História Frenesí - Capítulo 2


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Categorias Cindy Kimberly, Edinson Cavani
Personagens Edinson Cavani
Tags Cavani, França, Psg
Visualizações 4
Palavras 2.218
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Agora


6 meses depois.

Aria desligou seu desktop e começou a se arrumar encerrando mais uma quarta-feira de trabalho.

Quando estava em sua terra natal, trabalhando em uma startup, ouviu de um de seus colegas, que todas as quartas eram infernais. Por já ter passado dois dias da semana, e faltando apenas dois dias para acabar, tudo de ruim poderia acontecer nesse meio tempo e depois de ter profundamente meditado sobre esse mandamento, ela precisou transferir os dias ruins para as quartas-feiras.

Já se passavam das 10h da noite, e não se recordava em qual dia tinha conseguido sair no horário normal porque a vida de programadora demandava certos esforços, e ela sabia muito bem disso quando decidiu seguir essa profissão.

Antes de sair de seu setor, verificou se não encontraria mais ninguém naquele ambiente grande, cheios de baías, fazendo hora extra àquela hora da noite. Pegou seus pertences e apagou as luzes, saindo do recinto satisfeita por ter conseguido fazer tudo que estava em sua lista de pendências. Passou pelo corredor que dava acesso aos elevadores da empresa, encontrando o faxineiro e o vigia que estavam fazendo o plantão daquela madrugada conversado animadamente. Se despediu e adentrou no elevador, deixando seu corpo repousar no canto do cubículo metálico. Chegou ao térreo com um dos fones de seu Ipod em sua orelha, ouvindo uma música animada para combinar com a chegada do mês de julho e os dias quentes que ele trazia de presente. Pensava amar o frio até enfrentar seis meses de baixas temperaturas no continente europeu, e agora ela entendia perfeitamente o porquê de os franceses levarem fama de frios e rabugentos.

Se despediu de René, o senhor que trabalhava como porteiro a tanto tempo naquele prédio, após ter acompanhando-o em um cafezinho que o mesmo insistia em trazer de casa. Haviam conversado sobre o clima e as expectativas para a Liga 1 e para a nova temporada da Champions League, pois a sede do Paris Saint-Germain estava a todo vapor com a chegada do campeonato mais importante de toda Europa, aumentando assim o tráfego de pessoas importantes desfilando pelos corredores do prédio. Ela às vezes, principalmente em seus horários de almoço, se sentava junto com Desiré, na recepção, fingindo estar ajustando algo em seu computador enquanto fofocavam sobre os jogadores que visitavam a sede para discutir negociações e se enfiarem em reuniões.

Com esses pensamentos, deu início a sua caminhada até o apartamento de dois quartos que ficava a cinco quadras de seu trabalho e que o dividia com a pessoa que mais lhe acolheu na equipe de TI do PSG.

Adam iria completar em algumas semanas seus 30 anos, bem conservados. Era um americano padrão: Alto, com olhos e cabelos claros, a barba sempre feita e impecavelmente bem vestido nos seus ternos de grifes. Havia trocado os Estados Unidos a 12 anos, sem arrependimentos, vivendo e se apaixonando todos os dias pelos quatro cantos da França. Coordenava a equipe de marketing do time de futebol, sendo muito respeitado dentro da corporação por seus feitos em relação a imagem interna e externa da instituição.

Ela era uma mera terceirizada.

Havia sido enviada pela a multinacional que foi contratada para trabalhar localmente na sede, igual a todos os outros de sua equipe de TI, composta por oito homens experientes da área. Tinha demorado para conquistar a confiança dos mesmos, mas com seu jeitinho brasileiro de ser, fez com que ela fosse inesquecível em suas vidas. Com Adam foi muito mais fácil, o cativando desde o primeiro dia em que pôs os pés naquela enorme sala, com um olhar perdido e as têmporas avermelhadas tamanho o frio que fazia nas ruas parisienses. O mesmo enfrentava naquela hora da manhã um sério problema com a loja virtual e nenhum dos técnicos havia chegado para ajudá-lo. Assim que ele pois seus olhos nela soube que seria a sua salvação, e questionou em inglês se ela era a novata enviada pela CWI para compor o "clube do bolinha" - nome dado pelo restante da empresa para a equipe de tecnologia -. A viu assentir timidamente, confirmando a sua pergunta de imediato e fazendo-o joga-la na toca dos leões.

Como uma boa exploradora e sempre muito faceira, conseguiu entrar em contato com Jean - seu novo supervisor - gastando os 4 anos de inglês que investiu antes de fazer aquela viagem, e expôs a situação. O mesmo passou todos os dados necessários para que a garota buscasse uma solução, e mesmo sem ter muito conhecimento dos sistemas utilizados conseguiu realizar uma gambiarra que resolveria o problema, por hora. Foi o suficiente para se tornar a queridinha de Adam, chegando na atual situação em que compartilhavam o mesmo teto e momentos profundamente íntimos.

Depois de sua rotineira caminhada noturna, do trabalho para casa, chegou na entrada de seu prédio de classe média agradecendo Adam, como todas as vezes em que passava por ali, pelo mesmo ter um poder aquisitivo favorável. Enquanto o elevador fazia o percurso para seu andar, guardou o seu fone de ouvido, não tendo mais paciência para acordes de guitarras. Sentiu o cansaço pesar, desejando urgentemente uma ducha e sua cama. Tinha passado por um dia de cão, com vários problemas técnicos ocorrendo e um supervisor irritado por ter recebido demandas para serem realizadas em tão pouco tempo, e precisou fazer uma prece para que Adam já estivesse em seu vigésimo sonho, não estando disponível para jogar conversa fora.

Soltou um suspiro alto quando o elevador se abriu e seus ouvidos foram preenchidos por uma canção melancólica. Caminhou pelo grande corredor até ficar de frente a porta de entrada de seu lar constatando que a música alta vinha lá de dentro. Sentiu com tristeza, enquanto girava a chave na fechadura, os seus planos irem para o espaço e adentrou no apartamento. A cena que encontrou deveria ser trágica, se não fosse cômica: Seu companheiro sentado na varanda, cantarolando embargado a letra da música depressiva enquanto havia fumaça saindo entre seus dedos, provavelmente sendo o seu décimo cigarro só aquela noite.

Ela sabia o que viria a seguir.

Colocou o molho de chaves que ainda estava em sua mão em cima do aparador que ficava rente a porta da entrada.

Não o viu se mexer de sua posição.

Arrependida por sua decisão, se pôs a ir até ele, deixando pelo caminho a sua bolsa em cima do sofá. Ao chegar na porta da sacada, pode ouvi-lo chiar:

— Aonde você esteve esse tempo todo?

— Mais uma vez fazendo hora extra. Tive que atualizar os servidores... — ele não a deixou terminar de falar, cortando-a.

— Por que todas as vezes que preciso você está enfiada naquele computador? Não viu minhas mensagens? — Adam questionou choroso e Aria precisou revirar os olhos.

Provavelmente o sol em câncer misturado com o fim do inferno astral estaria mexendo com os sentimentos de seu companheiro de apartamento e deixando-o sensível aquele ponto.

— Mil desculpas — ela disse adentrando na sacada e ajoelhando em frente a ele — O que está magoando esse pobre coração? Discutiu com o Pierre de novo?

— Está vendo como você não se importa comigo? O Pierre já está em um acervo de museu faz tempo! — ele disse entre os dentes — passado!

— É difícil acompanhar sua vida amorosa, mon chéri.

Ela disse, deixando escapar uma risada baixa e o viu bufar. Ainda rindo, sentou-se sobre o colo de Adam e envolveu o pescoço do mesmo com seus braços, o apertando. Contragosto do mais velho passou a depositar diversos beijos no topo de sua cabeça, podendo ouvi-lo suspirar.

— Só dessa vez eu vou te perdoar! — ele advertiu abafado pelo abraço da garota.

Ela passou a rir alto, soltando-o do abraço que o sufocava. Pegou o cigarro que estava em suas mãos e o tragou, sentindo o incômodo da fumaça ficar presa em seus pulmões e precisando soltar logo em seguida, voltando a interrogar o amigo:

— Agora me diz, o que te aflige?

— Roy, o barman da Le Cab. — ele pode ver a garota acenar com a cabeça. Prosseguiu — Estávamos juntos fazia algumas semanas e hoje saí mais cedo do PSG, convidando-o para tomar um café. Só que ele me ignorou, ma puce.

Ele fez uma pausa dramática, pegando de volta o cigarro que estava entre os dedos da garota e tragando-o demoradamente antes de concluir seu depoimento. Aria aguardou pacientemente, já imaginando o desfecho do enredo que seu amigo estava vivendo.

— Ele está me ignorando desde o início da semana, e eu como um bom estudante de séries investigativas fui colher provas para esse vácuo. Conclusão do inquérito: Encontrei algumas fotos dele com outro cara. A mais recente, tinha a data de hoje! — Ela o viu respirar fundo — Fui tirar satisfação, claro. Discutimos feio, ma puce. Ele disse coisas horríveis... Que eu era ciumento, grudento, chato; que não daríamos certo como casal. No fim, acabamos com tudo!

A garota pode vê-lo ficar cabisbaixo ao terminar de contar o ocorrido, e concluiu que o que estava o afetado mais ainda eram as palavras que o ex-ficante havia despejado para cima dele. Adam não era uma pessoa fácil e tinha que concordar que ele poderia ser bem ciumento e apegado às pessoas. Mas por um outro lado, entendia que o amigo havia passado a vida inteira sozinho, pingando de relacionamento em relacionamento, e viver essa vida estava deixando o mais velho desesperado para sossegar com alguém.

— Conclusão do inquérito: Ele não te merece! — ela disse se levantando — Além do mais quem saiu perdendo foi ele. Um partidão desse gostoso, bem-sucedido, com disposição para transar o dia inteiro. Olha Adam, se você gostasse de mulher, certeza que não estaria sofrendo desse jeito pois estaríamos casados!

Aria continuava a dizer enquanto retornava para a sala e desligava a caixa de som via bluetooth que insistia em tocar músicas deprimentes. Escutou o mesmo fechar a porta de correr da sacada e dizer em um tom sarcástico:

— Eu estaria falido e insatisfeito sexualmente!

— Você não me provoca, garoto! — grunhiu, alcançando uma almofada no sofá e jogando em sua direção.

Ele pegou a almofada no ar e a abraçou.

— A rola dele era tão boa. — disse sonhador, a fazendo revirar os olhos novamente.

— Pena que vem com ele no pacote!

Completou enquanto dava risadas e atravessava a sala em direção ao corredor que dava para os quartos.

— Um completo babaca. — gritou para o amigo enquanto entrava em seu cômodo favorito

Adam a acompanhou, precisando concordar mentalmente e penoso.

— Falando em rola, o que você vai fazer amanhã?

Questionou aparecendo na porta do quarto da garota, que agora estava mexendo no grande armário que se encontrava no canto. Estarrecida com aquela pergunta, precisou parar a sua busca para encará-lo incrédula, tentando entender qual seria o fundamento daquele questionamento sem cabimento.

Por fim, se entreolharam e riram alto.

— Amanhã tenho um ensaio fotográfico com o novo merch do PSG. Você poderia me acompanhar já que vai estar presente todos os machos bonitos daquele time.

Ele se explicou, a vendo voltar a sua saga dentro do guarda-roupa bagunçado.

— Por que diabos você quer que eu vá a um ensaio fotográfico com um monte de jogadores bonitos e definidos?

Ela disse, encontrando sua calça moletom favorita e passando logo em seguida por um Adam que continuava encostado no batente de sua porta. O ignorou completamente e se dirigiu ao banheiro que ficava em frente ao seu quarto.

— Por que você gosta de homens bonitos e definidos trocando de roupa o tempo todo? — ele disse, como se não quisesse nada.

Observou a mesma se despir, ficando apenas de calcinha e sutiã na sua frente. Não achava mais estranho aquela atitude da garota que ao saber que ele também gostava da mesma fruta que ela, havia perdido o pudor para determinados tipos de conversas e intimidades, incluindo aquela ação. A viu pousar as mãos na cintura curvilínea o olhando com uma expressão engraçada e questionadora, precisando achar graça e admirar o corpo feminino que sua melhor amiga tinha.

— Ou talvez seja por que meu estagiário resolveu entregar um atestado de 3 dias e estou com a equipe defasada? — ele deu um sorriso amarelo e a viu rir, fechando a porta do banheiro na sua cara.

Bufou, frustrado. Gostaria muito que a garota prestativa o acompanhasse para ajudá-lo já que duas de suas funcionárias que ficavam encarregadas de trabalhar nessas mídias estavam de férias. Além de seu estagiário que havia resolvido pegar uma gripe por conta da mudança brusca do clima e tido a cara de pau de lhe entregar um maldito atestado médico em plena quarta-feira. Se aproximou da porta do banheiro, percebendo que ela ainda não havia aberto o chuveiro e resolveu tentar uma última vez, usando o golpe baixo que sabia que a faria repensar em aceitar aquele convite.

— Espero que essa atitude seja um "Vou pensar, mon chéri", pois fiquei sabendo que um cabeludo Uruguaio vai participar das fotos amanhã!

Logo pode escutá-la dar um grunhido de raiva. Sabia que uma das paixonites futebolística da garota se tratava de ser o atacante do PSG, e só conseguiu essa informação quando começou a segui-la no Pinterest, podendo assim visualizar a pasta dedicada especialmente a ele.

Depois disso, Edinson Cavani acabou se tornando a chantagem principal para conseguir sempre o que queria da garota. E obviamente conseguiria chantageá-la mais uma vez.

 



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