma coisa?— Pergunto a ele após alguns minutos de silêncio, sua feição ganha expressões assustadas por um milésimo de segundo, ele realmente havia sido pego de surpresa. Continuo antes de ele protestar.— Os três garotos estranhos, você parecendo irritado quando me viu aqui, e do nada um cheesecake para me agradar?— Mantenho contato visual com uma leve expressão desconfiada. Liu apenas enclina sua cabeça para o lado em resposta, ele obviamente estava refletindo sobre meus pensamentos.— Ou você vai me dizer que eu não tenho motivos para desconfiar de alguma coisa?— Lhe faço outra pergunta, questionamentos que eu não poderia guardar para mim por muito tempo, e enquanto esperava por uma resposta plausível, ainda mantinha meus olhos encravados nos dele, que em momento algum vacilaram. Parecia que haviam se passado horas quando o moreno finalmente resolveu responder.

— Eu não sabia que eles viriam aqui e, para ser sincero, sim, esse cheesecake era para você.— Liu responde suave e casualmente antes de continuar.— Na verdade, eu fiz dois cheesecakes ontem à noite, mas Tim pegou um deles.— Ele dá de ombros e eu olho de relance entre meu cheesecake e Liu.

"E por que diabos esse abusado pegaria sua sobremesa desse jeito? Nossa... Que idiota."

Então, pego uma porção com a minha colher e a ofereci para ele com um sorriso gentil, seria muito injusto da minha parte caso eu comesse tudo sozinha... Até porquê foi ele quem fez... E para mim...? Que dia ein. 

Seus olhos esmeralda se encravam na cobertura vermelha de morango no qual cobria o pedaço que estava na colher, e então, olha para mim confuso. Sorrio ainda mais largo em resposta, vendo o vermelho de seu rosto sendo mais forte agora, ele pega a colher se minhas mãos e come o pedaço que estava nela, me devolvendo-a logo em seguida sem olhar diretamente para mim. Era fofo, mas não seria legal da minha parte ficar provocando ele assim.

Hey, como você aprendeu a cozinhar?— Pergunto ao suturado antes de por outro pedaço da sobremesa em minha boca e voltar a saborear a sua textura adocicada e cremosa. Liu fica em silêncio por um tempo, pensando em cada palavra que diria em seguida.

— Eu costumava a cozinhar coisas desse tipo com meu irmão mais novo quando meus pais estavam dormindo, ou quando eles estavam fora de casa.— Meus olhos se abrem por pura surpresa, abro a boca para falar, porém, Liu levanta sua mão, pedindo-me silêncio... Ação que correspondi.— A gente sempre usava a cozinha escondido de nossos pais, mas acho que não era tão escondido assim... Nós nunca limpavamos a bagunça.— Ele comenta um pouco pensativo. Não sabia que ele tinha um irmão, nem mesmo Sully havia comentado sobre isso... Então, levo meus olhos para o cheesecake que já estava quase em seu fim.

Devem ser ótimas lembranças.— Sorrio mínimo para Liu, lembrando de meu próprio irmão e de todas as vezes que fizemos um belo estrago na cozinha. Nossos pais sempre brigavam com a gente, mas todas essas brigas eram praticamente todas direcionadas à Sean. Heh... Era engraçado de lembrar.— E onde está o seu irmão agora?— Pergunto apenas para puxar conversa, e conhecer também um pouco mais desse lado oculto dele até então... Estava realmente curiosa sobre o seu passado, até porquê em todo esse tempo em que o conheço, nada sobre a sua família foi dita algum dia, nem comentado... Curiosidade que me fez arrepender depois de ouvir sua resposta.

— Está morto.— Foi como um forte soco no estômago. De repente, me sentia doente, e junto com a culpa de ter tocado em um assunto desse tipo, os pesadelos daquela noite me trouxeram de volta para meus pensamentos sombrios em um piscar de olhos. Tudo o que podia ouvir agora eram os gritos de pavor no qual rasgaram minha garganta e o silêncio daquela noite obscura. O último grito na madrugada... Sean sempre voltava, todas as noites me assombrando, me prendendo ao seus olhos sem vida que um dia já foram verdes, ao chão manchado com o vermelho de seu sangue que um dia já foi quente e vívido em suas veias. Estava tão presa á meus medos que nem havia percebido Sully me chamando.— O que foi? Tá esperando a alma voltar para o corpo?— Ele brinca, me impressionando com a sua frieza.— Termina logo de comer seu bolo, torta, sei lá que merda é essa e recomponha-se. Não quero mais te ver com essa cara de Lua por causa disso, ok?

... Desculpa...

                                    
                                         ∞     

                                     Um dia depois
                                               09:34  AM

— Jeanny! Cadê os pedidos da mesa quatro!?— Rapidamente levanto meu rosto do livro que estava lendo a pouco, para receber um olhar severo de Kyller que gelara minha espinha dorsal. Ele cruza os braços bravamente sob o peito, sabia instantaneamente que era minha deixa para levantar e pegar a bandeja com os pedidos, indo até o salão principal do restaurante. 

O lugar não estava tão lotado para minha alegria de certa forma, quero dizer, o restaurante quase nunca estava lotado, e também não era barulhento, então estava um dia agradável de trabalho mesmo depois do que aconteceu.

Aqui está seu pedido, desculpe a demora, foi um erro meu.— Apresso um pedido de desculpas enquanto deixava na mesa os pedidos que constituíam de uma grande caneca de café preto e um pedaço generoso de torta de baunilha. 

— Não tem problema.— Eu sorrio para o garoto, ele parecia querer falar algo, mas por algum motivo ele permaneceu em silêncio, me analisando friamente por um certo período de tempo. Me senti um tanto desconfortável pelos olhos mórbidos dele que havia parado em meu uniforme de trabalho... Não gostava nenhum pouco disso.

Deseja mais alguma coisa, senhor?— Pergunto apenas para tentar cortar esse clima esquisito entre nós dois, mas enquanto isso, podia verificar suas feições e o frio glacial de seus olhos azuis como o oceano... Era cativante, e de alguma forma sincero. Seus cabelos curtos e ondulados balança ligeiramente com sua negação, nenhum vestígio de um sorriso aparecera em seu rosto.— Certo, qualquer coisa é só me chamar, ok? Ah, eu lhe aconselharia a experimentar o nosso brownie de chocolate, ele fica ótimo com um mocha. Bom apetite.— Sorrio largo para ele antes de voltar para cozinha, sendo tão surpreendida por Sônia que não estava com seus olhares mais comuns.

— Conhece ele?— Ela pergunta, com o sorriso mais cínico que eu pude conhecer. Então, olho de relance para mesa quatro no qual o mesmo garoto continuava a olhar para mim. Sônia sorri de lado antes de me puxar mais para dentro da cozinha, escapando dos olhos do rapaz, afiados como navalha.— Então, conhece?

N-Não... E por que isso te interessa?

— Então só pode ser a outra coisa...— Ela continua sorrindo da mesma maneira cínica, Sônia estava muito estranha, será que ela pensa que ele está interessado em mim? Pelo amor de Deus, só faltava me cortar ao meio do jeito que ele me olhou! Meu rosto incrédulo deixava claro o que estava em minha mente.

Você não está falando sério, né?

— E por que não estaria? Ele estava te secando faz uns... Vinte minutos? Estava te olhando enquanto você lia esse livro estranho, e quando você dormiu em cima dele.— Sônia dá de ombros e arqueia a sobrancelha, pousando suas mãos na cintura. Fico boquiaberta com sua revelação e olho para trás, com um leve receio... Mas logo volto minha atenção para ela.

Respeita o meu livro, sua babaca. E você deve estar imaginando, o que tinha no seu café?— Rio de sua reação surpresa e volto ao trabalho, mas quando volto para a cozinha ela estava me esperando grudada no canto da porta.— Sônia, para de brechar o garoto! É estranho da sua parte agir assim.— Eu passo por ela e a puxa pela gola de sua camisa, trazendo-a para dentro da cozinha mais uma vez, ela parecia a melhor amiga quando vê o crush da outra e o espiona para ver se ele está olhando ou não... Mas pensando bem, ela estava descarada de mais para espionar.

— Ele te seguiu com os olhos de novo! Hey, por que você não chama para sair?— E mais uma vez ela consegue me assustar. Sério, começava a achar que a Sônia de verdade tinha sido abduzida.

Isso é meio radical, você não acha?— E sua única resposta foi uma risada que pareceu durar dez minutos... Ou era só a minha paciência chegando ao limite.

— E por quê? vai me dizer que ele não é bonito? Vai lá com ele, vai que você consegue alguma coisinha.— Ela pisca para mim, sabia o que ela queria dizer com isso e suspiro em resposta. Não iria fazer algo do tipo mas nem que me pagassem. De repente, um assobio suave ecoa pelo recinto, Sônia e eu nos entreolhamos antes de ir em direção do assobio. Saindo da cozinha, o mesmo assobio passa pelos nossos ouvidos gentilmente, ele vinha do garoto da mesa quatro, estava me chamando para atendê-lo. Sem hesitar, ando em sua direção com o sorriso mais fofo que poderia por em meu rosto.

Pois não?

— Poderia me trazer a conta, por favor?— O garoto pergunta sem olhar para mim.

Ah, claro. Só um momento.— Retiro um bloquinho de notas do bolso de meu jeans e uma caneta, anotando os preços de seus pedidos. O café e um pedaço de torta somaria um total de $17. Sim, um assalto, mas até eu achava que valia a pena. Logo, lhe digo o seu total e ele pega sua carteira para pagar, de relance pude ver sua identidade e parcialmente seu nome... Era Eren?

— Aqui.— Ele me entrega uma nota de $20 mas recusou seu troco, e vai embora sem dizer mais nada. Quando olho para trás, podia ver ao longe Sônia me espionando com uma expressão de decepção, ando até ela e rio baixo de seu rosto. Então ela me segue para dentro da cozinha me enchendo de perguntas inúteis como se não houvesse amanhã, caramba, afastem essa minha vontade de enforcar essa mulher.

— Mas ele te disse alguma coisa? Te chamou para sair? Pelo menos perguntou seu nome?

Qual é o seu problema? Por que você se importa tanto com minha vida amorosa? Estou tão encalhada assim?— Digo a ela com a voz um pouco mais elevada do que o comum, porra, qual era o problema dela? Isso estava me estressando. Sônia apenas ri de minha reação antes de soltar um suspiro baixo. 

— Bem, se realmente nada aconteceu, o que você acha de me acompanhar até uma festa que vai ter perto de casa? Podia ser legal esquecer um pouco as responsabilidades.— Olhei para ela como um detetive analisando seu suspeito, mas por um momento reflito sobre sua proposta. Eu deveria? Quero dizer, eu nunca fui tão festiva quanto Sônia e principalmente Keyse, mas o que poderia acontecer?

Eu não te confirmo nada, mas qualquer coisa eu vou te ligar, ok?— Digo a ela com sorriso de lado um pouco nervosa sobre a ideia, um milhão de coisas passavam pela minha cabeça paranóica. Sônia então, sorri triunfante e acena ligeiramente para mim.

— O que as senhoritas estão tramando?— Imediatamente minha garganta seca ao ouvir a voz de Stephen atrás de mim, e da mesma forma me viro para encará-lo com o sorriso mais besta que eu tinha.— Algo que eu não possa saber?— Ele me oferece um sorriso desconfiado, passando os seus olhos de mim para Sônia e mais uma vez para mim. Eu queria ficar quieta sobre a possível festa que eu talvez iria, mas na verdade, eu nem precisei me pronunciar.

— Eu estava convidando a Jeanny para me acompanhar em uma festa que vai ter perto de minha casa. Você está interessado?— Não acreditava no que acabara de ouvir, ela não pode estar usando ele para me convencer... Ela pode!?

— Ah, seria legal, você vai Jeanny?

— É, Jeanny, você vai?— Meu rosto se contorce em uma carranca desacreditada levada na direção de Sônia. Ela estava usando o fato de Stephen querer ir à festa para me convencer a ir também, era ridículo.

Eu já disse que eu vou ver.

— Jeanny, não pude deixar de perceber mas... Onde está o seu crachá?

Ora essa, está comigo.

— Éh... Não está não.— E realmente não estava. Mas ainda pouco ele estava na minha camisa, ele caiu em algum lugar e eu não percebi?

Mas ele estava aqui...— Começo a olhar ao redor da cozinha, pelo chão, em cima do balcão, mas não estava em lugar nenhum, pelo menos não na cozinha. Então ouço a risada suave de Stephen ao meu lado, o que me causou arrepios pela minha espinha. Era tão linda essa risada...

— Não se preocupa com isso, a gente te ajuda a procurar.

                            ∞

                                   10:00  PM

Já era hora de ir para casa, não havia encontrado o meu crachá para a minha tristeza, mas incrivelmente não teria que ir sozinha essa noite por dois grandes motivos que possuiam nomes próprios: primeiro, Stephen se ofereceu para me acompanhar até em casa. Um sorriso de orelha a orelha se formou em meu rosto... Quando o segundo motivo entrou no restaurante procurando por mim, metade de seu rosto sendo oculto pelo seu cachecol listrado e seus olhos escondidos pelos cabelos lisos levemente emaranhados, ninguém mais ninguém menos do que meu amigo de média data, Liu.

Estava surpresa, não queria que nenhum deles pensasse que eu estava trocando um pelo outro, então estava completamente perdida diante da escolha. Mas acabo aceitando ir com Liu, seria idiotice da minha parte fazê-lo vir aqui para nada apesar de minha tristeza por ter que recusar a proposta de Stephen, mas pelo menos ele aceitou de boa. 

Bem, não irei mentir, eu gosto de passar tempo com Liu então não foi um desperdício completo. Heh, o caminho até em casa foi bastante aconchegante apesar das drásticas mudanças de personalidade de minha companhia, até mesmo podia dizer que foi divertido. Então, no meio do caminho, recebo uma ligação de Sonia... Quatro ligações para ser precisa, já estava ficando estressada com a sua ação e atendo sua ligação com agressividade.

Eu espero que seja importante, Sônia!— Digo em um tom óbvio de raiva na qual não conseguia evitar. Mais uma vez ela me perguntara sobre a festa, e enquanto eu tentava por naquela cabeça dura que eu ligaria para ela quando tivesse algum tipo de resposta, sentia o calor dos olhos verdes de Liu atentos em mim, e sem dúvidas, eram olhos também curiosos.— Está bem, só não me ligue de madrugada se não vou fazer questão de deixar seu celular "acidentalmente" cair no óleo quente de batata frita!— Logo, desligo a chamada da mesma forma agressiva que atendi, porém, já me sentia um pouco melhor por não ter que me preocupar com os telefonemas dela nesta noite... Só que, não era uma certeza.

— Você parece estressada, o que aconteceu?

Sônia me impregnando para saber se vou ou não em uma festa... Eu estava p

Você não vai.— Sully de repente me interrompe com uma voz agressiva e profunda, ele quase sempre agia de forma agressiva comigo mas... Ele me assustou dessa vez. Pisco repetidas vezes tentando entender o que acabara de acontecer, mas enquanto isso, era apenas o silêncio acompanhado dos sussurros dos ventos frios que nos cercavam.

Sully, o q— 

Você não vai!— Ele repete, alto e firme se tornando seu tom de voz. Dessa vez ele estava realmente irritado... Mas o quê que eu disse que o fez ficar assim de repente? 

Sully... P-Por que você está assim?— Com isso, Sully engole em seco e parece perceber o que acabara de fazer, porém, ainda com aquele olhar firme em seu rosto suturado. Então, com uma mão em sua nuca, Sully estava tentando escolher suas palavras com cuidado visível desta vez.

Arh... Certo! Eu... Eu não quero que você vá porquê... Queria te convidar para sair.— Meus olhos deixam clara a minha surpresa, Sully obviamente percebeu e suspirou pesadamente em resposta a todas as minhas perguntas que jamais deixaram minha boca.— Feliz agora? 

... É o quê? O-Onde? Quando? Por quê?

Uma pergunta de cada vez.— Sully esconde suas mãos nos bolsos de sua jaqueta e abaixa a cabeça por um tempo...— É um lugar não muito longe daqui... Mentira, até que é longe sim.

Uhm... Isso é meio suspeito, não acha?

Você quer ir ou não? Responde logo.— Xeque. Ele iria virar as costas e ir embora nesse momento caso eu demorasse para responder... Ótimo.

Está bem, está bem, grosso, só não me larga aqui, ok? Arh... Vou falar com Sônia e avisar para ela que não irei.



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