História Frenesí - Capítulo 8


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Categorias Cindy Kimberly, Edinson Cavani
Personagens Edinson Cavani
Tags Cavani, França, Psg
Visualizações 11
Palavras 1.722
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Sexta-feira



Aria observava perdida em pensamentos as costas nuas do jovem que estava deitado ao seu lado. Os traços definidos por conta de alguns trabalhos braçais, a pele dourada, o som de sua respiração pesada por estar em um sono profundo.
Martino, um viajante vindo diretamente de Madrid. Dois anos mais novo que ela mas algo que nunca foi empecilho para que eles tivessem aquela aventura.
Estava mochilando desde o início do ano, um espírito livre, desapegado das pessoas e bens materiais. Já tinha passado por experiências maravilhosas em algumas cidades de sua Espanha, do sul da França e estava a pouco tempo em Paris. Nunca sabia responder por quanto tempo ficaria pois sempre esperava a oportunidade perfeita bater em sua porta para que pudesse partir para um novo lugar. Atualmente trabalhava em um café que ela era cliente fiel desde que se mudará para aquele bairro e a primeira vez que o viu, atrapalhado com os pedidos dos clientes enquanto se virava com um francês fajuto, perceberá o quão encantador eram seus cachos castanho claro e sua covinha na bochecha esquerda, que insistia em aparecer toda vez que ele direcionava um sorriso brincalhão para ela.
Tinha uma queda por cabeludos, ela sempre precisaria admitir.
Depois de tomar a iniciativa perguntando de onde ele vinha e para onde ia, trocaram números de telefones, podendo vê-lo contente com um contato humano naquela cidade bastante fria. Depois de diversas mensagens sendo trocadas e encontros propositais causados por uma Aria que sempre ia ao Café, acabaram por tornar rotineiro os corpos entrelaçados e deitados nus em sua cama. Depois de passarem a noite vivenciando uma boa foda, ela pedia para que ele contasse as histórias de sua vida, e o modo como gostaria de continuar levando-a.
Ele era bom, ela não podia negar. Na cama, na conversa, nas histórias.
Mas nada que pudesse preencher o vínculo afetivo que ela tinha oco dentro de si. Aria fugia desde muito cedo desses padrões românticos, odiava clichês. Não por traumas adquiridos por amores malsucedidos ou coisas do tipo, ela só era fã de carteirinha do casual. E não se esforçava para que seus casos saíssem disse.
Não havia cobranças, ciúmes, satisfações.
Apenas um bom vinho, uma conversa boba, corpos nus embolados e um breve adeus.
Martino aceitava ser só algo causal, não a pressionava para terem algo sério. E era por isso que tinha sempre o seu número como contato de emergência.
E aquela noite era uma emergência.
Depois de ter descido do carro de Cavani, podia sentir as pernas moles e sua intimidade implorar por mais. Sabia que quem sairá perdendo por ter o provocado daquela forma fora ela, não tendo no fim como alívio o corpo do mais velho sobre o seu, lhe ensinando a ser a boa garota que tanto implorava para que fosse.
Por isso Martino precisava entrar em ação e quando o viu atravessar a porta de entrada de seu apartamento, o agarrou de um jeito que nunca o agarrará, pegando o garoto de surpresa. Não conseguia recordar se havia muito tempo em que eles se viram – afinal, Martino havia saído de sua casa na terça de manhã -, mas logo o sentiu retribuir o seu desespero, lhe arrastando para que aquilo fosse resolvido no quarto e provavelmente pensando que fosse algum súbito de sentimento que a garota estava sentindo ou apenas saudades de tê-lo novamente.
Pobre menino, iria usá-lo essa noite como nunca havia usado antes.
E como o usou.
Agora estava ela ali, não conseguindo sentir o remorso lhe alcançar por ainda querer que aquela respiração pesada e os cabelos jogados em seu travesseiro fossem os de Cavani. Não conseguirá se satisfazer como imaginou que conseguiria usando o corpo malhado e dourado do espanhol, mas aquele incômodo a estava perseguindo e fazendo com que seu coração pulsasse de forma errada quando imaginava os traços do uruguaio, o seu cheiro, o seu olhar.
Se levantou da cama tendo todo o cuidado para não acordar o garoto mesmo que ele tivesse o sono profundo. Procurou pelo quarto pouco iluminado, por conta das grossas cortinas que impediam os raios solares de entrar, alguma peça de roupa usável. Optou pela a camiseta do rapaz que estava jogada ao pé da cama, e a vestiu. Antes de sair, verificou as horas no celular constatando ser ainda muito cedo para ir trabalhar e ignorou completamente o seu eu competente que gritava incansavelmente que o alivio que procurava estava no prédio do PSG – ou no CT. Olhou mais uma vez para Martino dormindo como um anjo e sorriu, depositando um leve beijo em sua bochecha e o ouvindo resmungar algo inaudível.
Foi até a cozinha, sem fazer muito barulho para não chamar também a atenção de um provável Adam. Pegou a rotineira tigela que utilizava para colocar seu ovo mexido e a deixou em cima da bancada, indo até a geladeira e quase se enfiando dentro da mesma para buscar ingredientes necessários para fazer um bom café da manhã para ela e o espanhol adormecido em sua cama.
O mesmo merecia um agrado por ter sido tão esforçado.
Após encontrar tudo que precisava fechou a geladeira, levando um susto ao ver Adam parado no batente da porta a encarando malicioso.
— A noite foi boa, em! — ele se pronunciou e a viu deixar os alimentos em cima da bancada.
— Seria melhor se você tivesse ido me buscar — ela rebateu, rindo
— Até parece. — Adam a acompanhou na risada e se aproximou — Entrei no seu quarto e dei de cara com um boy cabeludo.
— É só o Martino, Adam — ela o cortou, na defensiva demais
— É só? — ele a repetiu — Gostaria que fosse outro, ma puce?
— Não começa — Aria o repreendeu com um breve olhar
— Tudo bem! Agora me conta — disse animado — Como foi ontem? Como você veio embora? Táxi ficaria uma fortuna e você é totalmente contra esse sistema.
— Foi tudo muito tranquilo. Acho que as fotos ficaram ótimas. Bom, pelo menos os fotógrafos falaram que estavam. Os meninos se comportaram bem. — Ela enumerou, soltando um suspiro antes de responder a última pergunta — E voltei para casa de carona, já que meu melhor amigo me abandonou há uns 100 km de casa.
— Sério? Com quem?
Adam ignorou o drama da amiga, questionando curioso quem seria o responsável por deixa-la na porta de casa. Roubou um pedaço de queijo da bandeja que estava com ela e em um lapso de memória ele continuou a questiona-la:
— Eu tinha ligado pra todos os meninos antes da minha bateria acabar para saber se eles ainda estavam lá e se alguém poderia te dar uma ajuda.
Ele disse ainda pensativo e teve outro estralo em sua mente. Se calou e arregalou os olhos em direção a menina, podendo vê-la olha-lo incrédula, e voltou a dizer:
— Eu só não liguei para o El Matador.
Sussurrou mais para si do que para ela, voltando a dar um sorriso em direção a garota.
— Sim, foi ele que me trouxe.
— Meu deus. E você está viva? — questionou, impactado — Bom, já fiquei preocupado com você sozinha em uma sala com ele. Agora dentro de um carro, Aria?
Ele estava empolgado, se sentando em dos bancos altos que havia na grande bancada que ficava no meio da cozinha.
— Nem eu sei como estou viva — confessou, soltando uma risada sem humor ao se lembrar do dia anterior.
— Me conta! — grunhiu desesperado
— Não foi nada demais — Aria desconversou, voltando a arrumar seu café da manhã — O tratei como uma pessoa normal.
Mentiu. Descaradamente.
Pode sentir os olhos de Adam lhe julgando e olhou sobre o ombro para confirmar sua intuição.
— Ele não é uma pessoa normal, Aria! Eu te conheço, abre logo o bico.
Pode ouvi-la rir e parar em sua frente, olhando-o acanhada.
— Eu simplesmente me auto sabotei! Não conseguindo sequer olhar para ele por muito tempo. Ele pensou que eu fosse uma estagiaria novata e inexperiente, até mesmo mal-educada por simplesmente não o ter cumprimentando direito.
Desabafou, frustrada.
— E você, como uma boa gatinha arisca, deve ter mostrado quem era a estagiaria novata e inexperiente — ele afirmou, a vendo morder o lábio — Agora tudo faz sentido. Por isso que você está com Martino e quase derrubou o prédio essa noite.
— Adam — ela o advertiu, reprimindo uma gargalhada
— Pena que foi com o cabeludo errado — ele continuou a perturba-la — E olha que ironia do destino: tambien hablas español.
— Cala a boca — ela disse, se entregando a risada e por fim dando de ombros — Fazer o que, eu sigo um padrão.
Pode ouvi-lo gargalhar e jogou o pano de prato que estava próximo a si, nele. Fazendo um sinal de silêncio para que o mesmo se controlasse.
— Então é por isso que hoje eu acordei com uma mensagem do Cavani perguntando sobre a minha festa de aniversário — Adam voltou a ficar pensativo.
Poder ver a menina suavizar o semblante risonho, deixando os lábios em uma linha reta. Ela o olhava curiosa, sem acreditar no que o amigo dissera.
— O que? — por fim, perguntou.
— É isso mesmo que você ouviu. Boatos que o cabeludo vai para minha festinha — ele a respondeu, voltando a abrir um sorriso malicioso.
— Eu escutei a palavra festa?
Martino adentrava na cozinha, trajando apenas com o seu samba canção xadrez e indo em direção a uma Aria atônita, lhe dando um leve beijo nos lábios e indo até a pia, pegando um copo e o enchendo com água. Adam o analisava atentamente, como sempre fazia quando o garoto aparecia portando aqueles trajes – ou a falta deles. Fazia caras e bocas para a amiga, que o mandava ficar quieto com um rubor nas maçãs do rosto e um sorriso tímido.
— É isso mesmo Martino. Meu aniversário é semana que vem e você está mais que convidado a comparecer — ele sorriu triunfante para Aria, que o fuzilou com o olhar
— Nossa, me sinto até lisonjeado. Mas não sei se tenho roupa para um evento tão importante assim.
Martino disse se virando para a dupla de amigos, envergonhado, fazendo Adam querer apertar suas bochechas e pegar pra criar. Se levantou e antes que saísse da cozinha, roubou outra fatia de queijo do café da manhã do casal. Parou na porta e os olhou com um sorriso sapeca brincando em seus lábios.
— Não se preocupe Martino, tenho certeza que a Aria irá ajudá-lo com isso.
 



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