História Fresh Paint - Capítulo 11


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Categorias The Originals
Personagens Klaus Mikaelson
Tags Drama, Romance, The Originals
Visualizações 83
Palavras 1.009
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá e boa tarde, eu vou parar de falar que vou postar o mais rápido possível, pois sempre que falo isso dá tudo errado.
Enfim, aqui está o capítulo 11.

Capítulo 11 - Incertezas


Fanfic / Fanfiction Fresh Paint - Capítulo 11 - Incertezas

Os dias seguiram como se nada tivesse mudado no mundo, mas eu estava diferente e não conseguia explicar... Afinal, ninguém acreditaria naquela história louca de que as histórias de terror eram reais.

Louise provavelmente já tinha saído de Paris e eu estava perdida no meio de tantas pessoas normais. Não conhecia outros como eu, ou sabia identificá-los, sequer conhecia muitas pessoas em geral.

Pelo menos minha contagem de corpos estava abaixo do esperado. Depois do terceiro corpo que precisei me livrar, consegui me controlar e só pegar o necessário para me alimentar, sem matar no processo. Afinal, a única regra que eu tinha que seguir era evitar que a nossa existência espalhasse no mundo humano e com um assassino em série nas manchetes seria impossível.

De maneira geral, um dos meus problemas, com a possibilidade de matar alguém, era meu temperamento, que mudava sem eu perceber, conforme minha sede aumentava. O outro era o quanto tentava esquecer como e porque fui transformada, o quanto me desapontava saber que fui abandonada, como se nada mais importasse em nosso relacionamento.

A frustração percorria meu corpo toda vez que me perguntavam sobre pinturas do anônimo NM, era como se eu revivesse o último dia que nos vimos. Minha resposta era sempre a mesma, ele tinha saído do país e eu não sabia quando seria seu retorno ou se teria interesse em fornecer outros quadros.

Tirando isso, era possível manter o controle... Eu estava enganada por ter pensado assim.

Lentamente, um mês chegou ao fim. Diferente do início, minha impaciência aumentava e eu começava a chegar ao meu limite. Não matei ninguém, mas no ritmo que seguia, não demoraria para entrar naquele caminho.

Continuava a manter o foco em qualquer coisa para tirar minha mente do inevitável. Mas era inútil. Por mais que eu tentasse esquecê-lo, tudo me fazia relembrar os momentos juntos, até as coisas mais banais, me partiam o coração. A onda de nostalgia me rodeava, até mesmo em meus sonhos e pesadelos.

Aproveitei que teria um curador indo para os Estados Unidos e o compeli a visitar New Orleans e investigar Klaus. Não sabia o que faria com as informações, queria apenas saber como estava ou se sentia minha falta de alguma forma... Para ser sincera, eu não sabia se queria descobrir mais sobre ele ou sua família.

Após algumas semanas, Oliver retornou com mais material do que esperava, queria apenas informações, mas agora tinha fotos em mãos... Senti meu corpo gelar ao olhar cada imagem.

- Este é Marcel, pelo que descobri, ele e Klaus tem algum problema. – Ele começou a explicar o que descobriu pela cidade, apontando para o material espalhado em minha mesa. – Na próxima foto você pode ver Freya com a noiva Keelin, Rebekah discutindo com Kol e Hope é a garota desta última foto, pelo que entendi, ela é filha do homem que você me pediu para observar. A mãe da menina está desaparecida e todos estão à sua procura pela região. Existe outro irmão, mas ele não estava na cidade.

- Alguém percebeu o que estava fazendo? – Retruquei, encarando seus olhos escuros.

- Não, fui bem discreto.

- Ótimo. Agora você vai esquecer tudo que eu pedi para fazer... Foi para New Orleans olhar alguns quadros e esculturas, mas desistiu por não encontrar o artista. Agora pode ir e apague qualquer registro do que eu pedi.

- Perfeitamente. – Ele sorriu, saindo da sala e se despedindo de Pierre.

Encarei o relógio e já se passava de 01:00 da manhã. Todos tinham saído, só eu continuei no escritório, terminando com a garrafa de vinho, enquanto encarava as imagens sem saber o que sentir.

Era difícil aceitar que eu o amava, ao mesmo tempo que o odiava pela forma como agiu. Eu não me importaria de ser deixada de lado, desde que ele falasse isso na minha cara.

Mais algumas semanas se passaram, antes que eu conseguisse usar outros curadores como investigadores pessoais. A história era sempre a mesma, mesmas fotos, mas aos poucos os semblantes das pessoas mudavam... Estavam preocupados com algo, algo que um humano não saberia dizer.

Se tratando de seres imortais como ele, precisaria ser algo muito sério para que realmente se preocupassem e o rosto de Klaus naquelas fotos fazia meu coração se apertar. Eu queria ao menos me despedir apropriadamente, sem a necessidade de uma carta, queria ajudá-lo, mas não também sabia como.

- Algum problema? – Pierre entrou na sala me encarando.

- Por que a pergunta? – Voltei a atenção para a porta.

- Está encarando o computador há horas...

- Eu realmente não percebi. – Sorri, observando seus movimentos e a veia em seu pescoço.

- E então? O que aconteceu? – Insistiu, chegando mais perto.

- Não é nada demais, é só um amigo, que eu acho que está com problemas.

- Então, por que não vai ajudá-lo?

- Ele mora nos Estados Unidos. – Expliquei, sem entrar em detalhes.

- Você não tira férias há dois anos, alguns dias fora não farão mal a ninguém. Eu posso dar conta do serviço sozinho.

- Acha mesmo que eu devo largar tudo e ver o que está acontecendo?

- Por que não? O pior que pode acontecer é dar uma viagem perdida.

- Tudo bem, eu vou seguir seu conselho.

- Deveria. – Riu, saindo da sala.

Pierre não era um homem que dava conselhos de graça. Ele era meu amigo, mas nunca tivemos uma relação profunda e aquela conversa tinha me surpreendido.

Encarei o site da companhia aérea por mais algum tempo antes de comprar a passagem. Não tinha a menor ideia de como chegar em um novo continente, sem ser convidada, sem ser desejada. Os Mikaelsons acabavam com quem quer que entrasse no caminho de algum deles e eu seria isso. Klaus tinha uma família completa, da qual não fazia parte, mas era a primeira vez em toda minha vida que sentia falta de alguém que não tivesse meu sangue.

Eu estava embarcando na viagem mais louca da minha vida, sem saber o que me aguardaria do outro lado do oceano.


Notas Finais


Bom pessoal, não sei quando vou continuar a história... Não vou falar que vai ser logo, porque sempre que falo isso acontece algo ruim para me atrapalhar.
Até o próximo.
Bloody Kisse =*


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