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História FrendZone (O mistério de Croatoan) - Capítulo 34


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Notas do Autor


(Ok. Pra não tirar o foco pus a parte da corrida maluca como uma one mesmo. Vou por o link no fim deste cap pra quem quiser ver ok? E como o cão 1 dela ficou be longo acabou tomando mais tempo era pra ele vir nesta fick ai contou como essa, maus só tirei ele depois pq achei que iria tomar um foco e podia desagradar alguns. (Eu amo o Dick vigarista e quando soube que ele estaria no novo filme do Scooby eu morri. Vc já leu a HQ da corrida maluca feita pra adultos? Não da pra não shippar ele com a Penélope mesmo não rolando nada. Sei lá o por que. Acho que o cara que fez curtia o casal e ficou esse tom.)

Capítulo 34 - Mama


Fanfic / Fanfiction FrendZone (O mistério de Croatoan) - Capítulo 34 - Mama

Puts!

Tenho de confessar uma parada...
 

Com todos esses... “problemas” na família da Daphne me lembrei de uma parada antiga pra caralho e tinha de resolver isso com a Velma antes de me casar e taus, então pra isso eu precisava ter uma conversa muito seria com ela. O problema era que eu não sabia como, e tava me matando por dentro apenas de imaginar como seria iniciar tal assunto com ela.

A real é que eu realmente tinha me esquecido esse assunto ate chegar esse momento. E o pior de tudo era que eu sabia que a Velma já estava ciente de tudo, então não era só chegar e contar como se me confessasse.

Eu não sabia mesmo como agir em relação a isso, justamente porque esqueci e larguei de lado.

Não era algo que iria fazer tudo ruir mas... não podia deixar as coisas assim.
 

― Velma. ― Cheguei nela assim que a noite caiu e íamos dormir, juntando toda a minha pouca coragem. ― Eu esqueci completamente de uma parada. Você... Se lembra quando nos separamos pela primeira vez e você quis fazer sua primeira formação e o Fred foi pro exercito um tempo? ― Digo e ela já muda de energia.
Sabia exatamente do que eu estava falando.

― Rogers... Por que quer falar disso? ― Me pergunta ainda de costas se sentando na cama e me olhando nos olhos como uma gorgona por que eu petrifico no mesmo segundo. ― Esquece. É passado e tem coisas que tem que ficar no passado. ― Diz se virando para dormir.

― Ela te contou não foi? Na época ela te contou quando nos reencontramos. ― Questionei o obvio. ― Eu sempre tive essa impressão... de que ela te contou, e por isso as coisas ficaram daquele jeito na época. Você... já gostava de mim?

― Serio!? Dorme! ― Ela se levanta furiosa. ― Cala essa boca e dorme.

― Isso não significou nada pra mim. Eu tinha esquecido completamente ate pouco tempo, eu juro. Só lembrei por que ela e a irmã ficam falando de relacionamentos passados e... Eu saia com tanta garota ate... bem ate firmar com você na real.

― Serio. Só cala a boca e dorme.

― Velma. ― Insisti. Não podia deixar o assunto ficar assim. Eu comecei ele para terminarmos de uma vez com isso. ― Se isso ainda dói assim é por que não ta resolvido. E eu não quero deixar as coisas assim. Isso pode virar uma merda no futuro não se deve nunca jogar um sentimento pra baixo do tapete.

― Tocar em ferida faz isso. Agora vamos dormir. ― Novamente ela se vira e desta vez se cobre com as cobertas como uma criança que queria fugir do bicho papão.

― Não. ― Digo tirando suas cobertas com certa delicadeza e olhando em seu rostinho. ― Olha o único jeito de tratar uma ferida é tocando nela.

― Tudo bem. ― Ela diz de uma forma que ate me arrependo de ter iniciado o assunto. ― Você ficou com ela por que era bonita certo? Você ainda sente tesão por ela? Ainda pegaria ela? Estaria com ela e não comigo se ela não tivesse casada com o Fred?

Tah.

Ela ainda estava bem magoada com essa coisa.

― Velma... Não. Claro que não. Lembra? Eu nunca pensei em me casar e ter filhos, essa coisa toda. Eu tava bem feliz sendo vida livre; foi você quem mudou isso. Só você mudou isso.


*~*~* ~*~*
 

Eu que sou muito trouxa ou isso foi fofo mesmo?
 

― Tanto que eu esqueci completamente que já rolou algo entre nós. Foi só um lance de verão não significou nada.

― Idiota. ― Ai não deu, dei um tapão nele. ― Você consegue ser babaca. Claro que... significou. Você foi o “primeiro” dela. Como pode tratar isso tão levianamente? ― Eu sei que foi muito insano da minha parte, mas inconscientemente passei de: ciúmes dele para defender ela.

Esse assunto era mesmo muito complicado para mim.

E o Fred não podia nem sonhar que ele existia.

Eu não conseguia imaginar o que ocorreria com nosso grupo se ele descobrisse esse detalhe do passado.
Se bem que... na época ele deu indícios de saber.

Bem... eu não iria tocar no assunto de qualquer forma.

― Â... mas... naquela época isso era rotina pra mim. Sabe, pegar a mina que nunca e... sabe? Saka?

― Você não presta.

Nossa que nojo que eu fiquei.

Não conseguia acreditar que estava com uma pessoa que pensava assim.

Me sentia bem idiota por imaginar em algum momento que ele teria realmente mudado, eu sabia bem como ele era com as mulheres desde que o conheci e fiquei longe dele justamente por esse motivo. Mas nos tornamos amigos e fui conhecendo suas qualidades...

― Ei! ― Ele eleva a voz e logo pega na minha mão. ― Eu sei que eu não “prestava”, mas agora to homem de família não? ― Diz me olhando nos olhos e eu ate tento me acalmar. A verdade é que eu sempre ficaria brava com o que ouve no passado, mas o passado não vai mudar. ― Para com essa neura de se comparar a ela por favor. Vocês são diferentes; e você é linda. Ela esta no padrão, mas idai? Quem liga para padrão? Você tem um mundo de fãs punheteiros. Como só você não percebe isso? ― O jeito que ele fala ate me espanta um pouco, acho que... Não. Eu tenho certeza que ele tinha ciúmes de mim. ― E alem disso. Você também não teve a sua primeira vez comigo. Quer que tenha ciúmes daquele maromba?

― Nem tem como. Ele .. aquilo foi uma faze. Uma bem ruim. ― Digo meio sem graça. Como ele misturava os assuntos assim, ficava ate confusa sobre qual comentar primeiro.

― Ele era bem mais bonito que eu né... ― Diz ao dar de ombros, mas era nítido que isso o incomodava muito.

― Mas é um tapado de marca maior. Tenho vergonha de assumir isso. Ok entendi seu ponto. O Jonny também não significa nada para mim hoje em dia alem de uma lembrança, e muita vergonha e arrependimentos. No maximo servia para me sentir mais atraente, por alguém como ele querer ficar comigo.

― Fala serio. ― Ele murmura reclamando e o abraço.

― Você esta certo. Feridas como essas só cicatrizam se mexer nelas... e com o jeitinho certo se não só fere mais ainda. Mas estamos bem. Juro. ― Digo sentindo ele acariciar meus cabelos, mas ainda tinha algo errado; ele não começou a falar disso sem motivos. ― O que te incomoda?

― Nada não. Vamos dormir certo. ― Sorri, mas eu conheço bem seu sorriso. ― Que bom que resolvemos isso. Eu que te pergunto se tem algo mais que te incomoda em mim.

― O que? Claro que não! ― Me levantei e separei do abraço o encarando surpresa. ― Não tem nada em você que me incomode. Isso... isso era uma coisa antiga. Muito antiga.

― Mas ainda te incomodava. E muito. Eu... eu só não me dei conta disso. Olha você.. pode me falar se tiver coisas te incomodando como essa ou outros assuntos.

― Tudo bem. Eu prometo que irei. Mas... No momento não tem nada mesmo. Mas... O que incomoda você? Mudou seu humor do nada.

― Mudei? Nem notei, desculpa. ― Diz virando o rosto e olhando o berço que nesta nova casa ficava no nosso quarto por praticidade. ― Eu só pensei uma coisa que me veio em mente agora.

― O que? ― Perguntei direta e reta. Afinal podia ter meus momentos, mas ele era bem mais doce e sentimental que eu e essa era a minha maior dificuldade nesta relação. Lidar com os sentimentos dele. Por que ele tinha de ser tão bom em lidar com os meus?

Eu me tornei tão fechada que tinha de lutar para me expressar.

― Não é nada importante. ― Diz ao me dar um beijinho na testa e se deitar.

Mas eu não podia deixar as coisas assim, não gostava de o ver com essa carinha.

Me deitei sobre ele cobrando atenção. ― Fala. O que é?

― Não é nada.             Serio.

― Se não fosse nada você não faria essa carinha.

― Unf. Ok... ― Desiste, me abraçando. ― Promete não ficar bolada?

― Não. Não tenho como prometer controlar um sentimento. Só diga de uma vez. ― Falo seria, mas ele apenas ri da minha resposta lógica.

― Você... Ok. Bem é que... ― Se senta me fazendo ficar em seu colo. ― Eu sei que você tem dificuldade de se... relacionar com as pessoas, falar o que sente e demonstrar. Mas... as vezes eu sinto que... Você só esta comigo por causa do garoto. Que se não fosse por ele estaríamos como antes, sendo apenas amigos e aquele incidente seria tratado como o que rolou entre eu e a Daphne. Na real ate pior por que seria um momento isolado e com ela foi as férias todas. Mas estamos nos casando e esse sentimento... é estranho. Só isso.

Isso não me pegou de surpresa.

Acho que já esperava.

Mas mesmo assim não consegui o responder.

― As vezes eu só... Quero sentir que sou especial pra você como você é pra mim. ― Diz ao me abraçar firme. ― Mas eu sabia bem onde estava me metendo. Não te conheço de hoje.

― Sal... Norville. ― Digo sentindo um nó apertar o meu pescoço. ― Claro que você é especial para mim. Eu amo todos vocês com todas as forças, mas... cada um eu vejo de uma forma. ― Digo ao esconder meu rosto em seu tórax. ― Daphne e eu... Não temos nada haver. Mas ela surgiu na minha vida e a mudou por completo me arrastando com ela para tudo isso. Sem ela eu continuaria sendo aquela garota que todos implicavam, zombavam e humilhavam no colégio, uma pessoa sem força alguma para lutar. Ela me ensinou a ser forte e... como me vestir..., mas nunca tentou mudar que sou. É minha melhor amiga. Já o Fred... bem... ele era uma pessoa que eu realmente odiava e agora o admiro. É um grande amigo que sei que posso contar, como um irmão mais velho. Meu ponto seguro. Mas você... ― Digo ao levantar o rosto e o olhar. ― Eu não sei dizer tão claramente o que sentia ate... tudo isso acontecer. ― Volto a esconder o rosto o abraçando firme. ― Você é meu oposto perfeito e eu deveria me incomodar com tudo que você faz. Tinha tudo para te odiar... mas não. Eu... te amo. Não me irrito com suas idiotices, elas me fazem rir. E sinto muita falta quando você não esta por perto fazendo bagunça. Mas... se qualquer outra pessoa fizer as mesmas coisas eu me irrito muito naturalmente. É como se... só você tivesse a permissão de fazer essas coisas.

― He. Só cobrando pra você falar que me ama?

― Você também nunca me falou isso.

― An... Ta certo não falei mesmo né? ― Diz meio sem graça.

― Tudo bem. Você fala de outras formas. ― Me animando e dizendo o que pensa de mim. E eu me sinto muito amada com isso. Então também quero que você se sinta amado. Mas... dizer apenas um: “eu te amo” parece tão superficial. Qualquer um pode dizer essas palavras.

― Concordo. Não digo essas palavras porque... já disse tanto pra meninas por ai que perdeu o sentido. Não é certo as dizer pra você.

― É, mas eu... nunca falei isso. Pra ninguém. ― Falo ao me afastar do seu abraço, sentindo o corpo todo tremer. Respiro fundo. ― Eu... te... Te amo Norville Billy Rogers Bourega!

E ele cora.

Que fofinho!


*~*~* ~*~*
 

Ouvir isso dela assim foi tão estranho.

Talvez por que vindo dela era algo muito mais importante do que de qualquer outra pessoa.

Se eu posso descrever de alguma forma, acho que a melhor delas seria comparar a flecha de um cupido. Não que eu não gostasse dela antes disso, mas ouvir ela dizer essas coisas pra mim dessa forma e ainda terminar com essas palavras especificas, me fez sentir um arrepio bom. Ate senti o rosto corar. E fiquei mais envergonhado ouvindo aquilo do que tirando a roupa e...

Foi muito bom.

Só queria a abraçar forte e ficar assim.

Não deu vontade de a agarrar e fazer safadezas. Foi outra coisa. Uma energia boa me preencheu.

― Também te amo sua chatinha. ― Pela primeira vez em anos digo essas palavras sentindo serem reais; e ate entendo como era difícil falar isso quando não era da boca pra fora. Ate aprecia que estava expondo minha alma e ficando completamente vulnerável. Era mesmo assustador, mas não... com aquele sorriso em resposta.
 

É...

Não tinha jeito.

Podia cair o mundo nas nossas cabeças. Acontecer todo tipo de desgraça que você nem imagina, mas tudo sempre ficaria bem se todos nós continuássemos juntos.
E nos tornarmos uma família de verdade aos poucos isso só melhorava.

E justo por isso que não poderia deixar a Daphne nessa.

 

Assim que amanheceu eu me levantei. Cobri a Velma dei um beijinho em sua testa e pus um roupão e sai.

Sabia que a praga acordava cedo pra caramba e quando estava estressada nem mesmo dormia.

― Quer um lanchinho? ― Ofereço assim que a vejo na sacada olhando as coisas que os construtores deixaram pela casa, quase que esperando eles chegarem para continuar o trabalho.

― Caiu da cama? ― Diz ao se virar e me olhar com os cabelos ao vento parecendo ate uma daquelas pinturas.                                  Que mulher linda caralho...

Mas é engraçado.

Mesmo tendo esses momentos de a admirar o lance entre nós não era maldoso. Ela era minha amiga e apenas isso; o que rolou entre nós naquele verão parecia ate... que nem foi comigo, foi em uma dimensão paralela; sei lá.

Se já era estranho pensar nisso quando era solteiro, agora que estava noivo dava ate um arrepio ruim. Parecia que vinha uma criatura sobrar na minha nuca, e logo o rostinho da Velma surgia na minha mente. Toda fofinha, fazendo aquela careta de brava ou sendo meiga.
E então sorrio.

É não adianta tava apaixonado pra caralho mesmo.
 

― Estou preocupado com você. Vamos conversar serio. ― Digo ao me sentar em um banco qualquer ali e ela se aproxima. ― Eu sei que você esta preocupada com ela. Mas...Você não confia na sua irmã?

― De novo isso. ― Ela bufa e vira acara. ― Eu confio nela sim mas... Olha. ― Muda o tom me olhando nos olhos. ― É que ela parece estar sempre... Piorando. Sabe? Ela brigou com nossos pais e não mantém contato. Eles morrem de preocupação de ela acabar morrendo nessas corridas perigosas e ela não parece estar nem ai. E agora isso.

― Entendo. Esta decepcionada com ela. ― Digo e ela me olha como se não tivesse se dado conta disso sozinha. ― Você esperava outra atitude dela e não consegue aceitar o rumo que ela esta tomando na vida. Já tentou falar isso com ela?

― ... ― Ela ate abre a boca pra falar e parecia mesmo que iria, mas se cala. Pensa um pouco e fica a caminhar. ― Se eu falar isso pra ela... Ela nunca vai me perdoar! Eu estaria sendo a maior babaca do planeta! Eu jamais perdoaria alguém que me falasse isso. Não posso... ― E então ela para de andar e me olha. ― Um... entendi. Obrigada. ― Sorri, me dando um beijinho da bochecha. ― Obrigada. Eu precisava muito do seu tipo de sabedoria.

― Meu tipo...?

― Sim. Humana. ― Sorri saindo. ― Esse menino tem muita sorte de ter vocês dois como pais. É o equilíbrio perfeito.

Pode ate ser.

Mas estávamos longe de sermos pais perfeitos, ainda estávamos aprendendo essa parada.


*~*~* ~*~*
 

― Sabe. Eu gostei da sua idéia.

― Qual delas?

― Aquela de termos mais um antes de fazer uma abdominoplastia. ― Digo ao me trocar e a cara dele foi impagável.

Ele arregala os olhos espantado por que não esperava eu aceitar uma idéia dada na brincadeira, cora de leve e logo faz aquele sorrisinho safado que sempre me fazia arrepiar toda.

E o que você acha que rolou?

Nos beijamos daquele modo delicioso, e ele já me jogou sobre a cama para nos acarinharmos um pouco.
Só que...

Eu iria ter de ir com a Daphne como apoio emocional para ela conversar com a irmã, então não dava tempo. Saco. Mas a noite...
 

Respiro fundo e saio do quarto o deixando voltar a dormir já que estava bem cedo mesmo e a encontro parada a porta, toda perdida em pesnamentos.

― Esta pronta? ― Pergunto ao me aproximar e ela faz que não com a cabeça.

― Nunca vou estar. Unf.. vamos.

E assim o caminho foi em completo silencio.

Ela estava tão pensativa remoendo o que diria que eu me perguntava por que não fiquei em casa com o meu noivo me divertindo um pouco.
 

― Ola Penélope. ― Diz da forma menos marrenta que pode, mas ainda sim soa pesada e a outra apenas suspira sabendo o que iria ter de agüentar.

O encontro era em uma praça da cidade e pelo horário e dia estava bem vazia.

― Daphne. Eu não tenho mais direito a heranças. Abri mão quando sai de casa há alguns anos. E recebo menos que ele no meu contrato da corrida por que ele é o protagonista e vilão do programa e eu recebo o mesmo dos demais corredores. “Não” é um golpe. Ok? Entende.

― Entendo... mas... ― A ruiva diz ao se sentar ao lado da irmã e eu me sento em outro banco ficando próximo caso ela precise de ajuda, mesmo sabendo que minha função seria na volta.

 Ai ai... eu devia ter ficado em casa e vindo só buscar ela.

Não.

Não posso ser uma má amiga só por que agora tenho alguém, ele é meu noivo podemos fazer esse tipo de coisa sempre que der vontade e ela precisava de mim agora.

― Eu sei que esta decepcionada com as minhas escolhas de vida. ― A loura diz com um tom de magoa na voz. ― Todos vocês estão.

― Não! Eu não ligo se você é uma corredora ou não. Eu só estou preocupada com o tipo de homem que você se envolveu desta vez. Sempre imaginei que você estava com o Peter.

― Peter é um amigo colorido. ― Oi? ― Olha ele não é tão mal e eu não sou tão...boa. Pessoas são muito mais complexas que isso.

― Tudo bem... Eu... To muito preocupada, mas se você esta feliz é o que me importa. ― Força um sorriso logo ficando seria e dando um sorriso de verdade. ― E se um destes cães especiais gosta dele... ele não deve mesmo ser de todo mal não?

E assim parecia que as coisas tinham melhorado entre elas.
 

Sai de perto peguei um sorvete para deixar elas conversarem em particular e voltei me juntando a conversa.

Penélope parecia estar coçando de vontade e querer muito contar como foi que eles ficaram juntos; mas para isso teria de revelar coisas da vida dele também e então ficou quieta e bem inquieta. Resumiu tudo a uma simples aposta com sigo mesma por que estava curiosa se conseguiria o seduzir, e estava entediada; e que no fim gostou da “pegada” do vilão.

                         Resumindo ao meu entendimento de tudo isso mesmo:

Ela parecia um tipo bem promiscuo já que tinha uma relação aberta com o Peter e se engraçou como o outro apenas por curiosidade e diversão. Parecia ser o tipo de pessoa viciada em adrenalina e ao meu entender foi isso que uniu os dois; mas o que os fez decidir se casar ai eu não tinha pistas o suficiente.
Quem sabe no casamento eu descobrisse?


*~*~* ~*~*
 

As duas caíram fora e eu voltei a dormir.

O menino chorou um pouco vi o que ele queria e deitei com ele na cama de novo e assim fiquei ate ela voltar.

― No mesmo lugar que deixei. ― Ri ao chegar em casa.

― Referencia a piratas do caribe? Alguém esta ficando pop? ― Me levantei deixando o pequeno no meu travesseiro. ― Sabe. Ele dorme bem mais quando fica junto conosco.

― É, mas não da pra acostumar muito isso. ― Diz ao tirar os sapatos e se sentar na cama. E eu já a abraço por traz a puxando para o meio da cama e tirando aquele costumeiro casaco que ela usava. Não ia entrar nos assuntos de “Ferberizar” o menino de novo.

― E como foi lá? ― Pergunto e ela se arrepia toda.

― Foi tudo bem. Elas se entenderam... No fim das contas não é mesmo algo da conta da Daphne. É a vida da irmã dela.

― Será que ela esta achando que a irmã engravidou dele? Sabe... ela ainda esta bem grilada por não poder ter o próprio. ― Digo e ela me olha por sobre os ombros, logo se aconchegando entre minhas pernas como se eu fosse um puf.

― Ela não pode ficar grilada por qualquer mulher que engravide perto dela, só porque ela não pode.

― Mas isso é diferente né? É da família dela. ― Argumento e ela apenas estica o corpo pega os cobertores e nos cobre.

― Entendo. Mas.. a realidade é que a Daphne... ― Diz ao esconder o rosto. ― Ela fez um aborto a uns anos. Não sei de quem era... Deve ter dado errado e como também tomava pílula do dia seguinte por que simplesmente esquecia de fazer outros métodos anticonceptivos deu nisso. Essa pílula é o mesmo que jogar uma granada no seu ventre! Ela deve ter se lesado...

Não soube como reagir.

Gelei.

― E-eu não sabia. Eu... sempre pedi para as meninas que saia tomar por que eu esquecia a camisinha. Igual esqueci com você.

Me senti um babaca.

― Tudo bem. A falta de informação causa isso. E eu também me descuidei com os meus... Se não, não teria dado no que deu.

― Amem.

― Bobo! ― Brinca ao se virar e me fazer cosquinhas.

― Mas... sobre o aborto da Daphne eu soube... ― Mas isso tinha ficado na minha mente e simplesmente comecei a falar do assunto. ― Sei o que ouve na verdade e ate de quem era mas... não foi por isso que ela fez. Foi algo espontâneo. Não foi escolha dela fazer aquilo. ― Disse pensativo.

Essa coisa de ter filhos não era tão fácil assim.

Não era tão simples descobrir por que algumas mulheres não conseguiam ter.

E por a culpa em medicamentos ou atitudes era a coisa mais fácil do mundo, mas eu acredito que ela já tivesse algum problema antes.

Mas a real é que isso é um assunto polemico que só ela mesma tem como saber o por que ou nem mesmo ela, e ficar cada um com uma opinião sobre esse assunto era mancada.
Era errado ficar debatendo isso.

― Mas serio. ― Murmurei afim de voltar ao outro assunto. ― Mesmo sem o guri acho que estaríamos juntos sim. Só demoraria mais...  Digo pensativo a abraçando.  Eu fiquei remoendo muito o que rolou entre nós no armário. E normalmente não fico pensando tanto na garota depois. Tipo... fiquei: “Porra foi com a Velma. Não é qualquer mina que você pode nunca mais ver; e dani-se. Isso pode estragar tudo entre nós. O que a Velma esta pensando sobre o que ouve?” Eu tava surtando legal. ― Digo e a ouço rir.

― Concordo. ― Ri mais um pouco. ― Eu nem sabia o que estava pensando. Acho que estava morrendo de medo de você tratar tudo como se não fosse nada de mais e continuar me tratando normalmente. Mas eu mesma estava fazendo isso. Não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós e você se afastasse e deixasse de ser meu amigo.

― Que fofa. ― Apertei. ― Mas eu nunca largaria de ser seu amigo. O clima iria ficar estranho sim, mas... Sabe como eu sou sem jeito e sem noção. Iria continuar tentando concertar as coisas entre nós. A não ser que você me mandasse ficar longe.

― Talvez eu mandasse um pouco. ― Ela sorri. ― Por vergonha do que ouve. Mas... Depois iria me aproximar de novo e as coisas poderiam voltar ao normal ou... Eu não sei.

― Talvez ficasse um clima de tensão sexual. E isso fodesse tudo.

― Pode ser. Mas sabe de uma coisa... Acho que ficaríamos nessa mesma tensão que ficamos. Só que ela iria aumentando aos poucos ate se tornar impossível negar. Iríamos nos evitar e o desconforto só aumentaria ate um de nós tentar resolver e confessar o que estava havendo. E então acabaríamos juntos.

― Verdade. Imagino que acabaríamos nos declarando em alguma hora por que não daria mais pra esconder e não queríamos nos afastar. Um... ― Digo pensando em como seria essa realidade paralela. Estava muito divertido tentar imaginar a trajetória que tomaríamos. ― Acredito que seria você. ― Completo e ela me olha atônita e quase em negação. ― Por que eu sou muito medroso. Hehe iria morrer de medo do que você diria e como reagiria. Afinal... eu? Me declarando pra você? Eu nunca teria essa coragem.

― Por que? Bem... eu concordo que seria eu. Por nervoso você corre e eu tenho pra mim que você é uma pessoa gentil. Mesmo que me desse um fora seria gentil e eu conseguiria tirar isso do peito, mas por que acha que não conseguiria? O que quer dizer com isso? ― Ela diz ao sair do abraço e se sentar na minha frente. ― Sal... Norville? Você... acha que não é o suficiente pra mim? ― Ela diz e eu viro o rosto.

Nunca quis deixar isso transparecer.

Escapou.

― Não é nada disso. É que você sempre foi do tipo que... não da bola pra ninguém. Fora aquele cara loiro lá o tão de Jonny Bravo. E eu não tenho nada haver com ele.

― E é por isso que estou indo me casar com você, enquanto tive só uma... vez com ele. ― Ela diz ao por a mão delicadamente em meu rosto e me fazer a olhar. ― Você não esta...

― Não! Eu... ― Eu não sei mentir... não pra aqueles olhos. Não conseguia mentir pra nenhum dos meus amigos. ― É só um pensamento solto. As vezes eu... não sei por que estou nesse time. Não sou tão bom quanto vocês.

― IDIOTA! ― Ela da um berro que ate acorda o pimpolho que começa a chorar muito assustado. ― Foi você quem nos uniu! Ninguém tem mais direito de estar aqui que você. É nosso integrante mais importante. Nunca duvide disso. Não existe esse time sem você.

Ela diz e eu só consigo suspirar.

― Eu sei... vocês me amam, mas... ― Pego o guri que parecia que ia morrer de chorar. O garoto conseguia explodir? ― Parece que as pessoas só me vêem como o cara que anda com o Scooby-Doo. Eu não tenho inveja da fama dele isso é burrice. Mas... sei que pra muitos to na sombra dele e não faria diferença se eu saísse da equipe desde que ele ficasse.

― Que crise existencial é essa? Norville? Você não esta na sombra do Scooby você é visto como um com ele. Não existe ele sem você todos vêm assim. Não existe esse time sem vocês dois. Eu posso sair, o Fred pode, pode ficar só vocês dois que é o que os nossos fãs querem ver! Todos nós somos muito mais dispensáveis que você. ― Ela diz ao me abraçar forte. ― Mas sabe... pra mim vocês não são o mesmo ser como é para os nossos fãs. Scooby é incrível, mas ele é um cachorro. E você é uma pessoa. ― Diz ao por a mão sobre o meu rosto novamente. ― Uma pessoa incrível que vê a vida por ângulos que ninguém mais consegue. Consegue manter esse jeitinho de criança sem deixar de ser responsável com o que realmente importa. O seu tipo de sabedoria... não é mostrado com um diploma.

Meu tipo de sabedoria.

― Obrigado Velma. Acho que entendi.

Tinha sido uma boa manha.

Conseguimos tirar dois pesos da alma e que poderia ou não se tornar um problema no futuro. Mas foi ótimo prevenir.

Parecia ser mesmo um dia muito promissor.

Principalmente depois de Fred trazer a noticia de que os filhos da puta foram desmascarados e principalmente: tinham conseguido fazer uma vacina para o contagio.


Notas Finais


(Vou mostrar esse role entre os dois melhor na outra fick. Do Salsicha com a Daphne e taus. Estou pondo todos os FB lá pra não tirar o foco desta fick. Por isso tbm resolvi não por a da Corrida maluca aqui e fazer uma one, ai resumi a relação deles para quem não qr ir lá ler a one. Melhor não? ---- >>> https://www.spiritfanfiction.com/historia/friendzone-a-louca-competicao-do-amor-19305898)


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