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História Frenesi - Capítulo 10


Escrita por: Katherine_tIs

Notas do Autor


Esse nem demorou tanto né?
Link das músicas nas notas finais

⚠️⚠️⚠️ ALERTA DE GATILHO ⚠️⚠️⚠️

Capítulo 10 - 505


Mas eu desmorono completamente

quando você chora

Parece que mais uma vez você teve para me

cumprimentar com um adeus

Eu estou sempre prestes a ir e estragar a

surpresa

Tome minhas mãos longe de seus olhos

muito cedo


Konoha, 03:07 a.m


O som do ‘tic-tac’ começou a ficar mais audível a cada passo que dava.

Em meio ao caminho de um jardim que parecia tão conhecido por si, os passos iam se afastando cada vez mais, se aproximando de uma enorme fonte com cinco querubins que pareciam brincar entre si enquanto água jorrava de suas bocas fazendo biquinho.

Já estava se aproximando da enorme árvore frondosa de tâmaras quando um alarme soou em seu cérebro que imediatamente a fez correr até seus corpos se chocarem e ela o abraçar desesperadamente.

Não queria que ele partisse.

Não agora,

Nem tão cedo.

Suas lágrimas já encharcavam as costas do outro, seus soluços intensos a fazem cair na realidade e ir ruindo cada vez mais.

Quando não sentia uma força sequer em seu corpo, sentiu ele pegando em sua cintura a tempo antes de seus joelhos irem de encontro ao chão.

- Eu te amo e sempre te protegerei, nunca esqueça disso

A voz aveludada era marcante, mas não lembrava de onde a ouviu e tão pouco quem era o dono dela.

- Não me deixe...

Um fio de voz e nada mais

- A vida tem grandes planos para você que me incluem de outra forma meu amor – a voz era tão macia que fazia um carinho em seu coração – Agarre tudo de braços abertos e ame a todos que surgirem por esses novos caminhos. Eu te amo, mas tenho que partir.

Um beijo casto foi dado em seus dois olhos

- Não...

- Lembre-se que eu te amo e sempre cuidarei de vocês

Segurou o rosto com as duas mãos e beijou os pequenos lábios carnudos, o nariz afilado e demorou um pouco mais em sua testa

- Meu tempo está acabando – encostou sua testa na dela – Eu preciso partir

- Não me deixe, por favor...

- Eu te amo meu passarinho, seja livre!

Mais um beijo casto nos lábios e na testa

Separou do abraço e continuou o percurso com lágrimas nos olhos e um aperto no coração para a imensidão de azul com nuvens, para o vale dos inocentes.

Como lhe doía ter que partir.

E ela quis correr como se sua vida dependesse daquilo.

Mas um dos querubins, o maior entre eles, segurou sua mão e olhou em seus olhos

- Não chore moça, um dia seremos felizes – o pequeno querubim falou e voltou a correr até a fonte junto com os outros

Até que tudo desapareceu.

Ficou escuro

Frio

Sem vida

E sem ele


***


Acordou atordoada sentindo seu corpo incrivelmente suado, frio e dolorido.

Aquele não era o primeiro pesadelo com aqueles personagens

Ela só não fazia ideia de quem era a mulher e o rosto do rapaz era embaçado, nunca focado.

Aquilo lhe dava uma sensação de agonia e desespero.

Já havia noites que sonhava com aquilo e cada vez mais sentia um ‘tic-tac’ mais alto durante ele.

O tempo de algo estava acabando.

Sentiu sua bile doer e logo o ácido veio como bala subindo por sua garganta.

Em dois tempos correu para o vaso sanitário do banheiro a tempo de sentir todo o liquido de gosto amargo sair de seu corpo parecendo não ter fim.

Algo muito ruim aconteceria, só não sabia quando e com quem.

Estava tão absorta em seus pensamentos e no seu momento enquanto colocava tudo pra fora, que sequer ouviu o ruido da porta de seu quarto abrir e de lá, uma cabeleira loura que observava toda a cena desde que acordou com uns barulhos de choro vindos do quarto da filha.

Observou atentamente cada espasmo que o corpo dava a cada novo volume a ser despejado pela boca.

Via a cada momento que os joelhos vacilavam e quase a derrubavam para o lado.

Mas preferiu apenas observar e fazer uma nota mental com o que seus olhos semicerrados capturavam.

Era quase um déjà-vu que amargava em sua boca.

Engoliu o bolo seco e fechou a porta cautelosamente para não fazer alarde.

Talvez não fosse aquilo

Talvez fosse efeito do que julgava ser o delírio que tivera.

Ao sentir que nada mais sairia de dentro do estômago, a Haruno, com muito esforço, tentou se levantar.

Baixou a tampa do vaso para sentar e deu descarga.

Sua cabeça começou a dar voltas, a tontura era seu pior pesadelo para aqueles dias.

Passado alguns minutos e com a tontura ter passado por completo, levantou-se e foi ate o box do chuveiro, tirou o baby-doll e a calcinha. Ligou o chuveiro e deixou a água morna abraçar seu corpo de maneira suave.

Por instinto, fechou os olhos e começou a passar as mãos em sua barriga ainda lisa.

Era uma sensação única. Sentia que não estava sozinha em momento algum enquanto aquele pequeno ser crescia em seu ventre.

Sentindo seu corpo inteiramente relaxado, desligou o chuveiro e pegou uma toalha para se enxugar, para só então, mandar uma mensagem para seu namorado.

O telefone já indicava pouco mais da quatro da manhã, mas seu peito estava apertado, sentia uma agonia crescer em si.


[04:47 a.m] Sakura:

- Amor, está tudo bem?


Jogou o celular na cama e aproveitou para se trocar e fazer algumas leituras de livros atrasadas.

Sabia que a uma hora daquelas não conseguiria voltar a pegar no sono depois de um pesadelo daqueles.

Enquanto retirava o livro “morte súbita” da prateleira, ouviu o bip do celular informando a mensagem que esperava:


[04:49 a.m.] Cee

- Oi meu amor

- Sim, estou bem, e você?

- Aconteceu algo?

Suspirou em alívio.

Respondeu que estava tudo bem e logo bloqueou o ecrã novamente.

Sentou no chão para ler o livro.

E cada vez mais, parecia sentir que via a personagem Kristal em seu irmão mais velho: sempre preocupado com o mais novo e faria de tudo para vê-lo bem.

Achava tristes as condições da personagem, mas a compreendia.

Estava tão envolvida na leitura que só saiu “de dentro” dele com o celular vibrando as horas do despertador.

Olhou o relógio digital via que já era hora do último dia de aula.

Enfim, faltava apenas algumas horas para ir embora daquele lugar.

Que seus pais a perdoassem, mas queria ser livre, queria VOAR!

Marcou o livro onde parou a leitura e o colocou de volta na prateleira.

Trocou de roupa e desceu as escadas sentindo um clima extremamente tenso na mesa do café da manhã.

Olhou para o lado oposto e respirou fundo.

- Bom dia – deu um sorriso mínimo

Ninguém respondeu.

O maxilar de Deidara estava trincado, a veia na têmpora de Sasori parecia que iria explodir, os olhos de seu pai estavam em pura fúria e sua mãe estava com o rosto completamente vermelho, seu olhar era mais duro do que rocha.

Sentou na cadeira vazia e esperou por um tempo alguém falar ou pegar algo.

Sentindo que ninguém faria isso, pegou um sanduíche e um copo de iogurte.

Um plano logo foi elaborado em sua cabeça.

Estava com fome e nada naquela casa a faria sair de casa de estômago vazio.

Bebeu o iogurte até a metade quando viu que era hora de um teatro básico:

- Puxa vida, acho que esqueci meu celular no quarto...

Saiu da mesa e foi logo em direção ao banheiro do quarto. Pegou pasta e a escova de dentes, teria que fazer a limpeza na escola ou o pior aconteceria naquela casa muito cedo.

Colocou as coisas em uma pequena case com zíper, colocou por dentro da calça e desceu.

- Eu já estou atrasada então já vou indo – foi até seu lugar bebendo o resto da bebida, pegou o sanduíche e um pedaço de bolo de coco.

Agarrou a mochila e saiu o mais depressa possível da casa.

Algo ainda explodiria e ela não queria estar presente.

No meio do caminho, a caminhonete do irmão parou ao seu lado para continuar o caminho.

Ninguém falou nada o percurso inteiro.

Ao descer do carro passou a mão no pescoço sentindo algo ruim.

Não sabia o que era, então fez um sinal da cruz e entrou na escola indo diretamente para o banheiro.

O mínimo que esperava para aquele dia, era que o baile de colação de grau terminasse com a chave de liberdade dela e de seu amor.

Mas mal sabia ela,


Que a roda da fortuna já estava girando...




•●◇●•




Eu disse: me mate agora, eu quero morrer

Ouvi que há uma chance no além

Talvez não me deixe entrar, mas pelo menos eu

não estarei vivendo

Aqui estou eu, espremido entre

Paraíso e inferno, o quê? Eles não existem, oh

Então


06:14 a.m.



Seu dia começou tão amargo quanto qualquer dipirona que já tenha provado.

As palavras que seu amado disse martelavam na sua cabeça como pregos na cruz.

Como podia ser tão burra ao pensar que ele iria mesmo deixar de tentar se inscrever para entrar na melhor universidade do país para ir para a cidade vizinha?

- Burra, burra, burra, burra, mil vezes burra. É isso que você é sua garota burra!

Batia sua cabeça sem sessar no espelho que jazia quebrado com um soco que ela deu assim que chegou em casa durante a madrugada.

Sua mão direita estava cortada, assim como a testa e a bochecha direita.

Havia sangue seco gotejado no piso de madeira, no tapete fofo e nas suas roupas.

Fios de cabelo estavam aos tufos pela cama, assim como o enorme caco do espelho que usou para cortar suas mechas, estava cravado na parede oposta de onde estava.

Não existia mais estribeiras para se perder quando ela já havia matado todo e qualquer resquício de sua compassividade por aqueles dois.

Seus olhos estavam secos, já não tinha mais nada para chorar.

Só existia agora o pecado a qual era sua salvação.

Com esse pensamento foi banhar para iniciar aquele dia como se nada tivesse acontecido durante toda a madrugada.

Vestiu a farda do colégio, pegou a mochila e saiu de casa.

Seus pais que estavam conversando sobre a vinda do bebê em poucos dias, se assustaram ao vê-la passar pela sala com os cabelos cortados na altura do queixo, estes que antes batiam seus cachos no bumbum.

A matriarca se perguntava o que aconteceu e o patriarca ficou perdido sobre o que significava aquele ato ou moda em que a filha mergulhou.

Quando já estava próximo da escola viu aquela que começou a nomear como a causadora de todas as suas desgraças em vida.

Estava com aquele mesmo sorriso nojento de sempre que fazia as pessoas a comparassem com um anjo.

- Nem Lúcifer me dá mais nojo que você criatura ridícula – sussurrou a morena

Passou pelos portões da escola e de forma alguma ligava para os olhares daquela gente sobre seu rosto.

- Que cara de peixe podre é essa? Não curtiu seu novo corte? – sua única amiga na cidade, Yumi, perguntou

- Não te interessa – começou a apertar a caixa de leite entre as mãos

A garota vendo o gesto, olhou para degraus abaixo da arquibancada da quadra de esportes de onde estavam.

Observou o casal de loiros que dividiam o lanche e eram só sorrisos e carinhos, a morena deu um sorriso triste por si, pois sabia que nunca encontraria alguém que a tratasse daquele jeito; e triste pela amiga, pois no fundo sabia que ela nutria uma obsessão esquisita pelo rapaz desde que ele chegou na cidade.

- Sabe de uma coisa – olhou para a garota ao seu lado – Supera!

Franzindo o cenho, a garota olhou no fundo dos olhos da outra

- O quê?

- É isso mesmo: S-U-P-E-R-A – soletrou pausadamente para a amiga entender – Deixa eles serem feliz e procura sua própria felicidade. É simples, poxa!

começou a rir com tamanha idiotice profanada.

- Você só pode estar de brincadeira com a minha cara não é Yumi? – seu sorriso era estranho acompanhado da bochecha que começava a sangrar com os ferimentos recentes – Demore o tempo que for minha querida, mas ele ainda será meu.

- E se isso não acontecer? – perguntou só para ver onde iria os limites daquela – Você sabe, fugir...

Franziu o cenho e logo pequenos pontos de sangue começaram a despontar de sua testa.

Mas o sorriso enorme e macabro que apareceu em sua face foi o que lhe deu arrepios

- É simples minha querida amiga – olhou para o casal a baixo – Eu chegarei mais rápida.

Yumi não sabia o que ela poderia fazer, mas lia romances policiais suficientes para temer o pior.

- Você tem algo em mente para laçar ele?

A morena estreitou os olhos para algo além do ombro da amiga.

Parecia pensar sobre algo, quando um lampejo passou pelos seus olhos os tornando um pouco mais escuros que caramelo.


- Quem sabe... – respondeu misteriosa


***


Durante o resto da manhã e metade da tarde, a garota de olhos caramelados tentava bolar algo para aquela noite do baile.

O último dia de aulas e provas tinha finalizado aquele ciclo escolar para dar as boas vindas a uma nova fase da vida de todos.

Mas quando estava saindo de seu lugar particular da escola, ouviu sussurros de felicidade de Sakura e Cee comemorando a gravidez dela.

Aquilo foi seu fim.

Não queria acreditar naquilo.

Mas, e se for verdade?

Seu inconsciente plantou essa semente de dúvida em sua cabeça atribulada de problemas.

Ao chegar em casa foi diretamente para o sótão da família.

Encontrou o suéter que seu amado a tinha dado e inspirou profundamente sentindo apenas, o cheiro de amaciante que sua mãe usava nas lavagens,

Sua garganta fechou com um pensamento cruel que teve. A de seu amor rejeitá-la eternamente porque a maldita Haruno continuava vivendo no mesmo plano que eles.

- Eu sou seu amor verdadeiro meu querido – seus olhos foram perdendo o brilho de vez – Mas nada mais impedirá minha felicidade daqui em diante...

O suéter foi jogado em uma lixeira de metal junto com um pouco do uísque que bebia escondido durante a noite.

Riscou um fósforo e ficou apreciando a chama até ela se apagar achando sensacional as cores do fogo e a sensação de calor que ele passava quando o fogo alcançou a ponta de seus dedos os queimando brevemente.

Ao sentir a dor da queimadura superficial, sorriu e fechou os olhos.

Riscou dessa vez cinco fósforos e ficou observando as chamas consumirem aquele pedaço de pano amarelo que significava tanto para sua pessoa.

Uma lágrima sem emoção desceu pelo seu rosto frio enquanto bebia o resto da metade da garrafa de bebida direto do gargalo sem fazer careta.

Sua mente lhe dizia que aquele seria o sacrifício para uma nova Era, que ela renasceria das chamas daquele presente como uma fênix.

Não se contentando com aquela pouca quantidade de álcool em seu organismo, desceu até a prateleira de bebidas de seu pai próximo a lareira da sala.

Agarrou as duas garrafas de vodka e uma de gin.

Estranhou seus pais não estarem alí, e ao abrir a porta do quarto qual foi a sua surpresa ao ver o belo vestido cor de rosa clarinho igual ao de uma princesinha dentro de um saco todo embalado.

Sorriu tristemente ao ver que também as flores de ornamentação para seu pulso estava alí junto com toda a sujeira que fez durante a noite.

Bebeu todas as bebidas das três garrafas.

As nove da noite chegou uma mensagem em seu celular de seu pai dizendo que sua mãe ainda estava em trabalho de parto e que infelizmente não poderia acompanha-la naquele baile, mas esperava lhe encontrar o mais rápido possível para terem uma conversa séria.

Sorriu amarga com a notícia.

Levantou-se do tapete segurando um pedaço pequeno do espelho e passou a língua no lados do objeto de maneira sensual. Ligou o chuveiro.

Lavava suas feridas e sorria ao sentir o sabonete queimando-as

Sentia-se viva e mordaz.

Ao sair do banheiro enxugou-se o mais rápido possível. Vestiu o vestido, colocou o pequeno ramo de flores no antebraço.

Pensou em algum salto fino e alto para usar, até o momento em que seus olhos bateram na caixa do sapato que nunca usou na vida por não combinar com seus vestidos da igreja.

Em um pulo alcançou a caixa e os tirou de lá.

Os sapatos eram coturnos pretos que chegavam a ser de quatorze centímetros, era de zíper, mas estava cheio de tachinhas que o deixavam com um estilo punk.

Ao se ver no espelho, notou que estava faltando algo. Retirou do fundo gaveta de sutiãs um batom da mac vermelho vivo.

Olhou-se novamente no espelho e viu que estava belíssima, mesmo com os cachos picotados na altura dos seios.

Sua cara se tornou em fúria ao lembrar que ele sequer percebeu seu novo corte de cabelo.

Com raiva, gritou e jogou todos os produtos de sua penteadeira no chão quebrando tudo. Pegou o abajur, o jogou no chão e com toda a sua fúria, quebrou ele pulando em cima.

Desceu novamente para a pequena adega do pai e bebeu toda a garrafa de rum e tequila em poucas goladas, quebrando os vidros no chão da casa.

Um lampejo passou pela sua mante, e com um sorriso foi até ao sótão procurando seu mais novo amigo. Ao encontra-lo riu de forma desesperadora e feliz.

Saiu da casa com o batom borrado na face e o rímel derretido.

Caminhava diretamente para a escola reiniciar sua vida arrastando um taco de beisebol em meio a avenida e sua sanidade na casa do caralho.

Ficou plantada observando toda aquela gente no salão, mas só uma pessoa lhe interessava.

Quando iria dar o próximo passo, um par de mãos lhe puxou para o lado e a arrastou para um corredor vazio.

- Você está ficando louca? – era Yumi

Seus olhos estavam arregalados para o que Fū trazia em mãos.

- Só irei fazer meu acerto de contas com o destino – respondeu dando um sorriso inocente

Um frio correu pela espinha da outra morena

- Você não vai a lugar algum com isso – a olhava nos olhos

A morena então deitou a cabeça para o lado e piscou calmamente com aquele sorriso lá

- Mas é claro que vou – respondeu calmamente – E não será você que irá me impedir.

-Você só vai acabar com a sua vida Fū, me esculta – chacoalhou os ombros da amiga – Não vale a pena você fazer qualquer coisa por um homem!

A morena de olhos caramelados gargalhou com aquilo.

Se desvencilhou do toque e saiu ainda segurando o instrumento pelo corredor vazio.

- Sua vadia, se você soubesse o que é AMOR não estaria falando MERDAS PARA MIM! – urrou de costas para Yumi

- Isso não é saudável! Me esculta – foi em direção a ela apressando o passo – ISSO É UM ERRO!

Mas ao tentar pegar em seu braço, a garota virou com tudo batendo friamente o taco de beisebol na cabeça da única amiga que tinha.

- VOCÊ NÃO SABE DAS MERDAS QUE FALA SUA INFELIZ – gritava enquanto batia a madeira contra a cabeça da outra – SE VOCÊ AMASSE ALGUÉM NÃO ESTARIA FALANDO ISSO SEU MONTE DE MERDA!!! VOCÊ É A PIOR PRAGA EXISTENTE SUA NOJENTA DEFENSORA DE MERETRIZES!!!

Nem se dava conta que sangue espirrava por seu vestido, sapatos, rosto e sua arma.

Quando percebeu que o corpo já estava sem vida, sorriu divertida.


Olhou para o lado, e foi procurar sua presa.




•●◇●•




Estou aguentando firme

Eu mesma nunca fui o suficiente

para mim

Tenho que ser muito forte

Há um poder no que você faz

Agora, todos os dias eu estarei observando

você

 

07:40 a.m


Ao contemplar os presentes, podia acreditar que se caísse uma agulha no chão de madeira, todos ouviriam.

Não podia imaginar que o bosta do seu pai tinha despejado toda aquela merda na mesa em pleno café da manhã.

Já iria abrir a boca quando Sakura entrou no recinto e percebeu o clima, tentou comer algumas coisas enquanto ele e seu irmão prendiam tudo na garganta como quem guarda veneno para cuspir fora.

- Puxa vida, acho que esqueci meu celular no quarto...

A caçula interrompeu aquele silêncio ensurdecedor e saiu subindo as escadas a passos pesados.

E não demorou muito para que ela aparecesse novamente na sala de jantar

- Eu já estou atrasada então já vou indo – foi até seu lugar bebendo o resto da bebida, pegou a mochila, o lanche e saiu porta fora como quem foge da cruz.

O silêncio continuou mais alguns minutos até perceberem que ela não retornou para casa

E aquilo foi seu gatilho

- VÃO SE FODER! VOCÊS NÃO TÊM DIREITO ALGUM DE FAZEREM TODA ESSA MERDA COM ELA! O QUE VOCÊS QUEREM, EIN? A ALMA DELA PRESA NESSA NA JOÇA DESSA CIDADE IMUNDA? – gritou Sasori a plenos pulmões

A carranca de Kizashi piorou e Mebuki, por pouco, não arremessa a faca de mesa contra a face do próprio filho

- Eu acho melhor você comedir as bostas que você despeja pela boca – o patriarca falou em voz baixa completamente limpa de qualquer sentimento – Ou eu não responderei pelos meus atos.

- Seu canalha – rosnou Deidara em puro ódio – Sua cobra peçonhenta. EU ABOMINO VOCÊS DOIS!

O primogênito agarrou a jaqueta que estava no encosto da cadeira e saiu pisando fundo mortalmente odiado.

- como vocês podem ser assim? – os olhou atônito

- Deixa de ser molenga e cresce seu pivete – sua mãe dizia em deboche

- Você é o pior e realmente acha que pode dizer algo? – seu pai olhou no fundo dos olhos – Seu fedelho imprestável!

Seu pomo de adão desceu dolorosamente com todo aquele ácido despejado sobre si.

Levantou da cadeira e rumou para fora daquela casa.

Se surpreendeu ao ver a caminhonete estacionada na frente de casa e não pensou duas vezes quando entrou nela. Não disse nada para o irmão que estava com o rosto petrificado olhando para frente.

No meio do caminho encontraram Sakura, e em silêncio, cada um foi as suas respectivas tarefas.

Quando o ruivo chegou na feira ficou remoendo todas as coisas ditas entre seus pais e eles próprios.

Jamais poderia imaginar que eles fariam aquele tipo de coisa, ainda mais envolvendo a própria filha.

O dia passou lento, do jeito que ele queria.

Ao entardecer, resolveu ir para a loja de conveniência que o irmão trabalhava.

Ao entrar, notou que sua irmã e o namorado estavam lá também, porém a mais nova estava com um cara azeda.

- O que aconteceu? – perguntou para ambos

- Se você não vai contar – apontou para o irmão mais velho acusatória – Ele terá que falar nem que seja sob tortura!

Ela visivelmente estava indignada com algo.

Sasori então, rapidamente procurou saber o que estava acontecendo. Mas seu irmão estava com o maxilar estava trincado, os braços cruzados e uma carranca de dar medo em criancinhas.

Infelizmente aquela carranca lembrava muito do patriarca Haruno.

- Porra... – sussurrou o ruivo passou as mãos nos olhos

- E então? – perguntou Sakura - Quando que vão me dizer qual é a merda que ‘tá acontecendo?

Coçando a cabeça e soltando um pigarreio, decidiu ceder

- Eu acho que isso não será saudável para... – apontou para a barriga

- Não se preocupe com isso – cruzou os braços acima dos seios – Tenho saúde o suficiente para aguentar qualquer coisa que disser.

- Também não é assim meu amor, você sabe que toda gravidez é de risco – Cee parecia bem preocupado.

Os irmãos Haruno tinham um carinho pelo Komatsu porque ele conseguia ler facilmente o gral de uma situação só em ver os gestos das pessoas.

E ele tinha ciência que era algo péssimo

- Hoje de manhã eu flagrei a nossa mãe em uma conversa com o tal Hidan – quem começou fora Deidara – Eles vão te levar para algum país da américa, acho que é o Peru ou Paraguai, não lembro ao certo e tinha acabado de acordar.

A loira franziu o cenho

- Você vai para um mosteiro para ser mais exato – continuo o loiro – Enquanto eu e Sasori iremos para uma clínica de reabilitação para viciados e pessoas com algum distúrbio mental. Mas isso é só para continuar mantendo as aparências da família

- Que porra é essa? – Cee passou seu braço envolta do ombro da namorada em forma de proteção e os olhando incrédulo.

- E quanto a você – apontou para o Komatsu – Eles deram um jeito de te incriminar para a polícia, mas como e com o quê eu não faço ideia. Eles estão fazendo isso com o apoio do nosso pai, o reverendo da cidade só para manterem vocês dois separados um do outro.

- Mal sabem eles da “surpresinha” – murmurou a Haruno contra o peito do amado

- Tem algo que me diz que tem muito mais coisa nisso – interrompeu o ruivo – Tipo, muuuuita coisa mesmo.

Deidara parecia distraído, mas a verdade é que tentava pescar em sua mente coisas que pareciam aleatórias ou sem muito sentido para a atual situação em que estavam.

Confirmou com seu irmão que tinha algo realmente estranho naquilo tudo, pois não conheciam aquela índole de seus pais.

Se assustaram quando a sineta anunciou a chegada de alguém no local.

O primogênito olhou mortalmente para o irmão mais novo, este ficou aterrorizado de terem sido pegos no flagra por seus pais.

- Olá – disse uma mulher muito bonita – bom inicio de noite, vocês vendem aqui springles e Coca-Cola? Não encontro e nenhuma vendinha e pior ainda no super mercado.

- Claro – respondeu cordial com um sorriso no rosto – ficam lá no fundo, próximo a seção de laticínios, as batatas ficam lá perto também.

- Muito obrigada – sorriu e foi a sua procura

Só que a mulher acabou esbarrando em Sasori quando voltava para o caixa, e rapidamente, ele segurou-a pela cintura antes de cair.

A mulher sorriu sem graça e ele,

Bom,

Ele ficou encantado por aqueles olhos cor de ébano. Tão negros que parecia uma noite sem estrelas.

- Com licença – pediu baixinho desconcertada e ruborizada

Enquanto o loiro passava as oito batatinhas e três garrafas de dois litros e meio da bebida, ele olhava para ela rapidamente.

Olhos negros

Pele branca, mas não tão branca

Cabelos cor de chocolate

- Desculpe, mas... você é daqui? – perguntou curioso

A morena abriu um sorriso genuíno

- Não, só estou de passagem – respondeu solicita – Estou trabalhando, na verdade.

- Assim

Quando estava pegando as sacolas, viu de relance uma garota loira e então olhou para ela.

Olhos tão verdes como a esmeralda mais polida de uma joia cara

Cabelos loiros que tonalidade familiar

- Quem é ela? – perguntou ao rapaz

- É a minha irmã – respondeu

- E o nome?

Deidara estranhou aquilo

- Sakura. Porquê?

- É um nome muito bonito para a beleza dela – respondeu com um sorriso e foi embora

O loiro se juntou novamente aos irmãos e ao cunhado.

Percebeu que sua irmã estralava os dedos como forma de aliviar a ansiedade que crescia.

- Eu estou sentindo uma sensação muito ruim, uma carga bastante negativa – começou a loira – mas espero não ser nada de mais, só algo passageiro.

Cee a abraçou mais ainda inspirando o cheiro de laranja do cabelo dela, depositou um beijo no topo da cabeça e fechou os olhos.

Ele também sentia uma sensação ruim, quase amarga desde semana passada, mas hoje cresceu consideravelmente.

Sasori arregalou os olhos quando viu as horas no relógio na parede

- Caramba, já são sete e dez?

- A gente pode pedir um lámen para comer, o que acham? – perguntou Deidara

Topando a refeição, não demorou muito para a comida chegar.

Comeram, se divertiram e combinavam os últimos ajustes para irem embora de vez daquele lugar.

O Komatsu resolveu ir para casa se despedir de sua mãe e pegar a mochila que preparou para aquela viagem.

Enquanto isso, os irmãos foram para o segundo andar da vendinha que dava para uma área livre dando acesso ao céu estrelado da noite.

Sentados em suas cadeiras beberam refrigerante com algumas batatinhas.

Conversavam sobre o que esperavam de Tóquio, suas expectativas e tudo mais.

Sakura já estava preocupada.

Já era uma da manhã e nada do retorno do seu amado.

Sentiu um aperto no peito e sua mente começou um ‘tic-tac’ incessante.

Seu corpo tremeu ao escutar o toque do celular.

Era seu namorado

Seus irmãos perceberam sua inquietação e lhe dirigiram olhares preocupados.

- Está tudo bem? – perguntou Deidara

- Atende logo ué – falou Sasori

A loira engoliu o bolo seco que se formava em sua garganta e atendeu a ligação.

- Alô? – suas mãos tremiam

Um barulho de interferência saia do outro lado

- Cee? – sua voz começava a ficar embargada

Nada saia além de ruídos

Quando já iria falar algo, ouviu um sussurro quase inaudível:

- Eu descobri... fuja meu amor

- Cee...

- Eu te amo... Mas tenho que partir.

Um grito e um urro seguiram até a ligação ser encerrada de maneira brusca

Os irmãos que ouviram tudo se perguntavam o que havia acontecido.

Um estalo se deu na mente do ruivo que arregalou os olhos com a conclusão

- Vamos embora agora

- O quê? – perguntaram os dois loiros em uníssimo

- Eu tenho certeza que aconteceu algo de ruim com ele envolvendo nossos pais e o que descobrimos. Vamos embora agora! – falava rápido, mas de um jeito que eles compreenderam

- A gente não pode ir embora sem ele. Não podemos – lágrimas despontavam dos olhos esverdeados

- Você quer ficar aqui e ser levada para o caralho a quatro e te matarem durante um aborto nos confins do mundo? – o ruivo estava começando a perder as estribeiras

- Eu não posso... – lágrimas já rolavam sob seu rosto alvo

- Nos desculpe – falou Deidara apreensivo – Mas meu coração está tremendo de medo por algo bem grande contra nós

- Mas...

- Você vai escolher mesmo entre sua morte ou vida? – o ruivo começou a ficar aflito enquanto sacudia os ombros da caçula

Olhava no fundo dos olhos dele e chorou.

Seu coração acelerou, seu corpo ansiava por algo e sua mente trabalhava a 220v.

Estava tendo uma crise de ansiedade

- Não temos tempo – o loiro pegou a garota no colo e desceram rapidamente entrando na caminhonete.

Partiram para fora da cidade.

Mas no caminho, flagraram os dois carros da polícia da cidade estacionados com as luzes acesas.

Vários adolescentes chorando ou com caras assustadas e olhando um pouco mais ao fundo, podiam ver um lençol branco manchado de vermelho que parecia ter um corpo embalado.

Sentiram um arrepio ao passar por alí, Deidara pisou fundo no acelerador sem pensar duas vezes.

Ambos sabiam que o Komatsu não apareceria naquele lugar, disso tinham certeza.

Sakura se debulhava de lágrimas e começou a abraçar o próprio corpo tendo os braços do ruivo ao seu redor.

A sensação ruim só crescia a cada vez que se distanciavam da cidade.

E em meio a flashs de lembrança, a loira pôde ver claramente que a mulher de seus sonhos era ela e homem,


Era Cee.




•●◇●•




Alabama, Arkansas, eu amo minha

mãe e meu pai

Não do mesmo jeito que que

eu te amo

Bem, Santo Deus, minha nossa, você

é a menina dos meu olhos

Garota, eu nunca amei alguém como

eu amo você

Cara, oh, cara, você é minha melhor amiga

eu grito para o nada

Não há nada que eu precise

Bem, torta de abóbora quente e

pesada, doce de chocolate, Jesus Cristo

Nada me agrada mais que você


03:07 p.m


Quando recebeu a mensagem naquela madrugada já estava acordado.

Na verdade, só conseguiu um cochilo, mas logo acordou com o peito doendo.

Uma dor que só crescia.

Levantou-se da cama e ficou sentado na soleira da janela acompanhando o nascer do sol.

Sua mandíbula tremia e seus olhos marejavam, tinha uma sensação ruim de que aquela poderia ser uma última vez.

De tudo.

Expirou fundo e sequer tinha se dado conta de que já era hora de cumprir seus últimos afazeres para encerrar seu ciclo escolar.

Se dirigiu até a cama e pegou a mochila conferindo se suas coisas essenciais estavam todas alí só esperando o momento certo.

Colocou novamente de baixo da cama.

Foi para o banheiro tomar banho e se preparou para aquele dia.

Pegou a outra mochila com seu caderno e alguns livros e saiu porta a fora.

- Bom dia meu amor – sua mãe deu um sorriso alegre ao vê-lo

- Bom dia mamãe – deu um beijo na testa dela – Bom dia Nina – deu um beijo na bochecha de sua ama.

- Bom dia querido, dormiu bem? – perguntou como de costume

- Claro – mentiu com um sorriso no rosto

- Bom dia – Akira apareceu na mesa com cara de poucos amigos

- Bom dia – responderam os três

O café da manhã seguiu com um silêncio incômodo até para a governanta que se encontrava na cozinha.

Já presenciou várias refeições da família, mas naquela sem dúvidas, tinha algo de ruim.

E como se compartilhasse dos mesmo pensamentos e sentimentos, Samui sentia seu peito doer desde a noite de ontem ao abraçar o filho inesperadamente antes dele entrar no quarto para dormir.

- Venha Cee, te levarei para a escola – o patriarca limpou os cantos da boca com o guardanapo e levantou plantando um beijo na cabeça da esposa.

O rapaz fez o mesmo e deu um beijo na testa da mãe e um na bochecha de Nina.

Saíram porta a fora.

- Você também sente algo não é Nina? – perguntou a loira

- Você deveria ser menos negativa minha amiga – disse a morena não querendo demonstrar suas emoções

Mas a Komatsu só deu um sorriso triste enquanto uma lágrima descia por seu rosto enquanto seu coração apertava mais ainda.

Já no carro, um silêncio constrangedor seguia entre pai e filho desde a hora em que saíram de casa.

Mas durante o percurso, o loiro percebeu que aquela rota era a mais longa a percorrer.

Tinha algo de errado alí.

- Pai...

- Eu sei – disse o homem – Essa é a rota mais demorada, mas você não gosta de passar algum momento comigo? Eu aparento ser tão cruel assim desde que chegamos aqui?

Sua voz era baixa, mas a imponência reverberava em cada palavra dita.

- Negativo pai – olhou para o homem ao seu lado – É só que parece estranho o senhor me levar para a escola. Desde que entrei no ensino médio o senhor não fazia isso.

Notou que o homem apertava levemente a direção, engoliu em seco.

Tinha algo de errado alí

- Pai – perguntou tentando parecer neutro – O quão grande é o seu amor pela minha mãe?

Aquilo pareceu o pegar de surpresa, já que aparentemente ele prendeu a respiração.

Demorou um pouco até ele soltar o ar pela boca

- Tão profundo quanto o oceano – respondeu baixo como se fosse um segredo

O garoto assentiu e voltou para seus devaneios até chegar na escola.

- Tchau pai

- Tchau filho – e saiu cantando pneu

Entrou no recinto procurando a namorada em meio ao fervo de pessoas que transitavam pelo corredor loucamente.

A maioria animadas para desfrutarem do baile de colação de grau que aconteceria naquela noite, mas ele tinha outros planos que não envolviam flores, vestidos e ternos.

Ao chegar no seu armário colocando os livros, sentiu o cheiro de flor de laranjeira e mãos macias tapando sua visão

- Advinha quem é? – a voz aveludada que tanta ama dizer em seu ouvido

O sorriso em seus lábios só cresceu mostrando seus dentes brancos

- Talvez um grande churro sabor chocolate que eu estou pronto para comer tudo – virou-se bruscamente roubando um beijo dos lábios cheios e pequenos da namorada

- Bom dia – respondeu ela sorridente

- Dia mais saboroso que esse não sei se terei – logo deu um beijo estalado na bochecha dela

De mãos dadas, seguiam pelo extenso corredor no meio de toda aquela bagunça de adolescentes.

De longe se destacavam: ele com o casaco de capitão do time de basquete nas cores amarelo com detalhes azul marinho e ela com o suéter vermelho um pouco grande que ele lhe dera.

Depois de já estarem em seus devidos lugares, sentiu Sakura lhe cutucar com a caneta em sua perna. Como ela sempre sentava a sua frente, não era difícil aquele gesto acontecer.

Olhou para cima e viu o rosto oval de Fū cortado e com os cachos curtos.

Estranhou aquilo, mas achou que o novo corte lhe deu um ar mais estiloso.

Já no momento de pausa para o almoço, depois de dividirem a refeição na arquibancada da quadra.

Foram expulsos por uma Yumi raivosa que tentava organizar a quadra para a festa daquela noite.

Então, estavam próximos as árvores da floresta, nos bancos de piquenique.

O Komatsu fazia carinho no rosto da amada que repousava sua cabeça no ombro dele.

- Sabe – iniciou ela – Eu estava pensando em deixar o quarto do nosso bebê todo clean. Nem azul e nem rosa.

- Descobriu que existe mais cores no arco-íris? – perguntou em tom brincalhão

- Não seja tão idiota – franziu o cenho em tom de reprovação – Digo isso porque é bem comum quartos de bebês serem dessas cores...

- Bregas - revirou os olhos – Isso de cor azul e rosa está bem fora de moda não acha?

- Deixa de ser chato – se ergueu para olhar nos olhos dele – Eu quero o quarto todo branco com tons de lilás e cinza como detalhes. O que acha?

- Que teremos poucos meses para organizar tudo – finalizou com um sorriso amoroso dando um beijo em sua testa e fazendo carinho na barriga dela.


***


Ao entrar na casa, estranhou sua mãe não estar presente, tampouco Nina lhe receber.

- Pai? - chamou sem ter resposta

Fechou a porta e deu algumas passadas até sentir uma pancada forte na cabeça.

Ouvia vozes conversando entre si, mesmo com a cabeça latejando ouviu tudo perfeitamente bem.

Até que falaram deles.

Ouviu tudo e perdeu fôlego ao ver o quão ruim aquela gente era.

Ao tentar se levantar, fez um ruído com a boca por tamanha dor na cabeça. Foi inconsciente, mas foi o suficiente para as vozes se silenciarem.

Percebeu um ruído de algo sendo arrastado pelo chão.

Reconheceu o lugar como a cozinha, tateou os bolsos a procura do celular e ao ligar para a namorada, som parou.

Ao erguer a cabeça se assustou com a pessoa que estava alí com aquele objeto pontiagudo.

Mesmo cambaleante, corria como podia. Tentou subir as escadas, mas ao olhar para o topo, outra figura estava lá só o esperando para a morte.

Correu então para a sala de visitas e conseguiu ligar os fatos com tudo que pesquisava durante meses atrás. Tinha realmente algo a ver com eles.

Mas será que aquela mulher realmente estava viva?

Aparentemente sim.

- Alô? – a voz feminina soou do outro lado

- Eu descobri... fuja meu amor – tentava avisar o mais rápido possível

- Cee... – a Haruno parecia relutante

- Eu te amo... Mas tenho que partir estava preste a falar algo mais quando sentiu algo duro bater contra seu braço e um chute no meio de suas costas o fazendo cair de cara no chão.

Olhou rapidamente para as três pessoas que alí estavam.

As armas que seguravam sem desistência alguma ou pensamento em recuar junto de três sorrisos macabros.

Se aproximaram de uma vez e ele apenas fechou os olhos com Sakura em suas lembranças.

A mulher que sempre amou.

Um urro foi ouvido pelos vizinhos que foram para a janela, muitos até sonolentos, espreitar o que tinha acontecido.

Quase uma hora depois, Samui e Nina chegaram na via de casa com alguns vizinhos em suas portas olhando para a rua.

A Komatsu travou a mandíbula sentindo seu coração apertar. Em seu interior rezava para ser só uma fofoca sobre a festa na escola.

Nina semicerrou os olhos e sentiu sua alma sair do corpo quando viu uma viatura da polícia na porta da casa da família.

Quando estacionou o carro, a loira correu como se sua vida dependesse daquilo.

E ao entrar em casa soltou um grito de dor assustando a todos, a governanta logo correu para ver o motivo.

Ao ver a cena desmaiou.


Com um machado partindo seu crânio,



Cee Komatsu estava morto.


Notas Finais


Link das músicas:
https://youtu.be/Dw7ine3xH20
https://youtu.be/pBEv_9t61Xk
https://youtu.be/J9NQFACZYEU
https://youtu.be/sPV_t8YMW_k

Eu não sei se é a tpm adiantada, mas esse capítulo me deixou bem emotiva.
O próximo será o fechamento desse ciclo que apelidei carinhosamente de "Ciclo da dor".
Então podem esperar tiro, porrada, cuspe na cara, bomba e sorrisos perversos ou de Vitória para o ciclo seguinte.

P.s.: comentem sobre o que acharam, ajuda bastante 😉
P.s. 2: até semana que vem mais duas longs chegam, uma de magia e uma de distopia com um toque de jogos vorazes. 💁🏻‍♀️
P.s. 3: tentarei o máximo possível trazer o próximo capítulo que terá flashes da Todai 🌚

Até a próxima 🐉


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