História Frenesí - Capítulo 7


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Categorias Cindy Kimberly, Edinson Cavani
Personagens Edinson Cavani
Tags Cavani, França, Psg
Visualizações 5
Palavras 2.628
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Acordo de Paz?


Cavani vez ou outra mirava Aria de canto de olho, percebendo-a fingir estar distraída com os cabides e camisas do PSG. Por algum milagre divino, os dois permaneceram um bom tempo calados, sem trocas de farpas, apenas escutando o gosto musical da garota ser exposto pelo aparelho sonoro. Após verificarem que tudo estava em seu devido lugar, Aria desligou a caixa de som e a guardou para que pudesse deixar na recepção, sendo entregue ao dono Kimpembe quando o mesmo retornasse de suas férias.

Pode ver o mais velho apagar a luz da sala e fechar a porta enquanto o esperava no grande corredor, começando a andar juntos, lado a lado, naquele estranho silêncio. Aproveitou aquilo para começar a ler as cinquenta mensagens que Adam a havia enviado, sendo elas perguntas sobre o ensaio, sobre os garotos, se tudo estava correndo bem e todo drama cotidiano do porquê que ela não visualizava e nem respondia mensagens no aplicativo.

Coisas bem típicas de seu amigo, pensou enquanto ria.

Ao chegar na recepção entregou o objeto que não lhe pertencia para a pessoa que ainda se encontrava àquela hora da noite no balcão, lhe passando as devidas orientações. Voltou a olhar seu celular, chegando na última mensagem que a fez parar no meio do recinto e sentir um grito de desespero ficar entalado em sua garganta.

— Fils de pute.

— O que houve? — Cavani olhou para trás, a vendo estática.

— O desgraçado do Adam não vai poder vim me buscar.

Disse nervosa, levando o celular até a orelha e escutando mais um vez a irritante voz do amigo pedindo para deixar um recado na caixa postal.

— Como eu vou embora desse cu de mundo? — ela balbuciava em português.

Cavani se aproximou, rindo de seu nervosismo.

— Tenga calma — disse, a vendo fulmina-lo com o olhar. — Eu te deixo em casa.

— Eu não quero incomodar, sério. — Aria tentou dispensá-lo, passando a mão trêmula no cabelo — Eu peço um táxi, dou um jeito.

— Não vai ser um incômodo se você ir calada o caminho todo. — Rebateu ainda risonho — Vamos, prometo te deixar inteira em casa.

Ela olhou para o teto da recepção mordendo a bochecha internamente, fazendo um cálculo mental de quanto tinha em sua carteira para chamar um táxi e evitar o convite proposto pelo pedaço de mal caminho que estava em sua frente. Chegou ao resultado de 0 euros e um apagão de onde tinha escondido seu cartão, metodologia que usava para não gastar horrores em lojas de roupas e futilidades, acontecerá justo naquele momento importante.

Aproveitou também para realizar uma prece aos céus, mesmo não sendo religiosa, pedindo sabedoria e calma naquela hora e que se possível chegasse em casa no piscar de olhos. Ou que pelo menos não cometesse nenhum atentado para cima de Cavani.

Amém.

Voltou a encará-lo, percebendo sua expressão serena e paciente.

- Seja o que Odin quiser, pensou enquanto se dava por vencida, concordando com o convite do mais velho.

Novamente em silêncio ela o acompanhou até a chegada no estacionamento, apenas ouvindo o barulho irritante do teclado de seu smartphone e dos passos caminhando sobre a brita. Ela não estava conseguindo definir e amenizar o rebuliço que tinha crescido dentro de si, uma mistura de raiva pelo o amigo ter a deixado para trás; de nervosismo por ter Cavani ainda próximo, sendo simpático em oferecer uma ajuda em relação as roupas e na tal carona.

Começava a olhar desconfiada para o seu semblante sereno enquanto levantava teorias da conspiração, imaginando que tudo aquilo havia sido uma armação de seu amigo com o jogador. Mas Aria, no fundo, só estava tentando odiar aquele jeitinho prestativo que ele estava demonstrando ser, tendo a vontade de atiçá-lo para vê-lo irritado novamente formigar sobre sua pele. A oração feita anteriormente a abençoou e mandou com que ela ficasse quieta, não dando motivo para que ele a deixasse para trás e ela tivesse que morrer numa grana que não tinha, em um táxi até sua casa.

Tentando pensar pelo lado positivo, nem em seus melhores sonhos se imaginou pegando uma carona com a sua paixonite futebolística. E agora estava ela ali, entre respostas prontas e sutilezas sendo trocadas com ele.

Sonhos.

Sua mente vagou para as poluções noturnas que tinha de vez em quando com o camisa nove. Mesmo não sendo recorrente, as vezes que tivera, eram sonhos pesados e intensos que a fazia acordar abobalhada e úmida no dia seguinte, sentindo imediatamente suas têmporas esquentarem ao ter alguns flashs mostrados em sua cabeça. A mesma expressão séria, a voz firme com uma mistura de sotaque que a fazia tremer só de ouvir tão de perto. Os braços com veias saltadas, demonstração do trabalho físico que ele fazia diariamente. Ao ter continuado seu pensamento, sua imaginação voltou para as mãos dele em seu corpo; o aroma que exalava sempre que chegava próximo, dando a sensação de estar em um domingo ensolarado, no interior de Santa Catarina, quando visitava o sítio de sua família e se enfiava no meio da mata pra ficar mais perto da natureza.

A mandíbula travada fazendo com que sua voz, antes divertida, soprasse rude em seu rosto.

Todas suas energias de manter a paz e ordem dentro de sua cabeça, quando o viu se despedir no término das fotos, foram totalmente pro inferno quando ela resolveu entrar naquele carro.

— Fico feliz que você pelo menos goste de músicas latinas. Não vou ter que continuar me esforçando para ser legal e colocar em uma rádio cool.

A voz dele ecoou dentro do automóvel enquanto ligava o som em uma de suas típicas músicas, a fazendo acordar mais uma vez de um transe.

— Você só é legal até duas vezes. — Tentou imitá-lo, relembrando o que ele havia dito anteriormente

— Vejo que aprendeu direitinho! Te dei uma bonificação por ter se comportado no momento das fotos — ele a olhou — Não perdoaria se não gostasse de cumbia.

Ela deixou uma risada leve escapar, balançando a cabeça em negação. Relaxou. Era isso que ela deveria ter feito desde o início, relaxar e tentar aproveitar o momento. Ali, agora, estava a mercê dele, e não sabia o que poderia acontecer caso eles voltassem a explodir um com o outro, dentro daquele veículo.

Mesmo isso sendo uma proposta tentadora.

— Para onde ma dame? — ele perguntou, enquanto colocava o celular no suporte e abria o aplicativo do GPS

— 8ème arrondissement.

— Perto da sede do PSG? — ele questionou dando partida no carro.

— Sim, moro com o Adam.

Aria o respondeu, se lembrando do textão de fúria que estava digitando para o amigo e voltando sua atenção para ele. Assim, evitando de apreciar o ângulo do mais velho que ela havia considerado, no momento, o seu favorito.

— Então ele é o seu pai?

Cavani perguntou, tendo toda a atenção na estrada enquanto batucava os dedos no volante no ritmo da música que tocava.

— Acho que me considero órfã, agora — ela disse humorada

— Eu entendo bem o porquê — ele riu, tentando não desviar a atenção para ela — Consegue ser mais irritante que uma criança birrenta.

— Ei, eu estou tentando ser uma boa pessoa com você nesse momento! — ela rebateu — Nosso convívio estava começando a decolar! Tinha que estragar tudo?

Pode ouvir a risada alta do mais velho preencher todo o automóvel, sentindo os pelos de seu corpo se arrepiar. Dando por vencida, resolveu bloquear a tela do celular e repousar a cabeça no encosto do banco, desviando o seu olhar para o perfil divertido do motorista. Teve que morder a língua para se conter e não começar a fazer aquilo que ela estava gostando de fazer: Provocá-lo até vê-lo irritado.

Por que os seres divinos haviam sidos tão generosos com ele daquele jeito?

De um simples ato, como desamarrar o cabelo; até com as mãos no volante, prestando atenção em um trânsito calmo, o deixavam extremamente sexy!

Será que ele não ficava feio em nenhum momento?

Se perdeu mais uma vez na curva que o seu maxilar definido fazia e acabou deixando as palavras que estava rodeado a sua cabeça ser ditas em voz alta:

— Não quer me adotar?

O viu morder o lábio inferior e olha-la de relance com um sorriso de canto. Logo entendeu a entonação manhosa utilizada para dizer aquela frase, não sendo pega de surpresa ao sentir o rubor chegar em seu rosto.

— Você é mais desobediente que meus dois filhos juntos — ele disse, passando a língua entre os lábios — Por qual motivo eu deveria te adotar?

Para azar - ou sorte dos dois -, ele a olhou intensificado quando pararam em um semáforo que decidiu se fechar justo naquele momento. Ele retornará a encara-la com aquela expressão prepotente que lhe havia lançado mais cedo, fazendo com que seu controle ficasse em uma corda bamba e suas pernas começassem a roçar, levemente, uma na outra em busca de um alivio superficial. O filho da mãe já estava sabendo como manipulá-la só com o olhar e ela não estava gostando nada daquilo, e antes que aquele ato se tornasse perceptível por ele, ela tomou as rédeas de seus sentidos.

— Bom, você poderia me ensinar boas maneiras.

Ela tentou provocá-lo, deixando o seu instinto sexual falar mais alto. Deixando que uma mistura de inocência com uma pitada de malícia atingisse seus olhos e a sua voz fina.

Touché.

O viu vacilar, desviando a sua atenção novamente para a estrada enquanto apertava as mãos no volante e voltava a dirigir. Sorriu satisfeita por não ser a única afetada pelo rumo daquela conversa.

— Quantos anos você tem mesmo? — ele perguntou, sem rodeios

— É inconveniente perguntar a idade de uma ma dame — Aria rebateu e o viu morder o lábio com força

— Você é sempre ágil em suas respostas — Cavani pensou alto

Ela virou seu corpo no banco e ficando de frente para ele, sentando-se sobre sua coxa esquerda e podendo ver seu semblante ficar sério. Era isso que ela queria, atenta-lo até que ficasse irritado, e só deus sabe lá o que poderia fazer com ela.

— Posso ser ágil em outras coisas também.

Aria voltou a falar manhosa, o vendo a olhá-la atônito por uma fração de segundos.

— Você deveria procurar provocar caras da sua idade — ele murmurou

— Você não sabe minha idade — rebateu mais uma vez, deixando uma leve risada escapar de seus lábios quando o viu bufar — Acho que você está interessado demais em saber quantos anos eu tenho.

— Por que eu estaria?

— Por que? Me responde você já que é o interessado. Ou me diga quantos anos você acha que eu tenho. Se você acertar, te dou uma bonificação também.

Ela voltou a encostar a cabeça no banco, o vendo tentar continuar prestar atenção nas vias ao invés nela. Não sabia se ele estava nervoso ou desconfortável com aquela conversa, porém, suas mãos seguravam com firmeza o volante, desnecessariamente. Cavani pensou em respirar fundo umas 3 vezes antes de responde-la pois estava sendo difícil conseguir se concentrar em um trânsito inexistente e em uma garota que o estava enrolando enquanto a alça de sua blusa estava quase deslizando por seu ombro, deixando o decote de sua blusa cair e seu colo ficar mais evidente.

Aria estava conseguindo faze-lo perder o controle mais uma vez, e ele estava permitindo que aquilo acontecesse.

— Como você disse, é inconveniente perguntar e até mesmo julgar a idade de uma ma dame.

Ele respondeu, tentando relaxar ao entrar no jogo que a garota estava fazendo com ele.

— Ah é? — ela sorriu — Então temos um grande impasse aqui, Sr Cavani.

Ela se ajeitou no assento ainda na posição que deixava o seu corpo virado para o dele, o vendo soltar um suspiro pesado. Prosseguiu:

— Você está me julgando, desde a hora que colocou os pés naquela sala.

— Espera aí. Quem mal me cumprimentou e passou o dia me ignorando, ficando de sorrisinho pelos cantos com os demais presentes foi você — ele rebateu, aumentando o tom de voz.

Odiava ser acusado.

Mesmo tendo sua parcela de culpa, ele não era totalmente errado naquele dia fatídico.

Ela teve que fechar os olhos e contar até dez para não soltar os cachorros. Estava querendo acreditar que eles haviam voltado para a estaca zero e em menos de 24 horas não haviam conseguido ficar numa boa.

Não soube de onde veio a calmaria, mas ela veio.

E ao abrir os olhos e vê-lo a encarar novamente, por estarem estacionados em algum lugar na qual não estava interessada em saber, com aquela expressão raivosa, ela soube que seu momento zen havia chegado no momento certo. Ergueu sua mão, pousando-a no braço de Cavani e sentindo todo o seu corpo querer entrar em combustão por estar tocando, mesmo por cima do tecido da camiseta que usava, o músculo enrijecido do jogador. Abriu um sorriso compreensivo e o viu franzir o cenho, provavelmente estranhando aquela atitude.

— O problema todo foi por causa da minha falta de atenção? Pois eu não sei se está percebendo, mas eu estou tentando te dá-la toda nesse exato momento.

Ela teve que morder a bochecha internamente para não soltar uma risada ao perceber o duplo sentindo que havia naquela frase. Só que ela precisava de mais. Ela queria deixa-lo da mesma forma que ela ficava quando o mesmo se aproximava.

Atordoado.

Ela o queria desse jeito.

E de outras formas também, mais no momento ela iria se satisfazer com aquele semblante.

Cavani pode vê-la soltar o cinto de segurança, inclinando o seu corpo para encurtar a pequena distância que havia entre eles. O seu rosto estava tão próximo e iluminado pela a luz do poste que adentrava pelo para-brisa, que ele pode se deliciar com sua falsa expressão angelical, fazendo consequentemente com que sua excitação aflorasse no meio de suas pernas e precisando imediatamente se ajeitar para que não ficasse evidente para a garota.

Era ridículo o quão Aria conseguia deixa-lo a sua mercê em dois tempos: Ora irritado, outrora descontraído, logo depois excitado. Cada sensação sendo testada com o passar dos minutos daquele longo dia.

De forma alguma ele conseguia ignorar esse envolvimento.

E ele iria embora dali frustrado por não ter conseguido arrancar quase nenhuma informação sobre a sua pessoa. Ela ainda continuava próxima, o analisando perdido em seus pensamentos e voltou a abrir um sorriso, dessa vez satisfeita por tê-lo deixado desconcertado daquela forma. Entreabriu os lábios, para concluir sua fala, e o viu direcionar o olhar para eles. Aproveitou para murmurou, vagarosamente, como se fosse para ele entender o que estava sendo dito:

— Mas se você quiser continuar nessa guerra como um bom garotinho implicante, não tem problema! Eu posso continuar sendo a niña inexperta y mimada. — Passou a língua entre os lábios, concluindo — Afinal, acredito que você seja bom em cuidar de crianças.

O viu cerrar os punhos, sendo a deixa para que Aria pudesse se afastar, pegar sua bolsa que estava jogada no chão do automóvel e perceber que estavam estacionados de frente para o seu prédio. O olhou pela a última vez antes de descer, e lhe deu uma piscadela, tratando de seguir seu caminho de uma vez por todas. Por impulso, quando Cavani a viu contornar o capô do carro e chegar na porta do grande prédio, abriu a janela, chamando sua atenção.

— Você sabe que isso não acaba por aqui, certo? — questionou nervoso

— Obrigada pela carona e tenha uma boa noite, Señor Cavani.

Ela desconversou, lhe dando um aceno e adentrando ao seu prédio.

Encostou na grande porta que acabará de fechar, e soltou uma risada nervosa, sentindo todo o seu corpo formigar com aquele turbilhão de sensações. Atordoada, pegou o celular que estava em seu bolso e abriu o aplicativo de contatos, procurando o nome que no momento poderia ajudá-la a resolver aquele grande incomodo que estava embolado nas suas partes baixas.

 



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